CATUAI
Porte Baixo

ORIGEM

Cultivares obtidas pelo cruzamento de ‘Caturra Amarelo IAC 476-11’, com ‘Mundo Novo IAC 374-19’. O híbrido resultante recebeu a denominação IAC H2077. Na população F3 (IAC H2077-2-5), foram obtidos cafeeiros homozigotos para porte baixo e para frutos amarelos, mas, com o desejado vigor da ‘Mundo Novo’. Essa nova combinação foi denominada de Catuaí Amarelo, tendo como características principais o porte baixo (tipo ‘Caturra’) e frutos com exocarpo (casca) amarelo. A cultivar foi liberada pelo Instituto Agronômico de Campinas para fins comerciais em 1972. Conforme explicado anteriormente, durante mais de 20 anos considerou-se que existia somente uma cultivar ‘Catuaí Amarelo’ e várias linhagens dentro desta cultivar, como, por exemplo, 86, 74 e 62. Todavia, em 1999, devido às exigências da Lei de Proteção de Cultivares, cada uma das antigas linhagens foi registrada no Registro Nacional de Cultivares (RNC) como uma nova cultivar. Assim, atualmente usa-se o termo Catuaí Amarelo em referência a um grupo de cultivares e, por exemplo, Catuaí Amarelo IAC 62 e Catuaí Amarelo IAC 74, como cultivares e não mais como linhagens.

 

CARACTERÍSTICAS

São cultivares suscetíveis à ferrugem e aos nematóides. As plantas são vigorosas e apresentam altura média de 2,0 a 2,3 m e diâmetro da copa de 1,8 a 2,0 m. Em algumas regiões cafeeiras, essas dimensões são bem maiores, como é o caso de Patrocínio e de Coromandel, MG (Figura 3 -A). O sistema radicular é vigoroso e, dependendo do tipo de solo, pode se distribuir em profundidades superiores a dois metros (Figura 3-D). Os internódios da haste principal e dos ramos laterais são curtos e as ramificações secundárias e terciárias abundantes. As folhas novas são de cor verde-clara e as adultas são verde-escuras e brilhantes (Figura 3-C). As inflorescências são em número de 3 a 5 por axila foliar e o número de flores, por inflorescência, também de 3 a 5. Os florescimentos principais ocorrem nos meses de setembro e outubro, e a maturação dos frutos, de maio a julho. Em média, o período entre a fertilização e a maturação completa dos frutos, nas condições de Campinas, é de 230 dias. O peso médio do fruto maduro varia de 1,10 a 1,24 g e o peso médio de 1.000 sementes, do tipo chato, de 112 a 125 g. O valor da peneira média dos grãos do tipo chato varia de 16,5 a 16,7. A porcentagem de sementes normais, do tipo chato, é de 82,3% a 89,1%. O rendimento oscila em torno de 50%.

A produção média de café beneficiado, por hectare, em espaçamentos normais, de 3,5 x 0,5 m, em regiões com temperaturas mais elevadas, ou de 3,5 x 0,7-1 m, em regiões mais amenas, pode ser de 30 a 40 sacas beneficiadas por hectare; produções bem maiores podem ser obtidas em anos de elevada produção e em espaçamentos menores. Em áreas irrigadas, no espaçamento de 3,80 x 0,50 m, a produtividade média é de 60 sacas de café beneficiado por hectare. A qualidade da bebida é excelente e a participação da ‘Bourbon Vermelho’ é de 75%, o que explica a qualidade do produto.

 

RECOMENDAÇÕES DE PLANTIO

 

As cultivares registradas no Registro Nacional de Cultivares (RNC) em 1999 e mais recomendadas para plantio têm os sufixos: IAC 17, IAC 32, IAC 39, IAC 47, IAC 62, IAC 74, IAC 86 e IAC 100. A mais cultivada é a IAC 62. A cultivar IAC 66 está em fase de registro pelo IAC e também poderá ser recomendada. As cultivares do grupo Catuaí Amarelo vêm apresentando ampla capacidade de adaptação, sendo altas as produções na maioria das regiões cafeeiras onde são plantadas. Seu porte pequeno permite maior densidade de plantio e torna mais fácil a colheita e os tratos fitossanitários. São apropriadas para pequenos proprietários que possuem cafeicultura familiar. As indicações de espaçamentos adensados são semelhantes às descritas para ‘Catuaí Vermelho’.




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