Procafé Atende - Adubação/correção

Município: 
Monte Carmelo
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Paulo, pergunta se  em plantas de café amarelecendo devido deficiência induzida pela seca. justifica a aplicação de MAP purificado visando evitar a evolução do amarelecimento e queda de folhas? se sim em qual concentração? Lavoura sentindo muito o déficit hídrico, lavoura de sequeiro. Nós atendemos dizendo que ajudar ajuda, mas não resolve, isso porque com o déficit hídrico todo o suprimento nutricional fica comprometido. Talvez valha mais a pena proteger com fungicida e inseticida as plantas estressadas, pois, nessa condição ficam mais susceptíveis a cercosporiose e bicho mineiro. . O ideal seria aplicar água em irrigação, ou rezar pra chover. Matiello

Município: 
Cachoeira de Minas
Estado: 
MG
Tenho um.cafe novo de seis meses. Jogar agora o super simples. Seria bom ou ruim pro café novo. Me passaram que seria bom pras raízes. Mas é viável jogar nesta época fria. Apesar de ter chovido. E quando adubação foliar,seria viável.

 

Resposta:

Senhor Wilson, diz ter  um.cafe novo de seis meses. Jogar agora o super simples. Seria bom ou ruim pro café novo. Me passaram que seria bom pras raízes. Mas é viável jogar nesta época fria. Apesar de ter chovido. E quando adubação foliar,seria viável. Nós atendemos dizendo que se o adubo fosfatado, como o super simples, foi colocado na cova ou sulco de plantio ele não precisa ser colocado nos próximos 3 anos. Agora em cobertura ele vai ser menos eficiente. Foliar poderia sim usando MAP a 1,5% na calda, fazendo umas 3 aplicaçãoes no ano, enquanto o que colocaria no chão passe a se aprofundar e, assim, funcionar. Matiello

 

Município: 
Montes Claros
Estado: 
MG

 

Resposta:

Monielly, pergunta qual é a composição química da palha do café?

Tenho interesse em fazer compostagem utilizando a palha de café e esterco equino.

Existe algum estudo científico que especifique essa composição? Tenho interesse em utilizar a palha para compostagem juntamente com o esterco equino (produção de composto para culturas de ciclo curto). Nós atendemos dizendo que a palha de café tem em média  1,5% de N,   0,15 % de fósforo e  3,0 % de potássio, além de micro-nutrientes. Matiello

Município: 
São Gotardo
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor José,  pergunta se  em  relação à correção de solo, qual deve ser a área considerada para correção? Somente a saia do café, aproximadamente 60 cm ou a área total? e qual a profundidade 10 ou 20 cm. Coletei amostras somente na saia do café. Nós atendemos que de fato a região da saia do café é prioritária para correção, pois ali os adubos aplicados acidificam e é ali onde se concentram as raízes. A profundidade considerada é de 0-20 cm. O cálculo normal de correção então seria digamos um terço da área, ou seja o que cobre o pé de café, considerando os dois lados. Teoricamente, então se calcularia a dose e se dividiria por 1/3. No entanto como o calcário é colocado em cobertura e o calcário comum demora a se solubilizar, tendo seu efeito a médio prazo, costuma-se, na prática, calcular pra área total, conforme de costume e concentrar a aplicação apenas na linha de cafeeiros, pois, assim , o efeito será mais rápido, pela maior dose ali concentrada. Matiello

Município: 
Boa esperança
Estado: 
MG
Posso substituir completamente a necessidade de Potássio por adubação com esterco bovino, e complementar somente o N? Qual percentual médio de K deve assumir no esterco de confinamento? Não respondida ainda.

 

Resposta:

Sr Flávio, pergunta se pode  substituir completamente a necessidade de Potássio por adubação com esterco bovino e complementar somente o N com mineral? Qual percentual médio de K deve assumir em um esterco de confinamento? Nós atendemos dizendo que o esterco em m´dia possui 0,5 % de N, 0,2 % P2O5 e 0,5% de K2O. Vamos exemplificar para uma lavoura com 30-50 scs/há, necessitaria de cerca de 350 kg de N e 300 kg de k2O. Então pra suprir todo o potássio precisaria de 60 t de esterco  por há, o que é impossível na prática, pela dificuldade de obtenção e de aplicação. Mesmo considerando um aproveitamento melhor do orgânico, o quer permitiria reduzir uns 20% o teor total de NK, ainda assim seria uma dose muito alta. Por isso se indica 10-20 toneladas de estaerco  e se complementa com NK. Matiello

Município: 
Patrocínio
Estado: 
MG
Quero optar pelo gesso por ser uma fonte mais barata desses dois nutrientes, qual a dosagem a ser trabalhada?

 

Resposta:

Senhor Flávio, diz que de acordo com análise de solo não haverá necessidade de calagem, porém o Cálcio e o Enxofre estão baixos, posso trabalhar com o gesso para fornecer tais nutrientes? Se sim qual a dosagem e aplicado na área total ou apenas na projeção da copa do cafeeiro?Quero optar pelo gesso por ser uma fonte mais barata desses dois nutrientes, qual a dosagem a ser trabalhada?. Nós atendemos dizendo que a dosagem certa dependeria de observarmos a análise, porem não se pode aplicar uma dose muito alta de gesso, pois poderia desequilibrar em relação ao magnésio. Deste modo seria indicada, sem problemas, uma dose  em torno de 1 tonelada por ha, nesse caso aplicada na linha, como uma adubação. Matiello

Município: 
Monte Carmelo
Estado: 
MG
Produto siltito glauconítico com 10% de Potássio.

 

Resposta:

Senhor Carlos, não existem m trabalhos  de pesquisa que garantam essa substituição. Nesse caso, enquanto não se tenha essa certeza eu faria, com prudência, uma substituição apenas parcial. Matiello

Município: 
Romaria
Estado: 
MG
Se aplicar o adubo em solo úmido e não chover o mesmo reagirá?

 

Resposta:

Senhor Luiz, pergunta se deve   fazer a adubação em solo úmido ou pode ser em solo seco desde que chova em seguida? O adubo deve esperar a chuva ou a chuva esperar o adubo?Se aplicar o adubo em solo úmido e não chover o mesmo reagirá? Nós atendemos dizendo que a questão da umidade do solo é importante apenas para o adubo nitrogenado com a fonte uréia. Com ela na fórmula ou se aplica com solo bem seco ou bem úmido. Um pouco úmido a uréase libera a amônia que se volatiliza. Deste modo é mais prudente aplicar com solo bem úmido, pois ela se dilui na água do solo, penetra um pouco e ocorre pouca perda. Matiello

Município: 
Ribeirão corrente
Estado: 
SP
Boa tarde, em anexo analise de solo arenoso em ribeirao corrente, 0 a 20 e 20 a 40cm de um talhao cujo foi soja e milho a 20 anos e desde março 2018 esta com braquiaria para platio de café em dezembro 2018, alem do plantio da braquiaria não foi feita nenhuma intervenção ainda. Gostaria de saber a quatidade de calcario (uso as 400g metro/sulco ), super simples que coloco no sulco e esterco de vaca tbm no sulco, e depois de plantado o cafe como inicio a adubação e qual somente N ? Uso algo de liberacao lenta junto? Obg.

 

Resposta:

Senhor Adriano, envia, em anexo,  analise de solo arenoso em Ribeirao Corrente, 0 a 20 e 20 a 40cm de um talhao cujo foi soja e milho a 20 anos e desde março 2018 esta com braquiaria para platio de café em dezembro 2018, além do plantio da braquiaria não foi feita nenhuma intervenção ainda. Gostaria de saber a quantidade de calcario (uso as 400g metro/sulco ), super simples que coloco no sulco e esterco de vaca tbm no sulco, e depois de plantado o cafe como inicio a adubação e qual somente N ? Uso algo de liberacao lenta junto? Nós atendemos dizendo que pela análise praticamente não precisava usar nada no sulco pois o pH está bom e a saturação (V%) também. Se a sua análise estiver com resultados confiáveis, também o fósforo está em bom nível. Apenas os micro nutrientes boro, Mn, e Fe estão baixos porem estes podem ser usados futuramente (solo ou foliar). Nesses casos o que se indica, como vai ser colocado em profundidade seria uma meia dose, ou seja  por m de sulco, umas 200 g de calcário e umas 200 g de superfosfato. O esterco é melhor colocar no pós-plantio, em cobertura. O N em cobertura pode ser tanto por uma fonte solúvel, em 3 parcelamentos ou com um adubo de lenta liberação, vendo a parte econômica. Matiello

Município: 
Cabo Verde
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhora Tania, nós atendemos dizendo que o tempo de solubilização do calcário comu não depende somente das chuvas. Nas lavouras adultas o calcário, um pó de pedra calcária, vai se solubilizando aos poucos, com a ação de ácidos do próprio solo. Deste modo a ação s´[o ocorre com o tempo. Quanto maior umidade no solo, naturalmente o processo pode ser acelerado, mas, pelo menos demora 1 ano pra haver um solubilização de uma parte mais significativa do calcário aplicado em cobertura no solo. Caso necessite de mais rapidez pode usar o calcário calcinado, ou cal dolomitica, esta pode ser ativa, na correção do pH do solo e no suprimento de cálcio e magnésio em apenas cerca de 10 dias. Matiello

Município: 
Patrocinio
Estado: 
MG

 

Respostas:

Senhor Leandro

Diz que está  com alguns pés de cafe amarelando. São pés isolados. O restante da lavoura está Boa. Tem 20 dias que não chove. Nós atendemos sua dúvida dizendo que pés amarelados salteados significam que deve ter algo de deficiência nutricional, real ou induzida. Arraque um pé anormal e veja se a raiz não está pouca. Veja se a distribuição do calcário e adubo fosfatado no sulco não ficou irregular. Faça uma análise foliar pra ver o que estaria faltando. A falta de chuvas realemnte induz deficiência nutricional, porem ela afetaria todas as plantas de forma semelhante, a menos que algumas tenham o que acabamos de falar. Matiello

Município: 
Romaria
Estado: 
MG
Qual você recomenda? calcário ou silicato de cálcio e magnésio? Ex 1 ton de calcário por ha, quanto aplicarei por ha de silicato?

 

Resposta:

Senhor Osvaldo,

Pergunta em relação ao silicato de cálcio e Magnésio com 42% de CaO e 9% de MgO em substituição ao calcário dolomítico se é recomendável e vantajoso e qual a correspondência em dose. Nós atendemos dizendo que os dois produtos se equivalem, pois o silicato é o próprio calcário com alguma impureza, porem, como mostra, com teores de óxidos de cálcio e magnésio semelhantes a um calcário dolomitico. Os ensaios que fizemos mostram que els podem ser usados em doses semelhantes. As possíveis vantagens você deve comparar os preços. Matiello

Município: 
São Roque de Minas
Estado: 
MG
Gostaria de saber se a aplicação de cal virgem no cafeeiro com o objetivo de corrigir o ph e elevar a saturação de bases terá o mesmo efeito da cal hidratada ex(geox, oxifertil). Tenho em abundancia a cal virgem por isso pensei em aplica-la. Estou com uma lavoura com solo muito acido.

 

Resposta:

Senhor Leonardo, diz que  gostaria de saber se a aplicação de cal virgem no cafeeiro,  com o objetivo de corrigir o pH e elevar a saturação de bases terá o mesmo efeito da cal hidratada ex(geox, oxifertil). Tenho em abundancia a cal virgem por isso pensei em aplica-la. Diz estar com uma lavoura com solo muito acido. Nós atendemos dizendo que os produtos citados, Geox e Oxifertil são também óxidos de cálcio e de magnésio , portanto material virgem, sem hidratação. São assim um tipo de cal dolomitica, pois  possuem os 2 tipos de óxidos e o seu, provavelmente, deve possuir principalmente o óxido de cálcio. Veja a nálise dele, pois se for apenas de cálcio ele vai corrigir o pH mas pode causar desequilíbrio com o magnésio. Poderia, se for o caso de4 ser mais economico, complementar, depois, com uma fonte de magnésio pura, como a Magnesita(94% de MgO). Matiello

Município: 
Jacutinga
Estado: 
MG
queria uma correção rápida, mas o gasto de calcário calcinado é pequeno, fica difícil adquirir esse produto, então pensei na cal hidratada de construção civil, se for possível qual a dosagem?

 

Resposta:

Senhor Marcos, diz que gostaria de uma correção rápida, mas o gasto de calcário calcinado é pequeno, e ficaria  difícil adquirir esse produto, então pensou  na cal hidratada de construção civil, pergunta se é  possível e qual a dosagem. Nós atendemos dizendo que possível é, porem seria preciso conhecer a composição dessa cal, pois, normalmente, ela é preparada a partir da queima de calcário calcictico , assim teria quase que somente óxido de cálcio e desequilibraria para o magnésio, necessitando uma complementação. Matiello

Município: 
Caratinga
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Daniel, pergunta qual é o melhor manejo em questão de rentabilidade / produção, adubação com adubos químicos ou adubos organomiral. Diz que  sempre adubei com adubo químico da Heringer e  agora pensa em mudar para organomineral. Nós atendemos dizendo que, no geral, os organo minerais ficam com preço maior, isto pra colocação da mesma dose de nutrientes, já que são uma mistura de adubos químicos com materiais orgânicos. Alem disso no uso desses adubos muitas empresas tem indicado doses mais baixas e aplicação única, quando sabemos que para o nitrogênio, nas formulações e fontes usuais,. Se perdem, seja por volatilização, seja por lixiviação. Deste modo, observe bem sobre o conteúdo desses adubos e a forma de uso, pois eles possuem, na quase totalidade, também, os nutrientes NPK na forma química. Matiello

Município: 
Virginópolis
Estado: 
MG
Pé de café no quintal, sem adubação ou pulverização.

 

Resposta:

Senhor  Magno, diz ser este, da foto, um pé de café no quintal, sem adubação ou pulverização. Nós atendemos dizendo que o amarelecimento observado na foto é devido à deficiência de manganês, provocada ou por solo com pH alto, ou excesso de umidade no solo, fatores que reduzem a disponibilidade desse nutriente para as plantas. Como está no quintal, veja se por ai já não foi aplicado muito calcário, ou, mesmo, cinzas, estas de efeito alcalinizante. Veja, também, se não escorre muita água no pé de café. Matiello

Município: 
Ouro Fino
Estado: 
MG
A terra de barranco é acida, normalmente. adubação que eu uso - 5 kg/m³ de super simplses + 1kg de cloreto de k + esterco ?

 

Resposta:

Senhor Jadir, Diz que sua  terra de barranco é acida, normalmente e a  adubação que usa é - 5 kg/m³ de super simples + 1kg de cloreto de k + esterco . Nós atendemos dizendo que o próprio esterco tem a capacidade de corrigir a acidez do solo e neutralizar o alumínio, fazendo efeito semelhante ao calcário. No entanto, caso queira usar o calcário, pode, desde que em pequenas doses, por exemplo, 0,5 Kg por Mil litros de substrato, pois o calcário em demasia pode prejudicar.  Matiello

Município: 
Jacutinga
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Antonio, diz que detectoui intoxicação de zinco no café novo. Diz que o teor no solo está em 14,6 mg/dm, as plantas estão amareladas em reboleira. Pergunta o que pode fazer para amenizar essa intoxicação . Pergunta se produtos hormonais (stimulate) + aminiácidos, poderiam diminuir o efeito do zinco tóxico.  Nós atendemos dizendo que a intoxicação com zinco se deve ao plantio em área antes com cafezal, onde esse nutriente veio se acumulando no solo. Da mesma forma sobre área cultivada com milho, pois nessa cultura se utiliza doses mais elevadas de zinco na adubação. A correção da toxidez deve ser feita tornando o zinco que se encontra na camada da cova/sulco menos solúvel. Nesse caso a imobilização desse micronutriente poderia ser feita por um aumento no pH, através de uma cal dolomitica, nesse caso aplicada somente nas plantas que estão com o problema. O uso de matéria orgânica, tipo esterco, também ajuda a imobilizar o zinco. No mais, na medida em que as raízes venham a sair da terá da cova/sulco, vão encontrar, em camadas mais profundas, uma área pobre em zinco e trendem a se recupera Caso seja poucas plantas e as mesmas se encontrarem com raízes curtas e em grande numero formando um tufo, nesse caso seria melhor replanta-las, nesse caso usando matéria orgânica e cal na cova nova. Matiello

Município: 
Cachoeira de Minas
Estado: 
MG
Matiello,tenho 4000 pés de café esqueletado. Fiz três adubação. Para um café ter muitos galhos. Qual o tipo de adubos vc me orienta,para que posso aplicar. Espero um bom rendimento no próximo ano.

 

Resposta:

Senhor Wilson, diz ter  4000 pés de café esqueletado e fez  três adubações. Para um café ter muitos galhos. Qual o tipo de adubos vc me orienta, para que posso aplicar. Espero um bom rendimento no próximo ano. Nós atendemos dizendo que no ano que se esqueleta pode-se usar 50-60% da adubação usual para as sfras normais. Veja as análises de solo, mas se os níveis estiverem baixos, pode usar um adubo fórmula tipo 20-05-15 ou similar, uns 1000 kg por há/ano, nas 3 parcelas usuais. Matiello

Município: 
Cristais
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Pedro, diz estar pensando em usar, no próximo ano, o adubo organomineral multimicros, pois todo mundo que usou falou que é melhor que o convencional e visivelmente a lavoura parece estar  melhor mesmo. Pergunta se temos algum trabalho sobre isso. Nós atendemos dizendo que temos trabalhos em execução porem ainda não conclusivos. Achamos que desde que tenha os nutrientes  adequados, em boa dose, os resultados do organomineral devem ser muito parecidos ao convencional, a não ser no suprimento de fóforo, porem esse nutriente tem sido de menor importância nas lavouras adultas. É preciso tem mais resultados quanto ao não parcelamento do organo-mineral, vez que dentro dele vai um adubo mineral (quase sempre uréia) e este se lixivia, razão pela qual se parcela a adubação mineral. Matiello

Município: 
Cachoeira de Minas
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Wilson, diz que gostaria de uma posição quanto ao adubo líquido. Recebi uma proposta,  onde o custo ficou 40% a menos, do que o granel. Comprei o NPK 20-05-20.Me passaram para aplicar,100ml por pé. Sendo uma bomba com 20lt de água,coloca-se 1200ml de adubos. O que vocês me orientam. Sendo um café em produção e esqueletado. E viável a aplicação do mesmo. Nós atendemos dizendo que milagres, infelizmente, não existem. Como o adubo liquido é composto do adubo comum mais água, a dose dos nutrientes precisa ser adequada. O cafeeiro precisa da determinada dose para crescer e produzir. No seu caso, em uma bomba de 20 litros colocando 1,2 l do adubo e depois aplicando 100 ml por pé, seriam usados, nesta conta, os 1,2 litros serviriam para 200 pés. Suponha que tenha 4000 pés por há, então gastaria 20 bombas, ou seja, 24 l do adubo. Se for isto que entendemos da proposta, aplicaria, somente, 4,8 kg de N e K2O por há, uma quantia insignificante quando a necessidade para um cafezal produtivo seria de 300-400 kg /há. Outro entendimento seria colocar os 100 ml do adubo liquido puro por pé. Em 4000 pés usaria 400 litros. Nesse caso teria 80 kg de N e K2O por há, ainda bem menos que o necessário. Matiello

Município: 
Cachoeira de Minas
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Wilson, parece tratar-se de cafeeiros jovens, recém-plantados. Como usou adubo fosfatado e calcário na cova/sulco, agora deve usar uma fórmula pra suprir o N e o K. Deste modo poderia ser uma 20-00-20 ou 20-0015, na base de umas 20 gr por planta, isto até permanecer com chuva, uma a cada 30-45 dias.  Quanto a aplicações foliares indicamos uma calda com cerca de 0,5% de sulfato de zinco, 0,5% de ácido bórico e 0,4% de fungicida cuprico. Fazer uma a duas agora no intervalo de uns 40 dias. Isto é para corrigir eventuais defdeficiências micro-nutrientes e proteger contra cercosporiose. Matiello

Município: 
Santo Antônio da alegria
Estado: 
SP
Café

 

Resposta:

Senhor Cairo, Pode sim, embora diferentemente de uso de produtos com micro-nutrientes, como o boro, associados no drench com inseticida-fungicida, o magnésio é um macro nutriente  e , assim, não seria possível corrigir sua deficiência na quantidade necessária, pois a aplicação vai ser feita em volume de apenas 50 ml por planta. Veja que no  caso do actara se utiliza 1-2  kg por há e o sulfato de magnésio((% Mg), se faltar mesmo no solo, deve ser usado na base de cerca de 1000 kg por há. Matiello

Município: 
Domingos Martins
Estado: 
ES

 

Resposta:

Não temos trabalhos. Nossa opinião é que não existem milagres. Os nutrientes que são colocados na lavoura é que vão responder. Normalmente estes adubos líquidos, por serem bem mais caros, prometem muita economia, mas sabemos se precisarmos comer um tanto aquilo devemos comer. O menos vai causar fome. O mesmo ocorre com a planta. Pode haver melhor aproveitamento dependente da fonte de N usada mas isso nem sempre compensa o excedente no preço. Para o N esse mair aproveitamento pode ocorrer, já para o P e o K as perdas são mínimas e não justificariam formulações especiais. Portanto, em conclusão, até conhecermos melhor as formulações, nossa opinião é contrária ao uso. Matiello

Município: 
Ibituruna
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhora Helena, a Viçacafé é um tipo de adubo foliar e, ao mesmo tempo, um protetivo contra doenças. Ela deve ser usada em pulverização na folhagem na base de 5 kg por há, diluída em 400 l dágua. Caso, como diz, tem 600 m2 seriam, nessa base, 16 vezes menos, então seriam cerca de 320 g em 25 litros dágua. Matiello

Município: 
Mococa
Estado: 
SP
Prezados Srs. Fiz análise foliar em dois talhões de café 30 dias após o segundo parcelamento da adubação. No primeiro os teores de N e K são de 32,25 e 20,97 respectivamente, no segundo 35,23 e 25,19. Nos dois talhões, que estão com produtividade prevista de 40 sc/ha, foram feitas duas adubações com 130 kg/ha de N cada e uma com 80 kg/ha de K2O. Minha idéia era fazer mais uma adubação no meio de fevereiro. Como eu deveria proceder nesses talhões? Alguns nutrientes poderiam ser cancelados ou diminuidos?

 

Resposta:

Senhor Carlos, diz que fez  análise foliar em dois talhões de café 30 dias após o segundo parcelamento da adubação. No primeiro os teores de N e K são de 32,25 e 20,97 respectivamente, no segundo 35,23 e 25,19. Nos dois talhões, que estão com produtividade prevista de 40 sc/ha, foram feitas duas adubações com 130 kg/ha de N cada e uma com 80 kg/ha de K2O. Minha idéia era fazer mais uma adubação no meio de fevereiro. Como eu deveria proceder nesses talhões? Alguns nutrientes poderiam ser cancelados ou diminuidos?. Nós atendemos dizendo que não existe uma indicação segura entre dose a adubar e o nível foliar, este indicando apenas que as folhas e a planta estão nutridas adequadamenter. Como não existe um experimento que possa permitir a correlação, o que podemos aconselhar, vendo a produtividade  da lavoura e o a dose nutricional usada, manter mais uma aplicação pra finalizar o ciclo, nesse caso de mais uns 100 kg de N e uns 80 de K2O, este último desde que a análise de solo não tenha revelado níveis altos. Matielllo,

Município: 
Campos altos
Estado: 
MG
Necessidade dos nutrientes.

 

Resposta:

Senhor Ewerton

Diz que , gostaria de saber a quantidade demandada pelo café de cada nutrientes para produção de uma saca de café. Tanto de micronutrientes e macronutrientes e qual época que a planta necessita dos mesmos. Nós atendemos dizendo que esta quantidade se encontra em nosso livro Cultura do Café no Brasil. Ela é a seguinte - Na fase adulta do cafeeiro, para cada saca de café produzida, compreendida a vegetação e a produção do cafeeiro, são necessários em média:

6,2Kg de N; 0,6Kg de P2O5; 5,9Kg de K2O; 3,0Kg de CaO; 1,9Kg de MgO; 0,3Kg de S; 110g de Fe; 10g de Mn; 10g de Zn; 8,8g de Cu e 6,5g de B.   Matiello

Município: 
Campestre
Estado: 
MG
Professor Matiello, eu li um trabalho que dizia que se o teor de K for maior que cinco por cento da CTC ou superior a Três PPM pode-se retira-lo da adubação por um período. Enviado por Anônimo, sex, 02/02/2018 - 11:29 Adubação/correção Município: Campestre Estado: MG Gostaria de saber se a informação procede e se isso pode ser feito mesmo em lavouras esqueletadas em ano de safra 100. Desde já agradeço!

 

Resposta:

Senhor Adelber, diz que leu um trabalho que dizia que se o teor de K for maior que cinco por cento da CTC ou superior a Três PPM pode-se retira-lo da adubação por um período.

Gostaria de saber se a informação procede e se isso pode ser feito mesmo em lavouras esqueletadas em ano de safra 100. Nós atendemos dizendo que a suficiência de K, ou teòres altos,  no solo, podem levar ao cancelamento da adubação potássica, pois, ao contrário, se não estiver em bom equilíbrio com cálcio e magnésio, continuar aplicando K pode, até, piorar esse desequilíbrio. Dependendo daCTC  do solo, quando média ou alta(7 a 10), o percentual elevado de saturação de K, acima de 5% ,representa 0,35 a 0, 50 Cmol c de  conteúdo de K no solo, suficiente para uma alta carga. No caso de uma safra de 90 =100 scs por ha, precisaria de cerca de 550-600 kg de K2O no solo/ha. Um solo com os teòres acima, isto a 0-20cm, resultaria em cerca de 400 kg de K2O por há. Se considerado que este teor deve estar, no mínimo, pela metade, até 1m, pois o potássio se armazena em profundidade, pode representar um conteúdo total de cerca de 1200 Kg de K2) por há, ou seja, muito além da necessidade. Matiello

Município: 
Mutum
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Cleitos, uma fórmula adquada, no geral, é a que tem nitrogênio e potássio, pois o fósforo cálcio e magnésio já foram na cova. Então poderia ser uma fórmula 20-00-20 ou similar, iniciando com 10 g por planta depois, a cada mês, enquanto houver chuva, pode repetir ou elevar essa dose ligeiramente. Matiello

Município: 
Caconde
Estado: 
SP

 

Resposta:

Senhor Reinaldo,  diz que está  com uma análise de solo com 57 mmol de calcio, porém a análise foliar apresenta 9,37 g/kg e as plantas apresentam amarelecimento e com início de ataque de cercospora qual a melhor solução. Nós atendemos dizendo que, mais provável haver carência de fósforo e de nitrogênio, pois, raramente, aparece deficiência de cálcio em cafeeiros. Assim, veja os teores desses 2 nutrientes, pois podem ser eles que estão causando amarelecimento e favorecimento ao ataque de cercospora. Matiello

Município: 
Socorro
Estado: 
SP
E se o FH 460 pode chegar a queimar as raízes da muda?caso sim qual intervalo aguardar da aplicação do FH para o plantio ? Desde já agradeço! Ga

 

Resposta:

Senhor Gabriel, diz que tem  dúvidas em aplicar calcário dolomítico e FH 460 juntos no sulco de plantio sem intervalo de tempo e se isso poderia cortar de alguma forma o efeito do FH.

E se o FH 460 pode chegar a queimar as raízes da muda. Caso sim qual intervalo aguardar da aplicação do FH para o plantio . Nós atendemos dizendo que pode sim usar o FH mais o calcário no sulco, isto por que o calcário comum é pouco solúvel e , deste modo não vai reagir com o fosfato. Igualmente, não existem problemas de queima de raízes, pois os fosfatos tem pouco efeito salino, e, em mistura com a terra nada provocarão. Matiello

Município: 
Santa Teresa
Estado: 
ES
Bom dia.. Estou plantando 30 mil pés de café em região fria e montanhosa 800 m de altitude já possuímos 10 mil pés de Catuaí amarelo e vermelho, estou usando 1500 g de Esterco de galinha e 250g de cálcario na cova e gostaria de saber qual o melhor adubo para jogar daqui a 45 dias antes de começar o plantio das mudas e qual o melhor tipo de arábica seria o Catuaí mesmo? Qual melhor adubo para adubação de fevereiro em café velho decepado, sulfato de armonio ou o 2520? Obrigado.

 

Resposta:

Senhor Cassio, diz estar  plantando 30 mil pés de café em região fria e montanhosa 800 m de altitude. Já possuio 10 mil pés de Catuaí amarelo e vermelho. Está  usando 1500 g de Esterco de galinha e 250g de cálcario   na cova e gostaria de saber qual o melhor adubo para jogar daqui a 45 dias antes de começar o plantio das mudas e qual o melhor tipo de arábica seria o Catuaí mesmo? Qual melhor adubo para adubação de fevereiro em café velho decepado, sulfato de armonio ou o 20-5-20. Nós atendemo s dizendo que na cova, apesar de já usar o esterco de galinha que tem bastante fósforo seri adequado complementar com superfosfato, isto na mistura da cova. Caso já tenha batido as covas, ou seja, já cheias pode botar umas 100 g de superfosfato mesmo em cobertura sobre as covas abertas. Depois só uns 230 dias após o plantio, pode usar uma fórmula contendo 20-00-20 ou similar iniciando com 10 g por planta e depois ir aumentando até ter chuvas. Para o café recepado, como não se dispões da análise de solo pra ver como estão os teores de fósforo e potássio, por precaução pode usar a fórmula sugerida e não apenas o sulfato de amônia. Caso tenha a análise do solo e osteores de fosforo e potássio estiverem adequados, pode usar a penas o sulfato de amônia ou mesmo uréia. Matiello.

Município: 
são sebastião da Grama
Estado: 
SP
Olá Prezados Senhores, Gostaria de saber qual tem sido a metodologia de adubação para lavouras com potencia de 100 sacas por há , lavouras oriundas do sistema safra zero. Faz a adubação de npk por extração ?

 

Resposta:

Senhor Daniel, diz que  gostaria de saber qual tem sido a metodologia de adubação para lavouras com potencia de 100 sacas por há , lavouras oriundas do sistema safra zero. Faz a adubação de npk  por extração . Nós atendemos dizendo que o critério tem sido parecido com o de extração, porem as indicações são limitadas a um máximo, por exemplo, no seu caso, de 100 sacas e depois vai novamente podar não precisa usar  a parcela relativa a um novo crescimento. Nesse caso, na prática, temos limitado a uns 600 kg de N e K20 /há. Matiello

Município: 
marechal floriano
Estado: 
ES
Ola tenho uma lavoura com 4000 plantas de cafe 785 irrigado em marechal floriano ,o cafe esta com 8 meses ,gostaria de saber se posso adubar mensalmente ,e qual seria o melhor adubo nitrogenado e a quantidade por planta via fertirrigação .

 

Resposta:

Senhor Lazair, diz que tem  uma lavoura com 4000 plantas de cafe 785 irrigado em marechal floriano ,o cafe esta com 8 meses ,gostaria de saber se posso adubar mensalmente ,e qual seria o melhor adubo nitrogenado e a quantidade por planta via fertirrigação . Nós atendemos dizendo que a lavoura ferti-irrigada deve receber a quantidade de adubo semelhante àquela com aplicação normal, talvez um pouco menos, pelo melhor aproveitamento do adubo aplicado via água. Nesse caso pode aplicar doses crescentes a cada mês, iniciando com  de 10 g de uréia e 6 g de cloreto por planta e depois aumentando pra 13 depois pra 15 e proporção igual no cloreto (usar o cloreto branco), isto até abril maio. No inverno não precisa adubar. Matiello

Município: 
Rio Paranaiba
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Marcio, primeiro vamos identificar o que aconteceu. Pelos sintomas verificados nas folhas trata-se de uma toxidez por algum produto ou pulverizado ou aplicado no solo. Veja ai o que usou antes ou na cova ou no pós-plantio. Parece uma queima por sais. Caso seja isso, o próprio tempo vai consertar o problema com a lavagem desses resíduos pelas chuvas. Matiello

Município: 
Lajinha
Estado: 
MG
Bom dia com o atraso do período chuvoso a primeira adubação está atrasada começando só agora tudo indica que não será possível esperar um intervalo d aproximadamente 45 dias para fazer a segunda haja visto que a chuvas em janeiro costumam ser mais ocasionais por isso gostaria de saber se não a problemas o intervalo da primeira adubação para a segunda ser no máximo de uns 25 dias.

 

Resposta:

Senhor Juscelino, diz que com  o atraso do período chuvoso a primeira adubação está atrasada começando só agora tudo indica que não será possível esperar um intervalo d aproximadamente 45 dias para fazer a segunda haja visto que a chuvas em janeiro costumam ser mais ocasionais por isso gostaria de saber se não a problemas o intervalo da primeira adubação para a segunda ser no máximo de uns 25 dias. Nós atendemos dizendo que pode sim encurtar o prazo, pois os efeitos acabam se somando. Matiello

Município: 
lajinha
Estado: 
MG
Estou com uma área recepada a um ano apresentando esse sintoma em vários pés d café. Então gostaria d saber qual é a deficiência como corrigi lá qual o produto a ser utilizado e a quantidade desde já agradeço e aguardo

 

Resposta:

Senhor Jesuino, de fato os nutrientes mais importantes via foliar são o zinco e o cobre, sendo o boro melhor na via solo. Matiello

Município: 
Campo belo
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Jesuino, de fato os nutrientes mais importantes via foliar são o zinco e o cobre, sendo o boro melhor na via solo. Matiello

Município: 
Guape
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor José, pode colocar no solo apenas o boro, pois o zinco não funciona. Ele deve ser aplicado em aplicações foliares. Matiello

Município: 
Lavras
Estado: 
MG
Boa tarde. Gostaria de saber se estou entendendo o correto sobre o fósforo no livro ''Adubos, corretivos e defensivos para a lavoura cafeeira''. Entendi que preciso fazer as médias das 2 últimas safras de uma lavoura para usar como produção média da mesma. Nesse caso, uma lavoura que produziu 20scs/ha em 2016 e 50scs/ha em 2017, tem uma média de 35scs/ha. Na análise de solo, o P ficou em 9mg/dm3 e o P-rem 13,2mg/l.Portanto, de acordo com o livro, preciso aplicar em torno de 45kgs/ha de P2O5? Comprei o organomineral 02-10-00, então preciso aplicar 450kg/ha de 02-10-00? Gostaria de saber também, se por exemplo eu estou com ideia de esqueletar essa lavoura ano que vem após a colheita, se eu devo ''diminuir'' a adubação para reduzir custos. Outra dúvida que tenho é se preciso observar a próxima produção dessa lavoura para o calculo de fósforo ou se com essa média das duas últimas produções que fiz, já conseguem representar a produçao da lavoura ou se preciso fazer algum ajuste nessa quantidade que encontrei de 450kg/ha. Outra dúvida que tenho é em relação a uma lavoura que foi esqueletada em setembro de 2015, e em 2017 produziu 85scs/ha, para o calculo do fósforo eu faço a média dos últimos 2 anos, então considero a produção media dessa lavoura de 42,5scs/ha(85/2)? E em relação a essa lavoura de 85scs/ha, eu colhi e já esqueletei novamente esse ano. Na análise de solo, o P está em 11mg/dm3 e o P-rem está em 13,7mg/l. De acordo com o livro, considerando uma média de 42,5scs/ha, preciso aplicar +- 27kg de P205(metade da dose pois o P está entre 10 e 20)? E eu preciso diminuir essa quantidade por ser uma lavoura esqueletada? Desde já, obrigado.

 

Resposta:

Senhor Marcos, diz que gostaria de saber se estou entendendo o correto sobre o fósforo no livro ''Adubos, corretivos e defensivos para a lavoura cafeeira''. Entendi que preciso fazer as médias das 2 últimas safras de uma lavoura para usar como produção média da mesma. Nesse caso, uma lavoura que produziu 20scs/ha em 2016 e 50scs/ha em 2017, tem uma média de 35scs/ha. Na análise de solo, o P ficou em 9mg/dm3 e o P-rem 13,2mg/l.Portanto, de acordo com o livro, preciso aplicar em torno de 45kgs/ha de P2O5? Comprei o organomineral 02-10-00, então preciso aplicar 450kg/ha de 02-10-00? Gostaria de saber também, se por exemplo eu estou com ideia de esqueletar essa lavoura ano que vem após a colheita, se eu devo ''diminuir'' a adubação para reduzir custos. Outra dúvida que tenho é se preciso observar a próxima produção dessa lavoura para o calculo de fósforo ou se com essa média das duas últimas produções que fiz, já conseguem representar a produçao da lavoura ou se preciso fazer algum ajuste nessa quantidade que encontrei de 450kg/ha. Outra dúvida que tenho é em relação a uma lavoura que foi esqueletada em setembro de 2015, e em 2017 produziu 85scs/ha, para o calculo do fósforo eu faço a média dos últimos 2 anos, então considero a produção media dessa lavoura de 42,5scs/ha(85/2)? E em relação a essa lavoura de 85scs/ha, eu colhi e já esqueletei novamente esse ano. Na análise de solo, o P está em 11mg/dm3 e o P-rem está em 13,7mg/l. De acordo com o livro, considerando uma média de 42,5scs/ha, preciso aplicar +- 27kg de P205(metade da dose pois o P está entre 10 e 20)? E eu preciso diminuir essa quantidade por ser uma lavoura esqueletada? . Nós atendemos dizendo que essa média produtiva não é uma coisa exata. Com ela faz-se apenas uma estimativa do potencial da lavoura ou seja se a lavoura é produtiva e em que nível. Nos 2 exemplos aua primeira lavoura é produtivas, com mais de 30 scs/há. Pra 30 sacas, havendo nível baixo de P deve cplocar sim os 45 kg de P2O5 por há. Se vai esqueletar a lavoura pode reduzir a ultima parcela de NK, o fosforo como é um tipo de correção do solo e ele não se perde pode manter o mesmo nível. No segundo exemplo de lavoura também seu cálculo está correto. Por último veja que o fosforo é o nutriente que menos afeta a produção em lavouras adultas pois ele está presente em forma menos solúvel, ou seja, o fósforo total do solo é alto e a associação do cafeeiro com micorrizas ajuda no seu aproveitamento. Matiello

Município: 
Tres Pontas
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhora Maria, Caso o V% esteja acima de 50-60% pode-se, naquele ano, dispensar a calagem e deixar pra uma re-análise no ano seguinte, pois, nesse caso, a dose de calcário ,eventualmente necessária para elevar ligeiramente o V% seria pequena e o operacional da aplicação encareceria, sem necessidade. Matiello

Município: 
Monte belo
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Gervasio, a dose de palha depende da análise de solo, pois, caso seja uma lavoura nova(10 meses como diz), plantada em área de cafezal velho pode ser que o nível de potássio, nutriente no qual a palha é muito rica, pode haver desequilíbrio. Caso não haja este excesso de potássio poderia usar  de 5-10 litros por metro de linha de cafeeiros, depois pode fazer compensação, diminuído a dose do adubo químico. Matiello

Município: 
Botelhos
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Edilson, o Sulfato de Amonio é um adubo que fornece nitrogênio e um pouco de enxofre, ambos macro-nutrientes. Por isso sua aplicação deve ser feita via solo. Na pulverização se deve usar os micro-nutrientes e, para melhorar a absorção destes se pode usar um pouco do cloreto de potássio, pelos ions cloro que possui. Adicionar na calda um adubo nitrogenado, sendo o mais usado a uréia, tende a melhorar a absorção dos demais, porem pouco, não justificando o uso. Matiello

Município: 
Espera feliz
Estado: 
MG

 

Resposta:

Junior, você Pode adubar logo em seguida, pois o calcário não é solúvel imediatamente, ele funciona como um pó de pedra ou uma areia, no curto prazo, de forma que não vai reagir com nenhum outro adubo aplicado. Matiello

Município: 
Campestre
Estado: 
MG
solo com 0,01mg/dm³ Cu qual a melhor maneira de Correção

 

Resposta:

Senhor Luiz, o cobre, como o zinco e o manganês, pouco caminham no solo argiloso. Então a melhor forma de correção do cobre é através de pulverizações na folhagem. Para tanto os próprios fungicidas cúpricos, usados para controle de doenças do cafeeiro corrigem bem a deficiência. Matiello

Município: 
Patos de Minas
Estado: 
MG
Tirei análise de uma área que vou plantar agora no final de Novembro e constatei cálcio e magnésio baixos (1,6 e 0,7 respectivamente). Em Setembro, aproveitando um restante de calcário calcítico (30% CaO, 3% MgO) que tinha na fazenda apliquei este restante em área total.. Decidi fazer via solo uma fonte solúvel (Sulfato de Magnésio) pois apesar de ser caro a área de plantio é pequena (2 ha). Pergunto, posso misturar o sulfato de magnésio ao esterco formulando um organomineral "caseiro"na ocasião de enchimento de sulco? Corre algum risco de salinização às mudas recém plantadas? Ou é melhor aplicar em cobertura no pós plantio das mudas? Penso em aplicar 150 kg/ha de Sulfato de Magnésio, essa seria a melhor dose?

 

Resposta:

 Senhor Lucas, diz que tirou  análise de solo de uma área que vaiplantar agora no final de Novembro e constatei cálcio e magnésio baixos (1,6 e 0,7 respectivamente). Em Setembro, aproveitando um restante de calcário calcítico (30% CaO, 3% MgO) que tinha na fazenda apliquei este restante em área total.. Decidiu  fazer via solo uma fonte solúvel (Sulfato de Magnésio), pois apesar de ser caro a área de plantio é pequena (2 ha). Pergunto, posso misturar o sulfato de magnésio ao esterco formulando um organomineral "caseiro"na ocasião de enchimento de sulco? Corre algum risco de salinização às mudas recém plantadas? Ou é melhor aplicar em cobertura no pós plantio das mudas? Pensa em aplicar 150 kg/ha de Sulfato de Magnésio, essa seria a melhor dose? Nós atendemos explicando, por parte, nosso entendimento. Primeiro é sobre o uso do orgânico via sulco, enterrado. Apesar desse ser o sistema tradicional as pesquisas mostram que o melhor método é a aplicação em cobertura, pois assim pode ser aplicado mais junto à muda, servindo de nutricional e de cobertura morta. Quanto ao magnésio, nossa indicação seria usar um calcário dolomitico à razão de 400 g por metro de sulco, este em mistura com a terra, pois o uso de calcário em área total não prescinde de seu uso no sulco. Quanto a usar o sulgfato de magnésio poderia ser tanto no sulco, de mod nenhum queimaria pois ficaria misturado com muita terra. Ocorre que, pelo fato do sulfato de magnésio ter apenas 20% de MgO a dose de 150 kg por há seria muito baixa. A dose deveria ser pelo menos uns 70% em relação à dose de um calcário dolomitico, no caso a 400 g por metro , se 3,5 m de rua seria 1200 kg por há do calcário ou mais ou menos uns 1000 kg do sulfato. Aí ficaria caro, mesmo sendo área pequena. Deste modo, dentro do possível, observe  essa nossa recomendação de uso do próprio calcário. Lá adiante poderá sim, em cobertura fazer algo de ajuste, com o sulfato. Matiello

Município: 
Lajinha
Estado: 
MG
Boa tarde, esse ano tudo indica que teremos uma safra elevada pois é o que esta sendo mostrado através da florada. Minha análise de solo mostrou que o nível de fósforo está baixo por isso irei fazer até o final do mês de outubro uma aplicação de 100 gramas de super simples por planta, seguida de 120 gramas de 32-00-16 nitro mais por planta a partir do dia 5 de novembro, mais 120 gramas do 32-00-16 nitro mais por planta no final de dezembro e por fim, mais 120 gramas novamente do 32-00-16 nitro mais por planta em março, juntamente com 3 pulverizações uma pós-florada, outra no final de dezembro e a última em março, juntamente com o via solo também.Diante do exposto, gostaria de saber se essas quantidades de adubos aplicados por planta será suficiente para a mesma ficar bem nutrida?

 

Resposta:

Senhor Juscelino, diz que  esse ano tudo indica que teremos uma safra elevada pois é o que esta sendo mostrado através da florada. Minha análise de solo mostrou que o nível de fósforo está baixo por isso irei fazer até o final do mês de outubro uma aplicação de 100 gramas de super simples por planta, seguida de 120 gramas de 32-00-16 nitro mais por planta a partir do dia 5 de novembro, mais 120 gramas do 32-00-16 nitro mais por planta no final de dezembro e por fim, mais 120 gramas novamente do 32-00-16 nitro mais por planta em março, juntamente com 3 pulverizações uma pós-florada, outra no final de dezembro e a última em março, juntamente com o via solo também.Diante do exposto, gostaria de saber se essas quantidades de adubos aplicados por planta será suficiente para a mesma ficar bem nutrida. Nós atendemos que no geral está boa a nutrição. Apenas, como não sabemos a população de plantas por há não podemos dizer com certeza. Vamos dizer que tenha 4000 plantas. Nesse caso o total seriam as 340 gramas, vezes o numero de plantas, o  que daria  1460 kg por há, isto corresponderia a cerca de 460 kg de N e 230 K de K2O por há, o que seria um nível bom pra produtividade na faixa de 40-60 scas por há. Matiello

Município: 
Nova resende
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Robson,  a dose a ser colocada na calda a pulverizar vai depender do volume que vem usando por hectare, isto de acordo com o pulverizador que utiliza.  Normalmente se usa cerca de 400 litros de calda por hectare. Se for isso que usa basta colocar a metade da dose, ou seja, 1,5 L nos 200 L de água. Matiello

Município: 
São Sebastião da Grama
Estado: 
SP
Gostaria de saber qual a referencia que temos de adubação para lavoura podada e esqueletada. Quais são os coeficientes para quantos kg de Nitrogênio.

 

Resposta:

Senhor Daniel, diz que  gostaria de saber qual a referencia que temos de adubação para lavoura podada e esqueletada. Quais são os coeficientes para quantos kg de Nitrogênio. Nós atendemos dizendo que o critério que se usa no ano do esqueletamento é adotar a metade dos nutrientes que são indicados pra lavoura na safra alta. Por exemplo se a lavoura tem potencial produtivo para 400 -500 kg de NK por há, no ano pós- esqueltamento se utiliza 200-250 kg desses nutrientes. Matiello

Município: 
São Roque de Minas
Estado: 
MG
tenho uma lavoura que está com ph 4.3, e por causa disso nao responde bem a adubaçao. a melhor soluçao seria aplicar Geox ou Oxyfertil que corrige acidez na camada 0-20cm? enquanto nao corrijo, o ideal seria fazer pulverizaçoes com foliares com macro e micronutrientes?

 

Resposta:

Senhor Leonardo, diz que tem  uma lavoura que está com pH 4.3, e por causa disso não responde bem à adubação. a melhor solução seria aplicar Geox ou Oxyfertil que corrige acidez na camada 0-20cm? enquanto não corrijo, o ideal seria fazer pulverizações com foliares com macro e micronutrientes. Nós atendemos dizendo que a solução seria, unicamente, aplicar uns 500 kg da cal dolomitica que cita, uma das duas, pois ela corrige rapidamente o pH, em cerca de 10 dias e aos poucos vai aprofundando. A dose vai corresponder a um terço do que se indicaria de calcário comum, porem este tem correção muito lenta. A aplicação foliar não supre o cálcio e o  magnésio que precisa e para o que estará usando uma cal dolomitica. Matiello

Município: 
Aguanil
Estado: 
MG
Ola, tenho uma lavoura de 5 anos de idade e estou com problema sério de fósforo, na análise os talhões estão variando de 2 a 7 mg/dm3, apresentam um Prem de 17 a 28 mg/L. Qual seria a melhorar opção para aumentar este fósforo em meu solo? Estava pensando fosfatagem de em duas frentes, primeiro faria 200 kilos de Super Simples mais 150 kilos de Super Triplo visando elevar os níveis de fósforo no solo a pelo menos 15 mg/dm3. Queria uma opinião.

 

Resposta:

Senhor Carlos, diz que tem  uma lavoura de 5 anos de idade e está com problema sério de fósforo, na análise os talhões estão variando de 2 a 7 mg/dm3, apresentam um Prem de 17 a 28 mg/L. Pergunta qual seria a melhor opção para aumentar este fósforo em meu solo? Estava pensando fosfatagem de em duas frentes, primeiro faria 200 kilos de Super Simples mais 150 kilos de Super Triplo visando elevar os níveis de fósforo no solo a pelo menos 15 mg/dm3. Nós atendemos dizendo que as fontes, quaisquer delas, sendo de fósforo solúvel podem elevar o teor de P no solo. Veja qual a mais barata e aquela que também forneça nutrientes adicionais, como cálcio, enxofre etc. Veja o custo/beneficio de cada uma. Pode ser uma só. Uma dose  equivalente a 80 Kg de P2O5 por há seria suficiente neste primeiro ano. Veja, ainda, que o nível de P no solo é pouco influenciador da produtividade em cafeeiros adultos. Assim não se preocupe em corrigir muito rapidamente. Matiello

Município: 
Campos gerais
Estado: 
MG
As mudas estavam bonitas, porém fui fazer foliar e depois de uns dias as mudas começaram a enrugar e estou com medo que seja intoxicacao , pois joguei este foliar contendo 40 ml de zinco e borico cada , nipokan 60 ml ,100 gr de cobre , 10 gramas amstar e 10 ml de decis , 100 gramas de cobre , diluídos em 20 litros de água por bomba e joguei tudo nas mudas .os 20 litros de solução.

 

Resposta:

Senhor Edson, diz que as mudas  estavam bonitas, porém fui fazer foliar e depois de uns dias as mudas começaram a enrugar e estou com medo que seja intoxicação , pois joguei este foliar contendo 40 ml de zinco e borico cada , nipokan 60 ml ,100 gr de cobre , 10 gramas amistar e 10 ml de decis , 100 gramas de cobre , diluídos em 20 litros de água por bomba e joguei tudo nas mudas .os 20 litros de solução. Nós atendemos dizendo que a concentração foi um pouco maior que o normal, porem não vemos problemas sérios. A desintoxicação de mudas é feita pelo seu desenvolvimento, pra isso podendo aplicar, via rega, um adubo tipo 20-05-20 à razão de 30 g por regador, em rega, molhando o substrato das mudas, de forma que sejam absorvidos pelas raízes. O nitrogênio estimula a produção de giberelina e outros hormônios de crescimento e a parte vegetativa das mudas volta a crescer. Pode-se ainda, aplicar uma solução de aminoácidos em pulverização. O próprio NipoKan pode ser usado, só que pra suprir maior quantidade pode-se usar via solo, nas regas. Matiello

Município: 
Itamogi
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Rogério, é bom sim, especialmente em áreas mais frias e úmidas, onde ocorrem problemas de atraques de fungos como Phoma. Se este for o seu caso, pode usar produtos como Cantus, Nativo, Priori-top, Rovral e outros registradas pra essas doenças. Use, aproveitando, também algo de micro-nutrientes, como o zinco e o boro e uma dose menor de fungicida cúprico, também, na calda.

Município: 
Lagoa Formosa
Estado: 
MG
Vou realizar aplicação de 300 kg/há de Fertical(Óxido de Cálcio) agora em Setembro para aumentar Ca mais rápido no solo. Tenho como planejamento também, aplicar em outubro via solo 25 kg de ulexita + 10 kg de ácido bórico tb via solo em outubro (aplicar os dois juntos) para corrigir e fornecer boro pois a análise de solo mostrou que esta baixo (0,21 mg/dm3). Pergunto, poderá haver lixiviacao e/ou indisponibilidade desse boro quando aplica-lo no solo após ter aplicado o fertical? Para não haver problemas qual seria a diferença de dias entre uma aplicação e outra? Aplico nessa sequência que falei ou altero a ordem? Nesse teor de boro da análise posicionamento de ulexita+ácido bórico está correta? Desde já obrigado!

 

Resposta:

Senhor Alex, diz que vai  realizar aplicação de 300 kg/há de Fertical(Óxido de Cálcio) agora em setembro para aumentar Ca mais rápido no solo. Tem como planejamento, também, aplicar em outubro via solo 25 kg de ulexita + 10 kg de ácido bórico tb via solo. (aplicar os dois juntos) para corrigir e fornecer boro, pois a análise de solo mostrou que o B está baixo (0,21 mg/dm3). Pergunto, poderá haver lixiviação e/ou indisponibilidade desse boro quando aplica-lo no solo após ter aplicado o fertical? Para não haver problemas qual seria a diferença de dias entre uma aplicação e outra? Aplico nessa sequência que falei ou altero a ordem? Nesse teor de boro da análise posicionamento de ulexita+ácido bórico está correta? . Nós atendemos dizendo que o boro, do ácido bórico, mais solúvel a curto prazo, lixivia, porem sem problemas, pois desce lentamente e é aproveitado bem pelos cafeeiros. A associação com Ulexita, de longo prazo, também é adequada. As doses também estão ok, dando um nível de B bom. Sobre a incompatibilidade com a cal não temos conhecimento disso. O que sabemos é que se o nível de cálcio no solo estiver muito alto a disponibilidade no solo fica reduzida, certamente pelo pH alto, não pelo Calcio em si. Tanto assim que existem formulação pra uso foliar chamadas de CaB, ou seja, com os 2 elementos juntos. Matiello

Município: 
Mata Verde
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Jonatas, diz que  em sua região o café já esta começando a florar e está chovendo um pouco e o solo está molhado, pergunta se já pode adubar com nitrogênio agora em Setembro., Nós atendemos dizendo que ainda é um pouco cedo, pois deve-se iniciar a adubação cerca de 1 mês após à floração. No entanto, como aí na Bahia costuma faltar chuvas em seguida, nas trovoadas, e, caso sua lavoura seja de sequeiro, deveria aproveitar sim as chuvas, pra garantir o aproveitamento dos adubos nitr5ogenados. Nesse caso indicamos que faça a adubação usando a meia dose que seria aplicada na parcela, ou seja, mais ou menos 1/6 da adubação total do ano, considerando que faria 3 parcelas. Matiello

Município: 
Patrocínio
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Rafael, diz que aplicou  esterco de peru no café,  na dose de 5 ton ha, em seguida iria fazer correção com Geox. Minha duvida, me falaram pra aplicar o Geox  lá  pra janeiro, pois se aplicasse logo em seguida a aplicação do esterco, perderia nitrogenio do esterco.

Município: 
Alterosa
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Sérgio, pergunta quais adubos  são melhores  de ser aplicados, uréia ou nitrato? O efeito é o mesmo entre os 2 ou algum é melhor. Nós atendemos dizendo que ambos são bons, desde que aplicados em boas condições de umidade do solo. Caso haja aplicação em per´[iodo de pouca chuva, nesse caso o nitrato de amonia é mais vantajoso, pois não se perde por volatilização, podendo, assim, ser aplicado mesmo no seco. Matiello

Município: 
Nova Resende
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Eduardo, pergunta se a porcentagem de nutrientes apresentada nos multisais como viça café, FH café, etc, são exatamente o que a planta precisa ou seria necessário acrescentar mais alguma coisa. Nós atendemos dizendo que , no geral, as proporções de micro-nutrientes nas formulações prontas são adequadas, quanto ao boro e zinco, devendo-se observar a dose por há. A questão que falta, em certas delas é o cobre fungicida, nesse caso devendo-se acrescentar um produto à base de oxicloreto , óxido ou hidróxido de cobre. Matiello

Município: 
Piumhi
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Julio, as formulações prontas tem a vantagem de facilidade, porem, quase sempre, não atendem igual aos produtos isolados, pois podem possuir  nutrientes que muitas  vezes suas lavouras não estejam  necessitando. Além disso, podem ser uma solução mais cara. Portanto, diante disso fica aí pra sua decisão, avaliando o beneficio/custo. Matiello.

Município: 
Carmo do Paranaíba
Estado: 
MG
Fiz amostragem para uma área que vou plantar no final desse ano. O teor de boro se encontra muito baixo (0,15 mg/dm³), quando o ideal é pelo menos 1 mg/dm. Como preciso elevar bastante o nível desse nutriente do solo penso em fazer uma aplicação em pré plantio, junto com o calcário (Agora em Setembro ou Outubro, quando estiver gradeando a área,) de uma fonte solúvel (Acido bórico), mas tenho receio pois em novembro plantarei e li na literatura que mudas recém idas a campo podem sofrer fitotoxidade por elevados teores ou aplicação de boro em pós plantio da lavoura. É recomendada e posso fazer essa aplicação em pré plantio, se sim incorporo ou jogo superficialmente, posso aplicar juntamente com calcário? Ou se feita essa aplicação realmente corre o risco da fitotoxidade? Desde já obrigado

 

Resposta:

Senhor Giovani, diz que fez  amostragem de sol em  área que vai plantar no final desse ano. O teor de boro se encontra muito baixo (0,15 mg/dm³).  Como precisa elevar bastante o nível desse nutriente pensa em fazer uma aplicação em pré plantio, junto com o calcário (quando estiver gradeando a área,) de uma fonte solúvel (Acido bórico), mas tem receio pois mudas recém idas a campo podem sofrer fitotoxidade por elevados teores ou aplicação de boro em pós plantio da lavoura.  Pergunta se é recomendada essa aplicação em pré plantio, se sim incorporar ou aplicar superficialmente e se pode aplicar juntamente com calcário?  Nós atendemos dizendo que esse tipo de aplicação de pré-plantio não é adequado, pois como as doses do ácido bórico seriam pequenas, sua distribuição em área total ficaria muito ruim. Alem disso, como o boro lixivia com facilidade a grande parte4 aplicada seria perdida logo, pelas chuvas. O que se indica é a aplicação foliar pós plantio, pois nesse primeiro momento atende bem e a partir do primeiro ano aplicar junto à linha de plantio, isoladamente ou junto aos adubos químicos aplicados às plantas. Matiello

Município: 
Campos Altos
Estado: 
MG
Na aplicação via drench, usamos inseticida/fungicida de solo, ácido bórico e alguma fonte de magnésio. Misturar alguma fonte de manganês, o aproveitamento pelo cafeeiro será satisfatório?

 

Resposta:

Senho João, diz que na  aplicação via drench, usams inseticida/fungicida de solo, ácido bórico e alguma fonte de magnésio. Pergunta se misturar alguma fonte de manganês, o aproveitamento pelo cafeeiro será satisfatório. Nós atendemos dizendo que não pois o manganês e o zinco, em solos com argila não se aprofundam no solo, e, portanto não funcionam em cobertura, só se na cova de plantio. Deste modo, ambos devem ser aplicados via foliar. Matiello?

Município: 
Capelinha
Estado: 
MG
Prezado Matielo, gostaria de saber qual procedimento e critérios deve se usar na correção de solo com alto teor de matéria orgânica e com alta necessidade de calagem acima de 4 toneladas por hectare. É recomendado o parcelamento no mesmo ano agricola ? O uso de Oxyfertil se justifica nesses casos ?

 

Resposta:

Semhor Roberto, diz que gostaria de saber qual procedimento e critérios deve  usar na correção de solo com alto teor de matéria orgânica e com alta necessidade de calagem, acima de 4 toneladas por hectare. É recomendado o parcelamento no mesmo ano agrícola. O uso de Oxyfertil se justifica nesses casos . Nós atendemos dizendo que os solos de alto teor de M.O., de fato exigem maiores doses de calcário, pois possuem maior poder tampão quanto a mudanças no pH. No entanto, o uso excessivo de calcário pode acelerar demasiadamente a decomposição da M.O. o que é desaconselhável. Nesse caso pode parcelar a calagem não dentro do mesmo ano, pois o calcário comum não vai agir tão rápido. Seria dividir as doses em anos sucessivos. Quanto ao uso de Cal dolomitica ela seria indicada sempre que se desejar efeito mais rápido, por exemplo, em lavouras de café adultas. Nesse caso a dose pode ser de cerca de 1/3 daquela do calcário comum. Matiello

Município: 
Mantenopolis
Estado: 
ES
Café arábica

 

Resposta:

Senhor Joelmir, pela foto que enviou, pode-se ver que o fio amarelado, que se evidencia na margem das folhas novas é devido ao frio, ou seja, à queda de temperatura apenas suficiente pra queimar aquele tecido bem novinho, que está crescendo na margem das folhas. Matiello

Município: 
Mozambique
Estado: 
MA
quero fazer uma pequena area para o cultivo das horticolas. mandei as amostras do solo para um laboratorio e eles ja me mandaram os resultados. mais nao sei interpreta-los. por exemplo ate que ponto uma quantidade de N pode ser boa para a fertilidade do solo e quando que podemos dizer que esta baixa.

 

Resposta:

Senhor Paulo, a horticultura não é nossa área porem de padrões de análise de solo sabemos. Como diz que quer fazer uma  pequena área para o cultivo das hortícolas, diz que ao retornar os dados de análise de solo não sabe interpretá-los. Nós atendemos dizendo que deve olhar, primeiro o pH do solo e os teores de cálcio e magnésio, pra ver se precisa calcariar. Os padrões normais são de pH ideal acima de 6 e teores de cálcio de 2,5 e magnésio de 1,0 eq. Mg.  Dai diante da CTC do seu solo daria pra calcular a quantidade de calcário. Em seguida veja o fósforo e o potássio. Estes você colocará na adubação, caso estejam deficientes, sendo o fósforo quando e3sativer abaixo de 20 ppm e o potássio abaixo de 150 ppm. O nitrogênio, como pergunta, ele não é analisado no solo, no Brasil, pois se acha que ele se lixivia. Tem-se uma ideia através do teor de matéria orgânica do solo. Mas, como na horta o senhor vai usar adubo orgânico isto não importa, além do que vai usar adubos nitrogenados, depois, em cobertura. Matiello

Município: 
Rolim de Moura
Estado: 
RO
Sou produtor de café conilon em Rondônia e encontro dificuldades em encontrar adubos convencionais, tenho como opção adubos líquidos nanoparticulados já em galões e viáveis economicamente, a pergunta é se terei os mesmos resultados com estes em relação ao adubos convencionais.

 

Resposta:

Senhor Alberto, Diz ser  produtor de café conilon em Rondônia e encontra dificuldades em encontrar adubos convencionais. Diz ter  como opção adubos líquidos nanoparticulados já em galões e viáveis economicamente, assim pergunta  se terá os mesmos resultados com estes em relação ao adubos convencionais. Nós atendemos dizendo que não conhecemos estes adubos nano particulados com NPK. Porem caso os tenha e eles possam conter os mesmos níveis de NPK do que os convencionais, sólidos e seja usada uma boa dose, ou seja, sejam empregados bons níveis dos nutrientes totais, por hectare, não haveria problema. Porem, tudo indica tratar-se de adubos caros, por isso são indicadas doses mais baixas, nesse caso não levando um a boa quantidade de nutrientes. Se assim for, nada feito. Não existem milagres, pois os cafeeiros vão usar os nutrientes na quantidade que precisam, eles devem estar disponíveis em quantidade suficiente, pro crescimento e para a produção de frutos. Matiello

Município: 
Monte Belo
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Gervásio,  O Yara Liva é formulado à base de nitrato de cálcio e enriquecimento com boro. Tem cerca de 18% de N, 15% de Ca e 0,3% de boro. Como os macronutrientes e o micro nutriente boro são efetivos via solo, a sua aplicação poderia ser efetiva caso a plantação fosse irrigada ou houvesse chuva pra sua absorção pelas raízes. Por outro lado, na época que pretende, na pré-florada, caso houvesse umidade no solo, a aplicação muito cedo de N poderia reduzir a indução das flores, por maior efeito de crescimento vegetativo, pois, nessa época, tem sido indicado um stress das plantas. Talvez pudesse usar o mesmo via foliar, porem, nesse caso, como vai aplicar em pequena concentração e volume de calda, a quantidade de boro seria muito pequena. Veja que se usa a 0,5% o ácido b´´orico que possui cerca de 17% de boro e no caso do nitrobor seria a 1-1,5% de um produto que possui somente 0,3% de B.  Matiello

Município: 
Patrocínio
Estado: 
MG
Poderia haver uma super calagem nesse caso pois nos baseamos na profundidade de 20 cm para a recomendação? como devemos proceder?

 

Resposta:

Senhor Augusto, diz que poderia haver erro, pois  a 20 cm de profundidade pode haver necessidade de calcário e no mesmo orifício a 10 cm pode não haver necessidade de tal prática. Assim, indaga se desta forma não  haveria uma super calagem. Nós atendemos dizendo que a aplicação de calcário em cafezal não é matemática, pois ele vai reagindo lentamente e , assim, não se pode levar o cálculo ao pé da letra. Outra coisa é que os padrões comparativos, ou seja, a condição que se considera adequada, foram determinadas com amostra de 0-20 cm. Para a faixa de até 10 cm não existe um padrão de comparação, portanto continuamos rtecomendando de 0-20 cm, sem perigo de haver, como diz, supercalagem, tomara que assim fosse, já que na prática o que ocorre é que depois da colocação de calcário por 2-3 anos seguidos, mesmo assim as análises não mostram a correção desejada, ou pela falta de aprofundamento e reação na superfície do solo, ou pela acidificação constante pelos adubos aplicafos anualmente. matiello

Município: 
Monte Carmelo
Estado: 
MG
Aplicação de cálcio e boro em barrinha

 

Resposta:

Senhor Carlos, diz que necessita aplicar cálcio e boro via solo, na pré florada, mas o solo está seco, pergunta se aplicar na barrinha, com vazão de 500 litros de água por há, os elementos estarão disponíveis imediatamente para as plantas para absorção das plantas. Nós dizemos que não pois 500 litros de água por hectare não são suficientes pra molhar e aprofundar úmida suficiente no solo, de modo a haver absorção significativa pelas raízes do cafeeiro.  Pergunta, ainda, se na  fertirrigação quantos mm de água são necessários para a absorção dos nutrientes pelas plantas e, se caso queira absorção imediata de N pelas plantas,, em condições de solo seco poderei aplicar Uréia via barrinha. Nós atendemos à sua segunda pergunta dizendo que na ferti-irrigação, com solo seco, o ideal seria repor pelo menos uns 20 mm, ou cerca de 30 L de água por metro de linha, considerando, inclusive peradas laterais. No caso da Uréia em barrinhas seria o mesmo que falamos pro cálcio e o boro.  Assim, sua última pergunta, se seria melhor o resultado  com a barrinha que aplica actara ou com aplicador de herbicida fica prejudicada, isto como diz, em solo seco. Caso queira aplicar pra que o resultado seja a partir das chuvas ou que tenha irrigação em cima, aí ficaria ok. Por último pergunta se as folhas caidas sob a copa atrapalham a absorção, nós dizemos que com certeza atrapalham na liberação de amônia, da uréia. No caso de cálcio e boro não, pois eles ficariam lá e quando vier chuvas, ou irrigação, eles iriam, lavados, pro solo, sem problemas nesse maior prazo.  Matiello

Município: 
Nepomuceno
Estado: 
MG
PH em água: 6,12 K=164mg/dm3 t=7,42 T=9,60 V=77,30 M.O.=2,37

 

Resposta:

Senhor Luciano, pergunta se  para implantar uma lavoura, onde o Ca= 5,10cmolc/dm3 e Mg 1,90comlc/dm3  deve aplicar gesso para relação ficar 3:1 e que dose usar. Nós atendemos dizendo que não precisa não pois seu solo já tem bons teores de cálcio e magnésio e a relação está boa, não sendo necessário exatamente 3/1, podendo ser  um pouco menor ou maior , até 5/1, isso com níveis altos, nessa condição a relação não tem muita importância. O uso do gesso se justifica se o teor de alumínio em profundidade estiver alto e isto, provavelmente, não acontece. Além disso, seu solo está bastante rico com  pH em água= 6,12 e  K=164mg/dm3 e V=77,30. Nesse caso nem calcário precisa, podendo usar uma dose baixa, uns 200 g/m de sulco, só pra que fique em profundidade. Matiello

Município: 
Monte Belo
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Gervásio, como o senhor mesmo indica, os cafeeiros que se apresentam pouco enfolhados nessa época e que entram assim na florada pouco terão de pegamento de frutos. Agora é manter os tratos e esperar melhor condição para a safra seguinte. Caso as plantas já estejam muito altas ou fechadas, aproveite para reduzir sua altura, por poda. Matiello

Município: 
Franca
Estado: 
SP

 

Resposta:

Senhor Jorge, este produto foi comercializado recentemente, porem os resultados negativos dele, praticamente, forçaram sua retirada de mercado. Pesquisas mostraram que, como a quantidade indicada é pequena, ele não tem a capacidade de correção do solo. Matiello

Município: 
Mutun
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Wemerson, Não vemos vantagens no uso do adubo liquido, pois ele, na realidade é uma combinação dos adubos comuns com água. A vantagem seria se adquirisse em grande quantidade uma formulação concentrada e mais barata, por exemplo, do Uran, que ficaria mais em conta, devendo possuir depósitos e aplicadores apropriados. Caso queira, mesmo assim, usar, basta saber quanto de nutrientes o adubo tem, diluir em água e aplicar, com dosador, à razão de 500 l de água por ha. Matiello

Município: 
Guimarania
Estado: 
MG
Boa tarde Matiello! Fiz uma aplicação de cal dolomítica a 20 dias em meia dose do calculado pelas analises, pois por questão de logística ela chegou um pouco tarde para ser aplicada em dose total(Falta de Chuva e tempo seco). Estava pensando em fazer ela via gotejamento(em uma menor dose), o que o senhor pode me aconselhar? Desde já, muito obrigado!

 

Resposta:

Senhor Lucas, Diz que fez  uma aplicação de cal dolomítica  faz  20 dias em meia dose do calculado pelas analises, pois, por questão de logística ,ela chegou um pouco tarde para ser aplicada em dose total(falta de chuva e tempo seco). Estava pensando em fazer ela via gotejamento(em uma menor dose), o que acham. Nós atendemos dizendo que a cal dolomitica, apesar de fina, não pode ser aplicada via gotejo, pois pode entupir os gotejadores. Espere novo período onde o solo esteja molhado e aplique a cal  bem esparramada, em cobertura, mais próximo à saia dos cafeeiros. Matiello

Município: 
Araxá
Estado: 
MG
Tenho uma lavoura de 13 ha de café Catuai com idade média de 6 anos. No ano passado ela teve uma produção muito boa. Neste ano ela está com meia carga. Parcelei a adubação e 4 vezes e já fiz três, nas quais aplique em torno de 75% do N. A lavoura está enfolhada e bonita. Então tirei as folhas para uma análise foliar, com o intuito de de avaliar a necessidade da quarta adubação com N, a ser realizada ainda nesta semana. Com os dados da análise foliar em mão, qual seria o valor (%) que devo considerar alto para de fato cancelar esta última adubação? O que você me recomendaria? Agradeço sua atenção. Att.

 

Resposta:

Senhor Ricardo, diz que tem  uma lavoura de 13 ha de café Catuai com idade média de 6 anos. No ano passado ela teve uma produção muito boa. Neste ano ela está com meia carga. Parcelei a adubação em 4 vezes e já fiz três, nas quais apliquei em torno de 75% do N. A lavoura está enfolhada e bonita. Então tirei as folhas para uma análise foliar, com o intuito de avaliar a necessidade da quarta adubação com N, a ser realizada ainda nesta semana. Com os dados da análise foliar em mão, qual seria o valor (%) que devo considerar alto para de fato cancelar esta última adubação e o que me recomendariam.. Nós atendemos dizendo que a nossa indicação para ano de safra baixa é um nível de nutrientes de cerca de 60% em relação ao nível normalmente usado em safra alta. Nesse caso se já usou uma boa dose de nutrientes, em relação ao que aqui indicamos já seria suficiente, ou seja, poderia pulara a quarta parcela. Ademais, a época de adubação passou já, pois os últimos parcelamentos devem coincidir em meados de fevereiro, para que possa haver translocação , absorção e aproveitamento dos nutrientes neste ano de crescimento das plantas. No caso da análise de N, embora ainda não haja uma comprovação ou metodologia definida, cremos que o nível deveria ficar  acima de 3-3,5%. Veja que isso se aplica a uma condição de pouca safra e numa época de amostragem mais cedo, até jan-fev, já que se houvesse muita carga as plantas agora já em estágio adiantado de frutificação, transfeririam suas reservas para os frutos. Matiello

Município: 
Guimarania
Estado: 
MG
Boa tarde Matiello! Tenho uma duvida que esta me afrontando. Fiz as análises de solo esse mês e meu fósforo está muito baixo, em torno de 5 ppm. Mandei refazer as análises e continuou com o resultado próximo do anterior. Posso esperar para fazer a aplicação do fosfatado logo após a colheita, sem ter muitos prejuízos para a planta agora? Em relação aos micros, fiz aplicação de 20kg de ácido bórico e meu teor no solo ainda continua em torno de 0,19. Se na folha tiver abaixo de 50 ppm, posso fazer outra aplicação? Desde já, muito obrigado!

 

Resposta:

Senhor Lucas, diz ter uma duvida que está te afrontando. Fez as análises de solo esse mês e o fósforo está muito baixo, em torno de 5 ppm. Mandou refazer as análises e continuou com o resultado próximo do anterior. Pergunta se pode esperar para fazer a aplicação do fosfatado logo após a colheita, sem ter muitos prejuízos para a planta agora e, em  relação aos micros, fez aplicação de 20kg de ácido bórico e o teor no solo ainda continua em torno de 0,19. Pergunta se  na folha estiver abaixo de 50 ppm, pode fazer outra aplicação. Nós atendemos dizendo que em relação ao fósforo pode sim deixar pra aplicar mais tarde, pois o fósforo influi pouco na produção em cafeeiros adultos, já que possui uma associação com micorrizas e, assim, aproveita parte do fósforo não solúvel do solo.. Quanto ao boro, deve ter cuidado e o melhor é não re-aplicar, pois ele pode ficar tóxico. O que deve estar ocorrendo é que a aplicação pode ter ficado localizada e a amostra de solo não está pegando o que foi efetivamente aplicado.  Neste caso as amostras de folhas vão refletir bem a aplicação. Outra coisa, como o boro se lixívia rapidamente em profundidade, pode ser que na amostra de 0-20 cm o nível esteja baixo mas logo em seguida pode haver bom nível. Essa dosagem usada normalmente dá pra 2 anos. Matiello

Município: 
Inhapim
Estado: 
MG
Alem do cálcio e magnésio existe a presença de outros nutrientes, em qual cncentração? Esta correção se da de maneira mais rápida comparado aos demais corretivos, as doses são menores, pode-se se obter uma qualidade melhor de bebida devido ao seu uso?

 

Resposta:

Senhor Atélis, Pergunta o que se conhece do uso dessa alga calcária, se alem do cálcio e magnésio existe a presença de outros nutrientes e se esta correção se da de maneira mais rápida, comparado aos demais corretivos, e se é possível usar doses menores e, ainda, se é possível obter uma qualidade melhor de bebida devido ao seu uso. Nós atendemos dizendo que estivemos analisando trabalhos de pesquisa feitos com a alga calcária Lithothamnium e verificamos que ela se comporta de forma semelhante a um calcário de boa qualidade, na correção do pH e no fornecimento de cálcio e magnésio. Do produto que conhecemos ele indica a  composição de 42% de CaO e 4% de MgO e PRNT de 92%. Para certos solos, fica um pouco desajustada a proporção entre cálcio e magnésio, sendo o ideal que tivesse um pouco mais de Mg. Quanto aos demais nutrientes que pode fornecer els vão variar com a origem do material, mas, no geral, são em pequenas proporções. Nos estudo feitos ficou constatado o alargamento da proporção entre cálcio e magnésio, no solo e nas plantas, o que pode levar à deficiência desse último nutriente. Sobre o efeito na bebida não conhecemos estudos, porem é pouco provável que tenha influencia, pois, no geral, nutrientes influem mais na quantidade produzida do que na qualidade das sementes do café. No final, caso haja condições de preços compatíveis o material pode ser usado como fonte de correção do solo, com cuidados,  observando a proporção de Ca e Mg no solo. Matiello

Município: 
São Gonçalo do Sapucaí
Estado: 
MG
Fiz o plantio de 6000 mudas agora em fevereiro, com o espaçamento de 0,8 x 3,5.No preparo do solo foi feita a calagem total e na cova foi colocado 20 g de ciclus e 200g de super simples FH550.Como devo proceder com adubação nesse 1°ano?

 

Resposta:

Senhor Pedro, diz que fez  o plantio de 6000 mudas agora em fevereiro, com o espaçamento de 0,8 x 3,5.No preparo do solo foi feita a calagem total e na cova foi colocado 20 g de ciclus e 200g de super simples FH550. Pergunta como devo proceder com adubação nesse 1°ano. Nós atendemos dizendo que a adubação em cobertura, no pós-plantio pode ser feita, cada 30 dias, até que a chuva permaneça, usando nitrogênio e potássio. O normal , pra facilidade, seria usar uma fórmula 25-00-25,  na base de umas 10 g/aplicação. No entanto, como usou um adubo de lenta liberação  na coveta de plantio, esse adubo é feito pra durar e liberar nutrientes nessa fase de pós-plantio. Deste modo só faça adubação em cobertura se, por acaso, as plantas amarelarem, mas o normal é não precisar adubar mais nesse período. Matiello

Município: 
Araxa
Estado: 
MG
Um revendedor de produtos me disse que o agrosilicio em cobertura em lavoura velha conseque corrigir o PH em ate 30 cm de profundidade emquanto o caucario no maximo e 10 cm. Isso e verdade procafe ? Obrigado pela atenção.

 

Resposta:

Senhor Willian,

Diz que um revendedor de produtos te disse que o agrosilicio em cobertura, em lavoura velha consegue corrigir o pH em ate 30 cm de profundidade, enquanto o calcário no máximo e 10 cm. Isso é verdade . Nós atendemos dizendo que os corretivos disponíveis, como o calcário comum e as escórias de alto forno ou de produção de aço, conhecidas como agro-silicio, tem comportamento semelhante. Conforme a temperatura em que são submetidos os materiais, como ocorre com a cal dolomitica,  que á calcinada a temperaturas superiores a 800 graus, a solubilidade do material aumenta e a correção do pH é rápida. Quanto à profundidade não existem grandes variações. O que aparece a correção um pouco maior em profundidade é pela maior solubilidade dos óxidos, de cálcio e magnésio, que, com a água, se transformam em hidróxidos e a correção ocorre mais rapidamente. No caso do agrosilicio não temos essa solubilidade maior, apenas a correção é muito parecida com o calcário comum. Matiello

Município: 
Lambari
Estado: 
MG

 

Resposta:

Sr Walter, pergunta sobre qual o manejo de adubação no plantio de café em sua região. Indaga se o uso do gesso é recomendado e se  Posso corrigir a acidez com calcário e após 30 dias entrar com o gesso já no preparo para o plantio. N´[os atendemos dizendo que o gesso não é necessário, pois ele fornece cálcio e enxofre e leva as bases em profundidade. No plantio deve usar o calcário (Ca e Mg e correção lenta do pH e alumínio) e o superfosfato este para suprir o fósforo e também calcio e enxofre.  As doses dependem da análise de solo, mas, normalmente se usa 400 g de cada um, calcário e superfosfato, isto por cova ou metro de sulco. O gesso poderá ser usado futuramente, em cobertura e em pequenas doses, cerca de 20% em relação ao que a análise indicar para o calcário.  Matiello

Município: 
Mata verde, MG
Estado: 
MG
com minha análise em mãos estou com um dilema, a relação entre cálcio/magnésio está 2x1, posso usar um fertilizante ( fertical 90%Ca0 ) para almentar o Ph e neutralizar o aluminio e almentar a CTC. ou teria mesmo que usar calcário ( fertical 60% Ca0 e 30% Mg0) para correção? estou em duvida entre os dois produtos. cálcio na CTC 36 e magnésio 18

 

Resposta:

Sr Jonatas, diz que  com sua  análise em mãos,  está com um dilema, a relação entre cálcio/magnésio está 2x1. Pergunta se pode  usar um fertilizante ( fertical 90%Ca0 ) para aumentar o Ph e neutralizar o aluminio e aumentar a CTC. ou teria mesmo que usar calcário ( fertical 60% Ca0 e 30% Mg0) para correção. Os dados são %. cálcio na CTC 36 e magnésio 18%. Nós atendemos dizendo que a sua maior necessidade, no momento, é mesmo de cálcio, porem você deve dosar bem o uso do produto com 90% de CaO. Utilize apenas uns 300 Kg/ha. Ano que vem , em nova análise, pode ver se precisa ou não recompor o magnésio. Matiello

Município: 
Capelinha
Estado: 
MG
Me falaram que a calagem com calcio que (carga positiva) com boro (carga negativa) reagem se transformando em borato que não é absorvido pela planta. Procede?

 

Resposta:

Senhor Luiz, diz que ouviu falar que a calagem com calcio que (carga positiva) com boro (carga negativa) reagem se transformando em borato que não é absorvido pela planta. Pergunta se procede. Nós atendemos  dizendo que a literatura mostra que altos teores de B(excesso) no solo diminuem a disponibilidade de cálcio, porem não se tem a informação se por questão de cargas. Com relação ao calcário vemos que não existem problemas com relação à aplicação, vez que os produtos com boro são solúveis e rapidamente lixiviados em profundidade no solo, já o calcário é pouco solúvel e se aprofunda lentamente. Nessa condição pode usar sim, na mesma época, aplicações de boro e calcário. Matiello

Município: 
Jacui
Estado: 
MG
.

 

Resposta:

Senhor Brendon

Diz que quer usar e ouviu falar que é bom o produto basfoliar e vai usar em bomba de 20 l e quer saber que dose. Nós atendemos  dizendo que o basfoliar café contem 10% de nitrogenio, 3,0% de manganes, 0,5% de boro e 4,0% de zinco, alem de enxofre. No caso do café novo seria ideal acrescentar um pouco mais de boro e cobre. A dose indicada pra 20 l, pela empresa, seria de 200 ml. Voce poderia adicionar 50 g de ácido bórico e 60 g de oxicloreto de cobre, isto por bomba de 20 litros. Matiello

Município: 
Monte Carmelo
Estado: 
MG
Objetivando um excelente desenvolvimento das plantas e consequentemente produtividade.

 

Resposta:

Pergunta as doses para  plantas de café com 0 a 6 meses de idade, 7 a 18 meses e 19 a 30 meses. No caso do cálcio e magnésio, caso tenha usado o calcário em dose adequada no solo, em área total mais n sulco, durante essa fase de formação da lavoura não precisa aplicar mais. Quanto ao boro, veja a análise de solo e de folhas. Caso o solo esteja com 0,7-1,0 ppm basta usar via foliar na calda a 0,5%.  Caso o teor esteja abaixo usar  noprimeiro ano apenas a via foliar que já é suficiente. A partir do segundo ano pode usar 50 % da dose de uma lavoura adulta, que seria de 15-20 kg de àcido bórico ou outra fonte similar, por ha. No terceiro ano já pode usar  a dose normal, ressaltando que o boro absorvido dura cerca de 1,5 ano, neste caso poderia ser aplicada a dose normal a cada 2 anos ou uma meia dose a cada ano. Veja que o boro lixívia no solo, e, ainda, em dose elevada pode causar toxidez. Matiello

Município: 
Chale
Estado: 
MG
Estou querendo iniciar um viveiro de cafe e gostaria de saber se posso substituir o esterco de gado por turfa liquida e se sim como usar e qual dosagem

 

Resposta:

Senhor Wemerson, diz que está  querendo iniciar um viveiro de café e gostaria de saber se pode substituir o esterco de gado por turfa liquida e se sim como usar e qual dosagem. Nós atenemos dizendo que não é possível não. A turfa, dependendo da origem pode, até, prejudicar, no caso de turfa retirada ao natural, pois pode até conter bastante alumínio. As turfas manufaturadas creio que não elas possuem carbono e ácidos humicos e fúlvicos, nesse caso úteis pro aproveitamento do fósforo do solo. No caso de mudas já são usadas altas doses de fpósforo solúveis. O esterco, no mais, serve pra fornecer nutrientes em forma lentamente disponível e melhorar a estrutura física na sacolinha. Matiello

Município: 
Cristais
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Igor, pode sim usar o agrosilicio em área total mais no sulco de plantio, pois possui uma composição semelhante ao do calcário. Assim ele pode ser usado em condições semelhantes, observando, logicamente, seu custo em relação aquele insumo. Matiello

Município: 
Jacutinga
Estado: 
MG
FUI EM UMA LAVOURA COM ALGUMAS PARTE AMARELAS PARECENDO DEFICIÊNCIA DE FERRO, EM ALGUMAS PLANTAS PARECIA MANGANÊS, FIZ ANALISE DE FOLHA, O FERRO DEU 195 mg/kg E O MANGANES 191 mg/kg, SERÁ QUE ALUMINIO PODE ATRAPALHAR?

 

Resposta:

Senhor Marcos, diz que encontrou 300,97 mg/kg  de aluminio na folha, em lavoura com algumas parte amarelas, parecendo deficiência de ferro, em algumas plantas parecia manganês< Fez analise de folha, o ferro deu 195 mg/kg e o manganes 191 mg/kg. Pergunta se o  alumínio  pode atrapalhar. Nós atendemos dizendo que existem  na literatura trabalhos mostrando teores normais, em folhas de cafeeiros sem problemas, de 312 a 379 ppm, portanto em níveis até superiores ao que encontrou. Não existe uma pesquisa especifica,  porem, pelo que evidenciou, o amarelecimento pode ser por excesso temporário de umidade no solo, ou excesso de correção do solo. Pra encontrar os teores reais, correlacionados com deficiência de Fe e Mn, deve pegar as folhas com sintomas e não uma amostra de folhas comunas.  Matiello

Município: 
cassia dos coqueiros
Estado: 
SP

 

Resposta:

Senhor Rodrigo, o tempo de absorção dos produtos pulverizados sobre a folhagem depende da característica de cada produto. No geral se admite como adequado pra absorção um período de 3-4 horas, podendo a chuva, em seguida, lavar um pouco porem a maioria já foi absorvida, ou, em casos de produtos protetivos eles possuem adjuvantes pra ficarem retidos às folhas em sua maior parte.  Matiello

Município: 
Jacutinga
Estado: 
MG
TEM UMA AREA AQUI COM MUITO PROBLEMA DE CERCOSPORA, QUASE ZEREI O POTÁSSIO, POIS ESTÁ ALTO, HÁ DOIS ANOS TEM SIDO FEITO PRIORI XTRA, MAS NÃO SEGUROU A CERCOSPORA, QUAL PRODUTO SERIA MAIS ESPECIFICO PARA ESTA DOENÇA?

 

Resposta:

Senhor Antonio, diz ter uma área  com muito problema de cercospora, quase zerou  o potássio, pois está alto, há dois anos tem sido feito priori xtra, mas não segurou a cercospora, pergunta qual produto seria mais especifico para esta doença. Nós atendemos dizendo que atualmente os produtos mais eficientes pra cercosporiose são as estobilurinas e os cúpricos, estes últimos, especialmente, quando se tratar de cercosporiose  em frutos. Outra coisa. Muito importante é a época. O problema deve receber um controle preventivo, iniciando quando atingir o inicio da granação dos frutos, normalmente em dezembro. 2-3 pulverizações, nesse caso coincidindo com o controle da ferrugem, seriam suficientes. Ocorre que a ultima aplicação, para o controle da ferrugem tardia, feita em março abril,  já é tarde pro controle da cercosporiose. Para melhorar contra cercospora sugerimos aumentar a dose de estrobilurina, em mistura de tanque ou de um fungicida cúprico. Matiello

Município: 
Jacutinga
Estado: 
MG
Bom dia, nessa época de chuvas as vezes ocorre amarelecimento na lavoura devido a má absorção de ferro, mas o amarelo das lavouras aqui, acho que não é isso, fiz a analise de folha de uma lavoura, a única alteração que encontrei foi do cálcio= 8,25 g/kg e magnésio= 2,36 g/kg, pode ser uma deficiência de cálcio? outra informação, ´são alguns pés na lavoura, e na planta são alguns ramos, geralmente os ramos que estão mais carregados.

 

Resposta:

Senhor Antonio,

Diz que  nessa época de chuvas as vezes ocorre amarelecimento na lavoura devido a má absorção de ferro, mas o amarelo das lavouras aqui, acho que não é isso, fiz a analise de folha de uma lavoura, a única alteração que encontrei foi do cálcio= 8,25 g/kg e magnésio= 2,36 g/kg, pode ser uma deficiência de cálcio? outra informação, ´são alguns pés na lavoura, e na planta são alguns ramos, geralmente os ramos que estão mais carregados. Atendemos dizendo que no caso da foto, onde aparecem ramos amarelados, como o amarelecimento ocorre ao longo da folhagem de todo o ramo, com certeza trata-se de deficiência de nitrogênio. No caso, os ramos deficientes são aqueles com maior carga ou que apresentam qualquer problema, como ramos mais velhos e menos abastecidos pela planta. Matiello

Município: 
Carmo de Minas
Estado: 
MG
Boa tarde! Gostaria de saber se adubação a base de nitrato (de amônio ou de potássio) com solo úmido e o com o as folhas da saia com orvalho ou com após chuva, resulta em fitotoxidade e queima dessas folhas, e se sim o porque ocorre?.Poderia me enviar uma foto desta injúria?

 

Resposta:

Senhor Leandro, diz que gostaria de saber se adubação a base de nitrato (de amônio ou de potássio) com solo úmido e o com o as folhas da saia com orvalho ou com após chuva, resulta em fitotoxidade e queima dessas folhas, e se sim o porque ocorre, pedindo uma foto. Nós atendemos dizendo que sim. Qualquer sal, no caso os adubos que menciona, acaba queimando folhas, pela sua concentração salina, pela desidratação do tecido do cafeeiro. Não temos foto especifica, mas o que ocorre com todos os sais é o mesmo. A morte das células por desidratação, ficando como uma queima junto à saia dos cafeeiros. Matiello

Município: 
Guaçuí
Estado: 
ES

 

Resposta:

Senhor Marcio, não temos não, porem é pouquíssimo provável que ela funcione, devido, de um lado, aos poucos nutrientes que possui, e, por outro, pelo salinidade, dependendo da dose,, pode até  matar as plantas. Matiello

Município: 
Jacui
Estado: 
MG

 

Resposta:

Sobre o aspecto técnico sim, pois a pesquisa mostra a eficiência de adubos de lenta liberação em lavoura nova. Voce deve observar, na sua condição, o aspecto econômico. O aconselhável seria 20 g por planta, 10 de cada lado da linha, se possível, com pequeno enterrio, um pouco longe da muda.

Município: 
Jacui
Estado: 
MG
Informação

 

Resposta:

Senhor Brendon,

se aconselha uma parcela a cada 30 dias até durar o período chuvoso do ano agrícola. As doses vão depender do tamanho das plantas e da época de plantio. Começar com umas 5 g/PL e pode ir até 10 g.

Município: 
Manhuaçu
Estado: 
MG
Estive observando algumas marcas de adubos e percebi que na garantia do formulado vem uma descrição de tantos por cento de FERTUP ou MAIS FERTIL (nomenclatura depende da marca). Em alguns casos pude perceber até valores de 12 a 39,8% de FERTUP ou MAIS FERTIL. Isso seria um enchimento? quais os benefícios e importância desses produtos? Para nós produtores, é ideal comprar adubos com essa composição? Obrigado.

 

Resposta:

Senhor Danilo, diz que  na garantia do formulado vem uma descrição de tantos por cento de FERTUP ou MAIS FERTIL (nomenclatura depende da marca). Em alguns casos pude perceber até valores de 12 a 39,8% de FERTUP ou MAIS FERTIL. Pergunta se isso é ideal comprar adubos com essa composição. Nós atendemos dizendo  que Fertup significa agregar nutrientes secundários, como o cálcio e magnésio às formulações NPK. Caso não elevem muito o custo, tudo bem, dependendo das fontes de Ca e Mg, que devem ser bem solúveis. No entanto, o fornecimento de Ca e Mg já é feito, de forma bastante econômica, via calcário comum ou via cal dolomitica. Assim, analise as opções e veja as mais econômicas. No caso do mais fértil precisaríamos ver qual a formulação. O que encontramos a S10 é rica em enxofre, cálcio e magnésio no mesmo granulo. A ela se aplica o mesmo da formulação fertup.  Não vemos muita necessidade dessas formulações, conquanto devem ficar mais caras. Matiello

Município: 
Guaxupé
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Eduardo, provávelmente não causa a morte, porem não se indica dose nessa condição, pois o boro, seja de qualquer fonte, pode ser aplicada no solo, em cobertura. A Ulexita, como é um minério libera lentamente o boro. Caso fosse ácido bórico, com certeza, causaria toxidez. Matiello

Município: 
Boa Esperança
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Helton, o Nitrato de Amonia aguenta muito e a perda é muito pequena. Pode ser usado em solo seco. Matiello

Município: 
Jacui
Estado: 
MG
.

 

Resposta:

Sr Brendon, diz que plantou  um café já faz 20 dias  e queria jogar um sulfato de amônio nele mais não sabe  quantas gramas usar por pé. Nós atendemos dizendo que o usual são 5-10 g por parcela, a cada 30 dias. Matiello

 

Município: 
Patos de Minas
Estado: 
MG
Boa noite, Matiello! Muito se fala sobre adsorção de boro nos coloides do solo. Gostaria que me tirasse uma dúvida, uma aplicação de 20 kg/ha de acido bórico elevaria a quanto o B no solo? E qual seria o ideal? 0,4 a 0,6 ppm? Sendo esse solo argiloso. (Argila 60%; Areia 25%; Silte 15%). Desde já, muito obrigado!

 

Resposta:

Sr Geovane, diz que se  fala sobre adsorção de boro nos coloides do solo. Assim gostaria que explicasse se  uma aplicação de 20 kg/ha de acido bórico elevaria quanto o B no solo. E qual seria o ideal? 0,4 a 0,6 ppm? Sendo esse solo argiloso. (Argila 60%; Areia 25%; Silte 15%).  Nós atendemos dizendo que é dificil precisar qual a percentagem de boro adsorvida, pois as pesquisas mostram que essa quantidade varia com tipo de solo, pH etc. No entanto, é uma questão de equilíbrio, como ocorre com o P. Quanto maior a quantidade de B aplicada e quanto maior o pH tanto maior vai ser a quantidade adsorvida.  Mesmo assim, sabe-se que o boro é facilmente lixiviável, isto é que preocupa, muitos autores recomendando, até seu parcelamento na aplicação. Por outro lado existem trabalhos mostrando necessidade de aplicações a cada 2 anos, pois o teor foliar de boro continua adequado até cerca de 1,5 ano após sua aplicação no solo. Quanto ao teor ou nível adequado no solo, alguns autores citam 0,5 ppm. Este reflete, apenas, o boro solúvel, não a parcela adsorvida. No Procafé consideramos adequado 1 ppm. Matiello

Município: 
Nunes
Estado: 
MG
Plantei uma área de café agora em dezembro. As primeiras adubações já são agora em janeiro e fevereiro de 2017? A adubação de 1° ano que falam já faço em novembro de 2017? Como funciona?

 

Resposta:

Sr Antonio, diz que plantou  uma área de café agora em dezembro/16.  Pergunta se as primeiras adubações já são agora em janeiro e fevereiro de 2017 e como seriam as adubações de  1° ano que falam , estas seriam a partir de  novembro de 2017, pergunta como funciona.  Nós atendemos dizendo que é mais ou menos isso. A adubação de 1º ano começa em out-nov 17. O que ocorre no pós plantio, até acabar as chuvas, são pequenas parcelas de nitrogênio ou NK, a cada 30 dias, depois das mudas pegarem, no campo. Caso tenha usado adubo orgânico  no sulco, ou em cobertura,elas nem são necessárias.  No pós-plantio, agora em jan fev /17, pode usar 5 g de ureia ou similar por planta, em cada parcela mensal. Caso não tenha usado potássio no sulco, pode usar uma formula 20-00-20 á razão de 5-10 g/PL. Matiello

Município: 
Lajinha
Estado: 
MG
Sabemos que o fósforo é de suma importância no plantio de café.Todo ano faço retirada de terra para análise de solo e sempre em alguma das glebas ao ser interpretadas pede que seja feito uma reposição de fósforo sempre recomendado 100 gramas por pé de café em sua maioria plantas adultas outras escaletadas e até mesmo recepadas. Minha pergunta é a seguinte:Existe mesmo a necessidade de fazer essa reposição de fósforo,e a utilização de fórmulas que contém fósforo como por exemplo 20.05.20 também são necessárias ou pode ser descartada utilizando sempre fórmulas sem fósforo.

 

Resposta:

Sr Juscelino,

Solicita indicações sobre a recomendação de fósforo. Diz que todo ano faço retirada de terra para análise de solo e sempre em alguma das glebas, ao ser interpretadas, pede que seja feita uma reposição de fósforo ,sempre recomendado 100 gramas por pé de café, em sua maioria plantas adultas outras esqueletadas e até mesmo recepadas. Pergunta se existe mesmo a necessidade de fazer essa reposição de fósforo, e a utilização de fórmulas que contém fósforo como por exemplo 20.05.20 também são necessárias ou pode ser descartada utilizando sempre fórmulas sem fósforo. Nós atendemos dizendo que o fósforo , de fato, é muito importante quando usado na cova de plantio. Em cobertura, em lavouras adultas a resposta produtiva tem sido pequena. Nos períodos de crise devemos, assim, adotar um nível de reposição mais baixo, por exemplo, só colocando P em áreas com menos de 10 ppm, quando o normal seria usar o nível de 20 ppm. A pouca resposta se deve à presença de P total alto no solo e as raízes do cafeeiro, em associação com fungos micorrizicos, liberam este P pras plantas. Deste modo, em muitos casos, ou coloque um pouco, como está fazendo, talvez o correpondente a uns 50 Kg de P2O5 por ha, ou não use em certos anos. Matiello

Município: 
Guaçui
Estado: 
ES
nutriçao

 

Resposta:

Senhor Estevão,

Em solos mais arenosos o problema de manejo da adubação NPK se refere mais à possível perda de nitrogênio, por maior facilidade de lixiviação. O potássio e o fósforo não apresentam grandes problemas. Assim a indicação seria duas alternativas pra melhorar o aproveitamento do nitrogênio. Usar mais parcelas no ciclo. O normal seriam 2-3 parcelas e nesses caso de solos mais arenosos poderia parcelar o nitrogênio 4-5 vezes no ciclo, isto se o solo tiver menos de 20 % de argila. Talvez ai, na área alta de Guaçui não exista esse tipo de solo tão pobre em argila. Se tiver mais de 20-25% de argila pode manter o parcelamento de 3 vezes no ano, em novembro, fim de dezembro e meados de fevereiro. Uma outra alternativa seria usar uma fonte de N de lenta liberação. Nesse caso o adubo vai liberando lentamente. Observe, no entanto, a questão de custo mais alto nessa segunda alternativa. Matiello

Município: 
Bambui
Estado: 
MG
Quero aplicar boro no solo, estou pensando em colocar o MIB que e granulado e contem 11% de boro ou o acido borico disouvido na agua e aplicado junto ao inseticida para cigarra.qual dos dois e melhor, qual a dose e pode misturar acido boro no inseticida de solo?

 

Resposta:

Senhor Antonio, diz que quer  aplicar boro no solo e está  pensando em colocar o MIB que é granulado e contem 11% de boro ou o acido borico disolvido na água e aplicado junto ao inseticida para cigarra. Pergunta qual dos dois é melhor, qual a dose e se pode misturar acido bórico  no inseticida de solo. Nós atendemos dizendo que, normalmente, os produtos granulados existentes no mercado são a base de Ulexita, ou seja, o minério do boro. Como tal, tendem a liberar o boro mais lentamente. No caso do ácido bórico a liberação é rápida. Sobre o uso do Ácido Bórico via liquida, junto com o inseticida pra cigarra existe viabilidade, porem deve ser uma aplicação mais cuidadosa, tentando esparramar o m[aximo a calda e trabalhar com maior volume por área. Primeiro por que a dose de produto indicada é na base de cerca de 12-15 kg por ha e é um produto difícil de dissolver, então deve-se usar mais volume. Segundo, este volume e melhor  distribuição, especialmente quando se usa bicos de herbicida sob a saia, numa faixa, também vai propiciar maior eficiência do inseticida contra a cigarra.. Matiello

Município: 
Guimarânia
Estado: 
MG
Bom dia Matiello, gostaria de tirar uma duvida, e se estou no caminho correto. Estamos com uma carga pendente de 25 sacas/ha-¹, em um ano de baixa produção. Meu fósforo no no solo está em media 14 ppm e o K/T 6%. Em razão do alto teor no solo e reduzindo o custo de produção, suspendi a adubação potássica, posso realizar o mesmo com o P? Lembrando que mantive a dose de N como o recomendado, e com adição de matéria organiza de 5t por ha-¹. Outra questão é o Boro, ele esta em media 0,18 ppm. Posso fazer a fazer 35 kg/ha-¹ dividindo 17,5 kg/ha-¹ via fertirrigação, 17,5 kg/ha¹ via "drench" ou está muito tarde? Desde já, te agradeço muito por esse espaço.

 

Resposta:

Senhor Lucas,  diz que  gostaria de tirar uma duvida, e se está no caminho correto. Estamos com uma carga pendente de 25 sacas/ha, em um ano de baixa produção. Meu fósforo no  solo está em media 14 ppm e o K/T 6%. Em razão do alto teor no solo e reduzindo o custo de produção, suspendi a adubação potássica, pergunta se pode fazer  o mesmo com o P. Lembrando que mantive a dose de N como o recomendado, e com adição de matéria organiza de 5 t por ha. Diz que outra questão é o Boro, ele esta em media 0,18 ppm. Posso fazer 35 kg/ha  dividindo 17,5 kg/ha via fertirrigação, 17,5 kg/ha via "drench" ou está muito tarde. Nós atendemos dizendo que está fazendo o correto, usando os níveis de nutrientes (K e P) já disponíveis no solo para racionalizar sua adubação. No caso do P pode sim deixar de aplicar, pois acima de 10 pppm não se tem obtido respostas, na realidade o P pouco responde em lavouras adultas. Quanto ao boro, o nível do solo está muito baixo mesmo. Voce, assim, deve aplicar cerca de 3 kg de B por ha, ou cerca de 17-20 kg de ácido bórico por ha. Caso tenha a oportunidade de aplicar na ferti-irrigação pode aplicar, de uma ou de 2 vezes, conforme preferir. Via drench ainda não temos um trabalho de pesquisa que mostre sua eficiência, pois a distribuição no drench é mais localizada e, ainda, a diluição de maior dose do produto fica dificultada. Matiello.

Município: 
Conceiçao da aparecida
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Flavio, pergunta se fazendo aplicação de ureia com a terra super molhada e depois não chover por um período de 6 dias, com sol, se perde uma porcentagem da ureia. Nós atendemos dizendo que se houve boa solubilização da ureia, tendo ela penetrado no solo, na condição que diz, muito provavelmente não deve ter havido perda significativa da mesma. Um dos sinais que o senhor pode observar é se andando na lavoura, em seguida, se havia muito cheiro forte de amônia. Quando ocorre muito cheiro é sinal de que está havendo perda por volatilização. Matiello

Município: 
Andradas
Estado: 
MG
Essa lavoura produziu uma boa safra em 2016, e agora em agosto foi realizada a poda tipo esqueletamento e esta aparecendo esses sintomas ai da foto.

 

Resposta:

Senhor João, encaminha foto de cafeeiro com folhas afiladas, perguntando do que pode se tratar e como corrigir o problema. Diz que a lavoura produziu uma boa safra em 2016, e agora, em agosto, foi realizada a poda tipo esqueletamento e estão aparecendo os sintomas da foto.

Nós atendemos dizendo que se pode observar da foto, muito provavelmente se trata de uma toxidez, sendo quase certo se tratar de deriva de alguma aplicação de herbicida. Deficiência nutricional poderia ser  de zinco, porem no caso de zinco ocorre de forma geral e bastante nos brotos ortotrópicos também, especialmente no ponteiro das plantas. Deste modo, veja aí se ocorre este tipo também nas brotações e, verifique, se não houve aplicação recente de herbicida na lavoura. Caso seja a deficiência de zinco a solução é pulverizar com calda contendo sulfato de zinco ou sal similar, na concentração de 0,6% na calda. Matiello

Município: 
Manhuaçu
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor João , diz que fez  uma análise foliar retirando separadamente o 2º,3º,4º,5º e 6º par de folhas para ver o comportamento dos nutrientes e minha surpresa foi  que os níveis de Macro foram maiores no 2º par de folhas.A pesquisa não mostra o contrário?Me ajude a entender isso!

Nós atendemos dizendo que foi boa a sua ideia de analisar diferentes pares de folhas. No entanto, ao contrario do que sugere, a escolha do 3º -4º par para servir como padrão de comparação e para o qual foram determinados os níveis adequados ou deficientes, não significa que este é o tipo de folha mais rico nutricialmente. Muito provavelmente, nesses pares  a escolha recai em função da maior estabilidade dos teores e sua melhor representatividade. Matiello 

Município: 
Manhuaçu
Estado: 
MG

Resposta:

Senhor Evaldo, diz que gostaria de saber se é mito ou verdade a mistura de Super simples e calcário na cova de plantio de café, pois dizem que não pode.Qual a explicação técnica. Nós atendemos dizendo que pode sim usar os 2 produtos em conjunto em mistura com a terra de enchimento da cova ou sulco de plantio. Aliás, caso não pudesse não existiriam cafezais no Brasil, já que quase todo mundo já fez e continua fazendo assim. A explicação é que havaria o risco de se formar fosfatos insolúveis com o calcário. Isso seria verdade se o calcário fosse reativo no curto prazo, e todos sabemos que não é. Na mistura de uma fonte solúvel com outra insolúvel ( um pó de pedra ) de calcário não ocorre reação.?

Município: 
Monte Carmelo
Estado: 
MG
Análise de solo apresentando PH=5,5, V%= 48, Fe= 29 mg/dm³, Mn=3,9 mg/dm³,Ca=2,8 cmolc/dm³ e Mg=0,8cmolc/dm³. Gostaria de uma intervenção para sanar o problema definitivamente, pois as plantas do talhão todo ficam com o aspecto semelhante ao da foto em anexo.

 

Resposta:

Senhor André,

Encaminha análise de solo, em área onde tomou uma foto, onde se vê cafeeiro amarelado. O solo apresenta pH=5,5, V%= 48, Fe= 29 mg/dm³, Mn=3,9 mg/dm³,Ca=2,8 cmolc/dm³ e Mg=0,8cmolc/dm³. Diz que gostaria  de uma indicação para sanar o problema definitivamente, pois as plantas do talhão todo ficam com o aspecto semelhante ao da foto.

Nós atendemos dizendo que, pelos sintomas foliares, com folhas amarelo esbranquiçadas, deve tratar-se de deficiência de ferro e de manganês, sendo que os teores do solo desses nutrientes estão igualmente baixos. Entretanto, essa condição costuma ocorrer em pHs um pouco mais altos, quando o V% é superior a 70%, pois em pH alto os micro-nutrientes, no geral, ficam, pouco disponíveis. Deste modo, achamos que o local da foto corresponda a uma mancha onde o pH deva estar mais alto.

Quanto à correção, no curto prazo, ela só é possível através de aplicações foliares de sulfato de ferro e de manganês a 0,5-1,0%. No médio prazo, os adubos ácidos normalmente aplicados(ureia e outros)  vão corrigir o solo e melhorar a disponibilidade de Fe e Mn. A aplicação de matéria orgânica também vai ajudar a fornecer esses nutrientes. No entanto a correção via solo é lenta, pois esses nutrientes, à semelhança do zinco e do cobre, caminham pouco em profundidade. Verifique, ainda, se não existe camada adensada no sub-solo, que possa estar tornando o solo pouco drenado em períodos de chuvas. Pode-se ,ainda, alertar que, em alguns casos, onde ocorre forte ataque de pragas do solo, que afete as raízes, é comum aparecer essas deficiências. Matiello

Município: 
Campos Gerais
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor João, Diz que gostaria de saber se o sintoma na folha em anexo é de deficiência de boro, visto que não foi aplicado  nenhum produto na lavoura que possa ter causado toxidez.

Nós atendemos dizendo que as pequenas queimas na margem de folhas novas, como se pode ver na foto, acaba deformando e encurvando as folhas, o que levaria à desconfiança de deficiência de B, porem,  a gente deve observar a origem do problema. A queima, como desconfiou, poderia ser devida a toxidez de produtos, especialmente de sais aplicados. Como diz que não houve qualquer aplicação recente, nós indicamos que essa queima pode ser causada, também , por ventos. Como ela está acompanhada de dilacerações na margem da folha, quase com certeza, pode-se avaliar como sendo um efeito de vento, de boro não. Veja aí se é uma área que venta bem. Matiello

Município: 
Lajinha
Estado: 
MG
Esta chegando a hora de começarmos a fazer as adubações, porém devido o estres hídrico houve uma desfolha excessiva das das lavouras de café, tendo um grande número de folhas na saia do mesmo aonde será jogado o adubo.Existe realmente a necessidade da retirada dessas folhas o que fará aumentar muito o custo de produção ou o adubo pode ser jogado sobre elas sem que haja perda.

 

Resposta:

Sr Juscelino, pergunta se, realmente, é preciso tirar as folhas do chão para fazer a adubação, pois diz que está chegando a hora de fazer as adubações, porém, devido ao stress hídrico, houve uma desfolha excessiva das lavouras de café, e ali vai ser jogado o adubo. Isto fará aumentar muito o custo de produção ou o adubo pode ser jogado sobre elas sem que haja perda. Nós atendemos dizendo que, de fato, poderá haver perdas de adubos como a ureia ou fórmulas que a contenham, quando houver pouca umidade, sendo que folhas em apodrecimento são muito produtoras de uréase que liberam amônia(da ureia)  que se volatiliza. Nesse caso nós não indicamos tirar as folhas, mas 2 alternativas- usar adubo com base em sulfato ou nitrato, ou adubar com solo bem molhado ou com chuva próxima, assim o adubo vai ser dissolvido e lavado para o solo. Matiello

Município: 
Campestre
Estado: 
MG
Estou numa região de solos mais argilosos e de CTC alta, em torno de 100. Nos últimos anos por deficiência hídrica tenho feito apenas duas adubações relativamente pequenas, priorizando a aplicação de N e aproveitando as reservas De K. Tenho usado o nitrato como fonte de N. Faço isso em cima da análise e costumo adubar usando em torno de 300 quilos de N por hectare ano, em duas parcelas, visando uma colheita de 50 sacas por hectare, o que tenho alcançado nos últimos três anos. Como podem perceber desconsidero as perdas que costumam ocorrer, acreditando que a reciclagem de nutrientes possa suprir essa perda.

 

Resposta:

Senhor Adelber, diz que está  numa região de solos mais argilosos e de CTC alta, em torno de 100. Nos últimos anos por deficiência hídrica temfeito apenas duas adubações relativamente pequenas, priorizando a aplicação de N e aproveitando as reservas de K. Tenho usado o nitrato como fonte de N. Faço isso em cima da análise e costumo adubar usando em torno de 300 quilos de N por hectare ano, em duas parcelas, visando uma colheita de 50 sacas por hectare, o que tem alcançado nos últimos três anos. Diz, assim que desconsidera as perdas que costumam ocorrer, acreditando que a reciclagem de nutrientes possa suprir essa perda. Nós atendemos dizendo que, no geral, suas propostas são válidas e, praticamente, irretocáveis no que se refere ao aproveitamento das reservas do solo, no uso de adubo/fonte de N com menor perda. Talvez, com chuvas normais, possa ajustar um pouco no aspecto de parcelamento usando 3 ao invés de 2, e, no caso da dose, cremos  que, se suas lavouras estejam com produtividade de 50 sacas, poderia aumentar de 20-30 % os níveis de N. Matiello

Município: 
Santa Margarida
Estado: 
MG

 

Resposta:

Sr Emerson, o Fertium fós é uma combinação de adubo fosfatado com substancias orgânicas, que, dependendo da formulação pode ter outros nutrientes agregados, sendo o comum tem, também,  cerca de 3% de N. O Geox é um a cal dolomitica, de rápida correção do solo. A combinação de ambos, no solo, não traria problemas, pois eles vão ser misturados com a terra, e não misturados previamente, isto evitaria eventuais problemas de liberação do N ou eventual redução de efeito do P pelos ácidos humicos da formulação. No caso, deve usar  doses corretas. No caso do Ferium phos, como ele tem cerca de 15% de P poderia usar o normal, cerca de 400 g por metro de sulco, ou caso fosse fazer covas, a cada 0,5 m, usar um pouco menos por cova. No caso do Geox o indicado é uma meia dose em relação ao calcário comum, pois senão ele corrige demasiadamente, o solo lá junto à muda, podendo provocar deficiência de micro-nutrientes. Matiello

Município: 
Serra Negra
Estado: 
SP

 

Resposta:

Senhor Bruno

Diz que aplicou dose de nutriente boro 10 Kg/ha, com base em ulexita, pergunta se pode causar fito toxidez, ou só irar onerar meus custo. Nós atendemos dizendo que a Ulexita pode conter cerca de 10% de B e a dose normal de Boro a ser aplicada é de 2- 4 kg de B por hectare. Nesse caso seriam 20 a 40 kg de Ulexita. Caso tenha, realmente, aplicado 10 kg de B por há, poderia sim dar toxidez, porem ela é passageira, pois ocorre lixiviação. Outro atenuante é que a Ulexita libera lentamente o boro, e, nesse caso a chance de toxidez é menor. Matiello

Município: 
Boa Esperança
Estado: 
MG
Tenho uma lavou de café e espero colher 40 sc/ha mas o magnésio no solo está muito baixo o que devo usar para corrigir isso?

 

Resposta:

Diz que tem  lavoura de café e espera colher 40 sc/ha ,mas o magnésio no solo está muito baixo pergunta o que deve usar para corrigir isso. Nós atendemos dizendo que no caso normal poderia ser usado um calcário dolomitico comum, porem está em vias de uma boa produção e, nesse caso precisa de produto com ação mais rápida. Nesse caso pode optar por uma cal dolomitica, tipo Geox ou um Óxido ou sulfato de magnésio, estes 2 últimos com maior custo. Deve usar de 400-500 kg da cal dolomitica por ha, aplicando na faixa junto à linha de cafeeiros, devendo usar com solo úmido e com o produto bem distribuído. Adote cuidados pra evitar queima da pele dos aplicadores. Caso a aplicação seja mecanizada usar proteção do aplicador e máscara. Matiello

Município: 
Campos Altos
Estado: 
MG
Município: Serra Negra Estado: SP Resposta: Senhor Bruno, Diz , com propriedade, que o alto teor de potássio no solo, diminui a disponibilidade de magnésio causando deficiência na planta e, diz ainda, sem comprovação cientifica, que isso ocasiona alta incidência de cercosporiose no fruto do cafeeiro. Pergunta - a cada cmol de potássio no solo quanto representa de K disponivel no solo. Nós atendemos dizendo que a relação Ca-Mg e K realmete é importante. Quando o K no solo estiver alto deve-se reduzir a adubação potássica ou, até, suprimi-la por um período. Com relação ao potássio pra cada 1cmolc de K correspondem, de 0-20 cm de solo(cerca de 2600 t de solo/ha), cerca de 1040 kg de K ou 1253 Kg de K2O/ha. Veja que mais abaixo ainda tem K e as raízes podem absorvê-lo, pelo menos, até 1 m de profundidade. Matiello 1 Cmolc/dm3 solo = 39 mg de K+ = 47 mg K2O 1000mL = 1 litro = 390 mg de K+ = 470 mg K2O 1000L= 1 m3 = 390 g de K+ = 470 g K2O 1000m3 = 390 kg de K+ = 470 kg K2O 1 ha = 2000 m3 = 780 kg de K+ = 940 kg K2O

 

Resposta:

Resposta: Senhor Bruno, Diz , com propriedade, que o alto teor de potássio no solo, diminui a disponibilidade de magnésio causando deficiência na planta e, diz ainda, sem comprovação cientifica, que isso ocasiona alta incidência de cercosporiose no fruto do cafeeiro. Pergunta - a cada cmol de potássio no solo quanto representa de K disponivel no solo. Nós atendemos dizendo que a relação Ca-Mg e K realmente é importante. Quando o K no solo estiver alto deve-se reduzir a adubação potássica ou, até, suprimi-la por um período. Com relação ao potássio pra cada 1cmolc de K correspondem, de 0-20 cm de solo(cerca de 2600 t de solo/ha), cerca de 1040 kg de K ou 1253 Kg de K2O/ha. Veja que mais abaixo ainda tem K e as raízes podem absorvê-lo, pelo menos, até 1 m de profundidade. Matiello 1 Cmolc/dm3 solo = 39 mg de K+ = 47 mg K2O 1000mL = 1 litro = 390 mg de K+ = 470 mg K2O 1000L= 1 m3 = 390 g de K+ = 470 g K2O 1000m3 = 390 kg de K+ = 470 kg K2O 1 ha = 2000 m3 = 780 kg de K+ = 940 kg K2O

Município: 
Caconde
Estado: 
SP
Gostaria de uma orientação na recomendação da análise que fiz de minha lavoura. Espaçamento: 3,30 x 0,6 m e espero que dê uns 4,0 litros por planta. No caso quanto de calcário e adubo coloco por planta?

 

Resposta:

Senhor João, diz que tem uma lavoura espaçada de 3,30 X0,6 m, e que deve produzir 4,0 l/PL, o que daria cerca de 40 scs/ha. Encaminha a análise de solo da área  e pede uma orientação. Nós atendemos dizendo que verificamos os resultados da análise e consideramos a safra esperada. Vimos que precisa colocar um pouco de fósforo, sugerindo aplicar uns 400 kg de superfosfato simples /ha, pois o teor de P no solo está muito baixo. Precisa, ainda colocar calcário, cerca de 1 tonelada por ha, colocada na faixa da linha de cafeeiros. Caso seja possível o ideal seria usar uma cal dolomitica, nesse caso usando 300 kg /ha. Como o potássio está alto poderia reduzir nessa adubação para cerca de 50%. Desta forma poderia usar o equivalente a 350-400 kg de N por ha e cerca de 180-200 kg de K2O por ha. Matiello

Município: 
Jacutinga
Estado: 
MG
BOA TARDE A TODOS, PRIMEIRAMENTE QUERIA PARABENIZAR A PROCAFÉ PELO CURSO DE PÓS, SOU ALUNO, FIQUEI ENTUSIASMADO COM A PRIMEIRA AULA, MUITO BOA.AGORA SOBRE O PROBLEMA, ATENDO UM PRODUTOR ONDE SUA LAVOURA ESQUELETADA ESTAVA COM SINTOMAS DE DEFICIÊNCIA DE FERRO, FIZ ANÁLISE E O FERRO= 210 mg/dm, MANGANÊS= 215 mg/dm, passada a época das chuvas o problema melhorou, mas não acabou, fiz uma análise de solo, o v% está em 83 %, o manganês= 12,5 mg/dm, ferro= 40 mg/dm, cálcio= 85 mmmol/dm, magnésio= 31 mmol/dm, o que será que está causando o amarelecimento (sintomas de deficiência de ferro) na lavoura? aguardo noticias, obrigado

 

Resposta:

Senhor Antonio,

Diz que assiste  um produtor onde a lavoura esqueletada estava com sintomas de deficiência de ferro. Fez análise e o ferro= 210 mg/dm, manganês= 215 mg/dm, passada a época das chuvas o problema melhorou, mas não acabou. Fez análise de solo e o V% está em 83 %, o manganês= 12,5 mg/dm, ferro= 40 mg/dm, cálcio= 85 mmol/dm, magnésio= 31 mmol/DM. Pergunta  o que será que está causando o amarelecimento (sintomas de deficiência de ferro) na lavoura.

Nós vamos ajudar dizendo que a saturação de bases(v%) realmente está muito alta, e, resulta, também um pH alto. Veja que para cada unidade de pH a mais os nutrientes Fe e Mn ficam 20 vezes menos disponíveis. Como os teores no solo não estão altos fica mais difícil atender à planta. Como disse, a umidade excessiva também dificulta. O que pode estar acontecendo é que no caso dessas deficiências, elas permanecem com sintomas de amarelecimento nas folhas velhas, sendo que  a correção vai ocorrer apenas nas novas.  Outra coisa, alem da disponibilidade veja se não existem problemas de pragas de raízes, pois é comum aparecer essa deficiência em áreas com cigarras ou muito nematoides. Matiello

Município: 
Serra Negra
Estado: 
SP

 

Resposta:

Senhor Bruno,

Diz , com propriedade, que o  alto teor de potássio no solo, diminui a disponibilidade de magnésio causando deficiência na planta e, diz ainda, sem comprovação cientifica, que isso ocasiona alta incidência de cercosporiose no fruto do cafeeiro. Pergunta - a cada cmol de potássio no solo quanto representa de K disponivel no solo.

Nós atendemos dizendo que a relação Ca-Mg e K realmete é importante. Quando o K no solo estiver alto deve-se reduzir a adubação potássica ou, até, suprimi-la por um período. Com relação ao potássio pra cada 1cmolc de K correspondem, de 0-20 cm de solo(cerca de 2600 t de solo/ha), cerca de 1040 kg de K ou 1253 Kg de K2O/ha. Veja que mais abaixo ainda tem K e as raízes podem absorvê-lo, pelo menos, até 1 m de profundidade. Matiello

Município: 
Cristais Paulista
Estado: 
SP
Eu estou seguindo o boletim técnico 100 para realizar a calagem nesta fase de introdução do café. Mesmo estando com um bom nível de ph e de Saturação por base, o livro indica fornecer no sulco, 400 gramas por metro de calcareo moido ou 200g por metro de sulco de calcareo calcinado. O livro indica essas quantidades, independente do resultado das análises de solo. Estou receoso de fornecer calcareo acima do adequado. O que vocês poderiam me orientar? Outra dúvida. Li que o gesso é um excelente material para desenvolvimento radicular. Gostaria de saber qual a dosagem que voces recomendariam no meu caso. Estou enviando as análise de solo (0-20 e 20-40). São 2 páginas com 2 análises Muito obrigado

 

Resposta:

Senhor Cicero, diz que irá plantar  uma área de 7ha com a cultivar Arara. Realizou amostragem de solo nesta área (0-20 e 20-40) e a saturação por base e o pH se encontram em bons patamares. Gostaria de orientação quanto à calagem e gessagem nesta fase de introdução da lavoura. Diz, ainda, que está  seguindo o boletim técnico 100 para realizar a calagem nesta fase de introdução do café. Mesmo estando com um bom nível de pH e de Saturação por base, o livro indica fornecer no sulco, 400 gramas por metro de calcário comum ou 200g por metro de sulco de calcário calcinado. O livro indica essas quantidades, independentemente do resultado das análises de solo. Estou receoso de fornecer calcário acima do adequado. O que vocês poderiam me orientar? Outra dúvida. Diz que leu  que o gesso é um excelente material para desenvolvimento radicular. Gostaria de saber qual a dosagem que voces recomendariam no meu caso. Estou enviando as análises de solo (0-20 e 20-40). São 2 páginas com 2 análises Muito obrigado.

Nós é que agradecemos sua indagação, pois permite que outros também tirem suas dúvidas. Atendemos a elas, de inicio, parabenizando pela escolha de uma boa variedade para plantio. Sobre a dosagem de calcário e de gesso, os dados que nos enviou mostram que a saturação de 0-20 cm está com V=57%, portanto adequado. Quanto ao gesso o Aluminio,  tanto de 0-20 como de 20-40 cm está zerado, então ele não é indicado. Sobre o calcário,  como o sulco sempre fica profundo e é a oportunidade de corrigir um pouco mais em profundidade, sugerimos reduzir a dose, porem aplicar, na base de 200-300 g/m de sulco. Como a correção pelo calcário comum é lenta, não deve haver problema de redução da disponibilidade de micro-nutrientes, mesmo por que os teores deles no solo estão altos. Cuidado com o zinco no futuro, acompanhe por análises foliares. Caso haja toxidez use matéria orgânica.. Ainda, no caso do fósforo, este está em nível baixo a médio, precisa, então, colocar  na base de 400 g de superfosfato por  metro de sulco. Matiello

Município: 
Sericita
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Elui, pelo que sabemos formulações fertup significam agregar nutrientes secundários, como o cálcio e magnésio às formulações NPK. Caso não elevem muito o custo, tudo bem, dependendo das fontes de Ca e Mg, que devem ser bem solúveis. No entanto, o fornecimento de Ca e Mg já é feito, de forma bastante econômica, via calcário comum ou via cal dolomitica. Assim, analise as opções e veja as mais econômicas. Matiello

Município: 
Oliveira
Estado: 
MG
Qual, seria o mais indicado para minha lavoura? resultado análise de solo deste ano P 8 e Prem 16,9. Me recomendaram, 100 gramas por pé do FH 550, posso usar e quanto a liberação? Desde já muito obrigada pela atenção

 

Resposta:

Senhor Carlos, diz que gostaria de saber qual a diferença do fosforo FH 550 que tem 24% de fosforo total, sendo 5% solúvel em água e 11% solúvel em ácido cítrico, pergunta se este é de liberação lenta e como age no solo, sendo o Super Simples com 18-20% de P solúvel. Pergunta qual seria o mais indicado para sua lavoura, onde o P é 8 ppm e o P REM 16,9. Diz que recomendaram 100 g /pl do FH 550. Pergunta se pode usar e quando vai liberar.

Nós atendemos dizendo que o fertilizante FH 550 é mais adequado a fosfatagens e em situações onde o fósforo é exigido mais lentamente, pois é constituído de fosfato natural reativo mais superfosfato simples, tendo 24% de P dos quais 11% são solúveis em ácido cítrico e 5% em água, este último disponível no curto prazo. Não se trata de adubo de lenta liberação, como os nitrogenados disponíveis no mercado. A liberação gradual do P é dependente do processo dos ácidos do solo, que vão liberando o fósforo não lábil, na medida em que o P lábil for se esgotando. No caso de aplicação em cafezal adulto, que deve ser o seu caso, as fontes de P solúveis em água tendem a dar melhores respostas no curto prazo, conforme é necessário. Outra fonte muito usada é o Map. Sobre a dosagem indicada, se for 100 g por pl e existirem 5 mil pl/ha seriam 500 kg/ha, no caso de P solúvel  em água seriam, pelo FH 25 kg e em água mais ácido cítrico 80 kg. No caso do superfosfato a 500 kg /ha seriam os 80 kg solúveis em água, ou seja, no curto prazo. Os 80 kg, de fato, corresponderiam a uma necessidade de produção de 133 scs/ha caso fosse todo aproveitado, sem imobilizações no solo. Como se aproveita cerca de 30% isto daria para, imediato, comportar uma produtividade de cerca de 40 scs/ha, portanto ideal.

Município: 
Jacutinga
Estado: 
MG
SE TIVER UM TEOR BAIXO NO SOLO A ULEXITA CONSEGUE SUPRIR A MEDIO PRAZO? POR CAUSA DA LIXIVIAÇÃO DO BORO, ÁCIDO BÓRICO DEVE SER EVITADO EM CAFÉ?

 

Resposta:

Senhor Antonio, indaga se tiver um teor de B baixo no solo a ulexita consegue suprir a médio prazo. Pergunta, ainda, se por causa da lixiviação do boro, o ácido bórico deve ser evitado em café. Nós atendemos indicando que como sugere, as duas fontes tem liberação diferenciada, a Ulexita mais lenta, como se fosse um calcário, podendo ser útil no médio prazo e, o Ácido Bórico, este mais disponível no curto prazo. Quanto à lixiviação deste, ela existe, como nos adubos nitrogenados, mas não chega a atrapalhar seu bom aproveitamento, portanto é uma fonte indicada e, talvez, pelo maior teor de B a de menor custo. Matiello

Município: 
JACUTINGA
Estado: 
MG
UM CLIENTE MEU QUER TRABALHAR COM CLORETO SEPARADO DA ADUBAÇÃO DE NITRATO, PARA REDUZIR CUSTO PODE-SE COLOCAR TUDO NA PRIMEIRA ADUBAÇÃO? NO CASO DELE O RECOMENDADO É DE 160KG DE CLORETO POR HA.

 

Resposta:

Senhor Antonio,

O senhor indaga se no caso de trabalhar com cloreto de potássio no café, podem ser reduzidas as adubações, pois um cliente seu quer trabalhar com cloreto separado da adubação de nitrato, para reduzir custo. Pergunta, ainda se  pode  colocar tudo na primeira adubação, sendo que no caso dele o recomendado é de 160kg de cloreto por ha.

Nossa indicação é que o colreto de potássio, nessa pequena dose, pode, sim, ser colocada em uma única parcela, continuando o nitrato de amônia em 3-4 parcelas. Quanto à redução de dose do cloreto ele não possibilita isso, pois no calculo da sua dosagem já se considera um melhor aproveitamento do K. Matiello

Município: 
Jacutinga
Estado: 
MG
NA MINHA REGIÃO ALGUNS TÉCNICOS ESTÃO RECOMENDANDO RETIRADA DE SOLO DE CIMA E DE BAIXO DA PLANTA,SERIA NORMAL, MAS AQUI A ADUBAÇÃO É FEITA SÓ DO LADO DE CIMA DA PLANTA POR CAUSA DA DECLIVIDADE,
Resposta:
Senhor Antonio,

Em condições normais de terrenos ondulados, o correto seria a retirada da amostragem do solo dos dois lados da planta sim; assim como o correto seria adubar dos dois lados. O sistema radicular é amplo e bem distribuído e está sobre um sistema complexo chamado solo. Por isso não podemos limitar as adubações e correções a uma pequena faixa. No entanto, caso tenha, aí, um declive mais acentuado, onde as águas de chuva podem distribuir e difundir o adubo pra parte de baixo da plinha de plantas, pode continuar adubando somente do lado de cima, e, assim,vale a regra de retirada de amostra também desse lado. Matiello e Alysson.

Município: 
Araxá
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Ricardo, diz  que tem muitas dúvidas na escolha dos fertilizantes minerais de micronutrientes, se compra as formulações prontas ou sais, quer saber o que é  melhor e como faz para  ter certeza que uma formulação pronta é quelatizada, pois que esta informação muitas das vezes é ausente. Nós atendemos dizendo que uma vez contendo boa quantidade de micro-nutrientes, os essenciais, Zinco e Boro, manganês e cobre, tanto faz se for sais em separado ou em formulações prontas. Nestas o senhor precisa ver o preço em relação ao beneficio da facilidade. Outros nutrientes que venham juntos não precisam entrar no cálculo, pois à exceção do K, que ajuda, na forma de cloreto, os demais macro são supérfluos, pois já são colocados via solo. Sobre a quelatização ela só é possível para metais, como o zinco. O boro não vem quelatizado. Só acreditando ou fazendo análise laboratorial ,muito específica, para descobrir. No entanto, para o cafeeiro a absorção como sulfatos, cloretos ou nitratos, os mais comuns, é bem adequada, assim a a quelatização não é imprescindível pois pode , apenas, prolongar um pouco o efeito dos micro-nutrientes, mas não afetam a quantidade absorvida. Matiello

Município: 
São Sebastião da Grama
Estado: 
SP
Gostaria de informações técnicas sobre a presença de alumínio nos solo, e manganês na camada de 0-20 e 20-40; Sabemos que esse elemento é prejudicial a lavoura. Quais as Formas de diminuir, para que possamos ter o equilíbrio nutricional.

 

Resposta:

Senhor Daniel, procura  informações técnicas quanto à presença de alumínio nos solos, e manganês na camada de 0-20 e 20-40; sabendo que esses elementos são prejudiciais  e quais seriam as formas de diminui-los. O senhor encaminha resultados de análises de solo, de várias lavouras. Nós indicamos que, ao examinar os dados das análises ,verificamos que o alumínio do seu solo está bem adequado, com 0-11% de saturação da CTC, quando pode ser de até 30%. Já o manganes, talvez por algumas áreas já estarem com pH mais alto, tem um nível baixo, devendo-se acompanhar com análises de folhas pra suprir em pulverizações se necessário. Na folha um nível adequado seria entre 30 e 100 ppm, mas se for um pouco mais não há problema. Quando for preciso corrigir o excesso, na superfície deve usar o calcário e, se houver mais de 30% de saturação de 20-40 cm deve usar gesso, este à razão de 30% da necessidade de calcário. Verificamos em certas amostras que pode deixr de usar o K, pois quando acima de 4-5% na Ctc ele pode ser reduzido e até eliminado  da adubação. Por outro lado, em algumas amostras é preciso aplicar calcário e elevar o magnésio. Matiello

Município: 
Entre folhas
Estado: 
MG
Se possivel olhar a analise de solo e me ajudar a corrigir lo . Grato

 

Resposta:

Senhor Marcos, a sua análise não veio junto à consulta. Assim, vamos atende-la parcialmente.

Pergunta se deve usar o Geox e qual a dose pra corrigir e a dose de gesso pro alumínio de 1,34 cmolc/dm3 ou 64% de saturação dele. Nós respondemos dizendo que o GEOX, sendo um corretivo rapidamente ativo, pode e deve ser usado, com prioridade, no caso de lavouras adultas, pois age rápido mesmo em cobertura. Como não temos a CTC do seu solo, fica difícil dizer a dose somente pelo pH. No entanto, aproximadamente, temos visto que o GEOX tem elevado o pH em cerca de uma unidade a cada 300 kg usado por ha. Deste modo, a indicação seria de uso de cerca de 600 Kg por ha, sempre aplicando na linha de plantas, como se fosse adubo. Quanto ao gesso, igualmente, sem a CTC não é possível dizer com certeza a sua dose. Voce não especificou se este alumínio está na camada superficial ou mais abaixo(20-40cm). O Gesso só seria indicado pra aprofundar e corrigir o aluminio mais em baixo no solo. Em todo o caso, utiliza-se uma forma simples pra dosar o gesso, na base de 30% da quantidade indicada de calcário. Veja ainda como está o equilíbrio com o magnésio . Nos envie o boletim de análise completo. Matiello

Município: 
Entre folhas
Estado: 
MG
Adubo polyblen

 

Resposta:

Senhor Marcos,  Diz que gostaria de saber se o adubo polyblen, na dose de 150 gramas por planta, uma vez anual, é suficiente para suprir às necessidades nutricionais de uma lavoura adulta de alta produção. E se ele realmente  ele em liberação de NK por ate 180 dias, não se perdendo.

Nós respondemos observando primeiro de que formulação se trata, que é variável. Tomamos a mais comum, a fórmula 21-00-21. Se for 150 g por planta e se a população de plantas for de 5000 por ha teríamos 750 kg por ha. A formulação, sendo de liberação lenta, com camada de enxofre e resina recobrindo o fertilizante, pode liberar o adubo lentamente. Como podem ocorrer perdas menores, os experimentos mostram que se pode economizar cerca de 20-30% dos nutrientes. Fazendo a conta de 750 kg por ha vezes os 21% teríamos 155 kg de N e K2O por ha. Acrescendo 25%, pelo melhor aproveitamento, teríamos 193 Kg/ha de N e K2O equivalentes a um adubo normal. Neste caso, com os índices normais usados, seria uma adubação pra lavouras com 20-25 scs/ha. Quanto à permanência dos nutrientes “ativos”, por 180 dias ,tem sido possível sim, embora, em certos casos, algumas empresas têm recomendado até duas aplicações ao invés de uma. Matiello

Município: 
Torrinha
Estado: 
SP
Qual o valor ideal da CTC para o cafeeiro?

 

Resposta:

Senhor Gustavo, quanto a CTC do solo, no geral quanto maior melhor, pois ela reflete a capacidade de armazenar bases/nutrientes no solo. No entanto, não existe uma limitação inferior muito rígida nesse valor da CTC. Nós temos bons cafezais em solos com CTC destde 3,0  até 14,0. No caso de CTC baixa deve cuidar para fazer adubações mais parceladas. Um número adequado no geral está de 7-10,0. O que devemos prestar atenção é quanto à saturação de bases, ou seja, quanto da CTC deve estar ocupada pelas bases. Este valor chamamos de V% e este temos visto que o ideal deve ficar em torno de 60%. Matiello

Anexo: 
Município: 
Taiobeiras
Estado: 
MG
continuando.... foi chover em 15/01/2016. em 20/02/2016 realizei a analise de solo e os níveis de cálcio e mg mantiveram praticamente os mesmos. O que pode ter acontecido? área 130 ha apliquei 48 ton de 60/30 na saia

 

Resposta:

Senhor Eldenir,

O Senhor diz ser cafeicultor  em Taiobeiras MG. Fez calagem em fins de set/2015 inicio de out/2015 com Oxyfertil 60/30, com dose de 800kg/ha. Em seguida houve  um período de estiagem de quase 90 dias. Foi chover em 15/01/2016. Em 20/02/2016 realizou a analise de solo e os níveis de cálcio e Mg se mantiveram praticamente os mesmos. Indaga o que deve ter acontecido.

O oxifertil é uma cal virgem dolomitica, ou seja, possui óxidos de cálcio e magnésio, de forma que, ao entrarem em contato com a água, formam os hidróxidos, e, assim, corrigem o solo, elevando o pH e os teores de óxidos de Ca e Mg. As pesquisas mostram que, quando a cal virgem é incorporada ao solo,  a correção do pH, por esse corretivo, já acontece a partir dos 10 dias pós-aplicação. Como não houve chuvas logo em seguida e ainda, a análise foi feita pouco tempo depois do re-inicio das mesmas, 2 coisas podem ter acontecido. Ou a análise de solo ainda não pegou a eventual correção ou, menos provável, tenha havido alguma pouca umidade, esta prejudicial, pois possibilitaria a formação de carbonatos a partir dos óxidos. Ainda não verificamos esta última hipótese ocorrer na prática, isto em prazo menor de chuva pós-aplicação. Aconselhamos, assim, fazer nova análise, bem apurada, agora com mais tempo ou mais umidade pelas chuvas e, aí sim, se basear nos níveis de óxidos de Ca e Mg, embora já deva ter havido certa acidificação, pelos adubos tradicionais aplicados recentemente. Matiello

Município: 
Serra do salitre
Estado: 
MG
Estou com uma área de café recém plantado (30 dias) e tenho dúvidas quanto as injúrias da foto. Na foto 1 e na 2 gostaria de confirmar se é realmente deficiência de potássio pois as primeiras adubações desta área foram feitas de forma atrasadas Foi aplicado 20-05-20 a base de nitrato de uma só vez em alta dosagem (20 g/planta), gostaria de saber se os sintomas das fotos 3 e 4 podem ser toxidez causada por essa aplicação de 20-05-20, e se não for qual outra injúria possa ser. Em muitas plantas também há alta incidência de cercospora (comum e negra) o que justificaria excesso de potássio em vez de deficiência (contrariando a hipótese de deficiência das fotos 1 e 2) Em muitas plantas também há deficiência de nitrogênio.

 

Resposta:

Na sua exposição diz que tem uma área de café recém plantado (30 dias) e tem dúvidas quanto às injúrias da foto. Na foto 1 e na 2 gostaria de confirmar se é realmente deficiência de potássio pois as primeiras adubações desta área foram feitas de forma atrasadas Diz, ainda que foi aplicado 20-05-20 a base de nitrato de uma só vez em alta dosagem (20 g/planta), gostaria de saber se os sintomas das fotos 3 e 4 podem ser toxidez causada por essa aplicação de 20-05-20, e se não for qual outra injúria possa ser. Em muitas plantas também há alta incidência de cercospora (comum e negra) o que justificaria excesso de potássio em vez de deficiência (contrariando a hipótese de deficiência das fotos 1 e 2) Em muitas plantas também há deficiência de nitrogênio.

Nós respondemos que analisamos todas suas colocações e verificamos, dentro do possível, pelas fotos encaminhadas, que, no caso das 2 primeiras fotos a queima da ponta da folha é mais relacionada com a falta de fósforo, confirmada pela presença da cercospora negra. Deficiencia de potássio é muito difícil de ser observada no campo, especialmente em plantas recém-plantadas. A deficiência já deve ter vindo do viveiro. As outras fotos mostram queimaduras, que podem ser, sim, provocadas por efeito físico, seja por sais aplicados seja por acumulo de água e queimadura pelo sol. Indicamos continuar as adubações NPK, em doses menores por parcela e aplica via foliar, os micro-nutrientes, os fungicidas  e MAP a 1,5%. Cuidado na incompatibilidade do P com o cobre. Matiello

Município: 
Capitolio
Estado: 
MG
TABELA DE INTERPRETAÇAO

 

Resposta:

Senhor Alex, segue a tabela . Ela tem os níveis em 4 faixas, sendo na condição de pobreza, em níveis baixo a médio, em níveis adequados e em níveis altos. Nós devemos adequar o solo na faixa que consideramos adequado. Matiello

 

Padrões de fertilidade do solo. 

Análises Químicas

 

Níveis

Pobre

Baixo a Médio

Adequado

Alto

Acidez

pH em água

<   5

5 – 5,5

5,6 – 6,5

>  6,5

Al+++

///

/////////

0,30

> 0,50

H+ Cmolc/dm3

///

5,0 – 2,6

Até 2,5

>  5,0

Matéria Orgânica (M.O.) %

< 1,5

1,5 – 2,0

2,0 – 3,0

>  3,0

M

A

C

R

O

N

U

T

 

P  ppm

<  10

10  -  20

20  -  30

>  30

K+ - Cmolc/dm3

       % da CTC

< 0,15

-

0,15  -  0,30

< 3

0,20 – 0,30

3  -  5%

> 0,30

> 5%

Ca++ - Cmolc/dm3

           % da CTC

< 2,0

-

2,0  -  3,0

< 40

3,0  -  5,0

40 – 60

> 5,0

> 60

Mg++ - Cmolc/dm3

            % da CTC

< 0,50

-

0,50 – 1,00

< 15

1,00 – 1,50

15 – 20

>  1,5

>  20

S ppm

< 5

5  -  10

10 – 20

>  20

M

 I

C

R

O

 

Zn ppm

< 2

2 - 4

4 - 6

>  6

B ppm

< 0,5

0,5 – 1,0

1,0  -  2,0

> 2,0

Cu ppm

< 0,5

0,5 – 1,5

1,6  -  10

>  10

Mn ppm

< 10

10 - 50

50 - 100

>  100

Fe ppm

< 10

10  -  20

20 - 40

>  40

F

E

R

T

.

S (K + Mg + Ca) -Cmolc/dm3

< 2,5

2,5  -  3,5

3,5 -  5,0

>  5,0

CTC (S + H + Al)- Cmolc/dm3

< 5,0

5,0  -  8,0

8,0  -  15,0

> 15,0

V % (ind. sat. bases)

< 40

40  -  50

50  -  60

>  60

     Transformações: 1 Cmolc/dm3 =1 meq/100g = 10  mmolc/dm3

                                        % = dag/kg,        ppm = mg/dm3

Município: 
São Sebastião do Paraiso
Estado: 
MG
si tem algum problema

 

Resposta:

Senhor Valdinei, pode sim aplicar, pois não existe uma incompatibilidade. Um, apenas, diminui um pouco a absorção do outro, mas não a ponto de prejudicar a correção dos mesmos. Lembramos que a aplicação do boro é indicada e mais eficiente na via solo. Matiello

Município: 
São Sebastião da Grama
Estado: 
SP
Olá Prezados Senhores, Gostaria de uma planilha com os comparativos e níveis adequados para o padrão foliar, para uma lavoura em produção;

 

Resposta:

Senhor Daniel, pergunta sobre uma planilha, com os comparativos e níveis adequados, para o padrão foliar, para uma lavoura em produção. Nós informamos que temos o que chamamos de níveis foliares em 3 faixas, com deficiência, limiar e adequada, conforme tabela que anexamos. No entanto, não existe uma ligação direta, ou seja, um modo de indicar a adubação com base nos níveis foliares, isto por que eles dependem da época de amostragem das folhas, dependem da carga pendente etc. A adubação de produção do cafeeiro é baseada na produtividade, para repor o que a planta precisa, para suportar a carga. Em seguida se faz ajustes conforme a disponibilidade ou as reservas no solo, se ajusta , ainda,conforme o aproveitamento dos adubos etc. A análise foliar auxilia mas não dirige a recomendação. No seu caso, encaminhou resultados de análise foliar, de várias áreas, sendo ela efetuada com data de inicio de março, quando a granação dos frutos, especialmente neste ano, está adiantada. Deste modo, muitos nutrientes foram translocados para os frutos, com certeza em talhões de alta produção, e , assim, aparecem muitos resultados com deficiência. Matiello

Padrões para avaliação de resultados de análise foliar do cafeeiro.

Nutrientes

Escala Nutricional

Deficiente(c/sintomas)

Limiar

Adequada

N (%)

P (%)

K (%)

Mg (%)

Ca (%)

S (%)

Zn (ppm)

B (ppm)

Cu (ppm)

Mn (ppm)

Fe (ppm)

Mo (ppm)

< 2,5

< 0,05

< 1,2

< 0,2

< 0,5

< 0,05

< 7

< 30

< 4

< 30

< 50

-

3,0

0,12

1,8

0,35

1,0

0,15

10

40

8

50

70

0,1

3,0-3,5

0,12-0,15

1,8-2,3

0,35-0,5

1,0-1,5

0,15-0,20

10-20

40-80

8-30

50-200

70-200

-

 

 

Município: 
Manhuaçu
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Danilo, é difícil responder a sua pergunta com exatidão, pois o critério de indicação de adubação, com base nos dados de análise foliar, não foi testado na prática. Assim, os resultados de análise foliar são apenas indicativos de deficiências ou suficiências, os quais, no entanto, devem ser considerados em relação à carga de frutos da lavoura. Matiello

Município: 
Manhuaçu
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Geraldo, o senhor diz que comprou  uma área com 12 ha de café de um vizinho e ele nunca fez análise de solo, mas todo ano aplicou calcário e adubo 20 -05- 15. Agora a lavoura está amarelada e o Técnico daí disse que era deficiência de manganês. De fato, pela foto que enviou pode-se ver que o amarelecimento é típico dessa deficiência, a qual, provavelmente, deve-se ao excesso de calagem. Assim, para corrigir, alem de parar de aplicar calcário, por enquanto, deve usar o manganês adicionado a todas as pulverizações que fizer, pois via solo o nutriente não atua bem. Pode usar o sulfato manganoso, a 0,5-1,0% na calda. Com o tempo o próprio adubo que vai usar, como ureia e outros, vai re-acidificar o solo e a tendência é diminuir a deficiência. Outra causa  que pode levar a deficiência de manganês e ao amarelecimento das plantas é um possível ataque forte de pragas das raízes. Verifique se não existe ataque de cigarras, mosca das raízes e nematoides. Matiello

Município: 
Patrocinio
Estado: 
MG
Em um dos congressos de café tinha visto falar sobre o uso deste produto, fiquei meio intrigado.....não acreditei no que o produto é capaz de fazer. A questão é que o pessoal aqui em minha região está falando muito disso e alguns produtores já estão usando(Eu ainda não). Gostaria de uma explicação de como um produto que se aplica 2,0 kg/ha(0,2g/m²)faz todo este milagre de aumentar e equilibraras atividades microbiológicas do solo,acelera a mineralização da biomassa,Libera fósforo fixado,aumenta e reorganiza população de microrganismos do solo,otimiza o uso de fertilizante e ainda aumenta até 6 sacos de café por ha. Isso está me parecendo a mesma história do calcário líquido em que 5,0 litros substitui 1,0 ton de calcário.

 

Resposta:

Senhor Rogério, embora tenhamos, com mais profundidade, apenas uma pesquisa em cafeeiros, na qual foram computadas 4 safras colhidas, nela verificou-se um acréscimo produtivo significativo pelo uso do Penergeit. Sua função é ativar o sistema biológico do solo e, com isso, promover o melhor aproveitamento de nutrientes, como o P e o K. Como é uma coisa nova, com sistema de resposta ainda pouco esclarecido, de fato é difícil a compreensão dos resultados. Por outro lado, em outras culturas, como a soja, já existem resultados bons com maior numero de pesquisas, assim como o produto é bem aceito na agricultura em outros países. Deste modo, é claro que temos que ficar surpresos com os resultados e, caso queira, aconselhamos fazer uma pequena área de prova, ou, então, aguardar resultados de outros trabalhos em andamento. Matiello

Município: 
Jacutinga
Estado: 
MG
Conversando com ele, em novembro, foi feita uma aplicação de roundup com o mato alto, a principio achei que era intoxicação, mas visto o Mn tão alto tenho minhas dúvidas, o restante da analise foliar é, N=34,58, P=1,43, Ca=9, Mg=2,71, S=3, (g/Kg) B=33,25, Cu=12,5, Fe=66,41, Mn=1470,55, Zn=11,5 (mg/Kg).

 

Resposta:

Senhor Antonio, este teor muito alto de Mn não é nada comum. Talvez tenha sido aplicado algum adubo foliar e a análise pegou, na verdade, o resíduo do produto. Veja, ainda, que as condições para deficiência de ferro são as mesmas que induzem deficiência de manganês, portanto algo está errado, ou o resultado da análise ou a deficiência não está bem caracterizada, podendo, no caso dos sintomas se situarem nas folhas mais próximas do chão serem o efeito de deriva de glifosato. Aconselhamos fazer nova análise, pedindo para que seja feita a lavagem das folhas antes. Matiello

Município: 
Boa esperança
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Geraldo,

A dose de magnésio a usar em uma lavoura depende do exame dos resultados da análise do solo, para ver o teor disponível deste nutriente e sua relação com o cálcio e o potássio. No entanto,  pode-se sugerir a aplicação com base no critério de necessidade das plantas.  A pesquisa mostrou que a necessidade do cafeeiro, para vegetar e produzir uma saca de café, é de  1,9 kg de MgO. Assim, vamos dizer que sua lavoura esteja produzindo 40 scs por ha, o senhor precisaria aplicar 76 kg de MgO por ha. O óxido de magnésio disponível no mercado tem cerca de 94% de MgO, portanto poderia usar  cerca de 90 kg por ha. Acontece que a disponibilidade do óxido não ocorre imediatamente, assim indicaríamos aplicar cerca de 30% a mais, ou seja, cerca de 120 kg de Óxido de magnésio 94% por ha. Veja que o óxido é efetivo em solos com pH mais ácido, abaixo de cerca de pH6,0.  Veja, ainda, se o teor de potássio não se encontra muito alto, pois, caso esteja, seria preciso reduzir sua aplicação, por um curto prazo, para auxiliar na volta ao equilíbrio desejado. Matiello

Município: 
Jacutinga
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Antonio,

Olha a experiência existente sobre a recomendação de adubação, os padrões, está toda baseada no uso da retirada nutricional do cafeeiro, para vegetação e produção, e nos níveis de suficiência, no solo e complemento de análise foliar, esta, apenas, para verificar alguns problemas eventuais. Assim ocorre para a cultura cafeeira, como para a citricultura. Não se tem experiências de aplicação prática do sistema dris. Veja que a própria análise foliar do cafeeiro vem tendo papel secundário, pois varia muito se a lavoura está ou não com carga, com a época de sua retirada, com o uso de pulverização etc. Nós, no caso do DRIS não temos visto ninguém usar na prática, sendo que, nos últimos 10 anos,  nenhum trabalho de pesquisa foi divulgado sobre o sistema Dris em café.  Matiello

Município: 
Santana da Vargem
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Renato,

Nunca fizemos uma pesquisa para testar a possibilidade de tirar folhas, para análise, de lados das linhas e não dos lados de cada linha. No entanto, a lógica mostra que deve funcionar igual, pois como vão ser  tomadas folhas de muitas plantas, o importante é ter de lados diferentes das plantas, pois um lado pode bater mais sol, ou estar mais carregado. Assim, nosso entendimento é que pode sim tirar dos dois lados das linhas de café caminhando numa só rua. Veja que, no talhão, deve trocar de ruas, várias vezes, para representar melhor toda a área que pretende amostrar. Matiello

Município: 
Pratinha
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Silvio,

Como disse que viu os resultados das pesquisas, elas deram resultados bons na correção do magnésio, com o uso do Serpentinito, uma rocha que contem 25-40% de magnésio, na forma de um pó fino, obtido pela moagem, que é basicamente um silicato de magnésio. O material que testamos foi fornecido pela empresa produtora do pó de Serpentinito a “Pedras Congonhas”, a qual, buscando por este nome, você poderá encontrar o site e o endereço da mesma na internet. (contato@pedrascongonhas.com.br). A Sede da Empresa fica em BH. Matiello

Município: 
Piata
Estado: 
BA

 

Resposta:

Senhor Jordan, em cafezais de sequeiro se indica adubar cerca de 4 vezes ao ano, entre novembro e março, com chuvas e quando o café cresce e frutifica. Matiello

Município: 
Espirito Santo do Pinhal
Estado: 
SP
o produto tem a seguinte formula. Fertilizante mineral misto garantias: soluveis em agua p/p N 15,00% - P205 36,00% -CU 0,40% (p/v(g/L)): N 208,5 - P205 500,40 - CU 5,50 contem acido fosforoso natureza fisica: soluçao verdadeira densidade: 1,39 qual sao os resultados esperados para aplicaçao em cafeeiros em formaçao, de trinta dias pos plantio ate 2,5 anos? e qual dosagem mais indicada para essa faze?

 

Resposta:

Senhor João,

Em sua exposição diz que tem o produto com as características de  Fertilizante mineral misto com 15%  de N, 36% de P205  e 0,4% de cobre e quer aplicar em cafeeiros jovens, desde o pós-plantio. Nós esclarecemos dizendo que mal não faz, mas, desde que venha utilizando uma boa adubação de solo, onde entram adubos com macro-nutrientes, como o fósforo, já usado no sulco de plantio, o nitrogênio e o potássio em cobeertura, este suplemento de NP via foliar se torna supérfluo. Quanto ao cobre seria melhor usar um cobre fungicida e não um cobre solúvel, assim misturaria, no foliar normal, onde entra o zinco e boro, cerca de 0,4% de um cobre fungicida, à base de oxicloreto de cobre, óxido cuproso, hidróxido e outros. Matiello

Município: 
JACUTINGA
Estado: 
MG
A princípio tinha certeza que era deficiência de magnésio, mas andando na lavoura achei algumas folhas novas com o mesmo sintoma, ai fiquei na dúvida, por isso peço a ajuda de vocês.

 

Resposta:

Senhor António,

Sim, esse amarelecimento entre as nervuras das folhas velhas é devido à deficiência de magnésio. As nervuras das folhas permanecem verdes. Matiello

Município: 
Patos de Minas
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor José,

Dos produtos listados, não vemos problemas em relação à ordem de adição no tanque de pulverização, este já cheio de água.. Apenas, deve ter o cuidado, no caso dos produtos sólidos ou em pó, fazer uma dissolução prévia em um menor volume de água, antes de colocar no tanque do equipamento. Tem sido observado que, quando se usa óleo, para melhorar a ação de alguns produtos, que este deve, preliminarmente, ser incorporado ao produto a proteger, antes de colocar no tanque. Outro cuidado na operação é deixar o pulverizador ligado, com seu agitador ou retorno funcionando para ir fazendo a mistura e homogeinização da calda, antes de iniciar a aplicação. Matiello

Município: 
Andradas
Estado: 
MG
em minha regiao tem se usado muito aplicar esses produtos no solo, eu notei q ao fazer analise do solo, ao aplicar boro e o zinco no mesmo nao vejo resultado de correçao, ao contrario de quando se aplica em po que corrige e falta no nutriente no solo. existe uma algum tipo de enganaçao, ou realmente produtos em liquido nao corrigem a carencia do solo?

 

Resposta:

Senhor Marcos,

Em sua pergunta coloca que na  região tem havido muitas aplicações de boro e zinco no solo, pela via liquida e notou, ao fazer analise do solo, que não aparecem bons resultados, ao contrário de quando  aplica em pó. Por isso pergunta se existe algum tipo de enganação, ou realmente, se  produtos em liquido não corrigem a carência. 

Nossa resposta vai,primeiro, separando os 2 nutrientes. No caso do zinco, pelo fato do mesmo caminhar muito pouco em profundidade no solo, em áreas argilosas, o mesmo não deve ser usado no solo, em cobertura, em lavouras adultas, seja pela via liquida ou sólida.

No caso do boro ele funciona bem melhor na via solo. Assim, desde que bem distribuído na região da área radicular do cafeeiro, ele funciona tanto na via liquida quanto na sólida. O que pode estar acontecendo é em relação à dose de boro aplicada, a qual deve ser se situar em torno de 2,5-4,0 kg do elemento por ha.

O boro, na via liquida, vem sendo bastante usado, ultimamente, pois aproveita a aplicação do  inseticida-fungicida no solo, via drench. Talvez pela aplicação do drench ser feita mais perto do tronco  a análise do solo , feita com a terra retirada mais fora da saia, não esteja detectando bem  o nutriente.  Como já dito anteriormente, repare bem a forma e a dose de boro a ser usada, para suprir aquilo que o cafeeiro precisa. Veja, também, se usa a análise foliar do cafeeiro, pois esta seria mais adequada para pegar o que, realmente, está acontecendo. Matiello

Município: 
Santa Maria de Jetiba
Estado: 
ES
ola tudo bem, gostaria de saber mais informaçoes sobre o adubo da yara a base de nitrato,pois aqui na regiao os tecnicos so indica esse tipo de adubo para lavoura de cafe arabica,eles garante que o adubo a base de nitrato nao tem perca igual o de ureia,gostaria de saber a opiniao de vcs do procafe? e quantos dias o adubo aguenta na terra sem chuva?

 

Resposta:

Senhor Henry,

O nitrogênio contido em fórmulas de adubos cuja base seja o nitrato de amonea tem a vantagem de perda menor, pois não volatiliza a amônia, como pode ocorrer, em parte , com aqueles onde o nitrogenio vem da Uréia. Assim, a adubação pode ser feita mesmo com o solo seco e demorar bastante, alguns meses, sem perda. Assim em áreas montanhosas e em propriedades maiores, muitas vezes se torna vantajoso o uso de adubos com nitrato ou a aquisição do Nitrato de Amonia isolado. Ocorre, no entanto, que o nitrogênio dele fica mais caro do que o da Uréia, e, neste caso, podendo adubar com solo sob chuva, onde quase não ocorre perda de ureia pode-se economizar. Então, conclui-se que se pode ter 2 alternativas, sendo o Nitrato prioritário para épocas de pouca chuva. Matiello

Município: 
Poços de Caldas
Estado: 
MG
tenho 8sacos de adudo 08-28-16, que sobrou do plantio de milho, gostaria de saber se posso jogar ele na cova de cafe antes do plantio? Se acaso sim, qual a quantidade ideal? A terra esta corrigida de acordo com a analise e a engenheiro da emater me mandou jogar 300g de super simples(00-18-00) na cova e misturar bem, posso trocar pelo 08-28-16? att jose carlos dos santos

 

Resposta:

Senhor Jose,

Você diz que possui um resto de adubo da fórmula 08-28-16, que sobrou do plantio de milho e gostaria de usar na cova de café antes do plantio. O Agrônomo local te indicou 300 g do superfosfato simples (18% de P2O5). Respondemos que pode sim, pois a fórmula é rica em fósforo, até mais que o superfosfato. Neste caso você poderia usar 200 g dessa fórmula por cova ou metro de sulco. Misture bem com a terra, pois como a fórmula é rica em potássio, esse adubo poderia queimar as raízes se não ficar diluído na terra. Veja que como vai colocar este potássio no plantio, não precisa usar o mesmo em cobertura, no pós planto. Matielllo

Município: 
Santo Antônio do Jardim
Estado: 
SP
Se for, qual a quantidade do produto para cada 100 L de água? Quanto ML da calda para cada pé de café? Em que época realizar a adubação? Desde já agradeço.

 

Resposta:

Sr Antonio,

O senhor complementa sua pergunta sobre o uso de turfa liquida, querendo saber a  quantidade do produto e a época de aplicação. Nós informamos que a turfa possui ácidos humicos e fúlvicos, que podem auxiliar na liberação de fósforo presente sob  formas que se encontram insolúveis no solo.  No  entanto, não existem , ainda, trabalhos de pesquisa que mostrem, com clareza, a importância da aplicação de turfa em cafeeiros. Deste modo, até que tenhamos informações seguras, nós não aconselhamos o seu uso. Veja que a decomposição da folhagem dos cafeeiros, a cada ano, sob a saia das plantas, também leva à produção dos ácidos húmicos. O esterco a palha de café etc, adubos orgânicos disponíveis nas propriedades, igualmente levam à formação desses ácidos, no processo de sua decomposição, alem desses adubos levarem, também, nutrientes importantes para o cafeeiro.

Município: 
Pocrane
Estado: 
MG
Posso misturar nitrato de magnesio com um p de fertirrigação soluvel em agua. O nitrato de Mg tem algum antagonismo com algum nutriente.

 

Resposta:

Senhor Fernando,

Não vemos  problema na  mistura de Nitrato de Magnésio com um Fósforo solúvel como o MAP , mas se recomenda fazer uma pré diluição de ambos para depois fazer a mistura.Matiello e M.L. Carvalho

Município: 
.
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Augusto,

Em sua exposição diz que é recém formado em Agronomia e adquiriu o livro Cultura de Café no Brasil. Diz que ao consultar a parte de adubação percebeu que a tabela, construída para recomendação de adubo, leva em consideração somente o K no solo e não na CTC. Acrescenta que realizou os cálculos de ambas as maneiras e teve diferença de resultado. Pelo livro eu poderia descartar a adubação potássica, já olhando pela % K na CTC eu devo jogar. Pergunta qual deve seguir.  

Talvez não ficou muito claro no livro, porem, a tabela possui os níveis adequados de K tanto como números absolutos (em cmol ou ppm) como em relação à percentagem na CTC. Olhar as duas coisas é importante, a relação um pouco mais. Se a CTC do solo for alta, mais de 8-10 é lógico que fica mais difícil, com a mesma quantidade de K disponível, atingir aos níveis relativos de 3% ou mais, que dispensaria a adubação potássica. Nessa condição se o nivel de K estiver acima de 120 ppm, mesmo não atingindo 3% pode deixar de colocar o K, principalmente se o Mg na CTC estiver abaixo de 12%, pois, ao contrário, pelo desequilíbrio, o efeito do aumento do potássio, sem antes corrigir o Mg seria danoso.  Matiello 

Município: 
JACUTINGA
Estado: 
MG
O POTÁSSIO, DE ACORDO COM MINHAS PESQUISAS DEVE SER COLOCADO O QUANTO ANTES, PARA ESTAR TODO DISPONIVEL ATÉ JANEIRO, E AINDA SERIA BOM COLOCAR BASTANTE NA 1 ADUBAÇÃO.

 

Resposta: 

Senhor Antonio Marcos,

Você cita  que   de acordo com suas pesquisas o potássio deve ser colocado o quanto antes, para estar todo disponível até janeiro, e ainda seria bom colocar bastante na primeira adubação. 

Voce tem razão em parte, podendo, até, o potássio ser colocado de uma só vez, no início do período chuvoso. No entanto, caso ele seja aplicado em fórmulas, como a 20-05-20 ou outras similares, ele vai ser dividido em cerca de 3 vezes sem problemas. No caso, como as adubações vem sendo usadas em anos sucessivos e como o potássio se acumula bem no solo, as reservas disponíveis fazem com que este efeito de época não seja tão importante. Matiello

Município: 
manhuaçu
Estado: 
MG
sou da zona da mata de minas gerais (Manhuaçu-MG), região montanhosa, de propriedades de altas altitudes, tenho necessitado, de acordo com a analise de solo de calagens anuais. Gostaria de saber se há uma alternativa segura para não repetir o procedimento anual. Ouvi falar que o uso de gesso agricola na região é perigoso devido a translocação de potassio.

 

Resposta: 

Senhor Cristiano,

Em sua pergunta diz ser da região de Manhuaçu, de cafeicultura de montanha e tem necessitado fazer calagens anuais. Ainda diz que tem ouvido falar que o uso do gesso transloca o potássio.

Pois bem, as análises de solo estão indicando a necessidade de calagem continuada, pois o calcário comum, usado em cobertura, não faz efeito a curto prazo. A segunda razão seria que, mesmo se fizesse esse bom efeito logo, a adubação normal  NPK que usa acaba acidificando novamente o solo.
Assim, considerando essas duas razões,  você teria 2 alternativas. A primeira seria usar uma cal dolomitica,  que corrige rápido o solo. A segunda seria  fazer calagens ,com o calcário comum, apenas a cada 2 anos, dando tempo para que houvesse a reação do mesmo no solo. Alem disso, caso sua lavoura seja em espaçamento um pouco mais aberto e/ou a lavoura ainda estiver nova, você pode economizar usando o calcário apenas numa faixa, junto à linha de cafeeiros. Tudo isto leva em conta que aplicar calcário na montanha dá bastante trabalho.

Sobre o gesso, de fato deve-se ter cuidado, pois o seu uso tende a desequilibrar para o magnéso já que aumenta muito o teor de cálcio. Deste mod, ele deve ser usado se existir alumínio alto na camada de 20-40cm ou seja em profundidade. Mesmo assim, combinar com o uso de fonte de magnésio. Matiello

 

Município: 
Manhuaçu
Estado: 
MG
Tenho visto que a aplicação do agrossílicio esta se tornando habitual pelos agricultores de café na regiao de Manhuaçu. No entanto, fico com duvidas se posso fazê-lo com segurança em solos textura media, e altitudes elevadas como é o caso do meu sitio a cerca de 950m de altitude.

 

Resposta:

Senhor Cristiano, em seu comentário sobre sua indagação diz que tem visto que a aplicação do agro-sílicio está se tornando habitual pelos agricultores de café na região de Manhuaçu. No entanto, fica com duvidas se pode fazê-lo com segurança em solos textura media, e altitudes elevadas como é o caso do seeu sitio a cerca de 950m de altitude. 

Em resposta explicamos que o agro-silicio tem origem no processo de produção de aço, sendo uma escória do processo. Ele possui cálcio e magnésio oriundos do calcário ou cal dolomitica que entrou no processo siderúrgico. Os resultados de pesquisa mostram que ele atua como um calcário comum. Portanto substitui o mesmo e pode sim ser usado. Matiello 

Município: 
Campos Altos
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor João,

Na realidade, os calcários comuns, obtidos pela moagem da rocha calcária, são compostos por carbonatos, de cálcio e de magnésio, alem de algumas impurezas. No solo, com a ação de ácidos orgânicos, naturais do terreno, são liberados os óxidos, esses absorvidos. Por causa dessa liberação lenta também é lenta a ação desses calcários, especialmente quando aplicados em cobertura, situação que ocorre pouco contato do calcário aplicado, com a terra.Matiello

Município: 
Santa Rita do Sapucaí
Estado: 
MG
Sou cafeicultor de área de montanha e temos grandes dificuldades de aplicação de adubações foliares. Dessa forma gostaria de aproveitar as aplicações via drench (fungicida e inseticida) para aplicar alguns micros. Existe algum produto já testado e aprovado? Especificamente sobre o Boro, há alguma recomendação? Hoje em dia há a febre dos Organominerais, seriam bem aproveitados via drench?

 

Resposta:

Senhor Lucas,

O unico micro-nutriente que responde bem quando aplicado em cobertura, em solos argilosos, se deslocando rapidamente em profundidade, condicionando boa absorção pelas raízes, é o boro. Este já vem sendo usado, com sucesso, em forma de drench, junto com os fungicidas inseticidas. A fonte deste micro-nutriente pode variar, a mais comum é o ácido bórico, mas existem formulações já líquidas, o senhor devendo pesquisar o custo beneficio delas.Matiello 

Município: 
Jacutinga
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Antonio,

De inicio dizemos que não existe uma tabela de padrões de interpretação de análise de solo por método de resina para o cafeeiro. O que temos é que para o fósforo, quando se tem apenas o dado de P por resina, adotamos, mais ou menos que o P pelo método Mehlich se situa em cerca de 2-2,2 vezes a menos, e, com isso, fazemos uma correlação. Para o K não temos essa correlação.

Outra coisa. Veja que o método de resina é tipo um modismo e que em outros países não se adota ou apenas para certas finalidades, não devendo, assim, trazer ao senhor, melhorias adicionais na sua indicação de adubação. Matiello

Anexo: 
Município: 
São João do Manhuaçu
Estado: 
MG
Gostaria de saber qual seria a recomendação da cal dolomítica Oxyfertil 4824(CaO/MgO) para a análise de solo em questão. O magnésio desta lavoura sempre foi baixo e como ela está preparada para próxima safra(60 a 70 sc/ha) gostaria de fazer esta correção de magnésio e acidez.

 

Resposta:

Senhor Fernando,

Em sua pergunta você diz que gostaria de saber qual seria a recomendação da cal dolomítica Oxyfertil 4824(CaO/MgO) para a análise de solo em questão. O magnésio desta lavoura sempre foi baixo e como ela está preparada para próxima safra(60 a 70 scs/ha) gostaria de fazer esta correção de magnésio e da acidez. 

A sua análise não veio anexada, porem posso lhe adiantar que a falta de magnésio, de fato é problemática, como diz, e sua correção pode, sim, ser feita, a curto prazo, com o fornecimento da cal dolomitica apagada, como é o produto que quer usar. Quanto à dose você pode usar cerca de 40% em relação à dosagem calculada para a calagem. Pode, ainda, como a aplicação vai ser feita sob a saia, apenas na área da linha de cafeeiros, usar uma meia dose, ou seria mais ou menos 20% da dose de calcário indicada na área total. Esta dose, no entanto, para suprir o Magnésio, precisaria ser de cerca de 80 Kg de MgO por ha. Como o seu produto tem 24% de MgO o Sr precisaria usar a dose mínima de  350-400 kg por ha, como disse localizada na área da linha dos cafeeiros (bem esparramada nessa área). Matiello

Município: 
Rio Paranaíba
Estado: 
MG
Em um estágio vi analises indicando ate 250 mg/dm³ de K e consultores indicando a dose normal desse nutriente(em torno de 220 Kg/ha para uma produtividade de 30 sacas), gostaria de saber se os valores para interpretação na cultura do café são diferentes das outras culturas que acima de 120 mg/dm³ ja esta alto,e se com esses teores no solo poderia reduzir ou eliminar a adubação com K, e o porque desses teores tão altos na cultura do café? Desde já agradeço!

 

Resposta:

Senhor Breno,

Na justificativa de sua pergunta o senhor diz que e um estágio viu analises indicando ate 250 mg/dm³ de K e consultores indicando a dose normal desse nutriente (em torno de 220 Kg/ha para uma produtividade de 30 sacas). Por  isso diz que gostaria de saber se os valores para interpretação na cultura do café são diferentes das outras culturas que acima de 120 mg/dm³ já esta alto,e se com esses teores no solo poderia reduzir ou eliminar a adubação com K, e o porque desses teores tão altos na cultura do café?

De fato sua observação está perfeita. Para a lavoura cafeeira consideramos sim o limite de 120 ppm e, em certos casos, vimos que este nível  pode ser até menor – de 80-100 ppm, visto que o potássio se acumula em profundidade  no solo e as raízes do cafeeiro podem explorar maior profundidade do solo , e, assim, podem contar com um suprimento grande do nutriente, maior até do que aquele para culturas anuais.

Os valores elevados de K no solo são decorrência de aplicações anuais, sucessivas, de fórmulas ricas em K, como a 25-00-25, sem levar em conta o teor de K presente no solo. Com isso, alem de gastos maiores, pode-se provocar desequilíbrio com Ca e Mg, especialmente com este último.

Em resumo, quando os teores de K no solo estiverem altos, o melhor a fazer é eliminar ou reduzir a  adubação  potassica. Matiello 

Município: 
.
Estado: 
MG
E uma outra coisa, se eu aplicar 2 ton/ha de calcário no ano anterior e no ano posterior ainda o solo estiver ácido, devo repetir esse calcário?

 

Resposta:

Senhor Carlos,

Nós indicamos a análise de 0-20 cm, pois só pra ela, pra essa profundidade, existem  os padrões de recomendação.

Sobre o calcário comum em cobertura, nas lavouras de café, quase sempre, os resultados voltam a indicar a necessidade no ano seguinte. Em parte por que se usa adubos ácidos, que formam  a acidez fisiológica, ou seja, em função da adubação. Alem disso, o que temos visto é uma pequena reação ou solubilização do calcário comum, na aplicação em cobertura, como se faz em lavouras adultas. Deste modo, você teria que re-aplicar sim. Mas, o melhor tem sido, nesses casos, optar por uma cal dolomitica, ou seja, o calcário que foi calcinado, neste caso de forma mais reativa no curto prazo. Isto tem sido possível com o uso de cerca de 30% da dose indicada para o calcário comum. Matiello.

Município: 
Ituiutaba
Estado: 
MG
Nas 15 ha que possuo utilizo as tabelas contidas na 5º aproximação, gostaria de saber se este ainda pode ser ainda utilizado atualmente.. Desde já obrigado e Parabéns pelo espaço dado as dúvidas

 

Resposta:

Senhor Wagner,

Na sua exposição você diz que possui  15 ha de lavouras de café e  utiliza as tabelas contidas na 5º aproximação no cálculo da adubação. Diz que  gostaria de saber se este ainda pode ser utilizado atualmente e pede pra falar sobre a adubação modular.

A adubação modular, como as demais, leva em conta a extração de nutrientes pelo cafeeiro, para vegetar  e produzir. Ela também representa uma  tabela, só que em quantidade de nutrientes já calculada para cada 10 sacas por ha produzidas.

A nossa indicação(Manual de recomendações da Cultura do café no Brasil) é, igualmente, baseada na exportação de nutrientes para a vegetação e produção. Ela utiliza o fator de cerca de 6,2 kg de N, 0,6 kg de P e 5,9 kg de K por cada saca de produção esperada. Depois acrescenta uma pequena percentagem, a mais, pela perda.   Com isso chegamos a uma tabela básica que anexamos, onde para um padrão de lavoura, aqui caracterizado pelo seu nível normal de produtividade, indicamos os níveis de nutrientes necessários.  No final basta considerar um ajuste pela região, se muito fria ou muito quente e pelo espaçamento, e, ainda considerar e descontar pelo que o solo possui.

 

Níveis básicos de NPK indicados para cafezais adultos, de acordo com seus níveis de produtividade.

Produtividade básica

(scs/ha)

Nutrientes indicados kg/ha (*)

N

P205

K20

20 sacas

30 sacas

40 sacas

50 sacas

60 sacas

120-160

180-240

250-310

310-390

380-470

15-20

18-40

25-50

30-60

40-80

120-130

170-220

240-270

300-330

360-400

(*) Estes níveis básicos devem ser ajustados de acordo com a análise de solos para PK considerando, ainda, a textura do solo, onde os arenosos exigem mais NK e, também, as condições climáticas, em áreas quentes devendo-se acrescer 15-20% de N e em áreas frias 10-15% menos de N. Caso seja possível, ajustar os 2 últimos parcelamentos de N conforme a análise foliar.

Município: 
Jacutinga
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Antônio,

Geralmente o único micro-nutriente que responde melhor na pré e pós-florada é o boro. Mesmo assim, sua aplicação é indicada mais na via solo, para ser absorvido pelas raízes, no ciclo agrícola da lavoura, e, assim, na época da florada  as plantas já estariam com níveis adequados.  Com amino-ácidos ainda não temos pesquisas suficientes para sua indicação segura. Matiello

Município: 
Jacutinga
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Antonio,

De inicio dizemos que não existe uma tabela de padrões de interpretação de análise de solo por método de resina para o cafeeiro. O que temos é que para o fósforo, quando se tem apenas o dado de P por resina, adotamos, mais ou menos que o P pelo método Mehlich se situa em cerca de 2-2,2 vezes a menos, e, com isso, fazemos uma correlação. Para o K não temos essa correlação. Outra coisa. Veja que o método de resina é tipo um modismo e que em outros países não se adota ou apenas para certas finalidades, não devendo, assim, trazer ao senhor, melhorias adicionais na sua indicação de adubação. Matiello

 

Município: 
Muzambinho
Estado: 
MG
Na tabela, tem os níveis de produtividade e as respectivas recomendações de doses de N, P e K para cada nível de produtividade, e as doses tem uma faixa de variação, nesse caso, como devo utilizá-la corretamente, o que devo considerar?

 

Resposta:

Senhor Federico,

Em suas considerações você coloca que, na tabela que fornecemos, os índices de NPK, correspondentes aos níveis de produtividade das lavouras, variam em uma faixa. Pergunta como adota-los.

Veja que a referida tabela foi calculada tomando por base a necessidade do cafeeiro, para vegetar e produzir, vendo-se que cada saca consome cerca de 6 kg de N, 0,6 kg de P e 5,9 kg de K. Sobre este cálculo adicionamos cerca de 30% que se referem a um adicional por perdas na disponibilização dos nutrientes para as plantas. A indicação de uma faixa, na referida tabela, foi feita pelo conhecimento prático de que na biologia a matemática não funciona.

Assim você deve usar o bom senso. Caso a lavoura tenha um bom potencial produtivo, sendo uma boa lavoura, que pode responder, você deve usar o limite superior da faixa e, ao contrário, você pode adotar o limite inferior nos casos de uma lavoura pouco responsiva. O mesmo você pode adotar com relação ao tipo do produtor, se de melhor nível tecnológico e dispor de recursos deve indicar  o limite superior, pois você puxaria a produtividade da lavoura pra cima, aumentando o seu potencial produtivo, a médio prazo. Matiello

Município: 
Araponga
Estado: 
MG
Tenho uma área aqui na fazenda em que o solo é mais arenoso que está ocorrendo em algumas plantas o sintoma de folhas mais novas com tamanho reduzido e amareladas. Não é generalizado, são manchas na lavoura, seria deficiência de enxofre? O que posso fazer?

 

Resposta:

Senhor Ricardo,

A deficiência de enxofre raramente aparece em cafeeiros, seja pela suficiência do solo nesse nutriente, seja pelo suprimento do nutriente, através da matéria orgânica, ou pelas chuvas ou por adubos.

Deste modo, verifique outras hipóteses para o amarelecimento da folhagem nova, podendo ser por deficiência de manganês, por excesso de calcário em certos pontos, podendo ainda, haver efeito de frio. Matiello

Município: 
Lajinha
Estado: 
MG
qual seria a estimativa de variação percentual na assimilação dos nutrientes pelo cafeeiro em função do pH do solo.

 

Resposta:

Senhor Arlindo,

Com a melhoria do pH, subindo o mesmo para a faixa entre 5,6 e 6.5 promove-se o melhor aproveitamento da maioria dos nutrientes necessários ao cafeeiro. Com pH baixos, os nutrientes, no geral, menos os micro-nutrientes (Zn, B, Cu e Mn), são menos aproveitados. Incluo aqui um gráfico que mostra as curvas de aproveitamento de cada nutriente conforme o pH do solo. Matiello


Município: 
Ipatinga
Estado: 
MG
Nossa 3ª adubação já é bem complicada, e a 4ª quase impossível, devida à nossa condição climática. Sendo nosso solo argiloso na maioria das vezes, estamos fazendo apenas 3 adubações, conforme as previsões do serviço meteorológico. Tenho usado em nossa região o método da Comissão da Fertilidade do Solo complementado pela análise de folhas, mas sempre tenho a impressão de que estamos adubando à mais. Em todas as áreas tenho visto potássio sobrando, fósforo faltando (palestra do Allisson), lavouras muito enfolhadas, mas com pouca produção (Região de Capelinha), e Mg baixo em relação ao Ca.

 

Resposta:

 

Senhor Jesus

Na complementação da sua pergunta você diz que fica impossível fazer os 4 parcelamentos da adubação. Diz ainda que tem usado como base o método da Comissão da Fertilidade do Solo complementado pela análise de folhas, mas sempre tem a impressão de que está mos adubando a mais. Diz, ainda que tem visto, nas análises de solo, potássio sobrando, fósforo faltando , lavouras muito enfolhadas, mas com pouca produção (Região de Capelinha), e Mg baixo em relação ao Ca. 

Os seus problemas têm sido muito comuns, também em outras regiões. No caso você pode dividir a adubação em 3 parcelas, normalmente usada em inicio de novembro, final de dezembro e meados de fevereiro, assim poderá colocar a dose global desejada em condições de umidade das chuvas.

Quanto à dosagem dos nutrientes nós indicamos usar os parâmetros pela produtividade das lavouras, com o multiplicador de 6,2 para o N, 0,6 para o P e 5,9 para o K. Quando a situação for de lavoura já bem corrigida, basta usar os níveis para a produção, visto que a vegetação é atendida pela re-ciclagem da folhagem e outros resíduos do ano anterior. Nesse caso usar, para cada saca de produção estimada,  2,6 kg de N, 0,23 kg de P e 3,0 kg de K. Matiello

Município: 
Iapú
Estado: 
MG
Caros Professores Nas considerações finais do trabalho apresentado em Varginha (pelo Dr.Alysson), na semana passada, mostra a coleta sendo feita bem para dentro da projeção da saia, próximo ao pé. Acabo de fazer uma experiência coletando nestas duas áreas (na projeção, próximo ao pé, e na projeção, porém, nos limites da sombra), e os resultados foram surpreendentes, e completamente antagônicos. Na projeção, próximo ao caule: PH=4, P=40, K=64, Ca=2,8, Mg=0,38, Al=0,8, H+Al=8,6, S=11. Na projeção, próximo ao beco: PH=6.25, P=1,9, K=100, Ca=3,18, Mg=1.29, Al=0, H+Al=1,5, S=2. Nos meus estudos, em bibliografias consultadas, fala-se que o ponto ideal da coleta é na linha, na projeção da copa, pois aí tem uma média de onde se joga o adubo, e o que escorre com as chuvas. tenho aí, portanto, três possibilidades diferentes, com valores completamente diferentes de resultados. Este fato é real, e está acontecendo neste momento. Podem me ajudar? Um grande abraço, e muito obrigado.

 

Resposta:

Senhor Jésus,

O ponto ideal da coleta de amostra de solo para análise deve coincidir na faixa ou local onde é feita a adubação dos cafeeiros. Assim o local mais adequado deve coincidir na projeção da copa, próximo à saia do cafeeiro, alternando os lados da linha de cafeeiros.  Caso a lavoura seja em área declivosa deve-se tomar amostras do lado de cima e em baixo em relação ao declive. Matiello

Município: 
Patos de Minas - MG
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Bruno,

Para fazer a conversão solicitada basta multiplicar o valor que tem em Cmol pelos valores da última coluna da tabela em seguida.

Quanto às relações adequadas entre as bases, o normal é um numero em torno de 9 partes de cálcio, para 3 de magnésio para uma de potássio. No entanto essa relação pode ser até mais larga, de 20 pra 5 pra 1. Matiello


Município: 
Ipatinga
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Jésus,

Para as lavouras de café não existe, nas tabelas apropriadas para interpretação das análises, de solo ou de folhas, um nível de sódio considerado limiar, acima ou abaixo do qual seria tóxico ou deficiente.

 Problemas de sódio só tem ocorrido em locais com uso de  irrigação com água salobra (como em certas áreas da Bahia), ou em áreas muito próximas ao mar, ou, então, quando se usa adubo contendo sódio, como o Salitre do Chile (Nitrato de sódio)  em dose excessiva.

A toxidez de sódio se apresenta como uma queima forte na margem das folhas, começando pelas mais velhas, mas o problema pode ser eventual, pois, em casos de regiões que chove bem, o sódio se lixívia facilmente no solo, em profundidade. Por sua vez, a falta de sódio não tem sido relatada como problema em cafeeiros. Matiello e Alysson.

Município: 
Ipatinga
Estado: 
MG
Dados: PH=5,7/Al=0/H=6/V=49/K=180/Ca=4,5/Mg=1,18/S=7/P=16/MO=7?

 

Resposta:

Senhor  Jésus,

 A maneira de reduzir o hidrogênio (H+), que leva à acidez do solo, é desloca-lo com a hidroxila (OH-) e substituí-lo por bases alcalinas, como cálcio, magnésio e potássio. Isto se faz através de aplicações de corretivos, como o calcário. A indicação de um H+ adequado seria no valor de até 2,5 Cmoldm3, sendo aceitável de 2,6 a 5,0 e acima de 5,0 já seria alto. Matiello e Alysson.

Anexo: 
Município: 
Batatais
Estado: 
SP
Em um dos carreadores do cafezal havia algumas arvores e as linhas de café seguiam ate próximo a copa das mesmas. Como pode ser observado nas fotos o desenvolvimento das mudas ficou muito comprometido pela concorrência da arvore e a situação piorou bastante com a estiagem do inicio do ano de 2014. Agora a arvore já foi retirada e minha duvida é: será que essa faixa de mudas irá se recuperar e formar uma lavoura como as áreas que não foram afetadas pela presença das arvores? Há a necessidade de substituir essas plantas? A lavoura nas fotos tem hoje 2,5 anos.

 

Resposta:

Senhor Arthur,

A presença de uma linha de árvores na beira do carreador, de fato, tornou as plantas muito deficientes e mal desenvolvidas. Porem, tudo indica que a área, que agora está ruim, irá se recuperar normalmente após à eliminação das árvores, não precisando substituir essas plantas. No entanto, como as raízes das árvores consumiram a maior parte dos adubos da área sob as plantas de café, você  deverá fazer um bom reforço na nutrição desta área. Deve abrir um sulco próximo da linha de cafeeiros e alí colocar cerca de 300 g de superfosfato por metro, mais umas 300g de calcário, e, se possível, também uns 10 litros   de esterco por metro, depois pode cobrir. Quando iniciar o período quente pode iniciar com as adubações em cobertura, onde  pode colocar , por 4 vezes, de outubro a março, cerca de 80 g de fórmula 20-00-20 ou similar em cada metro de linha. No mais é adotar a pulverização normal, para correção de micro-nutrientes e os tratamentos normais para controle de pragas e doenças, conforme vem adotando no restante das áreas sem problemas. Matiello

Município: 
Campos Altos
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor João,

Em primeiro lugar é preciso saber quais os nutrientes que os fertilizantes foliares possuem, já que a adubação foliar é indicada para suprir micro-nutrientes, uma vez  que os macro-nutrientes, exigidos em grandes quantidades pelo cafeeiro, devem ser aplicados via solo.

A oferta de adubos organo-minerais tem crescido muito ultimamente, principalmente para uso via solo. Também existem, como diz, os organo-minerais via foliar. Em ambos os casos, eles são constituídos por uma combinação de materiais orgânicos e minerais, ou seja, é um tipo de material orgânico enriquecido com minerais.

Nos adubos organo-minerais foliares o mais comum é a combinação de ácidos humicos e fulvicos e amino ácidos com sais, com isso visando melhorar a absorção dos nutrientes.

Em formulações que contenham boas quantidades de nutrientes, no caso, mais importantes os micro, eles podem funcionar bem. No entanto, não se dispõe, até o momento, de  pesquisas suficientes para uma afirmação de que seriam melhores do que os minerais exclusivos. Assim, na dependencia do que cada um produto comercial contenha, o que deve ser examinado previamente, pode-se usar, indistintamente, um ou outro tipo, não havendo, com o conhecimento atual de que se dispõe, uma situação em que se deve preferir um ou outro. Não se deve esquecer a questão custo/beneficio. Matiello

 

Município: 
Manhuaçu
Estado: 
MG

 

Resposta:

O uso de cal dolomitica pode sim ser feito no plantio do cafeeiro, embora este uso não seja prioritário para esse tipo de corretivo, de rápida ação no solo. No entanto, como prevê em sua pergunta, é necessário prestar bem atenção na dose, a qual deve ser de 30-50% em relação à dose normal de um calcário comum. Caso a dose da cal seja muito alta, a correção do pH do solo também vai ser excessiva, e, nesse caso, vai haver deficiência grave de micro-nutrientes, como o zinco, o boro, o cobre , o manganês e o ferro, que prejudicará o desenvolvimento do cafeeiro recém-plantado.

No exemplo de área nova, sem correção, onde usualmente se emprega cerca de 400 g de calcário comum, por cova ou metro de sulco, no caso da cal dolomitica se poderia usar cerca de 150 g por cova ou metro de sulco.

Deve-se, antes do plantio, fazer análise de solo, para determinar o nível necessário do calcário, isso, especialmente, quando o plantio for feito sobre área de antigo cafezal, pois essa área pode, já, estar com pH, cálcio e magnésio adequados, pelas aplicações sucessivas de corretivos feitas na lavoura velha. Matiello

Município: 
.
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Claudiney,

Como desconfia, poderia, pelos sintomas observados na folhagem, haver confusão entre  deficiência de Mg ou excesso de boro. Observando os dados de análise foliar, dos cafeeiros da área, verifica-se que o nível de Mg está ok e o de boro um pouco alto. No entanto, o exame clinico, como ocorre com a gente, humanos, quando vamos ao médico, prevalece em relação ao exame do laboratório. Verificando os sintomas pode-se afirmar que a clorose entre nervuras na folhagem , mais severa a partir das folhas velhas, é a prova da carência de magnésio. Portanto, a folhagem que foi coletada, ou, mesmo, a época em que foi feita a coleta, não está coerente com os sintomas na folhagem. Assim, a amostra  não está representando a situação atual da lavoura, ou pode ter havido, mesmo, um erro de análise. A situação indicada, que cita se tratar de uma lavoura da cultivar mundo novo e com alta carga reforça a hipótese de ser deficiência de Mg, que é comum nessa condição. Matiello

Dados da análise foliar na área -

N =  3,58 %,  P= 0,12% , K. 1,60%, Ca = 1,73%, Mg = 0,42%, S=0,18%, Fe = 357ppm, Mn = 245ppm, Cu = 28ppm, Zn = 30ppm, Na = 225ppm e  B =156ppm.

 


Município: 
Campo do Meio
Estado: 
MG
Vejo muitas lavouras que usam adubos diferenciados e que aumentaram significativamente suas produções, porque ainda ha essa resistência em recomendar esses produtos?

 

Resposta:

 

Senhor Joaquim,

Cada técnico deve ter sua razão, porem, interpretando algumas delas, vemos que duas são as principais. A primeira é que se trata de uma tecnologia ainda nova e, assim, como outras, ela demora a ser adotada. Em segundo lugar, existe a necessidade de definir melhor a questão de dosagem,  em relação aos adubos convencionais, visando adequar a questão dos custos maiores destas formulações especiais.Matiello 

 

Município: 
Bonito
Estado: 
BA

Resposta:

Senhor Henrique,

Conheço bem a sua região de Bonito-BA. Começamos com a introdução de café aí lá pelos idos de 1970.

Sobre a quantidade de NPK na adubação de cafezais adultos, nós devemos considerar a produtividade esperada e, ainda, saber como está a condição do solo, pelos resultados da análise química. No caso do solo ter níveis baixos, talvez seja sua condição aí, colocamos, por ha, uma adubação na base de 70-80 kg de nitrogênio, 60-70 kg de K2O e 10-15 kg de P2O5 por cada 10 sacas que serão produzidas por ha. Assim, se sua lavoura, adensada, for produzir 50 sacas por ha, seriam aplicados 350-400 kg de N por ha, 300-350 kg de K2O e 50-75 kg de P2O5. Se fosse usar uma fórmula 25-05-20 equivaleria a cerca de 1400-1600 kg da fórmula por ha.

Quando o teor do solo estiver adequado, poderemos reduzir ou, até, tirara a adubação PK.

A diferença de uma lavoura aberta para uma mais adensada está no melhor aproveitamento do adubo. Por isso já dei um quantitativo padrão, para 10 sacas, um pouco menor(cerca de 20% menos), em relação ao plantio mais aberto. Matiello

Município: 
Mutum
Estado: 
MG
Quais são seus efeitos no crescimento e produção da planta.

 

Resposta:

Senhor Marcos,

O enxofre tem sido um nutriente considerado de menor importância para o cafeeiro, pois as respostas produtivas à sua aplicação tem sido pequenas ou não tem havido quaisquer respostas, em variadas culturas.. Ele se encontra  no solo, em sua maioria, sob a forma orgânica e seu suprimento pode vir via água da chuva ou de irrigação, da decomposição da matéria orgânica e até de adsorção direta do ar, alem da aplicação de corretivos(gesso) ou fertilizantes, do tipo sulfato, ou outros com enxofre.

Quanto ao efeito de excesso de enxofre não se tem noticia de qualquer problema, talvez por haver perda rápida desse nutriente por lixiviação. Veja que, mesmo em casos onde se utilizou mais de 30 toneladas de gesso por ha, o qual tem cerca de 17% de S, ou seja, uma aplicação de mais de 5 toneladas de S por ha, não se verificou efeito danoso. Matiello e Allysson

Município: 
Caratinga
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Antonio,

De fato, nos últimos anos surgiu a cal dolomitica, um corretivo bastante eficiente para uso, especialmente, nas lavouras de café adultas, pois, aplicado em cobertura o calcário comum não vem apresentando resposta rápida, seja na correção de pH do solo, seja no suprimento de cálcio e de magnésio para as plantas.

Esta cal corrige rapidamente o solo e fornece os nutrientes Ca e Mg de forma mais solúvel. O material de duas empresas fabricantesfoi testado pela pesquisa, sendo da Gecal, a pioneira, com o produto chamado GEOX e, mais recentemente, a Belocal, com o produto Oxifertil. Ambos tem apresentado teores de cerca de 60% de CaO e 30% de MgO.

Quanto à recomendação o normal tem sido o uso de 300-500 kg por ha. Um critério adequado seria usar de 25-30% em relação à dose de calcário comum indicada. Matiello

Município: 
Jacutinga
Estado: 
MG
O que é cada um deles? Não entendi que quanto maior o IBN maior o desequilíbrio da lavoura. Lavouras boas tem apresentado IBN entre 40 - 90. Há algum software gratuito da Pró-café referente ao DRIS?

 

Resposta:

Senhor Felipe,

De fato o uso do sistema Dris suscita dúvidas, pois ele não vem sendo usado normalmente para a cultura cafeeira. Por um lado pela sua maior complexidade, sendo mais usado o sistema de níveis de suficiência ou níveis limiares dos nutrientes nas folhas. Por outro lado, sabe-se que os níveis foliares são relativos e servem como auxiliares e complementares à análise de solo, este um componente mais importante na indicação da adubação.

Quanto às suas dúvidas IBN significa Índice de balanço nutricional, IBNm é o mesmo índice só que a média, o Inut significa o índice Dris do nutriente em relação aos demais. A condição ideal ocorre quando o Inut é menor ou igual ao IBNm. Os níveis de IBN bons foram determinados em amostras de lavouras de boa produtividade. Quanto maior o IBN maior é o desequilíbrio entre os diferentes nutrientes.

Quanto ao software, o CNPQ e a Embrapa possuem, os mesmos podendo ser consultados através de busca por “DRIS” na internet. A Fundação Procafé não trabalha com o sistema Dris. Matiello

Município: 
.
Estado: 
MG

Resposta:

Senhor Vinicius

Pode-se sim usar a palha de café para o substrato de produção de mudas, só que com alguns cuidados como - Usar a palha um pouco curtida ou, então, triturar um pouco a palha fresca, pois as cascas grandes atrapalham o desenvolvimento inicial das raizes. Alem disso, como a palha é rica em potássio deve-se usar cerca de 0,5 kg de calcário por metro cubico de substrato, para equilibrar com cálcio e magnésio. A quantidade pode ser de cerca de 150-200 litros por metro cúbico de substrato. Matiello

Município: 
Paula Cândido
Estado: 
MG

Resposta:

Senhor José,

Primeiramente temos a dizer que o fósforo é um nutriente muito importante na fase de plantio e formação do cafeeiro tendo menos importância na lavoura adulta. A forma usual de aplicação do fósforo é a via sólida, no solo. No entanto, como indaga, existe sim uma novidade no suprimento de fósforo aos cafeeiros. As últimas pesquisas tem mostrado que o suprimento do P via foliar é muito eficiente e viável visto que a necessidade de fósforo é pequena, quando comparada com a dos demais macro-nutrientes. Deste modo, indicamos o uso de MAP ou de outra fonte de P em pulverização, combinando nas aplicações foliares normais, na base de 1,5% do produto na calda. Veja a compatibilidade da fonte de P usada com os demais produtos usados na calda. Há uma certa incompatibilidade entre produtos cúpricos e o MAP. Matiello

Município: 
Lavras
Estado: 
MG

Resposta:

Senhor Francisco,

Primeiro é preciso saber a idade de sua lavoura e se, realmente, ela vem com intoxicação de zinco. A verificação do sistema radicular é um sinal, porem só ele é insuficiente para a afirmação. Deste modo, faça a análise de solo, tirando amostras junto às plantas da lavoura que considera intoxicada. Se o nível de zinco estiver muito alto (acima de 10 ppm), aí se confirma o fato. Neste caso a lavoura não se desenvolve bem, especialmente quando ainda nova, pois as raízes estariam na faixa de solo onde o zinco é mais concentrado.

A existência de sintomas de aparente deficiência de zinco também não diz tudo, pois os sintomas de toxidez são parecidos ao da deficiência. Neste caso o ideal seria enviar folhas para análise, antes de tomar a decisão de pulverizar a lavoura. Matiello

Município: 
Campo Belo
Estado: 
MG
Ha algum estudo sobre os efeitos do Nitrato de magnésio via folha?

 

Resposta:

Senhor Helton,

O Nitrato de Magnésio é um bom produto para uso foliar, no entanto, para o caso da lavoura cafeeira, onde a quantidade de magnésio necessária é alta, as fontes de magnésio devem ser usadas na via solo.

Veja que o nitrato de Mg possui cerca de 11% de N e 15% de Mg, que corresponde a cerca de 25% de MgO.

O cafeeiro,  para vegetar e produzir, precisa de 1,9 kg de MgO por cada saca. Assim, para uma lavoura de 40 scs por ha precisaria de cerca de 76 kg de MgO por ha.

Usando o Nitrato de Mg via foliar, em 4 aplicações no ano, este usado a 1% na calda e usando 400 l de calda por ha, teríamos um uso, no ano, de 16 kg de Nitrato ou 4kg de MgO. Como se pode ver é uma dose muito pequena diante da necessidade da lavoura no ano.

Deste modo, pode usar a aplicação foliar quando houver falta de chuvas, no entanto, não pode deixar de fazer aplicação de fontes de Mg no solo. Matiello

Município: 
Sacramento
Estado: 
MG

Resposta:

Senhor Ivan,

De fato, como diz, a aplicação foliar de magnésio não vem dando certo, conforme previsto, pois o magnésio é um macro-nutriente, assim exigido em grande quantidade e só a via solo é capaz de suprir a quantidade necessária e corrigir a deficiência.

 A via foliar, como o senhor diz estar usando é apenas paliativa, podendo ser empregada apenas  em períodos de seca, quando o nutriente não pode ser absorvido via solo.

Quanto à época de uso via solo,  as fontes de magnésio  podem ser aplicadas em qualquer época, pois o magnésio não se perde mesmo com falta de umidade no solo. O mais comum é o seu uso logo após à colheita.

As fontes mais usadas para a via solo são o calcário, o serpentinito, a cal dolomitica ou calcário calcinado, o óxido de magnésio e o sulfato de magnésio, os 3 últimos com maior disponibilidade do nutriente no curto prazo.

Município: 
BRASÍLIA
Estado: 
DF
Sou estudioso e consultor em mercado de café e nas questões técnicas e de manejo só confio nas informações da Fundação Procafé

 

Resposta:

Senhor Janio

Os trabalhos de adubação vinham normais nesta safra, mas agora foram interrompidos pela falta de chuvas. Nesta época já era para termos aplicado duas parcelas de adubo, mas temos noticias de que muita gente atrasou e não teve tempo de aplicar a segunda parcela do adubo. Agora, sem chuva em janeiro, nestes casos, é aconselhável, quando voltarem as chuvas, fazer na época da terceira, em fevereiro,uma aplicação de adubo em dose um pouco mais elevada, para compensar a falta da 2ª parcela. Matiello

Município: 
Rio Paranaíba
Estado: 
MG
Não especifiquei bem que essa adubação eu quis dizer uma das linhas, mais não só nela, ou seja, em uma linha mais alternando entre as adubações, adubando uma na 1º cobertura e na 2º a outra linha e assim por diante. Se tornando assim uma adubação em linhas alternadas. Desculpe por não ter sido mais claro na pergunta. Grande abraço!

 

Resposta:

Senhor Diego Bernardes Rocha

Agora entendo a sua ideia, não de aplicar o adubo ao mesmo tempo em 2 linhas de cafeeiros de uma só passada com a adubadeira  tratorizada. Esta forma eu indiquei como adequada, bastando ajustar o modo de aplicar. Agora sugere aplicar em cada fileira nas parcelas separadamente, ou seja, na primeira parcela aplica em uma fileira, no 2º parcelamento na outra. Achamos que isto não seria adequado, pois teríamos problemas com a coincidência de épocas mais indicadas. As plantas que recebessem  o adubo só na 2ª parcela ficariam deficientes, pois as épocas de parcelamento são aquelas onde as plantas necessitam dos nutrientes, para seu crescimento ou frutificação.

Deste modo, a menos que não tenhamos, novamente, entendido, achamos que seria inadequado o sistema de adubar linhas intercalares, em diferentes épocas. Matiello

Município: 
cosmópolis
Estado: 
SP
o agrônomo disse que é jogar dinheiro fora

 

Resposta:

Senhor Adalberto Scorsoni

A adubação racional da lavoura cafeeira, de forma mais eficiente e econômica, deve ser baseada, principalmente, em duas condições -  a produção esperada e a disponibilidade de nutrientes no solo, determinada pela análise quimica da terra da lavoura.

Ao observar estas duas condições vai-se colocar os adubos mais indicados, para fornecer os nutrientes conforme a necessidade da sua lavoura. Caso possa nos fornecer a

produtividade de sua lavoura e os dados da análise de solo poderemos recomendar essa  adubação bem racional.

Quanto ao uso da palha de café mais  o adubo quimico trata-se de uma boa prática, pois a palha é bem rica em potássio, porem ela não pode ser usada de forma excessiva pois pode causar desequilibrio. Talvez por isso, de forma adequada, esteja buscando usar uma fórmula pobre em potássio. Aqui, também, só os resultados da análise do seu solo dariam maior segurança no uso da palha e da fórmula que pretende usar.

Quanto ao gesso, novamente, só a análise de solo, especialmente aquela feita em profundidade, de 20-40 cm, é que vai dar condições de indicar ou não seu uso. Isso tudo pra não provocar desequilibrio, pois o gesso é indicado, principalmente, quando existe aluminio excessivo em profundidade. No entanto, se usado incorretamente, pode provocar aumento excessivo do cálcio, já que é muito riconesse nutriente e deve, assim, ser usado combinado com a aplicação de uma fonte de magnésio, caso este já  não esteja disponível, em nível adequado, no solo. Matiello e Allysson

Município: 
Rio Paranaíba
Estado: 
MG
Tenho observado uma variação entre a escolha em adubar em apenas uma linha ou nas duas linhas do cafeeiro? Existe uma diferença de eficiência para absorção dos nutrientes nesses dois casos, ou não há variação nos resultados finais? Vendo que, adubando em apenas uma das linhas se ganha tempo e economia com óleo diesel. Desejo a todos vocês um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo, grande abraço!

 

Resposta:

Senhor Diego Bernardes Rocha

A absorção e translocação da maioria dos nutrientes pelas raizes do cafeeiro se dá de forma radial, ou seja, um lado da linha de cafeeiros é atendida pelas raizes que estão daquele lado. Assim, é importante que o adubo aplicado atinja os 2 lados da linha.

Ocorre que a adubação mecanizada pode ser regulada para, mesmo passando de um só lado da linha, conseguir distribuir boa parte do adubo também do outro lado. Da mesma forma, em áres de cafeicultura de montanha, a distribuição do adubo do lado de cima da linha, em relação ao declive, acaba facilitando, pela chuva, o deslocamento do adubo também na parte de baixo da linha de cafeeiros.

Deste modo, suas preocupações de aliar eficiência da adubação com economia de óleo do trator é pertinente. Nossa resposta é que desde que faça uma boa regulagem da adubadeira, ela pode operar somente de um lado da linha. Caso seja possível, um cuidado adicional pode ser adotado. Deve-se tentar trocar a linha de rodagem do trator entre diferentes parcelamentos da adubação. Matiello

Anexo: 
Município: 
Carmo de Minas
Estado: 
MG
Envio algumas fotos. Nesse momento, precisamos da sua orientação para a coleta de amostras de solo para fazer análise. Como a matéria orgânica com nutrientes foram removidos para bem junto da linha dos pés de café, estamos em dúvida de qual local devemos colher as amostras. Qual distância da linha dos pés de cafés?Devemos colher duas amostras? de 0 a 20 e de 20 a 40cm?Por favor, precisamos da sua orientação.

 

Resposta: 

Senhor Itajyba,

Inicialmente nossos parabens pelo seu pioneirismo no micro-terraceamento em sua região, buscando inovar e tratando de resolver um problema sério da cafeicultura de montanha, que é a dependencia de muita mão de obra, para o manejo do cafezal.

 Bela foto da área terraceada, podendo-se ver que fez o correto, para facilitar, acoplou o micro-terraceamento após uma recepa da lavoura. Observa-se, em tom de brincadeira, que até o seu cachorro gostou da novidade.

Sobre a retirada da amostra de solo, neste primeiro ano,  realmente fica mais dificil, porem, depois da estabilização da terra do  terraço será usado o modo normal, tirando na área da projeção da saia do cafeeiro, dos 2 lados da linha. Neste primeiro ano teríamos que manter o mesmo critério, já sabendo que a terra da amostra do lado de cima será bem melhor, mas a realidade é bem esta. O terraceamento vai, de fato, fazer um tipo de adubação do cafeeiro, levando toda a terra gorda, superficial, para perto das plantas. Eu diria até, no seu caso, após uma recepa, que nem precisaria  adubar. Assim, caso queira 

 

Município: 
Rio Paranaíba
Estado: 
MG
Faço essa pergunta porque cada produtor ou até mesmo consultor sempre tem diferenças em insumos e doses, sendo assim gostaria de saber se vocês tem algum resultado positivo sobre esse assunto. Talvez tenham até uma quantidade padrão que tenha dado certo? Irei aparecer muito por aqui porque confio totalmente no trabalho que vocês executam, grande abraço!

 

Resposta:

Senhor Diego,

De inicio agradecemos sua confiança e, com certeza, pode continuar perguntando.

Sobre os adubos para o plantio, todos os experimentos sempre mostraram que os nutrientes essenciais para colocar dentro do sulco são o fósforo, o cálcio e o magnésio.

Quanto ao cálcio e magnésio a melhor maneira de supri-los e, ao mesmo tempo, corrigir o pH do solo, é através do calcário. No geral tem sido necessária a quantidade média de 400 g de calcário por metro de sulco, porem o sr deve ver a análise de solo, pois se for uma área já corrigida, por exemplo, um plantio onde foi uma lavoura velha, os níveis de correção já podem estar bons e, neste caso, mesmo assim se indicaria o calcário,  para colocação em profundidade, só que em dose minima, de cerca de 200 g  por metro de sulco.

Quanto ao fósforo podem ser usadas várias fontes. Pode ser um termofosfato, como o Yoorin, o superfosfato simples, o MAP e outros, adequando a dose para cada um. Neste caso, observar, também a análise de solo. Em condições de pobreza de P, ou seja, se o teôr estiver abaixo de 15-20 ppm, usar, por exemplo, 400 g de superfosfato simples, ou 300 g de Yoorin por metro de sulco. No caso de usar Yoorin pode reduzir um pouco o calcário. 

O senhor deve ver a questão de custo e beneficio No caso do superfosfato simples ele também fornece cálcio e enxofre. No caso do Yoorin ele fornece cálcio e magnésio e também o silicio. Eventualmente, podem ser usados, no sulco, os micronutrientes, neste caso o essencial seria o zinco, pois ele caminha pouco em profundidade. Neste caso o solo sendo pobre, poderia usar cerca de 10 g de sulfato ou óxido de zinco por metro de sulco. No entanto, como a lavoura já vai ser pulverizada mesmo, logo após o plantio, para controle de pragas, doenças, etc e como o zinco é bem absorvido pela folhagem, a maioria dos produtores não vem colocando no sulco, mesmo por que a pequena dose necessária fica dificil de ser distribuida. Tome cuidado pois, em certos casos, de plantios em substituições a cafezais velhos ou em áreas antes com cereais, onde se usa muito zinco no solo, pode haver toxidez. Matiello

Município: 
Sacramento
Estado: 
MG

Resposta: 

Senhor Ivan,

De inicio é bom esclarecer que não é preciso cmpostar a palha ou o esterco de curral para colocar na lavoura de café. Estes adubos orgânicos são, normalmente, aplicados ao natural sobre o solo, sob a saia dos cafeeiros. Alí, com a própria materia orgâncica da folhafem seca caida,  o esterco e a palha vão se decpompondo lentamente e , assim, vão liberando os seus nutrientes para as plantas.

No entanto, se quiser mesmo fazer o composto, para levar para o cafezal ou para outra cultura de ciclo curto, neste caso com liberação mais rápida dos nutrientes, uma maneira simples de compostagem é a de ir colocando, a cada período , uma camada de palha de café dentro do curral, para os animais irem defecando sobre ela, a qual irá absorver, inclusive.  a urina dos animais. Depois é só tirar e, com o tempo o material estará bem decomposto. Se quiser, ainda, enriquecer o composto, pode colocar um fosfato natural na mistura, ou até gesso, este para reduzir a perda de nitrogenio por volatilização.

Resta, ainda, a maneira clássica de compostagem, feita em leiras ou montes. Neste caso, basta misturar a palha e o esterco de curral, formar camadas de cerca de  1 m de altura, molhar de vez em quando e revirar sempre que a temperatura começar a ficar muito alta. Este método requer muito trabalho, gente ou maquinário. Matiello

Anexo: 
Município: 
S. Gotardo
Estado: 
MG
Fiz análise de raiz da planta com sintoma e de planta normal. Também fiz analise do solo no sulco de plantio da planta com sintoma e da planta sem sintoma. Nas análise das RAIZES deu 61 ppm de Zn na planta com sintoma e 12 ppm na planta sem sintoma. E no SOLO deu 5,7 ppm de Zn na planta com sintoma e 0,4 ppm de Zn na planta sem sintoma. Podemos afirmar, a partir desses níveis, que o Zn está causando problema?

 

Resposta:

Sr Ademar

Tudo indica que sim trata-se de toxidez de zinco. Certeza absoluta não se tem, mas, conforme a comparação que fez, tanto dos níveis encontrados na análise de raiz, como na análise de solo junto às plantas, com e sem problemas, o diferencial dos teòres encontrados, nas 2 situações, leva a concluir-se  no sentido de toxidez.

A foto encaminhada, aqui incluida, já permite observar o inicio dos sintomas, com poucas e pequenas raizes secundárias e a principal engrossada, com dificuldades de desenvolvimento. Talvez estes sintomas evoluam mais, com as raizes secundárias ficando pequenas, atrofiadas, formando uma espécie de tufo,  o que seria o sintoma mais típico.

A solução  seria aplicar matéria orgânica, ou calcário calcinado. A M.O ajuda a imobilizar o zinco e o calcário calcinado elevando rápidamente o pH, vai tornar o zinco menos disponível às plantas. Matiello

Município: 
Nepomuceno
Estado: 
MG
O melhor é o Solumag? Sulfato de Magnésio? Oxido de Magnésio?

 

Resposta:

Senhor Carlos,

Realmente a relação entre o cálcio e o magnésio está muito alta, sendo o ideial entre 3-5 partes de Ca para 1 de magnésio. Não dá para fazer o cálculo exato da quantidade de magnésio a aplicar, pois não nos foi informada a CTC do solo. Vamos, então imaginar que a CTC do seu solo é 7,0 o que é comum no cerrado. Também partimos do suposto que o seu potássio está em bom nível, diremos a 4% da CTC, então o K seria de 0,28 Cmol. Como voce diz que o seu V% é de 60%, as bases (Ca, Mg e K) equivalem a 60% de 7,0 ou 4,2 Cmol. Menos 0,28 Cmol de K, sobram  3,92 Cmol para Ca e Mg. Como informou que a relação está de 5 para 0,6, devem existir, então, 3,5 Cmol de Ca e o,42 Cmol de Mg,  Para elevar o Mg para a proporção, por exemplo, de 3 pra 1, teriamos de subir o Mg para 1,16 Cmol, portanto, acrescentar 0,74 Cmol de Mg.  Para o cálculo usamos a tabela abaixo.

Assim, 0,74 Cmol X 121,56 = 89,9 mg/dm3 ou vezes 2 = 179,8 kgMg /ha, isto vezes 1,67 dá  cerca de 300 kg de MgO por ha.

Veja que as fontes indicadas, o Solumag possui parte de sulfato de Mg e parte de óxido de Mg e a fórmula mais comum possui cerca de 35% de Mg ou cerca de 58% de MgO, o sulfato de Mg tem cerca de 20% de MgO e o óxido de Mg mais comum tem 94% de MgO. Assim, para atender à sua situação seriam necessários, ou 517 kg/ha de Solumag, ou 1500 kg/ha de sulfato de Mg ou cerca de 320 kg de óxido  de Mg/ha. Veja os preços, alem da solubilidade. Veja que as fontes onde existem sais, como o sulfato ou parte do solumag, são de ação mais rápida e independem do pH. Já o óxido é um pouco mais lento e é indicado se o pH estiver ácido.

Por fim,  veja que com o que acabamos de indicar a sua relação de Mg na CTC do solo ficou em bom nível, sendo 1,16/7,0 = 16,5%.  Ainda, observe que se a sua CTC for diferente de 7,0 que usamos no exemplo e o K diferente de 4% voce poderá refazer o cálculo,  usando o que acabamos de apresentar. Matiello e Alysson


Município: 
Ipatinga
Estado: 
MG
Existe material técnico específico à disposição? Se tiver, favor informar como adquirir.

 

Resposta:

Senhor Jésus Carvalho Espósito

 

Quando se usa o preparo do local de plantio de café em sulco a adubação é calculada por metro de sulco e não por cova.

O adubo, normalmente na base de 400 g de superfosfato e 400 g de calcário por metro (isto para solos pobres em P e em Ca e Mg), é distribuído dentro e nas beiradas do sulco aberto sendo, em seguida, incorporado ao solo, no mesmo momento do fechamento do sulco, o que é feito com o uso de sub-solador com 3 hastes  ou com implemento batedor de covas.

Por que se faz isto. É por que o plantio hoje mais indicado é feito no sistema em renque, com pequena distância entre plantas na linha, por exemplo, um espaçamento de 3, 2 a 3,8 m na rua por 0,5m entre plantas na linha. Então, na linha, as plantas vão ficar bem perto uma da outra e o sulco, todo adubado e corrigido, vai atender bem às plantas, não sendo necessário, preparar covas depois de aberto os sulcos.

A publicação completa que temos é o livro Cultura do Café no Brasil – Manual de recomendações, que abrange todas as praticas de manejo da cultura cafeeira, do plantio, as variedades, espaçamentos, tratos, até a colheita e preparo do café. Ela pode ser adquirida na Fundação Procafé – contato@fundcaoprocafe.com.br ou tel 35-32141411. Matiello

Município: 
.
Estado: 
MG
É de conhecimento dos valores químicos da palha de café crú na adubação do cafeeiro , gostaria de saber dos valores químicos da cinza ,pois usamos a palha como combustível nas fornalhas para secagem dos cafés e muitas vezes a desprezamos.

 

Resposta:

 

Sr Sérgio,

Boa a sua pergunta, pois nós mesmos não sabíamos com precisão. Através dela fomos pesquisar e a melhor maneira foi testarmos o que ocorre na prática. Na FEX  da Fundação Procafé, em Varginha, tomamos 1 kg de palha de café, bem seca, oriunda do beneficiamento de café em côco e queimamos a mesma, bem queimada, como pode ser visto nas fotos que incluímos. O resultado foi que de 1 Kg sobrou,  no 1º resíduo, uma forma de carvão, a quantia de 0,62 kg, e, prosseguindo na queima, até tudo virar cinza, chegou-se  a apenas 40 gramas. Para chegarmos ao peso seco efetivo da palha descontamos 12% de umidade, teor que possui normalmente, de 1 kg resultariam 880 g de peso seco.

Como sabemos que a palha de café, em peso seco, tem, em média, para NPK, 1,5%, 0,15% e 3,6%, respectivamente, e sabemos que os nutrientes voláteis, ou seja, aqueles que se perdem com a queima, são apenas o nitrogênio e o enxofre, pode-se verificar que a cinza não vai conter estes 2 nutrientes, os demais seriam concentrados em cerca de 22 vezes, ou seja, a cinza da queima  da palha teria  3,3% de P, 79 % de K etc.

É lógico que dependendo do tipo de palha a transformação muda um pouquinho, inclusive conforme o tipo de queimador o resíduo pode ser mais ou menos volumoso. O que importa, no entanto, é que todo o conteúdo mineral (P, K, Ca, Mg, Zn, B, Cu etc) ,contido na palha, vai permanecer no resíduo ou cinza da queima, só que em menor volume. Matiello e Iran.


Município: 
.
Estado: 
MG
Por que, em ambos os casos, não se considera a análise de solos?

 

Resposta

Senhor Jésus Carvalho Espósito

 

De fato, o uso de parcelas de 10-20 g de N  ou 22-44 g de ureia por planta no pós plantio  é muito, considerando que uma planta de café no campo, aos 6 meses de idade  contem apenas 1,5 g de N em cafezais de sequeiro e até 6 g por  planta em cafezal irrigado e em zona mais quente. Aos 18 meses de campo pode acumular de 25 -40 g de N/PL no sequeiro e até 60 g no irrigado.

Na sua informação, com 10-20 g por parcela, em 4 parcela resultaria a aplicação de 40 a 80 g nos meses após o plantio, isto se compararmos com o que a planta acumula á muito sim.

A indicação mais adequada é iniciar com 5 g de ureia por planta, usando esta dose em 2 parcelamentos e depois mais 2 com 10 g de ureia ou o equivalente em outro adubo nitrogenado . Isto daria um total de 30 g de ureia ou cerca de 13,5 g de N, coerente com o mau aproveitamento do N nas condições de planta jovem, que ocorre em cerca de 50%.

Quanto aos níveis para a recepa, normalmente, se a lavoura recepada vinha bem adubada, praticamente não é necessário adubar no pós-recepa, mesmo por que uma grande quantidade de nutrientes (  340-20-300 kg de NPK /ha)  é disponibilizada, no solo, via restos de vegetais da poda. Nesta condição as brotações devem ser observadas. Se estiverem vindo bem, com boa coloração da folhagem, não precisa de adubar. Se o crescimento estiver lento e as folhas amareladas deve-se usar em 2-3 parcelas, de 20-30 g de N por planta ou metro de linha.

No 2º ano pós recepa a adubação de  N , como dos demais nutrientes, alem da análise do solo, deve considerar a safra esperada, utilizando a base de 7-8 kg de N por cada saca a ser colhida. Um exemplo de expectativa de 30 scs/ha precisaria de 210-240 kg de N/ha. Matiello e Alisson

Município: 
.
Estado: 
MG
A empresa diz que descobriu como fabricar carbono 12 em forma gasosa em altas concentrações e em grandes quantidades, e estabiliza-lo. Fabrica produtos líquidos e sólidos, para folhas e solo. No solo, o produto pode ser usado como corretivo, por meio do nivelamento das cargas elétricas de todos os elementos, tirando ou cedendo cargas, até que estes elementos possam ser absorvidos.

 

Resposta:

Senhor Jésus Carvalho Espósito

 

Não temos conhecimento deste produto mexicano e dos eventuais efeitos excepcionais esperados dele, conforme cita.

O uso da nanotecnologia na nutrição ainda é recente em nossas condições e precisa ser mais testada.

Nosso entendimento é no sentido de que toda tecnologia nova deve ser usada apenas após os testes de avaliação, em experimentos bem delineados, com metodologia científica.

Caso a empresa que comercializa o produto mostre resultados de experimentos realizados em nossas condições, com trabalhos executados, preferencialmente, por entidades oficiais de pesquisa, o produto poderá ser usado, sempre observando o seu custo/beneficio em relação às alternativas normais de adubos já testados. Matiello

Município: 
.
Estado: 
MG
Tem crescido muito o uso de organomineral, onde vemos recomendações de uso com 70% da demanda /eficiência dos N-P-K. Posteriormente reduzindo até 50% N-P-K, demandado em função da eficiência......Gera um impacto Técnico e eficiência N/Saca Beneficiadas.........K/...P/..

 

Senhor Marcos Antonio Ribeiro Cyrino

Resposta:

 

Temos sim ensaios com testagem de adubos organo-minerais, em andamento na Fundação Procafé, faltando, ainda, avaliar maior numero de safras para conclusões sobre suas condições de uso(doses, aproveitamento etc).

Entretanto, nós possuímos resultados na combinação de uso de adubos orgânicos(estercos, palhas) complementados pelos fertilizantes minerais. Neste caso, as doses dos orgânicos são maiores e seus efeitos tem se mostrado vantajosos, pois liberam os nutrientes lentamente.

No caso dos adubos organo-minerais no mercado atual, cuja concentração de nutrientes é maior, justamente devido à mistura de algumas fontes químicas com orgânicos, a indicação feita, pelas empresas comercializadoras, é para o uso de doses mais baixas, assim com menor efeito orgânico.

Entendemos que, pelo conhecimento atual, não ocorre melhor aproveitamento dos nutrientes minerais pela sua simples formulação com orgânicos, especialmente para NK, os 2 nutrientes mais requeridos pelos cafeeiros.

Deste modo é de se esperar que o efeito nutricional do organo-mineral depende de sua dose de conteúdos de NPK, necessários em níveis suficientes para fazer crescer e produzir o cafeeiro. Assim, reduções significativas de nutrientes, como diz, da ordem de 50%, pelo uso de organo-minerais não devem ser esperadas. Matiello

Gostaria de saber nível mínimo e máximo para os elementos S, Mg, Ca, K, Fé, Al, Mo, Zn, B, P, CTC (nos diferentes solos: arenoso, vermelho e branco), V%, Cu, matéria orgânica. Pergunto pq tem diferença entre níveis relaticos e níveis absolutos. Pode ser que na proporção esteja bom, mas não no nível absoluto. Por favor, se puderem me ajudar será de grande valia. Tenho algumas lavouras que estão certas na proporção, mas acredito que desbalanceadas no nível. E estão abortando. Acho que este seja um possível motivo. Gostaria de corrigi-lo. Obrigado

 

Resposta:

 

Prezado senhor Elder

 

Encaminhamos o quadro básico dos níveis(absolutos e relativos) de fertilidade do solo, constante no nosso livro- Cultura do Café no Brasil - Manual de Recomendações. Estes valores têm sido usados por nós com bons resultados. Quando o solo da lavoura se encontra nos níveis da faixa “adequado” certamente os cafeeiros tem potencial para produzir bem, a menos que fatores como falta de água, sistema radicular deficiente, pragas de solo etc influenciem negativamente na absorção dos nutrientes disponíveis.

Não temos referências para tipos de solos, com mais ou menos argila, no entanto, considerando que neles varia a CTC (capacidade de troca catiônica), ou seja, se o solo é capaz de  reter mais ou menos as bases, um solo com CTC mais baixa, como ocorre com os arenosos, precisaria ter um teor relativo maior para compensar. Ocorre que, se o solo não consegue reter não adianta nada aplicar. Assim, com bom senso podemos dizer que o índice relativo (% de saturação de Ca, Mg e K) é bastante válido para solos normais usados para café, os quais possuem entre 7-10 de CTC.

Os nutrientes mais importantes para o pegamento da florada são o Cálcio e o Boro. Esses, além do equilíbrio tem que ser mantidos no solo em níveis próximos a 3-5 Cmolc/dm3 para o cálcio e próximo a 1-2 mg/dm3 para o Boro. Isso para solos com CTC potencial (T) variando de 6 a 10 Cmolc/dm3.

No seu caso você diz que as proporções de Ca e Mg estão boas, mas verifique o balanço delas com o K, pois é comum o desequilíbrio, especialmente de pouco Mg em relação a muito K. Seria importante que tivéssemos em mãos os resultadas de sua análise de solo, aí podendo ajudar melhor.

 

A sua suspeita de que o abortamento esteja vinculado a deficiências nutricionais pode ser confirmada, ou não, comparando os níveis encontrados em sua análise de solo em relação aos níveis aqui colocados como adequados. Veja que o pegamento da florada está muito ligado ao enfolhamento das plantas na época da floração. O normal é uma proporção de 100 flores para 50-60 frutos, ou seja pegamento de 50-60%. Analise todos os fatores que podem estar levando a maiores desfolhas das lavouras.(Matiello e Allysson).

 

Padrões de fertilidade do solo.(Fonte Cult. Café no Brasil, Ed 2010, Procafé) 

Análises Químicas

 

Níveis

Pobre

Baixo a Médio

Adequado

Alto

Acidez

pH em água

<   5

5 – 5,5

5,6 – 6,5

>  6,5

Al+++

///

/////////

0,30

> 0,50

H+ Cmolc/dm3

///

5,0 – 2,6

Até 2,5

>  5,0

Matéria Orgânica (M.O.) %

< 1,5

1,5 – 2,0

2,0 – 3,0

>  3,0

M

A

C

R

O

N

U

T

 

P  ppm

<  10

10  -  20

20  -  30

>  30

K+ - Cmolc/dm3

       % da CTC

< 0,15

-

0,15  -  0,30

< 3

0,20 – 0,30

3  -  5%

> 0,30

> 5%

Ca++ - Cmolc/dm3

           % da CTC

< 2,0

-

2,0  -  3,0

< 40

3,0  -  5,0

40 – 60

> 5,0

> 60

Mg++ - Cmolc/dm3

            % da CTC

< 0,50

-

0,50 – 1,00

< 15

1,00 – 1,50

15 – 20

>  1,5

>  20

S ppm

< 5

5  -  10

10 – 20

>  20

M

 I

C

R

O

 

Zn ppm

< 2

2 - 4

4 - 6

>  6

B ppm

< 0,5

0,5 – 1,0

1,0  -  2,0

> 2,0

Cu ppm

< 0,5

0,5 – 1,5

1,6  -  10

>  10

Mn ppm

< 10

10 - 50

50 - 100

>  100

Fe ppm

< 10

10  -  20

20 - 40

>  40

F

E

R

T

.

S (K + Mg + Ca) -Cmolc/dm3

< 2,5

2,5  -  3,5

3,5 -  5,0

>  5,0

CTC (S + H + Al)- Cmolc/dm3

< 5,0

5,0  -  8,0

8,0  -  15,0

> 15,0

V % (ind. sat. bases)

< 40

40  -  50

50  -  60

>  60

     Transformações: 1 Cmolc/dm3 =1 meq/100g = 10  mmolc/dm3

   % = dag/kg,        ppm = mg/dm3

Município: 
.
Estado: 
MG

Resposta:


Sr Feliciano,

Precisamos que nos caracterize os problemas, com fotos ou com análises de solo, ou nos envie o laudo a que se refere. Não sabendo de que problema se trata não podemos oferecer a resposta. Por favor nos envie mais informa~ções e até imagens aí das suas lavouras, que teremos prazer em atende-lo. Matiello

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