Procafé Atende


Dúvidas técnicas? Gostaria de consultar a Fundação Procafé? Clique aqui.

Município: 
Rolim de Moura
Estado: 
RO
Sou produtor de café conilon em Rondônia e encontro dificuldades em encontrar adubos convencionais, tenho como opção adubos líquidos nanoparticulados já em galões e viáveis economicamente, a pergunta é se terei os mesmos resultados com estes em relação ao adubos convencionais.

 

Resposta:

Senhor Alberto, Diz ser  produtor de café conilon em Rondônia e encontra dificuldades em encontrar adubos convencionais. Diz ter  como opção adubos líquidos nanoparticulados já em galões e viáveis economicamente, assim pergunta  se terá os mesmos resultados com estes em relação ao adubos convencionais. Nós atendemos dizendo que não conhecemos estes adubos nano particulados com NPK. Porem caso os tenha e eles possam conter os mesmos níveis de NPK do que os convencionais, sólidos e seja usada uma boa dose, ou seja, sejam empregados bons níveis dos nutrientes totais, por hectare, não haveria problema. Porem, tudo indica tratar-se de adubos caros, por isso são indicadas doses mais baixas, nesse caso não levando um a boa quantidade de nutrientes. Se assim for, nada feito. Não existem milagres, pois os cafeeiros vão usar os nutrientes na quantidade que precisam, eles devem estar disponíveis em quantidade suficiente, pro crescimento e para a produção de frutos. Matiello

Município: 
Monte Belo
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Gervásio,  O Yara Liva é formulado à base de nitrato de cálcio e enriquecimento com boro. Tem cerca de 18% de N, 15% de Ca e 0,3% de boro. Como os macronutrientes e o micro nutriente boro são efetivos via solo, a sua aplicação poderia ser efetiva caso a plantação fosse irrigada ou houvesse chuva pra sua absorção pelas raízes. Por outro lado, na época que pretende, na pré-florada, caso houvesse umidade no solo, a aplicação muito cedo de N poderia reduzir a indução das flores, por maior efeito de crescimento vegetativo, pois, nessa época, tem sido indicado um stress das plantas. Talvez pudesse usar o mesmo via foliar, porem, nesse caso, como vai aplicar em pequena concentração e volume de calda, a quantidade de boro seria muito pequena. Veja que se usa a 0,5% o ácido b´´orico que possui cerca de 17% de boro e no caso do nitrobor seria a 1-1,5% de um produto que possui somente 0,3% de B.  Matiello

Município: 
Patrocínio
Estado: 
MG
Poderia haver uma super calagem nesse caso pois nos baseamos na profundidade de 20 cm para a recomendação? como devemos proceder?

 

Resposta:

Senhor Augusto, diz que poderia haver erro, pois  a 20 cm de profundidade pode haver necessidade de calcário e no mesmo orifício a 10 cm pode não haver necessidade de tal prática. Assim, indaga se desta forma não  haveria uma super calagem. Nós atendemos dizendo que a aplicação de calcário em cafezal não é matemática, pois ele vai reagindo lentamente e , assim, não se pode levar o cálculo ao pé da letra. Outra coisa é que os padrões comparativos, ou seja, a condição que se considera adequada, foram determinadas com amostra de 0-20 cm. Para a faixa de até 10 cm não existe um padrão de comparação, portanto continuamos rtecomendando de 0-20 cm, sem perigo de haver, como diz, supercalagem, tomara que assim fosse, já que na prática o que ocorre é que depois da colocação de calcário por 2-3 anos seguidos, mesmo assim as análises não mostram a correção desejada, ou pela falta de aprofundamento e reação na superfície do solo, ou pela acidificação constante pelos adubos aplicafos anualmente. matiello

Município: 
Monte Carmelo
Estado: 
MG
Aplicação de cálcio e boro em barrinha

 

Resposta:

Senhor Carlos, diz que necessita aplicar cálcio e boro via solo, na pré florada, mas o solo está seco, pergunta se aplicar na barrinha, com vazão de 500 litros de água por há, os elementos estarão disponíveis imediatamente para as plantas para absorção das plantas. Nós dizemos que não pois 500 litros de água por hectare não são suficientes pra molhar e aprofundar úmida suficiente no solo, de modo a haver absorção significativa pelas raízes do cafeeiro.  Pergunta, ainda, se na  fertirrigação quantos mm de água são necessários para a absorção dos nutrientes pelas plantas e, se caso queira absorção imediata de N pelas plantas,, em condições de solo seco poderei aplicar Uréia via barrinha. Nós atendemos à sua segunda pergunta dizendo que na ferti-irrigação, com solo seco, o ideal seria repor pelo menos uns 20 mm, ou cerca de 30 L de água por metro de linha, considerando, inclusive peradas laterais. No caso da Uréia em barrinhas seria o mesmo que falamos pro cálcio e o boro.  Assim, sua última pergunta, se seria melhor o resultado  com a barrinha que aplica actara ou com aplicador de herbicida fica prejudicada, isto como diz, em solo seco. Caso queira aplicar pra que o resultado seja a partir das chuvas ou que tenha irrigação em cima, aí ficaria ok. Por último pergunta se as folhas caidas sob a copa atrapalham a absorção, nós dizemos que com certeza atrapalham na liberação de amônia, da uréia. No caso de cálcio e boro não, pois eles ficariam lá e quando vier chuvas, ou irrigação, eles iriam, lavados, pro solo, sem problemas nesse maior prazo.  Matiello

Município: 
Nepomuceno
Estado: 
MG
PH em água: 6,12 K=164mg/dm3 t=7,42 T=9,60 V=77,30 M.O.=2,37

 

Resposta:

Senhor Luciano, pergunta se  para implantar uma lavoura, onde o Ca= 5,10cmolc/dm3 e Mg 1,90comlc/dm3  deve aplicar gesso para relação ficar 3:1 e que dose usar. Nós atendemos dizendo que não precisa não pois seu solo já tem bons teores de cálcio e magnésio e a relação está boa, não sendo necessário exatamente 3/1, podendo ser  um pouco menor ou maior , até 5/1, isso com níveis altos, nessa condição a relação não tem muita importância. O uso do gesso se justifica se o teor de alumínio em profundidade estiver alto e isto, provavelmente, não acontece. Além disso, seu solo está bastante rico com  pH em água= 6,12 e  K=164mg/dm3 e V=77,30. Nesse caso nem calcário precisa, podendo usar uma dose baixa, uns 200 g/m de sulco, só pra que fique em profundidade. Matiello

Município: 
Monte Belo
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Gervásio, como o senhor mesmo indica, os cafeeiros que se apresentam pouco enfolhados nessa época e que entram assim na florada pouco terão de pegamento de frutos. Agora é manter os tratos e esperar melhor condição para a safra seguinte. Caso as plantas já estejam muito altas ou fechadas, aproveite para reduzir sua altura, por poda. Matiello

Município: 
Franca
Estado: 
SP

 

Resposta:

Senhor Jorge, este produto foi comercializado recentemente, porem os resultados negativos dele, praticamente, forçaram sua retirada de mercado. Pesquisas mostraram que, como a quantidade indicada é pequena, ele não tem a capacidade de correção do solo. Matiello

Município: 
Mutun
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Wemerson, Não vemos vantagens no uso do adubo liquido, pois ele, na realidade é uma combinação dos adubos comuns com água. A vantagem seria se adquirisse em grande quantidade uma formulação concentrada e mais barata, por exemplo, do Uran, que ficaria mais em conta, devendo possuir depósitos e aplicadores apropriados. Caso queira, mesmo assim, usar, basta saber quanto de nutrientes o adubo tem, diluir em água e aplicar, com dosador, à razão de 500 l de água por ha. Matiello

Município: 
Guimarania
Estado: 
MG
Boa tarde Matiello! Fiz uma aplicação de cal dolomítica a 20 dias em meia dose do calculado pelas analises, pois por questão de logística ela chegou um pouco tarde para ser aplicada em dose total(Falta de Chuva e tempo seco). Estava pensando em fazer ela via gotejamento(em uma menor dose), o que o senhor pode me aconselhar? Desde já, muito obrigado!

 

Resposta:

Senhor Lucas, Diz que fez  uma aplicação de cal dolomítica  faz  20 dias em meia dose do calculado pelas analises, pois, por questão de logística ,ela chegou um pouco tarde para ser aplicada em dose total(falta de chuva e tempo seco). Estava pensando em fazer ela via gotejamento(em uma menor dose), o que acham. Nós atendemos dizendo que a cal dolomitica, apesar de fina, não pode ser aplicada via gotejo, pois pode entupir os gotejadores. Espere novo período onde o solo esteja molhado e aplique a cal  bem esparramada, em cobertura, mais próximo à saia dos cafeeiros. Matiello

Município: 
Araxá
Estado: 
MG
Tenho uma lavoura de 13 ha de café Catuai com idade média de 6 anos. No ano passado ela teve uma produção muito boa. Neste ano ela está com meia carga. Parcelei a adubação e 4 vezes e já fiz três, nas quais aplique em torno de 75% do N. A lavoura está enfolhada e bonita. Então tirei as folhas para uma análise foliar, com o intuito de de avaliar a necessidade da quarta adubação com N, a ser realizada ainda nesta semana. Com os dados da análise foliar em mão, qual seria o valor (%) que devo considerar alto para de fato cancelar esta última adubação? O que você me recomendaria? Agradeço sua atenção. Att.

 

Resposta:

Senhor Ricardo, diz que tem  uma lavoura de 13 ha de café Catuai com idade média de 6 anos. No ano passado ela teve uma produção muito boa. Neste ano ela está com meia carga. Parcelei a adubação em 4 vezes e já fiz três, nas quais apliquei em torno de 75% do N. A lavoura está enfolhada e bonita. Então tirei as folhas para uma análise foliar, com o intuito de avaliar a necessidade da quarta adubação com N, a ser realizada ainda nesta semana. Com os dados da análise foliar em mão, qual seria o valor (%) que devo considerar alto para de fato cancelar esta última adubação e o que me recomendariam.. Nós atendemos dizendo que a nossa indicação para ano de safra baixa é um nível de nutrientes de cerca de 60% em relação ao nível normalmente usado em safra alta. Nesse caso se já usou uma boa dose de nutrientes, em relação ao que aqui indicamos já seria suficiente, ou seja, poderia pulara a quarta parcela. Ademais, a época de adubação passou já, pois os últimos parcelamentos devem coincidir em meados de fevereiro, para que possa haver translocação , absorção e aproveitamento dos nutrientes neste ano de crescimento das plantas. No caso da análise de N, embora ainda não haja uma comprovação ou metodologia definida, cremos que o nível deveria ficar  acima de 3-3,5%. Veja que isso se aplica a uma condição de pouca safra e numa época de amostragem mais cedo, até jan-fev, já que se houvesse muita carga as plantas agora já em estágio adiantado de frutificação, transfeririam suas reservas para os frutos. Matiello

Município: 
Guimarania
Estado: 
MG
Boa tarde Matiello! Tenho uma duvida que esta me afrontando. Fiz as análises de solo esse mês e meu fósforo está muito baixo, em torno de 5 ppm. Mandei refazer as análises e continuou com o resultado próximo do anterior. Posso esperar para fazer a aplicação do fosfatado logo após a colheita, sem ter muitos prejuízos para a planta agora? Em relação aos micros, fiz aplicação de 20kg de ácido bórico e meu teor no solo ainda continua em torno de 0,19. Se na folha tiver abaixo de 50 ppm, posso fazer outra aplicação? Desde já, muito obrigado!

 

Resposta:

Senhor Lucas, diz ter uma duvida que está te afrontando. Fez as análises de solo esse mês e o fósforo está muito baixo, em torno de 5 ppm. Mandou refazer as análises e continuou com o resultado próximo do anterior. Pergunta se pode esperar para fazer a aplicação do fosfatado logo após a colheita, sem ter muitos prejuízos para a planta agora e, em  relação aos micros, fez aplicação de 20kg de ácido bórico e o teor no solo ainda continua em torno de 0,19. Pergunta se  na folha estiver abaixo de 50 ppm, pode fazer outra aplicação. Nós atendemos dizendo que em relação ao fósforo pode sim deixar pra aplicar mais tarde, pois o fósforo influi pouco na produção em cafeeiros adultos, já que possui uma associação com micorrizas e, assim, aproveita parte do fósforo não solúvel do solo.. Quanto ao boro, deve ter cuidado e o melhor é não re-aplicar, pois ele pode ficar tóxico. O que deve estar ocorrendo é que a aplicação pode ter ficado localizada e a amostra de solo não está pegando o que foi efetivamente aplicado.  Neste caso as amostras de folhas vão refletir bem a aplicação. Outra coisa, como o boro se lixívia rapidamente em profundidade, pode ser que na amostra de 0-20 cm o nível esteja baixo mas logo em seguida pode haver bom nível. Essa dosagem usada normalmente dá pra 2 anos. Matiello

Município: 
Inhapim
Estado: 
MG
Alem do cálcio e magnésio existe a presença de outros nutrientes, em qual cncentração? Esta correção se da de maneira mais rápida comparado aos demais corretivos, as doses são menores, pode-se se obter uma qualidade melhor de bebida devido ao seu uso?

 

Resposta:

Senhor Atélis, Pergunta o que se conhece do uso dessa alga calcária, se alem do cálcio e magnésio existe a presença de outros nutrientes e se esta correção se da de maneira mais rápida, comparado aos demais corretivos, e se é possível usar doses menores e, ainda, se é possível obter uma qualidade melhor de bebida devido ao seu uso. Nós atendemos dizendo que estivemos analisando trabalhos de pesquisa feitos com a alga calcária Lithothamnium e verificamos que ela se comporta de forma semelhante a um calcário de boa qualidade, na correção do pH e no fornecimento de cálcio e magnésio. Do produto que conhecemos ele indica a  composição de 42% de CaO e 4% de MgO e PRNT de 92%. Para certos solos, fica um pouco desajustada a proporção entre cálcio e magnésio, sendo o ideal que tivesse um pouco mais de Mg. Quanto aos demais nutrientes que pode fornecer els vão variar com a origem do material, mas, no geral, são em pequenas proporções. Nos estudo feitos ficou constatado o alargamento da proporção entre cálcio e magnésio, no solo e nas plantas, o que pode levar à deficiência desse último nutriente. Sobre o efeito na bebida não conhecemos estudos, porem é pouco provável que tenha influencia, pois, no geral, nutrientes influem mais na quantidade produzida do que na qualidade das sementes do café. No final, caso haja condições de preços compatíveis o material pode ser usado como fonte de correção do solo, com cuidados,  observando a proporção de Ca e Mg no solo. Matiello

Município: 
São Gonçalo do Sapucaí
Estado: 
MG
Fiz o plantio de 6000 mudas agora em fevereiro, com o espaçamento de 0,8 x 3,5.No preparo do solo foi feita a calagem total e na cova foi colocado 20 g de ciclus e 200g de super simples FH550.Como devo proceder com adubação nesse 1°ano?

 

Resposta:

Senhor Pedro, diz que fez  o plantio de 6000 mudas agora em fevereiro, com o espaçamento de 0,8 x 3,5.No preparo do solo foi feita a calagem total e na cova foi colocado 20 g de ciclus e 200g de super simples FH550. Pergunta como devo proceder com adubação nesse 1°ano. Nós atendemos dizendo que a adubação em cobertura, no pós-plantio pode ser feita, cada 30 dias, até que a chuva permaneça, usando nitrogênio e potássio. O normal , pra facilidade, seria usar uma fórmula 25-00-25,  na base de umas 10 g/aplicação. No entanto, como usou um adubo de lenta liberação  na coveta de plantio, esse adubo é feito pra durar e liberar nutrientes nessa fase de pós-plantio. Deste modo só faça adubação em cobertura se, por acaso, as plantas amarelarem, mas o normal é não precisar adubar mais nesse período. Matiello

Município: 
Araxa
Estado: 
MG
Um revendedor de produtos me disse que o agrosilicio em cobertura em lavoura velha conseque corrigir o PH em ate 30 cm de profundidade emquanto o caucario no maximo e 10 cm. Isso e verdade procafe ? Obrigado pela atenção.

 

Resposta:

Senhor Willian,

Diz que um revendedor de produtos te disse que o agrosilicio em cobertura, em lavoura velha consegue corrigir o pH em ate 30 cm de profundidade, enquanto o calcário no máximo e 10 cm. Isso é verdade . Nós atendemos dizendo que os corretivos disponíveis, como o calcário comum e as escórias de alto forno ou de produção de aço, conhecidas como agro-silicio, tem comportamento semelhante. Conforme a temperatura em que são submetidos os materiais, como ocorre com a cal dolomitica,  que á calcinada a temperaturas superiores a 800 graus, a solubilidade do material aumenta e a correção do pH é rápida. Quanto à profundidade não existem grandes variações. O que aparece a correção um pouco maior em profundidade é pela maior solubilidade dos óxidos, de cálcio e magnésio, que, com a água, se transformam em hidróxidos e a correção ocorre mais rapidamente. No caso do agrosilicio não temos essa solubilidade maior, apenas a correção é muito parecida com o calcário comum. Matiello

Município: 
Lambari
Estado: 
MG

 

Resposta:

Sr Walter, pergunta sobre qual o manejo de adubação no plantio de café em sua região. Indaga se o uso do gesso é recomendado e se  Posso corrigir a acidez com calcário e após 30 dias entrar com o gesso já no preparo para o plantio. N´[os atendemos dizendo que o gesso não é necessário, pois ele fornece cálcio e enxofre e leva as bases em profundidade. No plantio deve usar o calcário (Ca e Mg e correção lenta do pH e alumínio) e o superfosfato este para suprir o fósforo e também calcio e enxofre.  As doses dependem da análise de solo, mas, normalmente se usa 400 g de cada um, calcário e superfosfato, isto por cova ou metro de sulco. O gesso poderá ser usado futuramente, em cobertura e em pequenas doses, cerca de 20% em relação ao que a análise indicar para o calcário.  Matiello

Município: 
Mata verde, MG
Estado: 
MG
com minha análise em mãos estou com um dilema, a relação entre cálcio/magnésio está 2x1, posso usar um fertilizante ( fertical 90%Ca0 ) para almentar o Ph e neutralizar o aluminio e almentar a CTC. ou teria mesmo que usar calcário ( fertical 60% Ca0 e 30% Mg0) para correção? estou em duvida entre os dois produtos. cálcio na CTC 36 e magnésio 18

 

Resposta:

Sr Jonatas, diz que  com sua  análise em mãos,  está com um dilema, a relação entre cálcio/magnésio está 2x1. Pergunta se pode  usar um fertilizante ( fertical 90%Ca0 ) para aumentar o Ph e neutralizar o aluminio e aumentar a CTC. ou teria mesmo que usar calcário ( fertical 60% Ca0 e 30% Mg0) para correção. Os dados são %. cálcio na CTC 36 e magnésio 18%. Nós atendemos dizendo que a sua maior necessidade, no momento, é mesmo de cálcio, porem você deve dosar bem o uso do produto com 90% de CaO. Utilize apenas uns 300 Kg/ha. Ano que vem , em nova análise, pode ver se precisa ou não recompor o magnésio. Matiello

Município: 
Capelinha
Estado: 
MG
Me falaram que a calagem com calcio que (carga positiva) com boro (carga negativa) reagem se transformando em borato que não é absorvido pela planta. Procede?

 

Resposta:

Senhor Luiz, diz que ouviu falar que a calagem com calcio que (carga positiva) com boro (carga negativa) reagem se transformando em borato que não é absorvido pela planta. Pergunta se procede. Nós atendemos  dizendo que a literatura mostra que altos teores de B(excesso) no solo diminuem a disponibilidade de cálcio, porem não se tem a informação se por questão de cargas. Com relação ao calcário vemos que não existem problemas com relação à aplicação, vez que os produtos com boro são solúveis e rapidamente lixiviados em profundidade no solo, já o calcário é pouco solúvel e se aprofunda lentamente. Nessa condição pode usar sim, na mesma época, aplicações de boro e calcário. Matiello

Município: 
Jacui
Estado: 
MG
.

 

Resposta:

Senhor Brendon

Diz que quer usar e ouviu falar que é bom o produto basfoliar e vai usar em bomba de 20 l e quer saber que dose. Nós atendemos  dizendo que o basfoliar café contem 10% de nitrogenio, 3,0% de manganes, 0,5% de boro e 4,0% de zinco, alem de enxofre. No caso do café novo seria ideal acrescentar um pouco mais de boro e cobre. A dose indicada pra 20 l, pela empresa, seria de 200 ml. Voce poderia adicionar 50 g de ácido bórico e 60 g de oxicloreto de cobre, isto por bomba de 20 litros. Matiello

Município: 
Monte Carmelo
Estado: 
MG
Objetivando um excelente desenvolvimento das plantas e consequentemente produtividade.

 

Resposta:

Pergunta as doses para  plantas de café com 0 a 6 meses de idade, 7 a 18 meses e 19 a 30 meses. No caso do cálcio e magnésio, caso tenha usado o calcário em dose adequada no solo, em área total mais n sulco, durante essa fase de formação da lavoura não precisa aplicar mais. Quanto ao boro, veja a análise de solo e de folhas. Caso o solo esteja com 0,7-1,0 ppm basta usar via foliar na calda a 0,5%.  Caso o teor esteja abaixo usar  noprimeiro ano apenas a via foliar que já é suficiente. A partir do segundo ano pode usar 50 % da dose de uma lavoura adulta, que seria de 15-20 kg de àcido bórico ou outra fonte similar, por ha. No terceiro ano já pode usar  a dose normal, ressaltando que o boro absorvido dura cerca de 1,5 ano, neste caso poderia ser aplicada a dose normal a cada 2 anos ou uma meia dose a cada ano. Veja que o boro lixívia no solo, e, ainda, em dose elevada pode causar toxidez. Matiello

Município: 
Chale
Estado: 
MG
Estou querendo iniciar um viveiro de cafe e gostaria de saber se posso substituir o esterco de gado por turfa liquida e se sim como usar e qual dosagem

 

Resposta:

Senhor Wemerson, diz que está  querendo iniciar um viveiro de café e gostaria de saber se pode substituir o esterco de gado por turfa liquida e se sim como usar e qual dosagem. Nós atenemos dizendo que não é possível não. A turfa, dependendo da origem pode, até, prejudicar, no caso de turfa retirada ao natural, pois pode até conter bastante alumínio. As turfas manufaturadas creio que não elas possuem carbono e ácidos humicos e fúlvicos, nesse caso úteis pro aproveitamento do fósforo do solo. No caso de mudas já são usadas altas doses de fpósforo solúveis. O esterco, no mais, serve pra fornecer nutrientes em forma lentamente disponível e melhorar a estrutura física na sacolinha. Matiello

Município: 
Cristais
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Igor, pode sim usar o agrosilicio em área total mais no sulco de plantio, pois possui uma composição semelhante ao do calcário. Assim ele pode ser usado em condições semelhantes, observando, logicamente, seu custo em relação aquele insumo. Matiello

Município: 
Jacutinga
Estado: 
MG
FUI EM UMA LAVOURA COM ALGUMAS PARTE AMARELAS PARECENDO DEFICIÊNCIA DE FERRO, EM ALGUMAS PLANTAS PARECIA MANGANÊS, FIZ ANALISE DE FOLHA, O FERRO DEU 195 mg/kg E O MANGANES 191 mg/kg, SERÁ QUE ALUMINIO PODE ATRAPALHAR?

 

Resposta:

Senhor Marcos, diz que encontrou 300,97 mg/kg  de aluminio na folha, em lavoura com algumas parte amarelas, parecendo deficiência de ferro, em algumas plantas parecia manganês< Fez analise de folha, o ferro deu 195 mg/kg e o manganes 191 mg/kg. Pergunta se o  alumínio  pode atrapalhar. Nós atendemos dizendo que existem  na literatura trabalhos mostrando teores normais, em folhas de cafeeiros sem problemas, de 312 a 379 ppm, portanto em níveis até superiores ao que encontrou. Não existe uma pesquisa especifica,  porem, pelo que evidenciou, o amarelecimento pode ser por excesso temporário de umidade no solo, ou excesso de correção do solo. Pra encontrar os teores reais, correlacionados com deficiência de Fe e Mn, deve pegar as folhas com sintomas e não uma amostra de folhas comunas.  Matiello

Município: 
cassia dos coqueiros
Estado: 
SP

 

Resposta:

Senhor Rodrigo, o tempo de absorção dos produtos pulverizados sobre a folhagem depende da característica de cada produto. No geral se admite como adequado pra absorção um período de 3-4 horas, podendo a chuva, em seguida, lavar um pouco porem a maioria já foi absorvida, ou, em casos de produtos protetivos eles possuem adjuvantes pra ficarem retidos às folhas em sua maior parte.  Matiello

Município: 
Jacutinga
Estado: 
MG
TEM UMA AREA AQUI COM MUITO PROBLEMA DE CERCOSPORA, QUASE ZEREI O POTÁSSIO, POIS ESTÁ ALTO, HÁ DOIS ANOS TEM SIDO FEITO PRIORI XTRA, MAS NÃO SEGUROU A CERCOSPORA, QUAL PRODUTO SERIA MAIS ESPECIFICO PARA ESTA DOENÇA?

 

Resposta:

Senhor Antonio, diz ter uma área  com muito problema de cercospora, quase zerou  o potássio, pois está alto, há dois anos tem sido feito priori xtra, mas não segurou a cercospora, pergunta qual produto seria mais especifico para esta doença. Nós atendemos dizendo que atualmente os produtos mais eficientes pra cercosporiose são as estobilurinas e os cúpricos, estes últimos, especialmente, quando se tratar de cercosporiose  em frutos. Outra coisa. Muito importante é a época. O problema deve receber um controle preventivo, iniciando quando atingir o inicio da granação dos frutos, normalmente em dezembro. 2-3 pulverizações, nesse caso coincidindo com o controle da ferrugem, seriam suficientes. Ocorre que a ultima aplicação, para o controle da ferrugem tardia, feita em março abril,  já é tarde pro controle da cercosporiose. Para melhorar contra cercospora sugerimos aumentar a dose de estrobilurina, em mistura de tanque ou de um fungicida cúprico. Matiello

Município: 
Jacutinga
Estado: 
MG
Bom dia, nessa época de chuvas as vezes ocorre amarelecimento na lavoura devido a má absorção de ferro, mas o amarelo das lavouras aqui, acho que não é isso, fiz a analise de folha de uma lavoura, a única alteração que encontrei foi do cálcio= 8,25 g/kg e magnésio= 2,36 g/kg, pode ser uma deficiência de cálcio? outra informação, ´são alguns pés na lavoura, e na planta são alguns ramos, geralmente os ramos que estão mais carregados.

 

Resposta:

Senhor Antonio,

Diz que  nessa época de chuvas as vezes ocorre amarelecimento na lavoura devido a má absorção de ferro, mas o amarelo das lavouras aqui, acho que não é isso, fiz a analise de folha de uma lavoura, a única alteração que encontrei foi do cálcio= 8,25 g/kg e magnésio= 2,36 g/kg, pode ser uma deficiência de cálcio? outra informação, ´são alguns pés na lavoura, e na planta são alguns ramos, geralmente os ramos que estão mais carregados. Atendemos dizendo que no caso da foto, onde aparecem ramos amarelados, como o amarelecimento ocorre ao longo da folhagem de todo o ramo, com certeza trata-se de deficiência de nitrogênio. No caso, os ramos deficientes são aqueles com maior carga ou que apresentam qualquer problema, como ramos mais velhos e menos abastecidos pela planta. Matiello

Município: 
Carmo de Minas
Estado: 
MG
Boa tarde! Gostaria de saber se adubação a base de nitrato (de amônio ou de potássio) com solo úmido e o com o as folhas da saia com orvalho ou com após chuva, resulta em fitotoxidade e queima dessas folhas, e se sim o porque ocorre?.Poderia me enviar uma foto desta injúria?

 

Resposta:

Senhor Leandro, diz que gostaria de saber se adubação a base de nitrato (de amônio ou de potássio) com solo úmido e o com o as folhas da saia com orvalho ou com após chuva, resulta em fitotoxidade e queima dessas folhas, e se sim o porque ocorre, pedindo uma foto. Nós atendemos dizendo que sim. Qualquer sal, no caso os adubos que menciona, acaba queimando folhas, pela sua concentração salina, pela desidratação do tecido do cafeeiro. Não temos foto especifica, mas o que ocorre com todos os sais é o mesmo. A morte das células por desidratação, ficando como uma queima junto à saia dos cafeeiros. Matiello

Município: 
Guaçuí
Estado: 
ES

 

Resposta:

Senhor Marcio, não temos não, porem é pouquíssimo provável que ela funcione, devido, de um lado, aos poucos nutrientes que possui, e, por outro, pelo salinidade, dependendo da dose,, pode até  matar as plantas. Matiello

Município: 
Jacui
Estado: 
MG

 

Resposta:

Sobre o aspecto técnico sim, pois a pesquisa mostra a eficiência de adubos de lenta liberação em lavoura nova. Voce deve observar, na sua condição, o aspecto econômico. O aconselhável seria 20 g por planta, 10 de cada lado da linha, se possível, com pequeno enterrio, um pouco longe da muda.

Município: 
Jacui
Estado: 
MG
Informação

 

Resposta:

Senhor Brendon,

se aconselha uma parcela a cada 30 dias até durar o período chuvoso do ano agrícola. As doses vão depender do tamanho das plantas e da época de plantio. Começar com umas 5 g/PL e pode ir até 10 g.

Município: 
Manhuaçu
Estado: 
MG
Estive observando algumas marcas de adubos e percebi que na garantia do formulado vem uma descrição de tantos por cento de FERTUP ou MAIS FERTIL (nomenclatura depende da marca). Em alguns casos pude perceber até valores de 12 a 39,8% de FERTUP ou MAIS FERTIL. Isso seria um enchimento? quais os benefícios e importância desses produtos? Para nós produtores, é ideal comprar adubos com essa composição? Obrigado.

 

Resposta:

Senhor Danilo, diz que  na garantia do formulado vem uma descrição de tantos por cento de FERTUP ou MAIS FERTIL (nomenclatura depende da marca). Em alguns casos pude perceber até valores de 12 a 39,8% de FERTUP ou MAIS FERTIL. Pergunta se isso é ideal comprar adubos com essa composição. Nós atendemos dizendo  que Fertup significa agregar nutrientes secundários, como o cálcio e magnésio às formulações NPK. Caso não elevem muito o custo, tudo bem, dependendo das fontes de Ca e Mg, que devem ser bem solúveis. No entanto, o fornecimento de Ca e Mg já é feito, de forma bastante econômica, via calcário comum ou via cal dolomitica. Assim, analise as opções e veja as mais econômicas. No caso do mais fértil precisaríamos ver qual a formulação. O que encontramos a S10 é rica em enxofre, cálcio e magnésio no mesmo granulo. A ela se aplica o mesmo da formulação fertup.  Não vemos muita necessidade dessas formulações, conquanto devem ficar mais caras. Matiello

Município: 
Guaxupé
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Eduardo, provávelmente não causa a morte, porem não se indica dose nessa condição, pois o boro, seja de qualquer fonte, pode ser aplicada no solo, em cobertura. A Ulexita, como é um minério libera lentamente o boro. Caso fosse ácido bórico, com certeza, causaria toxidez. Matiello

Município: 
Boa Esperança
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Helton, o Nitrato de Amonia aguenta muito e a perda é muito pequena. Pode ser usado em solo seco. Matiello

Município: 
Jacui
Estado: 
MG
.

 

Resposta:

Sr Brendon, diz que plantou  um café já faz 20 dias  e queria jogar um sulfato de amônio nele mais não sabe  quantas gramas usar por pé. Nós atendemos dizendo que o usual são 5-10 g por parcela, a cada 30 dias. Matiello

 

Município: 
Patos de Minas
Estado: 
MG
Boa noite, Matiello! Muito se fala sobre adsorção de boro nos coloides do solo. Gostaria que me tirasse uma dúvida, uma aplicação de 20 kg/ha de acido bórico elevaria a quanto o B no solo? E qual seria o ideal? 0,4 a 0,6 ppm? Sendo esse solo argiloso. (Argila 60%; Areia 25%; Silte 15%). Desde já, muito obrigado!

 

Resposta:

Sr Geovane, diz que se  fala sobre adsorção de boro nos coloides do solo. Assim gostaria que explicasse se  uma aplicação de 20 kg/ha de acido bórico elevaria quanto o B no solo. E qual seria o ideal? 0,4 a 0,6 ppm? Sendo esse solo argiloso. (Argila 60%; Areia 25%; Silte 15%).  Nós atendemos dizendo que é dificil precisar qual a percentagem de boro adsorvida, pois as pesquisas mostram que essa quantidade varia com tipo de solo, pH etc. No entanto, é uma questão de equilíbrio, como ocorre com o P. Quanto maior a quantidade de B aplicada e quanto maior o pH tanto maior vai ser a quantidade adsorvida.  Mesmo assim, sabe-se que o boro é facilmente lixiviável, isto é que preocupa, muitos autores recomendando, até seu parcelamento na aplicação. Por outro lado existem trabalhos mostrando necessidade de aplicações a cada 2 anos, pois o teor foliar de boro continua adequado até cerca de 1,5 ano após sua aplicação no solo. Quanto ao teor ou nível adequado no solo, alguns autores citam 0,5 ppm. Este reflete, apenas, o boro solúvel, não a parcela adsorvida. No Procafé consideramos adequado 1 ppm. Matiello

Município: 
Nunes
Estado: 
MG
Plantei uma área de café agora em dezembro. As primeiras adubações já são agora em janeiro e fevereiro de 2017? A adubação de 1° ano que falam já faço em novembro de 2017? Como funciona?

 

Resposta:

Sr Antonio, diz que plantou  uma área de café agora em dezembro/16.  Pergunta se as primeiras adubações já são agora em janeiro e fevereiro de 2017 e como seriam as adubações de  1° ano que falam , estas seriam a partir de  novembro de 2017, pergunta como funciona.  Nós atendemos dizendo que é mais ou menos isso. A adubação de 1º ano começa em out-nov 17. O que ocorre no pós plantio, até acabar as chuvas, são pequenas parcelas de nitrogênio ou NK, a cada 30 dias, depois das mudas pegarem, no campo. Caso tenha usado adubo orgânico  no sulco, ou em cobertura,elas nem são necessárias.  No pós-plantio, agora em jan fev /17, pode usar 5 g de ureia ou similar por planta, em cada parcela mensal. Caso não tenha usado potássio no sulco, pode usar uma formula 20-00-20 á razão de 5-10 g/PL. Matiello

Município: 
Lajinha
Estado: 
MG
Sabemos que o fósforo é de suma importância no plantio de café.Todo ano faço retirada de terra para análise de solo e sempre em alguma das glebas ao ser interpretadas pede que seja feito uma reposição de fósforo sempre recomendado 100 gramas por pé de café em sua maioria plantas adultas outras escaletadas e até mesmo recepadas. Minha pergunta é a seguinte:Existe mesmo a necessidade de fazer essa reposição de fósforo,e a utilização de fórmulas que contém fósforo como por exemplo 20.05.20 também são necessárias ou pode ser descartada utilizando sempre fórmulas sem fósforo.

 

Resposta:

Sr Juscelino,

Solicita indicações sobre a recomendação de fósforo. Diz que todo ano faço retirada de terra para análise de solo e sempre em alguma das glebas, ao ser interpretadas, pede que seja feita uma reposição de fósforo ,sempre recomendado 100 gramas por pé de café, em sua maioria plantas adultas outras esqueletadas e até mesmo recepadas. Pergunta se existe mesmo a necessidade de fazer essa reposição de fósforo, e a utilização de fórmulas que contém fósforo como por exemplo 20.05.20 também são necessárias ou pode ser descartada utilizando sempre fórmulas sem fósforo. Nós atendemos dizendo que o fósforo , de fato, é muito importante quando usado na cova de plantio. Em cobertura, em lavouras adultas a resposta produtiva tem sido pequena. Nos períodos de crise devemos, assim, adotar um nível de reposição mais baixo, por exemplo, só colocando P em áreas com menos de 10 ppm, quando o normal seria usar o nível de 20 ppm. A pouca resposta se deve à presença de P total alto no solo e as raízes do cafeeiro, em associação com fungos micorrizicos, liberam este P pras plantas. Deste modo, em muitos casos, ou coloque um pouco, como está fazendo, talvez o correpondente a uns 50 Kg de P2O5 por ha, ou não use em certos anos. Matiello

Município: 
Guaçui
Estado: 
ES
nutriçao

 

Resposta:

Senhor Estevão,

Em solos mais arenosos o problema de manejo da adubação NPK se refere mais à possível perda de nitrogênio, por maior facilidade de lixiviação. O potássio e o fósforo não apresentam grandes problemas. Assim a indicação seria duas alternativas pra melhorar o aproveitamento do nitrogênio. Usar mais parcelas no ciclo. O normal seriam 2-3 parcelas e nesses caso de solos mais arenosos poderia parcelar o nitrogênio 4-5 vezes no ciclo, isto se o solo tiver menos de 20 % de argila. Talvez ai, na área alta de Guaçui não exista esse tipo de solo tão pobre em argila. Se tiver mais de 20-25% de argila pode manter o parcelamento de 3 vezes no ano, em novembro, fim de dezembro e meados de fevereiro. Uma outra alternativa seria usar uma fonte de N de lenta liberação. Nesse caso o adubo vai liberando lentamente. Observe, no entanto, a questão de custo mais alto nessa segunda alternativa. Matiello

Município: 
Bambui
Estado: 
MG
Quero aplicar boro no solo, estou pensando em colocar o MIB que e granulado e contem 11% de boro ou o acido borico disouvido na agua e aplicado junto ao inseticida para cigarra.qual dos dois e melhor, qual a dose e pode misturar acido boro no inseticida de solo?

 

Resposta:

Senhor Antonio, diz que quer  aplicar boro no solo e está  pensando em colocar o MIB que é granulado e contem 11% de boro ou o acido borico disolvido na água e aplicado junto ao inseticida para cigarra. Pergunta qual dos dois é melhor, qual a dose e se pode misturar acido bórico  no inseticida de solo. Nós atendemos dizendo que, normalmente, os produtos granulados existentes no mercado são a base de Ulexita, ou seja, o minério do boro. Como tal, tendem a liberar o boro mais lentamente. No caso do ácido bórico a liberação é rápida. Sobre o uso do Ácido Bórico via liquida, junto com o inseticida pra cigarra existe viabilidade, porem deve ser uma aplicação mais cuidadosa, tentando esparramar o m[aximo a calda e trabalhar com maior volume por área. Primeiro por que a dose de produto indicada é na base de cerca de 12-15 kg por ha e é um produto difícil de dissolver, então deve-se usar mais volume. Segundo, este volume e melhor  distribuição, especialmente quando se usa bicos de herbicida sob a saia, numa faixa, também vai propiciar maior eficiência do inseticida contra a cigarra.. Matiello

Município: 
Guimarânia
Estado: 
MG
Bom dia Matiello, gostaria de tirar uma duvida, e se estou no caminho correto. Estamos com uma carga pendente de 25 sacas/ha-¹, em um ano de baixa produção. Meu fósforo no no solo está em media 14 ppm e o K/T 6%. Em razão do alto teor no solo e reduzindo o custo de produção, suspendi a adubação potássica, posso realizar o mesmo com o P? Lembrando que mantive a dose de N como o recomendado, e com adição de matéria organiza de 5t por ha-¹. Outra questão é o Boro, ele esta em media 0,18 ppm. Posso fazer a fazer 35 kg/ha-¹ dividindo 17,5 kg/ha-¹ via fertirrigação, 17,5 kg/ha¹ via "drench" ou está muito tarde? Desde já, te agradeço muito por esse espaço.

 

Resposta:

Senhor Lucas,  diz que  gostaria de tirar uma duvida, e se está no caminho correto. Estamos com uma carga pendente de 25 sacas/ha, em um ano de baixa produção. Meu fósforo no  solo está em media 14 ppm e o K/T 6%. Em razão do alto teor no solo e reduzindo o custo de produção, suspendi a adubação potássica, pergunta se pode fazer  o mesmo com o P. Lembrando que mantive a dose de N como o recomendado, e com adição de matéria organiza de 5 t por ha. Diz que outra questão é o Boro, ele esta em media 0,18 ppm. Posso fazer 35 kg/ha  dividindo 17,5 kg/ha via fertirrigação, 17,5 kg/ha via "drench" ou está muito tarde. Nós atendemos dizendo que está fazendo o correto, usando os níveis de nutrientes (K e P) já disponíveis no solo para racionalizar sua adubação. No caso do P pode sim deixar de aplicar, pois acima de 10 pppm não se tem obtido respostas, na realidade o P pouco responde em lavouras adultas. Quanto ao boro, o nível do solo está muito baixo mesmo. Voce, assim, deve aplicar cerca de 3 kg de B por ha, ou cerca de 17-20 kg de ácido bórico por ha. Caso tenha a oportunidade de aplicar na ferti-irrigação pode aplicar, de uma ou de 2 vezes, conforme preferir. Via drench ainda não temos um trabalho de pesquisa que mostre sua eficiência, pois a distribuição no drench é mais localizada e, ainda, a diluição de maior dose do produto fica dificultada. Matiello.

Município: 
Conceiçao da aparecida
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Flavio, pergunta se fazendo aplicação de ureia com a terra super molhada e depois não chover por um período de 6 dias, com sol, se perde uma porcentagem da ureia. Nós atendemos dizendo que se houve boa solubilização da ureia, tendo ela penetrado no solo, na condição que diz, muito provavelmente não deve ter havido perda significativa da mesma. Um dos sinais que o senhor pode observar é se andando na lavoura, em seguida, se havia muito cheiro forte de amônia. Quando ocorre muito cheiro é sinal de que está havendo perda por volatilização. Matiello

Município: 
Andradas
Estado: 
MG
Essa lavoura produziu uma boa safra em 2016, e agora em agosto foi realizada a poda tipo esqueletamento e esta aparecendo esses sintomas ai da foto.

 

Resposta:

Senhor João, encaminha foto de cafeeiro com folhas afiladas, perguntando do que pode se tratar e como corrigir o problema. Diz que a lavoura produziu uma boa safra em 2016, e agora, em agosto, foi realizada a poda tipo esqueletamento e estão aparecendo os sintomas da foto.

Nós atendemos dizendo que se pode observar da foto, muito provavelmente se trata de uma toxidez, sendo quase certo se tratar de deriva de alguma aplicação de herbicida. Deficiência nutricional poderia ser  de zinco, porem no caso de zinco ocorre de forma geral e bastante nos brotos ortotrópicos também, especialmente no ponteiro das plantas. Deste modo, veja aí se ocorre este tipo também nas brotações e, verifique, se não houve aplicação recente de herbicida na lavoura. Caso seja a deficiência de zinco a solução é pulverizar com calda contendo sulfato de zinco ou sal similar, na concentração de 0,6% na calda. Matiello

Município: 
Manhuaçu
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor João , diz que fez  uma análise foliar retirando separadamente o 2º,3º,4º,5º e 6º par de folhas para ver o comportamento dos nutrientes e minha surpresa foi  que os níveis de Macro foram maiores no 2º par de folhas.A pesquisa não mostra o contrário?Me ajude a entender isso!

Nós atendemos dizendo que foi boa a sua ideia de analisar diferentes pares de folhas. No entanto, ao contrario do que sugere, a escolha do 3º -4º par para servir como padrão de comparação e para o qual foram determinados os níveis adequados ou deficientes, não significa que este é o tipo de folha mais rico nutricialmente. Muito provavelmente, nesses pares  a escolha recai em função da maior estabilidade dos teores e sua melhor representatividade. Matiello 

Município: 
Manhuaçu
Estado: 
MG

Resposta:

Senhor Evaldo, diz que gostaria de saber se é mito ou verdade a mistura de Super simples e calcário na cova de plantio de café, pois dizem que não pode.Qual a explicação técnica. Nós atendemos dizendo que pode sim usar os 2 produtos em conjunto em mistura com a terra de enchimento da cova ou sulco de plantio. Aliás, caso não pudesse não existiriam cafezais no Brasil, já que quase todo mundo já fez e continua fazendo assim. A explicação é que havaria o risco de se formar fosfatos insolúveis com o calcário. Isso seria verdade se o calcário fosse reativo no curto prazo, e todos sabemos que não é. Na mistura de uma fonte solúvel com outra insolúvel ( um pó de pedra ) de calcário não ocorre reação.?

Município: 
Monte Carmelo
Estado: 
MG
Análise de solo apresentando PH=5,5, V%= 48, Fe= 29 mg/dm³, Mn=3,9 mg/dm³,Ca=2,8 cmolc/dm³ e Mg=0,8cmolc/dm³. Gostaria de uma intervenção para sanar o problema definitivamente, pois as plantas do talhão todo ficam com o aspecto semelhante ao da foto em anexo.

 

Resposta:

Senhor André,

Encaminha análise de solo, em área onde tomou uma foto, onde se vê cafeeiro amarelado. O solo apresenta pH=5,5, V%= 48, Fe= 29 mg/dm³, Mn=3,9 mg/dm³,Ca=2,8 cmolc/dm³ e Mg=0,8cmolc/dm³. Diz que gostaria  de uma indicação para sanar o problema definitivamente, pois as plantas do talhão todo ficam com o aspecto semelhante ao da foto.

Nós atendemos dizendo que, pelos sintomas foliares, com folhas amarelo esbranquiçadas, deve tratar-se de deficiência de ferro e de manganês, sendo que os teores do solo desses nutrientes estão igualmente baixos. Entretanto, essa condição costuma ocorrer em pHs um pouco mais altos, quando o V% é superior a 70%, pois em pH alto os micro-nutrientes, no geral, ficam, pouco disponíveis. Deste modo, achamos que o local da foto corresponda a uma mancha onde o pH deva estar mais alto.

Quanto à correção, no curto prazo, ela só é possível através de aplicações foliares de sulfato de ferro e de manganês a 0,5-1,0%. No médio prazo, os adubos ácidos normalmente aplicados(ureia e outros)  vão corrigir o solo e melhorar a disponibilidade de Fe e Mn. A aplicação de matéria orgânica também vai ajudar a fornecer esses nutrientes. No entanto a correção via solo é lenta, pois esses nutrientes, à semelhança do zinco e do cobre, caminham pouco em profundidade. Verifique, ainda, se não existe camada adensada no sub-solo, que possa estar tornando o solo pouco drenado em períodos de chuvas. Pode-se ,ainda, alertar que, em alguns casos, onde ocorre forte ataque de pragas do solo, que afete as raízes, é comum aparecer essas deficiências. Matiello

Município: 
Campos Gerais
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor João, Diz que gostaria de saber se o sintoma na folha em anexo é de deficiência de boro, visto que não foi aplicado  nenhum produto na lavoura que possa ter causado toxidez.

Nós atendemos dizendo que as pequenas queimas na margem de folhas novas, como se pode ver na foto, acaba deformando e encurvando as folhas, o que levaria à desconfiança de deficiência de B, porem,  a gente deve observar a origem do problema. A queima, como desconfiou, poderia ser devida a toxidez de produtos, especialmente de sais aplicados. Como diz que não houve qualquer aplicação recente, nós indicamos que essa queima pode ser causada, também , por ventos. Como ela está acompanhada de dilacerações na margem da folha, quase com certeza, pode-se avaliar como sendo um efeito de vento, de boro não. Veja aí se é uma área que venta bem. Matiello

Município: 
Lajinha
Estado: 
MG
Esta chegando a hora de começarmos a fazer as adubações, porém devido o estres hídrico houve uma desfolha excessiva das das lavouras de café, tendo um grande número de folhas na saia do mesmo aonde será jogado o adubo.Existe realmente a necessidade da retirada dessas folhas o que fará aumentar muito o custo de produção ou o adubo pode ser jogado sobre elas sem que haja perda.

 

Resposta:

Sr Juscelino, pergunta se, realmente, é preciso tirar as folhas do chão para fazer a adubação, pois diz que está chegando a hora de fazer as adubações, porém, devido ao stress hídrico, houve uma desfolha excessiva das lavouras de café, e ali vai ser jogado o adubo. Isto fará aumentar muito o custo de produção ou o adubo pode ser jogado sobre elas sem que haja perda. Nós atendemos dizendo que, de fato, poderá haver perdas de adubos como a ureia ou fórmulas que a contenham, quando houver pouca umidade, sendo que folhas em apodrecimento são muito produtoras de uréase que liberam amônia(da ureia)  que se volatiliza. Nesse caso nós não indicamos tirar as folhas, mas 2 alternativas- usar adubo com base em sulfato ou nitrato, ou adubar com solo bem molhado ou com chuva próxima, assim o adubo vai ser dissolvido e lavado para o solo. Matiello

Município: 
Campestre
Estado: 
MG
Estou numa região de solos mais argilosos e de CTC alta, em torno de 100. Nos últimos anos por deficiência hídrica tenho feito apenas duas adubações relativamente pequenas, priorizando a aplicação de N e aproveitando as reservas De K. Tenho usado o nitrato como fonte de N. Faço isso em cima da análise e costumo adubar usando em torno de 300 quilos de N por hectare ano, em duas parcelas, visando uma colheita de 50 sacas por hectare, o que tenho alcançado nos últimos três anos. Como podem perceber desconsidero as perdas que costumam ocorrer, acreditando que a reciclagem de nutrientes possa suprir essa perda.

 

Resposta:

Senhor Adelber, diz que está  numa região de solos mais argilosos e de CTC alta, em torno de 100. Nos últimos anos por deficiência hídrica temfeito apenas duas adubações relativamente pequenas, priorizando a aplicação de N e aproveitando as reservas de K. Tenho usado o nitrato como fonte de N. Faço isso em cima da análise e costumo adubar usando em torno de 300 quilos de N por hectare ano, em duas parcelas, visando uma colheita de 50 sacas por hectare, o que tem alcançado nos últimos três anos. Diz, assim que desconsidera as perdas que costumam ocorrer, acreditando que a reciclagem de nutrientes possa suprir essa perda. Nós atendemos dizendo que, no geral, suas propostas são válidas e, praticamente, irretocáveis no que se refere ao aproveitamento das reservas do solo, no uso de adubo/fonte de N com menor perda. Talvez, com chuvas normais, possa ajustar um pouco no aspecto de parcelamento usando 3 ao invés de 2, e, no caso da dose, cremos  que, se suas lavouras estejam com produtividade de 50 sacas, poderia aumentar de 20-30 % os níveis de N. Matiello

Município: 
Santa Margarida
Estado: 
MG

 

Resposta:

Sr Emerson, o Fertium fós é uma combinação de adubo fosfatado com substancias orgânicas, que, dependendo da formulação pode ter outros nutrientes agregados, sendo o comum tem, também,  cerca de 3% de N. O Geox é um a cal dolomitica, de rápida correção do solo. A combinação de ambos, no solo, não traria problemas, pois eles vão ser misturados com a terra, e não misturados previamente, isto evitaria eventuais problemas de liberação do N ou eventual redução de efeito do P pelos ácidos humicos da formulação. No caso, deve usar  doses corretas. No caso do Ferium phos, como ele tem cerca de 15% de P poderia usar o normal, cerca de 400 g por metro de sulco, ou caso fosse fazer covas, a cada 0,5 m, usar um pouco menos por cova. No caso do Geox o indicado é uma meia dose em relação ao calcário comum, pois senão ele corrige demasiadamente, o solo lá junto à muda, podendo provocar deficiência de micro-nutrientes. Matiello

Município: 
Serra Negra
Estado: 
SP

 

Resposta:

Senhor Bruno

Diz que aplicou dose de nutriente boro 10 Kg/ha, com base em ulexita, pergunta se pode causar fito toxidez, ou só irar onerar meus custo. Nós atendemos dizendo que a Ulexita pode conter cerca de 10% de B e a dose normal de Boro a ser aplicada é de 2- 4 kg de B por hectare. Nesse caso seriam 20 a 40 kg de Ulexita. Caso tenha, realmente, aplicado 10 kg de B por há, poderia sim dar toxidez, porem ela é passageira, pois ocorre lixiviação. Outro atenuante é que a Ulexita libera lentamente o boro, e, nesse caso a chance de toxidez é menor. Matiello

Município: 
Boa Esperança
Estado: 
MG
Tenho uma lavou de café e espero colher 40 sc/ha mas o magnésio no solo está muito baixo o que devo usar para corrigir isso?

 

Resposta:

Diz que tem  lavoura de café e espera colher 40 sc/ha ,mas o magnésio no solo está muito baixo pergunta o que deve usar para corrigir isso. Nós atendemos dizendo que no caso normal poderia ser usado um calcário dolomitico comum, porem está em vias de uma boa produção e, nesse caso precisa de produto com ação mais rápida. Nesse caso pode optar por uma cal dolomitica, tipo Geox ou um Óxido ou sulfato de magnésio, estes 2 últimos com maior custo. Deve usar de 400-500 kg da cal dolomitica por ha, aplicando na faixa junto à linha de cafeeiros, devendo usar com solo úmido e com o produto bem distribuído. Adote cuidados pra evitar queima da pele dos aplicadores. Caso a aplicação seja mecanizada usar proteção do aplicador e máscara. Matiello

Município: 
Campos Altos
Estado: 
MG
Município: Serra Negra Estado: SP Resposta: Senhor Bruno, Diz , com propriedade, que o alto teor de potássio no solo, diminui a disponibilidade de magnésio causando deficiência na planta e, diz ainda, sem comprovação cientifica, que isso ocasiona alta incidência de cercosporiose no fruto do cafeeiro. Pergunta - a cada cmol de potássio no solo quanto representa de K disponivel no solo. Nós atendemos dizendo que a relação Ca-Mg e K realmete é importante. Quando o K no solo estiver alto deve-se reduzir a adubação potássica ou, até, suprimi-la por um período. Com relação ao potássio pra cada 1cmolc de K correspondem, de 0-20 cm de solo(cerca de 2600 t de solo/ha), cerca de 1040 kg de K ou 1253 Kg de K2O/ha. Veja que mais abaixo ainda tem K e as raízes podem absorvê-lo, pelo menos, até 1 m de profundidade. Matiello 1 Cmolc/dm3 solo = 39 mg de K+ = 47 mg K2O 1000mL = 1 litro = 390 mg de K+ = 470 mg K2O 1000L= 1 m3 = 390 g de K+ = 470 g K2O 1000m3 = 390 kg de K+ = 470 kg K2O 1 ha = 2000 m3 = 780 kg de K+ = 940 kg K2O

 

Resposta:

Resposta: Senhor Bruno, Diz , com propriedade, que o alto teor de potássio no solo, diminui a disponibilidade de magnésio causando deficiência na planta e, diz ainda, sem comprovação cientifica, que isso ocasiona alta incidência de cercosporiose no fruto do cafeeiro. Pergunta - a cada cmol de potássio no solo quanto representa de K disponivel no solo. Nós atendemos dizendo que a relação Ca-Mg e K realmente é importante. Quando o K no solo estiver alto deve-se reduzir a adubação potássica ou, até, suprimi-la por um período. Com relação ao potássio pra cada 1cmolc de K correspondem, de 0-20 cm de solo(cerca de 2600 t de solo/ha), cerca de 1040 kg de K ou 1253 Kg de K2O/ha. Veja que mais abaixo ainda tem K e as raízes podem absorvê-lo, pelo menos, até 1 m de profundidade. Matiello 1 Cmolc/dm3 solo = 39 mg de K+ = 47 mg K2O 1000mL = 1 litro = 390 mg de K+ = 470 mg K2O 1000L= 1 m3 = 390 g de K+ = 470 g K2O 1000m3 = 390 kg de K+ = 470 kg K2O 1 ha = 2000 m3 = 780 kg de K+ = 940 kg K2O

Município: 
Caconde
Estado: 
SP
Gostaria de uma orientação na recomendação da análise que fiz de minha lavoura. Espaçamento: 3,30 x 0,6 m e espero que dê uns 4,0 litros por planta. No caso quanto de calcário e adubo coloco por planta?

 

Resposta:

Senhor João, diz que tem uma lavoura espaçada de 3,30 X0,6 m, e que deve produzir 4,0 l/PL, o que daria cerca de 40 scs/ha. Encaminha a análise de solo da área  e pede uma orientação. Nós atendemos dizendo que verificamos os resultados da análise e consideramos a safra esperada. Vimos que precisa colocar um pouco de fósforo, sugerindo aplicar uns 400 kg de superfosfato simples /ha, pois o teor de P no solo está muito baixo. Precisa, ainda colocar calcário, cerca de 1 tonelada por ha, colocada na faixa da linha de cafeeiros. Caso seja possível o ideal seria usar uma cal dolomitica, nesse caso usando 300 kg /ha. Como o potássio está alto poderia reduzir nessa adubação para cerca de 50%. Desta forma poderia usar o equivalente a 350-400 kg de N por ha e cerca de 180-200 kg de K2O por ha. Matiello

Município: 
Jacutinga
Estado: 
MG
BOA TARDE A TODOS, PRIMEIRAMENTE QUERIA PARABENIZAR A PROCAFÉ PELO CURSO DE PÓS, SOU ALUNO, FIQUEI ENTUSIASMADO COM A PRIMEIRA AULA, MUITO BOA.AGORA SOBRE O PROBLEMA, ATENDO UM PRODUTOR ONDE SUA LAVOURA ESQUELETADA ESTAVA COM SINTOMAS DE DEFICIÊNCIA DE FERRO, FIZ ANÁLISE E O FERRO= 210 mg/dm, MANGANÊS= 215 mg/dm, passada a época das chuvas o problema melhorou, mas não acabou, fiz uma análise de solo, o v% está em 83 %, o manganês= 12,5 mg/dm, ferro= 40 mg/dm, cálcio= 85 mmmol/dm, magnésio= 31 mmol/dm, o que será que está causando o amarelecimento (sintomas de deficiência de ferro) na lavoura? aguardo noticias, obrigado

 

Resposta:

Senhor Antonio,

Diz que assiste  um produtor onde a lavoura esqueletada estava com sintomas de deficiência de ferro. Fez análise e o ferro= 210 mg/dm, manganês= 215 mg/dm, passada a época das chuvas o problema melhorou, mas não acabou. Fez análise de solo e o V% está em 83 %, o manganês= 12,5 mg/dm, ferro= 40 mg/dm, cálcio= 85 mmol/dm, magnésio= 31 mmol/DM. Pergunta  o que será que está causando o amarelecimento (sintomas de deficiência de ferro) na lavoura.

Nós vamos ajudar dizendo que a saturação de bases(v%) realmente está muito alta, e, resulta, também um pH alto. Veja que para cada unidade de pH a mais os nutrientes Fe e Mn ficam 20 vezes menos disponíveis. Como os teores no solo não estão altos fica mais difícil atender à planta. Como disse, a umidade excessiva também dificulta. O que pode estar acontecendo é que no caso dessas deficiências, elas permanecem com sintomas de amarelecimento nas folhas velhas, sendo que  a correção vai ocorrer apenas nas novas.  Outra coisa, alem da disponibilidade veja se não existem problemas de pragas de raízes, pois é comum aparecer essa deficiência em áreas com cigarras ou muito nematoides. Matiello

Município: 
Serra Negra
Estado: 
SP

 

Resposta:

Senhor Bruno,

Diz , com propriedade, que o  alto teor de potássio no solo, diminui a disponibilidade de magnésio causando deficiência na planta e, diz ainda, sem comprovação cientifica, que isso ocasiona alta incidência de cercosporiose no fruto do cafeeiro. Pergunta - a cada cmol de potássio no solo quanto representa de K disponivel no solo.

Nós atendemos dizendo que a relação Ca-Mg e K realmete é importante. Quando o K no solo estiver alto deve-se reduzir a adubação potássica ou, até, suprimi-la por um período. Com relação ao potássio pra cada 1cmolc de K correspondem, de 0-20 cm de solo(cerca de 2600 t de solo/ha), cerca de 1040 kg de K ou 1253 Kg de K2O/ha. Veja que mais abaixo ainda tem K e as raízes podem absorvê-lo, pelo menos, até 1 m de profundidade. Matiello

Município: 
Cristais Paulista
Estado: 
SP
Eu estou seguindo o boletim técnico 100 para realizar a calagem nesta fase de introdução do café. Mesmo estando com um bom nível de ph e de Saturação por base, o livro indica fornecer no sulco, 400 gramas por metro de calcareo moido ou 200g por metro de sulco de calcareo calcinado. O livro indica essas quantidades, independente do resultado das análises de solo. Estou receoso de fornecer calcareo acima do adequado. O que vocês poderiam me orientar? Outra dúvida. Li que o gesso é um excelente material para desenvolvimento radicular. Gostaria de saber qual a dosagem que voces recomendariam no meu caso. Estou enviando as análise de solo (0-20 e 20-40). São 2 páginas com 2 análises Muito obrigado

 

Resposta:

Senhor Cicero, diz que irá plantar  uma área de 7ha com a cultivar Arara. Realizou amostragem de solo nesta área (0-20 e 20-40) e a saturação por base e o pH se encontram em bons patamares. Gostaria de orientação quanto à calagem e gessagem nesta fase de introdução da lavoura. Diz, ainda, que está  seguindo o boletim técnico 100 para realizar a calagem nesta fase de introdução do café. Mesmo estando com um bom nível de pH e de Saturação por base, o livro indica fornecer no sulco, 400 gramas por metro de calcário comum ou 200g por metro de sulco de calcário calcinado. O livro indica essas quantidades, independentemente do resultado das análises de solo. Estou receoso de fornecer calcário acima do adequado. O que vocês poderiam me orientar? Outra dúvida. Diz que leu  que o gesso é um excelente material para desenvolvimento radicular. Gostaria de saber qual a dosagem que voces recomendariam no meu caso. Estou enviando as análises de solo (0-20 e 20-40). São 2 páginas com 2 análises Muito obrigado.

Nós é que agradecemos sua indagação, pois permite que outros também tirem suas dúvidas. Atendemos a elas, de inicio, parabenizando pela escolha de uma boa variedade para plantio. Sobre a dosagem de calcário e de gesso, os dados que nos enviou mostram que a saturação de 0-20 cm está com V=57%, portanto adequado. Quanto ao gesso o Aluminio,  tanto de 0-20 como de 20-40 cm está zerado, então ele não é indicado. Sobre o calcário,  como o sulco sempre fica profundo e é a oportunidade de corrigir um pouco mais em profundidade, sugerimos reduzir a dose, porem aplicar, na base de 200-300 g/m de sulco. Como a correção pelo calcário comum é lenta, não deve haver problema de redução da disponibilidade de micro-nutrientes, mesmo por que os teores deles no solo estão altos. Cuidado com o zinco no futuro, acompanhe por análises foliares. Caso haja toxidez use matéria orgânica.. Ainda, no caso do fósforo, este está em nível baixo a médio, precisa, então, colocar  na base de 400 g de superfosfato por  metro de sulco. Matiello

Município: 
Sericita
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Elui, pelo que sabemos formulações fertup significam agregar nutrientes secundários, como o cálcio e magnésio às formulações NPK. Caso não elevem muito o custo, tudo bem, dependendo das fontes de Ca e Mg, que devem ser bem solúveis. No entanto, o fornecimento de Ca e Mg já é feito, de forma bastante econômica, via calcário comum ou via cal dolomitica. Assim, analise as opções e veja as mais econômicas. Matiello

Município: 
Oliveira
Estado: 
MG
Qual, seria o mais indicado para minha lavoura? resultado análise de solo deste ano P 8 e Prem 16,9. Me recomendaram, 100 gramas por pé do FH 550, posso usar e quanto a liberação? Desde já muito obrigada pela atenção

 

Resposta:

Senhor Carlos, diz que gostaria de saber qual a diferença do fosforo FH 550 que tem 24% de fosforo total, sendo 5% solúvel em água e 11% solúvel em ácido cítrico, pergunta se este é de liberação lenta e como age no solo, sendo o Super Simples com 18-20% de P solúvel. Pergunta qual seria o mais indicado para sua lavoura, onde o P é 8 ppm e o P REM 16,9. Diz que recomendaram 100 g /pl do FH 550. Pergunta se pode usar e quando vai liberar.

Nós atendemos dizendo que o fertilizante FH 550 é mais adequado a fosfatagens e em situações onde o fósforo é exigido mais lentamente, pois é constituído de fosfato natural reativo mais superfosfato simples, tendo 24% de P dos quais 11% são solúveis em ácido cítrico e 5% em água, este último disponível no curto prazo. Não se trata de adubo de lenta liberação, como os nitrogenados disponíveis no mercado. A liberação gradual do P é dependente do processo dos ácidos do solo, que vão liberando o fósforo não lábil, na medida em que o P lábil for se esgotando. No caso de aplicação em cafezal adulto, que deve ser o seu caso, as fontes de P solúveis em água tendem a dar melhores respostas no curto prazo, conforme é necessário. Outra fonte muito usada é o Map. Sobre a dosagem indicada, se for 100 g por pl e existirem 5 mil pl/ha seriam 500 kg/ha, no caso de P solúvel  em água seriam, pelo FH 25 kg e em água mais ácido cítrico 80 kg. No caso do superfosfato a 500 kg /ha seriam os 80 kg solúveis em água, ou seja, no curto prazo. Os 80 kg, de fato, corresponderiam a uma necessidade de produção de 133 scs/ha caso fosse todo aproveitado, sem imobilizações no solo. Como se aproveita cerca de 30% isto daria para, imediato, comportar uma produtividade de cerca de 40 scs/ha, portanto ideal.

Município: 
Jacutinga
Estado: 
MG
SE TIVER UM TEOR BAIXO NO SOLO A ULEXITA CONSEGUE SUPRIR A MEDIO PRAZO? POR CAUSA DA LIXIVIAÇÃO DO BORO, ÁCIDO BÓRICO DEVE SER EVITADO EM CAFÉ?

 

Resposta:

Senhor Antonio, indaga se tiver um teor de B baixo no solo a ulexita consegue suprir a médio prazo. Pergunta, ainda, se por causa da lixiviação do boro, o ácido bórico deve ser evitado em café. Nós atendemos indicando que como sugere, as duas fontes tem liberação diferenciada, a Ulexita mais lenta, como se fosse um calcário, podendo ser útil no médio prazo e, o Ácido Bórico, este mais disponível no curto prazo. Quanto à lixiviação deste, ela existe, como nos adubos nitrogenados, mas não chega a atrapalhar seu bom aproveitamento, portanto é uma fonte indicada e, talvez, pelo maior teor de B a de menor custo. Matiello

Município: 
JACUTINGA
Estado: 
MG
UM CLIENTE MEU QUER TRABALHAR COM CLORETO SEPARADO DA ADUBAÇÃO DE NITRATO, PARA REDUZIR CUSTO PODE-SE COLOCAR TUDO NA PRIMEIRA ADUBAÇÃO? NO CASO DELE O RECOMENDADO É DE 160KG DE CLORETO POR HA.

 

Resposta:

Senhor Antonio,

O senhor indaga se no caso de trabalhar com cloreto de potássio no café, podem ser reduzidas as adubações, pois um cliente seu quer trabalhar com cloreto separado da adubação de nitrato, para reduzir custo. Pergunta, ainda se  pode  colocar tudo na primeira adubação, sendo que no caso dele o recomendado é de 160kg de cloreto por ha.

Nossa indicação é que o colreto de potássio, nessa pequena dose, pode, sim, ser colocada em uma única parcela, continuando o nitrato de amônia em 3-4 parcelas. Quanto à redução de dose do cloreto ele não possibilita isso, pois no calculo da sua dosagem já se considera um melhor aproveitamento do K. Matiello

Município: 
Jacutinga
Estado: 
MG
NA MINHA REGIÃO ALGUNS TÉCNICOS ESTÃO RECOMENDANDO RETIRADA DE SOLO DE CIMA E DE BAIXO DA PLANTA,SERIA NORMAL, MAS AQUI A ADUBAÇÃO É FEITA SÓ DO LADO DE CIMA DA PLANTA POR CAUSA DA DECLIVIDADE,
Resposta:
Senhor Antonio,

Em condições normais de terrenos ondulados, o correto seria a retirada da amostragem do solo dos dois lados da planta sim; assim como o correto seria adubar dos dois lados. O sistema radicular é amplo e bem distribuído e está sobre um sistema complexo chamado solo. Por isso não podemos limitar as adubações e correções a uma pequena faixa. No entanto, caso tenha, aí, um declive mais acentuado, onde as águas de chuva podem distribuir e difundir o adubo pra parte de baixo da plinha de plantas, pode continuar adubando somente do lado de cima, e, assim,vale a regra de retirada de amostra também desse lado. Matiello e Alysson.

Município: 
Araxá
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Ricardo, diz  que tem muitas dúvidas na escolha dos fertilizantes minerais de micronutrientes, se compra as formulações prontas ou sais, quer saber o que é  melhor e como faz para  ter certeza que uma formulação pronta é quelatizada, pois que esta informação muitas das vezes é ausente. Nós atendemos dizendo que uma vez contendo boa quantidade de micro-nutrientes, os essenciais, Zinco e Boro, manganês e cobre, tanto faz se for sais em separado ou em formulações prontas. Nestas o senhor precisa ver o preço em relação ao beneficio da facilidade. Outros nutrientes que venham juntos não precisam entrar no cálculo, pois à exceção do K, que ajuda, na forma de cloreto, os demais macro são supérfluos, pois já são colocados via solo. Sobre a quelatização ela só é possível para metais, como o zinco. O boro não vem quelatizado. Só acreditando ou fazendo análise laboratorial ,muito específica, para descobrir. No entanto, para o cafeeiro a absorção como sulfatos, cloretos ou nitratos, os mais comuns, é bem adequada, assim a a quelatização não é imprescindível pois pode , apenas, prolongar um pouco o efeito dos micro-nutrientes, mas não afetam a quantidade absorvida. Matiello

Município: 
São Sebastião da Grama
Estado: 
SP
Gostaria de informações técnicas sobre a presença de alumínio nos solo, e manganês na camada de 0-20 e 20-40; Sabemos que esse elemento é prejudicial a lavoura. Quais as Formas de diminuir, para que possamos ter o equilíbrio nutricional.

 

Resposta:

Senhor Daniel, procura  informações técnicas quanto à presença de alumínio nos solos, e manganês na camada de 0-20 e 20-40; sabendo que esses elementos são prejudiciais  e quais seriam as formas de diminui-los. O senhor encaminha resultados de análises de solo, de várias lavouras. Nós indicamos que, ao examinar os dados das análises ,verificamos que o alumínio do seu solo está bem adequado, com 0-11% de saturação da CTC, quando pode ser de até 30%. Já o manganes, talvez por algumas áreas já estarem com pH mais alto, tem um nível baixo, devendo-se acompanhar com análises de folhas pra suprir em pulverizações se necessário. Na folha um nível adequado seria entre 30 e 100 ppm, mas se for um pouco mais não há problema. Quando for preciso corrigir o excesso, na superfície deve usar o calcário e, se houver mais de 30% de saturação de 20-40 cm deve usar gesso, este à razão de 30% da necessidade de calcário. Verificamos em certas amostras que pode deixr de usar o K, pois quando acima de 4-5% na Ctc ele pode ser reduzido e até eliminado  da adubação. Por outro lado, em algumas amostras é preciso aplicar calcário e elevar o magnésio. Matiello

Município: 
Entre folhas
Estado: 
MG
Se possivel olhar a analise de solo e me ajudar a corrigir lo . Grato

 

Resposta:

Senhor Marcos, a sua análise não veio junto à consulta. Assim, vamos atende-la parcialmente.

Pergunta se deve usar o Geox e qual a dose pra corrigir e a dose de gesso pro alumínio de 1,34 cmolc/dm3 ou 64% de saturação dele. Nós respondemos dizendo que o GEOX, sendo um corretivo rapidamente ativo, pode e deve ser usado, com prioridade, no caso de lavouras adultas, pois age rápido mesmo em cobertura. Como não temos a CTC do seu solo, fica difícil dizer a dose somente pelo pH. No entanto, aproximadamente, temos visto que o GEOX tem elevado o pH em cerca de uma unidade a cada 300 kg usado por ha. Deste modo, a indicação seria de uso de cerca de 600 Kg por ha, sempre aplicando na linha de plantas, como se fosse adubo. Quanto ao gesso, igualmente, sem a CTC não é possível dizer com certeza a sua dose. Voce não especificou se este alumínio está na camada superficial ou mais abaixo(20-40cm). O Gesso só seria indicado pra aprofundar e corrigir o aluminio mais em baixo no solo. Em todo o caso, utiliza-se uma forma simples pra dosar o gesso, na base de 30% da quantidade indicada de calcário. Veja ainda como está o equilíbrio com o magnésio . Nos envie o boletim de análise completo. Matiello

Município: 
Entre folhas
Estado: 
MG
Adubo polyblen

 

Resposta:

Senhor Marcos,  Diz que gostaria de saber se o adubo polyblen, na dose de 150 gramas por planta, uma vez anual, é suficiente para suprir às necessidades nutricionais de uma lavoura adulta de alta produção. E se ele realmente  ele em liberação de NK por ate 180 dias, não se perdendo.

Nós respondemos observando primeiro de que formulação se trata, que é variável. Tomamos a mais comum, a fórmula 21-00-21. Se for 150 g por planta e se a população de plantas for de 5000 por ha teríamos 750 kg por ha. A formulação, sendo de liberação lenta, com camada de enxofre e resina recobrindo o fertilizante, pode liberar o adubo lentamente. Como podem ocorrer perdas menores, os experimentos mostram que se pode economizar cerca de 20-30% dos nutrientes. Fazendo a conta de 750 kg por ha vezes os 21% teríamos 155 kg de N e K2O por ha. Acrescendo 25%, pelo melhor aproveitamento, teríamos 193 Kg/ha de N e K2O equivalentes a um adubo normal. Neste caso, com os índices normais usados, seria uma adubação pra lavouras com 20-25 scs/ha. Quanto à permanência dos nutrientes “ativos”, por 180 dias ,tem sido possível sim, embora, em certos casos, algumas empresas têm recomendado até duas aplicações ao invés de uma. Matiello

Município: 
Torrinha
Estado: 
SP
Qual o valor ideal da CTC para o cafeeiro?

 

Resposta:

Senhor Gustavo, quanto a CTC do solo, no geral quanto maior melhor, pois ela reflete a capacidade de armazenar bases/nutrientes no solo. No entanto, não existe uma limitação inferior muito rígida nesse valor da CTC. Nós temos bons cafezais em solos com CTC destde 3,0  até 14,0. No caso de CTC baixa deve cuidar para fazer adubações mais parceladas. Um número adequado no geral está de 7-10,0. O que devemos prestar atenção é quanto à saturação de bases, ou seja, quanto da CTC deve estar ocupada pelas bases. Este valor chamamos de V% e este temos visto que o ideal deve ficar em torno de 60%. Matiello

Anexo: 
Município: 
Taiobeiras
Estado: 
MG
continuando.... foi chover em 15/01/2016. em 20/02/2016 realizei a analise de solo e os níveis de cálcio e mg mantiveram praticamente os mesmos. O que pode ter acontecido? área 130 ha apliquei 48 ton de 60/30 na saia

 

Resposta:

Senhor Eldenir,

O Senhor diz ser cafeicultor  em Taiobeiras MG. Fez calagem em fins de set/2015 inicio de out/2015 com Oxyfertil 60/30, com dose de 800kg/ha. Em seguida houve  um período de estiagem de quase 90 dias. Foi chover em 15/01/2016. Em 20/02/2016 realizou a analise de solo e os níveis de cálcio e Mg se mantiveram praticamente os mesmos. Indaga o que deve ter acontecido.

O oxifertil é uma cal virgem dolomitica, ou seja, possui óxidos de cálcio e magnésio, de forma que, ao entrarem em contato com a água, formam os hidróxidos, e, assim, corrigem o solo, elevando o pH e os teores de óxidos de Ca e Mg. As pesquisas mostram que, quando a cal virgem é incorporada ao solo,  a correção do pH, por esse corretivo, já acontece a partir dos 10 dias pós-aplicação. Como não houve chuvas logo em seguida e ainda, a análise foi feita pouco tempo depois do re-inicio das mesmas, 2 coisas podem ter acontecido. Ou a análise de solo ainda não pegou a eventual correção ou, menos provável, tenha havido alguma pouca umidade, esta prejudicial, pois possibilitaria a formação de carbonatos a partir dos óxidos. Ainda não verificamos esta última hipótese ocorrer na prática, isto em prazo menor de chuva pós-aplicação. Aconselhamos, assim, fazer nova análise, bem apurada, agora com mais tempo ou mais umidade pelas chuvas e, aí sim, se basear nos níveis de óxidos de Ca e Mg, embora já deva ter havido certa acidificação, pelos adubos tradicionais aplicados recentemente. Matiello

Município: 
Serra do salitre
Estado: 
MG
Estou com uma área de café recém plantado (30 dias) e tenho dúvidas quanto as injúrias da foto. Na foto 1 e na 2 gostaria de confirmar se é realmente deficiência de potássio pois as primeiras adubações desta área foram feitas de forma atrasadas Foi aplicado 20-05-20 a base de nitrato de uma só vez em alta dosagem (20 g/planta), gostaria de saber se os sintomas das fotos 3 e 4 podem ser toxidez causada por essa aplicação de 20-05-20, e se não for qual outra injúria possa ser. Em muitas plantas também há alta incidência de cercospora (comum e negra) o que justificaria excesso de potássio em vez de deficiência (contrariando a hipótese de deficiência das fotos 1 e 2) Em muitas plantas também há deficiência de nitrogênio.

 

Resposta:

Na sua exposição diz que tem uma área de café recém plantado (30 dias) e tem dúvidas quanto às injúrias da foto. Na foto 1 e na 2 gostaria de confirmar se é realmente deficiência de potássio pois as primeiras adubações desta área foram feitas de forma atrasadas Diz, ainda que foi aplicado 20-05-20 a base de nitrato de uma só vez em alta dosagem (20 g/planta), gostaria de saber se os sintomas das fotos 3 e 4 podem ser toxidez causada por essa aplicação de 20-05-20, e se não for qual outra injúria possa ser. Em muitas plantas também há alta incidência de cercospora (comum e negra) o que justificaria excesso de potássio em vez de deficiência (contrariando a hipótese de deficiência das fotos 1 e 2) Em muitas plantas também há deficiência de nitrogênio.

Nós respondemos que analisamos todas suas colocações e verificamos, dentro do possível, pelas fotos encaminhadas, que, no caso das 2 primeiras fotos a queima da ponta da folha é mais relacionada com a falta de fósforo, confirmada pela presença da cercospora negra. Deficiencia de potássio é muito difícil de ser observada no campo, especialmente em plantas recém-plantadas. A deficiência já deve ter vindo do viveiro. As outras fotos mostram queimaduras, que podem ser, sim, provocadas por efeito físico, seja por sais aplicados seja por acumulo de água e queimadura pelo sol. Indicamos continuar as adubações NPK, em doses menores por parcela e aplica via foliar, os micro-nutrientes, os fungicidas  e MAP a 1,5%. Cuidado na incompatibilidade do P com o cobre. Matiello

Município: 
Capitolio
Estado: 
MG
TABELA DE INTERPRETAÇAO

 

Resposta:

Senhor Alex, segue a tabela . Ela tem os níveis em 4 faixas, sendo na condição de pobreza, em níveis baixo a médio, em níveis adequados e em níveis altos. Nós devemos adequar o solo na faixa que consideramos adequado. Matiello

 

Padrões de fertilidade do solo. 

Análises Químicas

 

Níveis

Pobre

Baixo a Médio

Adequado

Alto

Acidez

pH em água

<   5

5 – 5,5

5,6 – 6,5

>  6,5

Al+++

///

/////////

0,30

> 0,50

H+ Cmolc/dm3

///

5,0 – 2,6

Até 2,5

>  5,0

Matéria Orgânica (M.O.) %

< 1,5

1,5 – 2,0

2,0 – 3,0

>  3,0

M

A

C

R

O

N

U

T

 

P  ppm

<  10

10  -  20

20  -  30

>  30

K+ - Cmolc/dm3

       % da CTC

< 0,15

-

0,15  -  0,30

< 3

0,20 – 0,30

3  -  5%

> 0,30

> 5%

Ca++ - Cmolc/dm3

           % da CTC

< 2,0

-

2,0  -  3,0

< 40

3,0  -  5,0

40 – 60

> 5,0

> 60

Mg++ - Cmolc/dm3

            % da CTC

< 0,50

-

0,50 – 1,00

< 15

1,00 – 1,50

15 – 20

>  1,5

>  20

S ppm

< 5

5  -  10

10 – 20

>  20

M

 I

C

R

O

 

Zn ppm

< 2

2 - 4

4 - 6

>  6

B ppm

< 0,5

0,5 – 1,0

1,0  -  2,0

> 2,0

Cu ppm

< 0,5

0,5 – 1,5

1,6  -  10

>  10

Mn ppm

< 10

10 - 50

50 - 100

>  100

Fe ppm

< 10

10  -  20

20 - 40

>  40

F

E

R

T

.

S (K + Mg + Ca) -Cmolc/dm3

< 2,5

2,5  -  3,5

3,5 -  5,0

>  5,0

CTC (S + H + Al)- Cmolc/dm3

< 5,0

5,0  -  8,0

8,0  -  15,0

> 15,0

V % (ind. sat. bases)

< 40

40  -  50

50  -  60

>  60

     Transformações: 1 Cmolc/dm3 =1 meq/100g = 10  mmolc/dm3

                                        % = dag/kg,        ppm = mg/dm3

Município: 
São Sebastião do Paraiso
Estado: 
MG
si tem algum problema

 

Resposta:

Senhor Valdinei, pode sim aplicar, pois não existe uma incompatibilidade. Um, apenas, diminui um pouco a absorção do outro, mas não a ponto de prejudicar a correção dos mesmos. Lembramos que a aplicação do boro é indicada e mais eficiente na via solo. Matiello

Município: 
São Sebastião da Grama
Estado: 
SP
Olá Prezados Senhores, Gostaria de uma planilha com os comparativos e níveis adequados para o padrão foliar, para uma lavoura em produção;

 

Resposta:

Senhor Daniel, pergunta sobre uma planilha, com os comparativos e níveis adequados, para o padrão foliar, para uma lavoura em produção. Nós informamos que temos o que chamamos de níveis foliares em 3 faixas, com deficiência, limiar e adequada, conforme tabela que anexamos. No entanto, não existe uma ligação direta, ou seja, um modo de indicar a adubação com base nos níveis foliares, isto por que eles dependem da época de amostragem das folhas, dependem da carga pendente etc. A adubação de produção do cafeeiro é baseada na produtividade, para repor o que a planta precisa, para suportar a carga. Em seguida se faz ajustes conforme a disponibilidade ou as reservas no solo, se ajusta , ainda,conforme o aproveitamento dos adubos etc. A análise foliar auxilia mas não dirige a recomendação. No seu caso, encaminhou resultados de análise foliar, de várias áreas, sendo ela efetuada com data de inicio de março, quando a granação dos frutos, especialmente neste ano, está adiantada. Deste modo, muitos nutrientes foram translocados para os frutos, com certeza em talhões de alta produção, e , assim, aparecem muitos resultados com deficiência. Matiello

Padrões para avaliação de resultados de análise foliar do cafeeiro.

Nutrientes

Escala Nutricional

Deficiente(c/sintomas)

Limiar

Adequada

N (%)

P (%)

K (%)

Mg (%)

Ca (%)

S (%)

Zn (ppm)

B (ppm)

Cu (ppm)

Mn (ppm)

Fe (ppm)

Mo (ppm)

< 2,5

< 0,05

< 1,2

< 0,2

< 0,5

< 0,05

< 7

< 30

< 4

< 30

< 50

-

3,0

0,12

1,8

0,35

1,0

0,15

10

40

8

50

70

0,1

3,0-3,5

0,12-0,15

1,8-2,3

0,35-0,5

1,0-1,5

0,15-0,20

10-20

40-80

8-30

50-200

70-200

-

 

 

Município: 
Manhuaçu
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Danilo, é difícil responder a sua pergunta com exatidão, pois o critério de indicação de adubação, com base nos dados de análise foliar, não foi testado na prática. Assim, os resultados de análise foliar são apenas indicativos de deficiências ou suficiências, os quais, no entanto, devem ser considerados em relação à carga de frutos da lavoura. Matiello

Município: 
Manhuaçu
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Geraldo, o senhor diz que comprou  uma área com 12 ha de café de um vizinho e ele nunca fez análise de solo, mas todo ano aplicou calcário e adubo 20 -05- 15. Agora a lavoura está amarelada e o Técnico daí disse que era deficiência de manganês. De fato, pela foto que enviou pode-se ver que o amarelecimento é típico dessa deficiência, a qual, provavelmente, deve-se ao excesso de calagem. Assim, para corrigir, alem de parar de aplicar calcário, por enquanto, deve usar o manganês adicionado a todas as pulverizações que fizer, pois via solo o nutriente não atua bem. Pode usar o sulfato manganoso, a 0,5-1,0% na calda. Com o tempo o próprio adubo que vai usar, como ureia e outros, vai re-acidificar o solo e a tendência é diminuir a deficiência. Outra causa  que pode levar a deficiência de manganês e ao amarelecimento das plantas é um possível ataque forte de pragas das raízes. Verifique se não existe ataque de cigarras, mosca das raízes e nematoides. Matiello

Município: 
Patrocinio
Estado: 
MG
Em um dos congressos de café tinha visto falar sobre o uso deste produto, fiquei meio intrigado.....não acreditei no que o produto é capaz de fazer. A questão é que o pessoal aqui em minha região está falando muito disso e alguns produtores já estão usando(Eu ainda não). Gostaria de uma explicação de como um produto que se aplica 2,0 kg/ha(0,2g/m²)faz todo este milagre de aumentar e equilibraras atividades microbiológicas do solo,acelera a mineralização da biomassa,Libera fósforo fixado,aumenta e reorganiza população de microrganismos do solo,otimiza o uso de fertilizante e ainda aumenta até 6 sacos de café por ha. Isso está me parecendo a mesma história do calcário líquido em que 5,0 litros substitui 1,0 ton de calcário.

 

Resposta:

Senhor Rogério, embora tenhamos, com mais profundidade, apenas uma pesquisa em cafeeiros, na qual foram computadas 4 safras colhidas, nela verificou-se um acréscimo produtivo significativo pelo uso do Penergeit. Sua função é ativar o sistema biológico do solo e, com isso, promover o melhor aproveitamento de nutrientes, como o P e o K. Como é uma coisa nova, com sistema de resposta ainda pouco esclarecido, de fato é difícil a compreensão dos resultados. Por outro lado, em outras culturas, como a soja, já existem resultados bons com maior numero de pesquisas, assim como o produto é bem aceito na agricultura em outros países. Deste modo, é claro que temos que ficar surpresos com os resultados e, caso queira, aconselhamos fazer uma pequena área de prova, ou, então, aguardar resultados de outros trabalhos em andamento. Matiello

Município: 
Jacutinga
Estado: 
MG
Conversando com ele, em novembro, foi feita uma aplicação de roundup com o mato alto, a principio achei que era intoxicação, mas visto o Mn tão alto tenho minhas dúvidas, o restante da analise foliar é, N=34,58, P=1,43, Ca=9, Mg=2,71, S=3, (g/Kg) B=33,25, Cu=12,5, Fe=66,41, Mn=1470,55, Zn=11,5 (mg/Kg).

 

Resposta:

Senhor Antonio, este teor muito alto de Mn não é nada comum. Talvez tenha sido aplicado algum adubo foliar e a análise pegou, na verdade, o resíduo do produto. Veja, ainda, que as condições para deficiência de ferro são as mesmas que induzem deficiência de manganês, portanto algo está errado, ou o resultado da análise ou a deficiência não está bem caracterizada, podendo, no caso dos sintomas se situarem nas folhas mais próximas do chão serem o efeito de deriva de glifosato. Aconselhamos fazer nova análise, pedindo para que seja feita a lavagem das folhas antes. Matiello

Município: 
Boa esperança
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Geraldo,

A dose de magnésio a usar em uma lavoura depende do exame dos resultados da análise do solo, para ver o teor disponível deste nutriente e sua relação com o cálcio e o potássio. No entanto,  pode-se sugerir a aplicação com base no critério de necessidade das plantas.  A pesquisa mostrou que a necessidade do cafeeiro, para vegetar e produzir uma saca de café, é de  1,9 kg de MgO. Assim, vamos dizer que sua lavoura esteja produzindo 40 scs por ha, o senhor precisaria aplicar 76 kg de MgO por ha. O óxido de magnésio disponível no mercado tem cerca de 94% de MgO, portanto poderia usar  cerca de 90 kg por ha. Acontece que a disponibilidade do óxido não ocorre imediatamente, assim indicaríamos aplicar cerca de 30% a mais, ou seja, cerca de 120 kg de Óxido de magnésio 94% por ha. Veja que o óxido é efetivo em solos com pH mais ácido, abaixo de cerca de pH6,0.  Veja, ainda, se o teor de potássio não se encontra muito alto, pois, caso esteja, seria preciso reduzir sua aplicação, por um curto prazo, para auxiliar na volta ao equilíbrio desejado. Matiello

Município: 
Jacutinga
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Antonio,

Olha a experiência existente sobre a recomendação de adubação, os padrões, está toda baseada no uso da retirada nutricional do cafeeiro, para vegetação e produção, e nos níveis de suficiência, no solo e complemento de análise foliar, esta, apenas, para verificar alguns problemas eventuais. Assim ocorre para a cultura cafeeira, como para a citricultura. Não se tem experiências de aplicação prática do sistema dris. Veja que a própria análise foliar do cafeeiro vem tendo papel secundário, pois varia muito se a lavoura está ou não com carga, com a época de sua retirada, com o uso de pulverização etc. Nós, no caso do DRIS não temos visto ninguém usar na prática, sendo que, nos últimos 10 anos,  nenhum trabalho de pesquisa foi divulgado sobre o sistema Dris em café.  Matiello

Município: 
Santana da Vargem
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Renato,

Nunca fizemos uma pesquisa para testar a possibilidade de tirar folhas, para análise, de lados das linhas e não dos lados de cada linha. No entanto, a lógica mostra que deve funcionar igual, pois como vão ser  tomadas folhas de muitas plantas, o importante é ter de lados diferentes das plantas, pois um lado pode bater mais sol, ou estar mais carregado. Assim, nosso entendimento é que pode sim tirar dos dois lados das linhas de café caminhando numa só rua. Veja que, no talhão, deve trocar de ruas, várias vezes, para representar melhor toda a área que pretende amostrar. Matiello

Município: 
Pratinha
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Silvio,

Como disse que viu os resultados das pesquisas, elas deram resultados bons na correção do magnésio, com o uso do Serpentinito, uma rocha que contem 25-40% de magnésio, na forma de um pó fino, obtido pela moagem, que é basicamente um silicato de magnésio. O material que testamos foi fornecido pela empresa produtora do pó de Serpentinito a “Pedras Congonhas”, a qual, buscando por este nome, você poderá encontrar o site e o endereço da mesma na internet. (contato@pedrascongonhas.com.br). A Sede da Empresa fica em BH. Matiello

Município: 
Piata
Estado: 
BA

 

Resposta:

Senhor Jordan, em cafezais de sequeiro se indica adubar cerca de 4 vezes ao ano, entre novembro e março, com chuvas e quando o café cresce e frutifica. Matiello

Município: 
Espirito Santo do Pinhal
Estado: 
SP
o produto tem a seguinte formula. Fertilizante mineral misto garantias: soluveis em agua p/p N 15,00% - P205 36,00% -CU 0,40% (p/v(g/L)): N 208,5 - P205 500,40 - CU 5,50 contem acido fosforoso natureza fisica: soluçao verdadeira densidade: 1,39 qual sao os resultados esperados para aplicaçao em cafeeiros em formaçao, de trinta dias pos plantio ate 2,5 anos? e qual dosagem mais indicada para essa faze?

 

Resposta:

Senhor João,

Em sua exposição diz que tem o produto com as características de  Fertilizante mineral misto com 15%  de N, 36% de P205  e 0,4% de cobre e quer aplicar em cafeeiros jovens, desde o pós-plantio. Nós esclarecemos dizendo que mal não faz, mas, desde que venha utilizando uma boa adubação de solo, onde entram adubos com macro-nutrientes, como o fósforo, já usado no sulco de plantio, o nitrogênio e o potássio em cobeertura, este suplemento de NP via foliar se torna supérfluo. Quanto ao cobre seria melhor usar um cobre fungicida e não um cobre solúvel, assim misturaria, no foliar normal, onde entra o zinco e boro, cerca de 0,4% de um cobre fungicida, à base de oxicloreto de cobre, óxido cuproso, hidróxido e outros. Matiello

Município: 
JACUTINGA
Estado: 
MG
A princípio tinha certeza que era deficiência de magnésio, mas andando na lavoura achei algumas folhas novas com o mesmo sintoma, ai fiquei na dúvida, por isso peço a ajuda de vocês.

 

Resposta:

Senhor António,

Sim, esse amarelecimento entre as nervuras das folhas velhas é devido à deficiência de magnésio. As nervuras das folhas permanecem verdes. Matiello

Município: 
Patos de Minas
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor José,

Dos produtos listados, não vemos problemas em relação à ordem de adição no tanque de pulverização, este já cheio de água.. Apenas, deve ter o cuidado, no caso dos produtos sólidos ou em pó, fazer uma dissolução prévia em um menor volume de água, antes de colocar no tanque do equipamento. Tem sido observado que, quando se usa óleo, para melhorar a ação de alguns produtos, que este deve, preliminarmente, ser incorporado ao produto a proteger, antes de colocar no tanque. Outro cuidado na operação é deixar o pulverizador ligado, com seu agitador ou retorno funcionando para ir fazendo a mistura e homogeinização da calda, antes de iniciar a aplicação. Matiello

Município: 
Andradas
Estado: 
MG
em minha regiao tem se usado muito aplicar esses produtos no solo, eu notei q ao fazer analise do solo, ao aplicar boro e o zinco no mesmo nao vejo resultado de correçao, ao contrario de quando se aplica em po que corrige e falta no nutriente no solo. existe uma algum tipo de enganaçao, ou realmente produtos em liquido nao corrigem a carencia do solo?

 

Resposta:

Senhor Marcos,

Em sua pergunta coloca que na  região tem havido muitas aplicações de boro e zinco no solo, pela via liquida e notou, ao fazer analise do solo, que não aparecem bons resultados, ao contrário de quando  aplica em pó. Por isso pergunta se existe algum tipo de enganação, ou realmente, se  produtos em liquido não corrigem a carência. 

Nossa resposta vai,primeiro, separando os 2 nutrientes. No caso do zinco, pelo fato do mesmo caminhar muito pouco em profundidade no solo, em áreas argilosas, o mesmo não deve ser usado no solo, em cobertura, em lavouras adultas, seja pela via liquida ou sólida.

No caso do boro ele funciona bem melhor na via solo. Assim, desde que bem distribuído na região da área radicular do cafeeiro, ele funciona tanto na via liquida quanto na sólida. O que pode estar acontecendo é em relação à dose de boro aplicada, a qual deve ser se situar em torno de 2,5-4,0 kg do elemento por ha.

O boro, na via liquida, vem sendo bastante usado, ultimamente, pois aproveita a aplicação do  inseticida-fungicida no solo, via drench. Talvez pela aplicação do drench ser feita mais perto do tronco  a análise do solo , feita com a terra retirada mais fora da saia, não esteja detectando bem  o nutriente.  Como já dito anteriormente, repare bem a forma e a dose de boro a ser usada, para suprir aquilo que o cafeeiro precisa. Veja, também, se usa a análise foliar do cafeeiro, pois esta seria mais adequada para pegar o que, realmente, está acontecendo. Matiello

Município: 
Santa Maria de Jetiba
Estado: 
ES
ola tudo bem, gostaria de saber mais informaçoes sobre o adubo da yara a base de nitrato,pois aqui na regiao os tecnicos so indica esse tipo de adubo para lavoura de cafe arabica,eles garante que o adubo a base de nitrato nao tem perca igual o de ureia,gostaria de saber a opiniao de vcs do procafe? e quantos dias o adubo aguenta na terra sem chuva?

 

Resposta:

Senhor Henry,

O nitrogênio contido em fórmulas de adubos cuja base seja o nitrato de amonea tem a vantagem de perda menor, pois não volatiliza a amônia, como pode ocorrer, em parte , com aqueles onde o nitrogenio vem da Uréia. Assim, a adubação pode ser feita mesmo com o solo seco e demorar bastante, alguns meses, sem perda. Assim em áreas montanhosas e em propriedades maiores, muitas vezes se torna vantajoso o uso de adubos com nitrato ou a aquisição do Nitrato de Amonia isolado. Ocorre, no entanto, que o nitrogênio dele fica mais caro do que o da Uréia, e, neste caso, podendo adubar com solo sob chuva, onde quase não ocorre perda de ureia pode-se economizar. Então, conclui-se que se pode ter 2 alternativas, sendo o Nitrato prioritário para épocas de pouca chuva. Matiello

Município: 
Poços de Caldas
Estado: 
MG
tenho 8sacos de adudo 08-28-16, que sobrou do plantio de milho, gostaria de saber se posso jogar ele na cova de cafe antes do plantio? Se acaso sim, qual a quantidade ideal? A terra esta corrigida de acordo com a analise e a engenheiro da emater me mandou jogar 300g de super simples(00-18-00) na cova e misturar bem, posso trocar pelo 08-28-16? att jose carlos dos santos

 

Resposta:

Senhor Jose,

Você diz que possui um resto de adubo da fórmula 08-28-16, que sobrou do plantio de milho e gostaria de usar na cova de café antes do plantio. O Agrônomo local te indicou 300 g do superfosfato simples (18% de P2O5). Respondemos que pode sim, pois a fórmula é rica em fósforo, até mais que o superfosfato. Neste caso você poderia usar 200 g dessa fórmula por cova ou metro de sulco. Misture bem com a terra, pois como a fórmula é rica em potássio, esse adubo poderia queimar as raízes se não ficar diluído na terra. Veja que como vai colocar este potássio no plantio, não precisa usar o mesmo em cobertura, no pós planto. Matielllo

Município: 
Santo Antônio do Jardim
Estado: 
SP
Se for, qual a quantidade do produto para cada 100 L de água? Quanto ML da calda para cada pé de café? Em que época realizar a adubação? Desde já agradeço.

 

Resposta:

Sr Antonio,

O senhor complementa sua pergunta sobre o uso de turfa liquida, querendo saber a  quantidade do produto e a época de aplicação. Nós informamos que a turfa possui ácidos humicos e fúlvicos, que podem auxiliar na liberação de fósforo presente sob  formas que se encontram insolúveis no solo.  No  entanto, não existem , ainda, trabalhos de pesquisa que mostrem, com clareza, a importância da aplicação de turfa em cafeeiros. Deste modo, até que tenhamos informações seguras, nós não aconselhamos o seu uso. Veja que a decomposição da folhagem dos cafeeiros, a cada ano, sob a saia das plantas, também leva à produção dos ácidos húmicos. O esterco a palha de café etc, adubos orgânicos disponíveis nas propriedades, igualmente levam à formação desses ácidos, no processo de sua decomposição, alem desses adubos levarem, também, nutrientes importantes para o cafeeiro.

Município: 
Pocrane
Estado: 
MG
Posso misturar nitrato de magnesio com um p de fertirrigação soluvel em agua. O nitrato de Mg tem algum antagonismo com algum nutriente.

 

Resposta:

Senhor Fernando,

Não vemos  problema na  mistura de Nitrato de Magnésio com um Fósforo solúvel como o MAP , mas se recomenda fazer uma pré diluição de ambos para depois fazer a mistura.Matiello e M.L. Carvalho

Município: 
.
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Augusto,

Em sua exposição diz que é recém formado em Agronomia e adquiriu o livro Cultura de Café no Brasil. Diz que ao consultar a parte de adubação percebeu que a tabela, construída para recomendação de adubo, leva em consideração somente o K no solo e não na CTC. Acrescenta que realizou os cálculos de ambas as maneiras e teve diferença de resultado. Pelo livro eu poderia descartar a adubação potássica, já olhando pela % K na CTC eu devo jogar. Pergunta qual deve seguir.  

Talvez não ficou muito claro no livro, porem, a tabela possui os níveis adequados de K tanto como números absolutos (em cmol ou ppm) como em relação à percentagem na CTC. Olhar as duas coisas é importante, a relação um pouco mais. Se a CTC do solo for alta, mais de 8-10 é lógico que fica mais difícil, com a mesma quantidade de K disponível, atingir aos níveis relativos de 3% ou mais, que dispensaria a adubação potássica. Nessa condição se o nivel de K estiver acima de 120 ppm, mesmo não atingindo 3% pode deixar de colocar o K, principalmente se o Mg na CTC estiver abaixo de 12%, pois, ao contrário, pelo desequilíbrio, o efeito do aumento do potássio, sem antes corrigir o Mg seria danoso.  Matiello 

Município: 
JACUTINGA
Estado: 
MG
O POTÁSSIO, DE ACORDO COM MINHAS PESQUISAS DEVE SER COLOCADO O QUANTO ANTES, PARA ESTAR TODO DISPONIVEL ATÉ JANEIRO, E AINDA SERIA BOM COLOCAR BASTANTE NA 1 ADUBAÇÃO.

 

Resposta: 

Senhor Antonio Marcos,

Você cita  que   de acordo com suas pesquisas o potássio deve ser colocado o quanto antes, para estar todo disponível até janeiro, e ainda seria bom colocar bastante na primeira adubação. 

Voce tem razão em parte, podendo, até, o potássio ser colocado de uma só vez, no início do período chuvoso. No entanto, caso ele seja aplicado em fórmulas, como a 20-05-20 ou outras similares, ele vai ser dividido em cerca de 3 vezes sem problemas. No caso, como as adubações vem sendo usadas em anos sucessivos e como o potássio se acumula bem no solo, as reservas disponíveis fazem com que este efeito de época não seja tão importante. Matiello

Município: 
manhuaçu
Estado: 
MG
sou da zona da mata de minas gerais (Manhuaçu-MG), região montanhosa, de propriedades de altas altitudes, tenho necessitado, de acordo com a analise de solo de calagens anuais. Gostaria de saber se há uma alternativa segura para não repetir o procedimento anual. Ouvi falar que o uso de gesso agricola na região é perigoso devido a translocação de potassio.

 

Resposta: 

Senhor Cristiano,

Em sua pergunta diz ser da região de Manhuaçu, de cafeicultura de montanha e tem necessitado fazer calagens anuais. Ainda diz que tem ouvido falar que o uso do gesso transloca o potássio.

Pois bem, as análises de solo estão indicando a necessidade de calagem continuada, pois o calcário comum, usado em cobertura, não faz efeito a curto prazo. A segunda razão seria que, mesmo se fizesse esse bom efeito logo, a adubação normal  NPK que usa acaba acidificando novamente o solo.
Assim, considerando essas duas razões,  você teria 2 alternativas. A primeira seria usar uma cal dolomitica,  que corrige rápido o solo. A segunda seria  fazer calagens ,com o calcário comum, apenas a cada 2 anos, dando tempo para que houvesse a reação do mesmo no solo. Alem disso, caso sua lavoura seja em espaçamento um pouco mais aberto e/ou a lavoura ainda estiver nova, você pode economizar usando o calcário apenas numa faixa, junto à linha de cafeeiros. Tudo isto leva em conta que aplicar calcário na montanha dá bastante trabalho.

Sobre o gesso, de fato deve-se ter cuidado, pois o seu uso tende a desequilibrar para o magnéso já que aumenta muito o teor de cálcio. Deste mod, ele deve ser usado se existir alumínio alto na camada de 20-40cm ou seja em profundidade. Mesmo assim, combinar com o uso de fonte de magnésio. Matiello

 

Município: 
Manhuaçu
Estado: 
MG
Tenho visto que a aplicação do agrossílicio esta se tornando habitual pelos agricultores de café na regiao de Manhuaçu. No entanto, fico com duvidas se posso fazê-lo com segurança em solos textura media, e altitudes elevadas como é o caso do meu sitio a cerca de 950m de altitude.

 

Resposta:

Senhor Cristiano, em seu comentário sobre sua indagação diz que tem visto que a aplicação do agro-sílicio está se tornando habitual pelos agricultores de café na região de Manhuaçu. No entanto, fica com duvidas se pode fazê-lo com segurança em solos textura media, e altitudes elevadas como é o caso do seeu sitio a cerca de 950m de altitude. 

Em resposta explicamos que o agro-silicio tem origem no processo de produção de aço, sendo uma escória do processo. Ele possui cálcio e magnésio oriundos do calcário ou cal dolomitica que entrou no processo siderúrgico. Os resultados de pesquisa mostram que ele atua como um calcário comum. Portanto substitui o mesmo e pode sim ser usado. Matiello 

Município: 
Campos Altos
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor João,

Na realidade, os calcários comuns, obtidos pela moagem da rocha calcária, são compostos por carbonatos, de cálcio e de magnésio, alem de algumas impurezas. No solo, com a ação de ácidos orgânicos, naturais do terreno, são liberados os óxidos, esses absorvidos. Por causa dessa liberação lenta também é lenta a ação desses calcários, especialmente quando aplicados em cobertura, situação que ocorre pouco contato do calcário aplicado, com a terra.Matiello

Município: 
Santa Rita do Sapucaí
Estado: 
MG
Sou cafeicultor de área de montanha e temos grandes dificuldades de aplicação de adubações foliares. Dessa forma gostaria de aproveitar as aplicações via drench (fungicida e inseticida) para aplicar alguns micros. Existe algum produto já testado e aprovado? Especificamente sobre o Boro, há alguma recomendação? Hoje em dia há a febre dos Organominerais, seriam bem aproveitados via drench?

 

Resposta:

Senhor Lucas,

O unico micro-nutriente que responde bem quando aplicado em cobertura, em solos argilosos, se deslocando rapidamente em profundidade, condicionando boa absorção pelas raízes, é o boro. Este já vem sendo usado, com sucesso, em forma de drench, junto com os fungicidas inseticidas. A fonte deste micro-nutriente pode variar, a mais comum é o ácido bórico, mas existem formulações já líquidas, o senhor devendo pesquisar o custo beneficio delas.Matiello 

Município: 
Jacutinga
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Antonio,

De inicio dizemos que não existe uma tabela de padrões de interpretação de análise de solo por método de resina para o cafeeiro. O que temos é que para o fósforo, quando se tem apenas o dado de P por resina, adotamos, mais ou menos que o P pelo método Mehlich se situa em cerca de 2-2,2 vezes a menos, e, com isso, fazemos uma correlação. Para o K não temos essa correlação.

Outra coisa. Veja que o método de resina é tipo um modismo e que em outros países não se adota ou apenas para certas finalidades, não devendo, assim, trazer ao senhor, melhorias adicionais na sua indicação de adubação. Matiello

Anexo: 
Município: 
São João do Manhuaçu
Estado: 
MG
Gostaria de saber qual seria a recomendação da cal dolomítica Oxyfertil 4824(CaO/MgO) para a análise de solo em questão. O magnésio desta lavoura sempre foi baixo e como ela está preparada para próxima safra(60 a 70 sc/ha) gostaria de fazer esta correção de magnésio e acidez.

 

Resposta:

Senhor Fernando,

Em sua pergunta você diz que gostaria de saber qual seria a recomendação da cal dolomítica Oxyfertil 4824(CaO/MgO) para a análise de solo em questão. O magnésio desta lavoura sempre foi baixo e como ela está preparada para próxima safra(60 a 70 scs/ha) gostaria de fazer esta correção de magnésio e da acidez. 

A sua análise não veio anexada, porem posso lhe adiantar que a falta de magnésio, de fato é problemática, como diz, e sua correção pode, sim, ser feita, a curto prazo, com o fornecimento da cal dolomitica apagada, como é o produto que quer usar. Quanto à dose você pode usar cerca de 40% em relação à dosagem calculada para a calagem. Pode, ainda, como a aplicação vai ser feita sob a saia, apenas na área da linha de cafeeiros, usar uma meia dose, ou seria mais ou menos 20% da dose de calcário indicada na área total. Esta dose, no entanto, para suprir o Magnésio, precisaria ser de cerca de 80 Kg de MgO por ha. Como o seu produto tem 24% de MgO o Sr precisaria usar a dose mínima de  350-400 kg por ha, como disse localizada na área da linha dos cafeeiros (bem esparramada nessa área). Matiello

Município: 
Rio Paranaíba
Estado: 
MG
Em um estágio vi analises indicando ate 250 mg/dm³ de K e consultores indicando a dose normal desse nutriente(em torno de 220 Kg/ha para uma produtividade de 30 sacas), gostaria de saber se os valores para interpretação na cultura do café são diferentes das outras culturas que acima de 120 mg/dm³ ja esta alto,e se com esses teores no solo poderia reduzir ou eliminar a adubação com K, e o porque desses teores tão altos na cultura do café? Desde já agradeço!

 

Resposta:

Senhor Breno,

Na justificativa de sua pergunta o senhor diz que e um estágio viu analises indicando ate 250 mg/dm³ de K e consultores indicando a dose normal desse nutriente (em torno de 220 Kg/ha para uma produtividade de 30 sacas). Por  isso diz que gostaria de saber se os valores para interpretação na cultura do café são diferentes das outras culturas que acima de 120 mg/dm³ já esta alto,e se com esses teores no solo poderia reduzir ou eliminar a adubação com K, e o porque desses teores tão altos na cultura do café?

De fato sua observação está perfeita. Para a lavoura cafeeira consideramos sim o limite de 120 ppm e, em certos casos, vimos que este nível  pode ser até menor – de 80-100 ppm, visto que o potássio se acumula em profundidade  no solo e as raízes do cafeeiro podem explorar maior profundidade do solo , e, assim, podem contar com um suprimento grande do nutriente, maior até do que aquele para culturas anuais.

Os valores elevados de K no solo são decorrência de aplicações anuais, sucessivas, de fórmulas ricas em K, como a 25-00-25, sem levar em conta o teor de K presente no solo. Com isso, alem de gastos maiores, pode-se provocar desequilíbrio com Ca e Mg, especialmente com este último.

Em resumo, quando os teores de K no solo estiverem altos, o melhor a fazer é eliminar ou reduzir a  adubação  potassica. Matiello 

Município: 
.
Estado: 
MG
E uma outra coisa, se eu aplicar 2 ton/ha de calcário no ano anterior e no ano posterior ainda o solo estiver ácido, devo repetir esse calcário?

 

Resposta:

Senhor Carlos,

Nós indicamos a análise de 0-20 cm, pois só pra ela, pra essa profundidade, existem  os padrões de recomendação.

Sobre o calcário comum em cobertura, nas lavouras de café, quase sempre, os resultados voltam a indicar a necessidade no ano seguinte. Em parte por que se usa adubos ácidos, que formam  a acidez fisiológica, ou seja, em função da adubação. Alem disso, o que temos visto é uma pequena reação ou solubilização do calcário comum, na aplicação em cobertura, como se faz em lavouras adultas. Deste modo, você teria que re-aplicar sim. Mas, o melhor tem sido, nesses casos, optar por uma cal dolomitica, ou seja, o calcário que foi calcinado, neste caso de forma mais reativa no curto prazo. Isto tem sido possível com o uso de cerca de 30% da dose indicada para o calcário comum. Matiello.

Município: 
Ituiutaba
Estado: 
MG
Nas 15 ha que possuo utilizo as tabelas contidas na 5º aproximação, gostaria de saber se este ainda pode ser ainda utilizado atualmente.. Desde já obrigado e Parabéns pelo espaço dado as dúvidas

 

Resposta:

Senhor Wagner,

Na sua exposição você diz que possui  15 ha de lavouras de café e  utiliza as tabelas contidas na 5º aproximação no cálculo da adubação. Diz que  gostaria de saber se este ainda pode ser utilizado atualmente e pede pra falar sobre a adubação modular.

A adubação modular, como as demais, leva em conta a extração de nutrientes pelo cafeeiro, para vegetar  e produzir. Ela também representa uma  tabela, só que em quantidade de nutrientes já calculada para cada 10 sacas por ha produzidas.

A nossa indicação(Manual de recomendações da Cultura do café no Brasil) é, igualmente, baseada na exportação de nutrientes para a vegetação e produção. Ela utiliza o fator de cerca de 6,2 kg de N, 0,6 kg de P e 5,9 kg de K por cada saca de produção esperada. Depois acrescenta uma pequena percentagem, a mais, pela perda.   Com isso chegamos a uma tabela básica que anexamos, onde para um padrão de lavoura, aqui caracterizado pelo seu nível normal de produtividade, indicamos os níveis de nutrientes necessários.  No final basta considerar um ajuste pela região, se muito fria ou muito quente e pelo espaçamento, e, ainda considerar e descontar pelo que o solo possui.

 

Níveis básicos de NPK indicados para cafezais adultos, de acordo com seus níveis de produtividade.

Produtividade básica

(scs/ha)

Nutrientes indicados kg/ha (*)

N

P205

K20

20 sacas

30 sacas

40 sacas

50 sacas

60 sacas

120-160

180-240

250-310

310-390

380-470

15-20

18-40

25-50

30-60

40-80

120-130

170-220

240-270

300-330

360-400

(*) Estes níveis básicos devem ser ajustados de acordo com a análise de solos para PK considerando, ainda, a textura do solo, onde os arenosos exigem mais NK e, também, as condições climáticas, em áreas quentes devendo-se acrescer 15-20% de N e em áreas frias 10-15% menos de N. Caso seja possível, ajustar os 2 últimos parcelamentos de N conforme a análise foliar.

Município: 
Jacutinga
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Antônio,

Geralmente o único micro-nutriente que responde melhor na pré e pós-florada é o boro. Mesmo assim, sua aplicação é indicada mais na via solo, para ser absorvido pelas raízes, no ciclo agrícola da lavoura, e, assim, na época da florada  as plantas já estariam com níveis adequados.  Com amino-ácidos ainda não temos pesquisas suficientes para sua indicação segura. Matiello

Município: 
Jacutinga
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Antonio,

De inicio dizemos que não existe uma tabela de padrões de interpretação de análise de solo por método de resina para o cafeeiro. O que temos é que para o fósforo, quando se tem apenas o dado de P por resina, adotamos, mais ou menos que o P pelo método Mehlich se situa em cerca de 2-2,2 vezes a menos, e, com isso, fazemos uma correlação. Para o K não temos essa correlação. Outra coisa. Veja que o método de resina é tipo um modismo e que em outros países não se adota ou apenas para certas finalidades, não devendo, assim, trazer ao senhor, melhorias adicionais na sua indicação de adubação. Matiello

 

Município: 
Muzambinho
Estado: 
MG
Na tabela, tem os níveis de produtividade e as respectivas recomendações de doses de N, P e K para cada nível de produtividade, e as doses tem uma faixa de variação, nesse caso, como devo utilizá-la corretamente, o que devo considerar?

 

Resposta:

Senhor Federico,

Em suas considerações você coloca que, na tabela que fornecemos, os índices de NPK, correspondentes aos níveis de produtividade das lavouras, variam em uma faixa. Pergunta como adota-los.

Veja que a referida tabela foi calculada tomando por base a necessidade do cafeeiro, para vegetar e produzir, vendo-se que cada saca consome cerca de 6 kg de N, 0,6 kg de P e 5,9 kg de K. Sobre este cálculo adicionamos cerca de 30% que se referem a um adicional por perdas na disponibilização dos nutrientes para as plantas. A indicação de uma faixa, na referida tabela, foi feita pelo conhecimento prático de que na biologia a matemática não funciona.

Assim você deve usar o bom senso. Caso a lavoura tenha um bom potencial produtivo, sendo uma boa lavoura, que pode responder, você deve usar o limite superior da faixa e, ao contrário, você pode adotar o limite inferior nos casos de uma lavoura pouco responsiva. O mesmo você pode adotar com relação ao tipo do produtor, se de melhor nível tecnológico e dispor de recursos deve indicar  o limite superior, pois você puxaria a produtividade da lavoura pra cima, aumentando o seu potencial produtivo, a médio prazo. Matiello

Município: 
Araponga
Estado: 
MG
Tenho uma área aqui na fazenda em que o solo é mais arenoso que está ocorrendo em algumas plantas o sintoma de folhas mais novas com tamanho reduzido e amareladas. Não é generalizado, são manchas na lavoura, seria deficiência de enxofre? O que posso fazer?

 

Resposta:

Senhor Ricardo,

A deficiência de enxofre raramente aparece em cafeeiros, seja pela suficiência do solo nesse nutriente, seja pelo suprimento do nutriente, através da matéria orgânica, ou pelas chuvas ou por adubos.

Deste modo, verifique outras hipóteses para o amarelecimento da folhagem nova, podendo ser por deficiência de manganês, por excesso de calcário em certos pontos, podendo ainda, haver efeito de frio. Matiello

Município: 
Lajinha
Estado: 
MG
qual seria a estimativa de variação percentual na assimilação dos nutrientes pelo cafeeiro em função do pH do solo.

 

Resposta:

Senhor Arlindo,

Com a melhoria do pH, subindo o mesmo para a faixa entre 5,6 e 6.5 promove-se o melhor aproveitamento da maioria dos nutrientes necessários ao cafeeiro. Com pH baixos, os nutrientes, no geral, menos os micro-nutrientes (Zn, B, Cu e Mn), são menos aproveitados. Incluo aqui um gráfico que mostra as curvas de aproveitamento de cada nutriente conforme o pH do solo. Matiello


Município: 
Ipatinga
Estado: 
MG
Nossa 3ª adubação já é bem complicada, e a 4ª quase impossível, devida à nossa condição climática. Sendo nosso solo argiloso na maioria das vezes, estamos fazendo apenas 3 adubações, conforme as previsões do serviço meteorológico. Tenho usado em nossa região o método da Comissão da Fertilidade do Solo complementado pela análise de folhas, mas sempre tenho a impressão de que estamos adubando à mais. Em todas as áreas tenho visto potássio sobrando, fósforo faltando (palestra do Allisson), lavouras muito enfolhadas, mas com pouca produção (Região de Capelinha), e Mg baixo em relação ao Ca.

 

Resposta:

 

Senhor Jesus

Na complementação da sua pergunta você diz que fica impossível fazer os 4 parcelamentos da adubação. Diz ainda que tem usado como base o método da Comissão da Fertilidade do Solo complementado pela análise de folhas, mas sempre tem a impressão de que está mos adubando a mais. Diz, ainda que tem visto, nas análises de solo, potássio sobrando, fósforo faltando , lavouras muito enfolhadas, mas com pouca produção (Região de Capelinha), e Mg baixo em relação ao Ca. 

Os seus problemas têm sido muito comuns, também em outras regiões. No caso você pode dividir a adubação em 3 parcelas, normalmente usada em inicio de novembro, final de dezembro e meados de fevereiro, assim poderá colocar a dose global desejada em condições de umidade das chuvas.

Quanto à dosagem dos nutrientes nós indicamos usar os parâmetros pela produtividade das lavouras, com o multiplicador de 6,2 para o N, 0,6 para o P e 5,9 para o K. Quando a situação for de lavoura já bem corrigida, basta usar os níveis para a produção, visto que a vegetação é atendida pela re-ciclagem da folhagem e outros resíduos do ano anterior. Nesse caso usar, para cada saca de produção estimada,  2,6 kg de N, 0,23 kg de P e 3,0 kg de K. Matiello

Município: 
Iapú
Estado: 
MG
Caros Professores Nas considerações finais do trabalho apresentado em Varginha (pelo Dr.Alysson), na semana passada, mostra a coleta sendo feita bem para dentro da projeção da saia, próximo ao pé. Acabo de fazer uma experiência coletando nestas duas áreas (na projeção, próximo ao pé, e na projeção, porém, nos limites da sombra), e os resultados foram surpreendentes, e completamente antagônicos. Na projeção, próximo ao caule: PH=4, P=40, K=64, Ca=2,8, Mg=0,38, Al=0,8, H+Al=8,6, S=11. Na projeção, próximo ao beco: PH=6.25, P=1,9, K=100, Ca=3,18, Mg=1.29, Al=0, H+Al=1,5, S=2. Nos meus estudos, em bibliografias consultadas, fala-se que o ponto ideal da coleta é na linha, na projeção da copa, pois aí tem uma média de onde se joga o adubo, e o que escorre com as chuvas. tenho aí, portanto, três possibilidades diferentes, com valores completamente diferentes de resultados. Este fato é real, e está acontecendo neste momento. Podem me ajudar? Um grande abraço, e muito obrigado.

 

Resposta:

Senhor Jésus,

O ponto ideal da coleta de amostra de solo para análise deve coincidir na faixa ou local onde é feita a adubação dos cafeeiros. Assim o local mais adequado deve coincidir na projeção da copa, próximo à saia do cafeeiro, alternando os lados da linha de cafeeiros.  Caso a lavoura seja em área declivosa deve-se tomar amostras do lado de cima e em baixo em relação ao declive. Matiello

Município: 
Patos de Minas - MG
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Bruno,

Para fazer a conversão solicitada basta multiplicar o valor que tem em Cmol pelos valores da última coluna da tabela em seguida.

Quanto às relações adequadas entre as bases, o normal é um numero em torno de 9 partes de cálcio, para 3 de magnésio para uma de potássio. No entanto essa relação pode ser até mais larga, de 20 pra 5 pra 1. Matiello


Município: 
Ipatinga
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Jésus,

Para as lavouras de café não existe, nas tabelas apropriadas para interpretação das análises, de solo ou de folhas, um nível de sódio considerado limiar, acima ou abaixo do qual seria tóxico ou deficiente.

 Problemas de sódio só tem ocorrido em locais com uso de  irrigação com água salobra (como em certas áreas da Bahia), ou em áreas muito próximas ao mar, ou, então, quando se usa adubo contendo sódio, como o Salitre do Chile (Nitrato de sódio)  em dose excessiva.

A toxidez de sódio se apresenta como uma queima forte na margem das folhas, começando pelas mais velhas, mas o problema pode ser eventual, pois, em casos de regiões que chove bem, o sódio se lixívia facilmente no solo, em profundidade. Por sua vez, a falta de sódio não tem sido relatada como problema em cafeeiros. Matiello e Alysson.

Município: 
Ipatinga
Estado: 
MG
Dados: PH=5,7/Al=0/H=6/V=49/K=180/Ca=4,5/Mg=1,18/S=7/P=16/MO=7?

 

Resposta:

Senhor  Jésus,

 A maneira de reduzir o hidrogênio (H+), que leva à acidez do solo, é desloca-lo com a hidroxila (OH-) e substituí-lo por bases alcalinas, como cálcio, magnésio e potássio. Isto se faz através de aplicações de corretivos, como o calcário. A indicação de um H+ adequado seria no valor de até 2,5 Cmoldm3, sendo aceitável de 2,6 a 5,0 e acima de 5,0 já seria alto. Matiello e Alysson.

Anexo: 
Município: 
Batatais
Estado: 
SP
Em um dos carreadores do cafezal havia algumas arvores e as linhas de café seguiam ate próximo a copa das mesmas. Como pode ser observado nas fotos o desenvolvimento das mudas ficou muito comprometido pela concorrência da arvore e a situação piorou bastante com a estiagem do inicio do ano de 2014. Agora a arvore já foi retirada e minha duvida é: será que essa faixa de mudas irá se recuperar e formar uma lavoura como as áreas que não foram afetadas pela presença das arvores? Há a necessidade de substituir essas plantas? A lavoura nas fotos tem hoje 2,5 anos.

 

Resposta:

Senhor Arthur,

A presença de uma linha de árvores na beira do carreador, de fato, tornou as plantas muito deficientes e mal desenvolvidas. Porem, tudo indica que a área, que agora está ruim, irá se recuperar normalmente após à eliminação das árvores, não precisando substituir essas plantas. No entanto, como as raízes das árvores consumiram a maior parte dos adubos da área sob as plantas de café, você  deverá fazer um bom reforço na nutrição desta área. Deve abrir um sulco próximo da linha de cafeeiros e alí colocar cerca de 300 g de superfosfato por metro, mais umas 300g de calcário, e, se possível, também uns 10 litros   de esterco por metro, depois pode cobrir. Quando iniciar o período quente pode iniciar com as adubações em cobertura, onde  pode colocar , por 4 vezes, de outubro a março, cerca de 80 g de fórmula 20-00-20 ou similar em cada metro de linha. No mais é adotar a pulverização normal, para correção de micro-nutrientes e os tratamentos normais para controle de pragas e doenças, conforme vem adotando no restante das áreas sem problemas. Matiello

Município: 
Campos Altos
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor João,

Em primeiro lugar é preciso saber quais os nutrientes que os fertilizantes foliares possuem, já que a adubação foliar é indicada para suprir micro-nutrientes, uma vez  que os macro-nutrientes, exigidos em grandes quantidades pelo cafeeiro, devem ser aplicados via solo.

A oferta de adubos organo-minerais tem crescido muito ultimamente, principalmente para uso via solo. Também existem, como diz, os organo-minerais via foliar. Em ambos os casos, eles são constituídos por uma combinação de materiais orgânicos e minerais, ou seja, é um tipo de material orgânico enriquecido com minerais.

Nos adubos organo-minerais foliares o mais comum é a combinação de ácidos humicos e fulvicos e amino ácidos com sais, com isso visando melhorar a absorção dos nutrientes.

Em formulações que contenham boas quantidades de nutrientes, no caso, mais importantes os micro, eles podem funcionar bem. No entanto, não se dispõe, até o momento, de  pesquisas suficientes para uma afirmação de que seriam melhores do que os minerais exclusivos. Assim, na dependencia do que cada um produto comercial contenha, o que deve ser examinado previamente, pode-se usar, indistintamente, um ou outro tipo, não havendo, com o conhecimento atual de que se dispõe, uma situação em que se deve preferir um ou outro. Não se deve esquecer a questão custo/beneficio. Matiello

 

Município: 
Manhuaçu
Estado: 
MG

 

Resposta:

O uso de cal dolomitica pode sim ser feito no plantio do cafeeiro, embora este uso não seja prioritário para esse tipo de corretivo, de rápida ação no solo. No entanto, como prevê em sua pergunta, é necessário prestar bem atenção na dose, a qual deve ser de 30-50% em relação à dose normal de um calcário comum. Caso a dose da cal seja muito alta, a correção do pH do solo também vai ser excessiva, e, nesse caso, vai haver deficiência grave de micro-nutrientes, como o zinco, o boro, o cobre , o manganês e o ferro, que prejudicará o desenvolvimento do cafeeiro recém-plantado.

No exemplo de área nova, sem correção, onde usualmente se emprega cerca de 400 g de calcário comum, por cova ou metro de sulco, no caso da cal dolomitica se poderia usar cerca de 150 g por cova ou metro de sulco.

Deve-se, antes do plantio, fazer análise de solo, para determinar o nível necessário do calcário, isso, especialmente, quando o plantio for feito sobre área de antigo cafezal, pois essa área pode, já, estar com pH, cálcio e magnésio adequados, pelas aplicações sucessivas de corretivos feitas na lavoura velha. Matiello

Município: 
.
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Claudiney,

Como desconfia, poderia, pelos sintomas observados na folhagem, haver confusão entre  deficiência de Mg ou excesso de boro. Observando os dados de análise foliar, dos cafeeiros da área, verifica-se que o nível de Mg está ok e o de boro um pouco alto. No entanto, o exame clinico, como ocorre com a gente, humanos, quando vamos ao médico, prevalece em relação ao exame do laboratório. Verificando os sintomas pode-se afirmar que a clorose entre nervuras na folhagem , mais severa a partir das folhas velhas, é a prova da carência de magnésio. Portanto, a folhagem que foi coletada, ou, mesmo, a época em que foi feita a coleta, não está coerente com os sintomas na folhagem. Assim, a amostra  não está representando a situação atual da lavoura, ou pode ter havido, mesmo, um erro de análise. A situação indicada, que cita se tratar de uma lavoura da cultivar mundo novo e com alta carga reforça a hipótese de ser deficiência de Mg, que é comum nessa condição. Matiello

Dados da análise foliar na área -

N =  3,58 %,  P= 0,12% , K. 1,60%, Ca = 1,73%, Mg = 0,42%, S=0,18%, Fe = 357ppm, Mn = 245ppm, Cu = 28ppm, Zn = 30ppm, Na = 225ppm e  B =156ppm.

 


Município: 
Campo do Meio
Estado: 
MG
Vejo muitas lavouras que usam adubos diferenciados e que aumentaram significativamente suas produções, porque ainda ha essa resistência em recomendar esses produtos?

 

Resposta:

 

Senhor Joaquim,

Cada técnico deve ter sua razão, porem, interpretando algumas delas, vemos que duas são as principais. A primeira é que se trata de uma tecnologia ainda nova e, assim, como outras, ela demora a ser adotada. Em segundo lugar, existe a necessidade de definir melhor a questão de dosagem,  em relação aos adubos convencionais, visando adequar a questão dos custos maiores destas formulações especiais.Matiello 

 

Município: 
Bonito
Estado: 
BA

Resposta:

Senhor Henrique,

Conheço bem a sua região de Bonito-BA. Começamos com a introdução de café aí lá pelos idos de 1970.

Sobre a quantidade de NPK na adubação de cafezais adultos, nós devemos considerar a produtividade esperada e, ainda, saber como está a condição do solo, pelos resultados da análise química. No caso do solo ter níveis baixos, talvez seja sua condição aí, colocamos, por ha, uma adubação na base de 70-80 kg de nitrogênio, 60-70 kg de K2O e 10-15 kg de P2O5 por cada 10 sacas que serão produzidas por ha. Assim, se sua lavoura, adensada, for produzir 50 sacas por ha, seriam aplicados 350-400 kg de N por ha, 300-350 kg de K2O e 50-75 kg de P2O5. Se fosse usar uma fórmula 25-05-20 equivaleria a cerca de 1400-1600 kg da fórmula por ha.

Quando o teor do solo estiver adequado, poderemos reduzir ou, até, tirara a adubação PK.

A diferença de uma lavoura aberta para uma mais adensada está no melhor aproveitamento do adubo. Por isso já dei um quantitativo padrão, para 10 sacas, um pouco menor(cerca de 20% menos), em relação ao plantio mais aberto. Matiello

Município: 
Mutum
Estado: 
MG
Quais são seus efeitos no crescimento e produção da planta.

 

Resposta:

Senhor Marcos,

O enxofre tem sido um nutriente considerado de menor importância para o cafeeiro, pois as respostas produtivas à sua aplicação tem sido pequenas ou não tem havido quaisquer respostas, em variadas culturas.. Ele se encontra  no solo, em sua maioria, sob a forma orgânica e seu suprimento pode vir via água da chuva ou de irrigação, da decomposição da matéria orgânica e até de adsorção direta do ar, alem da aplicação de corretivos(gesso) ou fertilizantes, do tipo sulfato, ou outros com enxofre.

Quanto ao efeito de excesso de enxofre não se tem noticia de qualquer problema, talvez por haver perda rápida desse nutriente por lixiviação. Veja que, mesmo em casos onde se utilizou mais de 30 toneladas de gesso por ha, o qual tem cerca de 17% de S, ou seja, uma aplicação de mais de 5 toneladas de S por ha, não se verificou efeito danoso. Matiello e Allysson

Município: 
Caratinga
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Antonio,

De fato, nos últimos anos surgiu a cal dolomitica, um corretivo bastante eficiente para uso, especialmente, nas lavouras de café adultas, pois, aplicado em cobertura o calcário comum não vem apresentando resposta rápida, seja na correção de pH do solo, seja no suprimento de cálcio e de magnésio para as plantas.

Esta cal corrige rapidamente o solo e fornece os nutrientes Ca e Mg de forma mais solúvel. O material de duas empresas fabricantesfoi testado pela pesquisa, sendo da Gecal, a pioneira, com o produto chamado GEOX e, mais recentemente, a Belocal, com o produto Oxifertil. Ambos tem apresentado teores de cerca de 60% de CaO e 30% de MgO.

Quanto à recomendação o normal tem sido o uso de 300-500 kg por ha. Um critério adequado seria usar de 25-30% em relação à dose de calcário comum indicada. Matiello

Município: 
Jacutinga
Estado: 
MG
O que é cada um deles? Não entendi que quanto maior o IBN maior o desequilíbrio da lavoura. Lavouras boas tem apresentado IBN entre 40 - 90. Há algum software gratuito da Pró-café referente ao DRIS?

 

Resposta:

Senhor Felipe,

De fato o uso do sistema Dris suscita dúvidas, pois ele não vem sendo usado normalmente para a cultura cafeeira. Por um lado pela sua maior complexidade, sendo mais usado o sistema de níveis de suficiência ou níveis limiares dos nutrientes nas folhas. Por outro lado, sabe-se que os níveis foliares são relativos e servem como auxiliares e complementares à análise de solo, este um componente mais importante na indicação da adubação.

Quanto às suas dúvidas IBN significa Índice de balanço nutricional, IBNm é o mesmo índice só que a média, o Inut significa o índice Dris do nutriente em relação aos demais. A condição ideal ocorre quando o Inut é menor ou igual ao IBNm. Os níveis de IBN bons foram determinados em amostras de lavouras de boa produtividade. Quanto maior o IBN maior é o desequilíbrio entre os diferentes nutrientes.

Quanto ao software, o CNPQ e a Embrapa possuem, os mesmos podendo ser consultados através de busca por “DRIS” na internet. A Fundação Procafé não trabalha com o sistema Dris. Matiello

Município: 
.
Estado: 
MG

Resposta:

Senhor Vinicius

Pode-se sim usar a palha de café para o substrato de produção de mudas, só que com alguns cuidados como - Usar a palha um pouco curtida ou, então, triturar um pouco a palha fresca, pois as cascas grandes atrapalham o desenvolvimento inicial das raizes. Alem disso, como a palha é rica em potássio deve-se usar cerca de 0,5 kg de calcário por metro cubico de substrato, para equilibrar com cálcio e magnésio. A quantidade pode ser de cerca de 150-200 litros por metro cúbico de substrato. Matiello

Município: 
Paula Cândido
Estado: 
MG

Resposta:

Senhor José,

Primeiramente temos a dizer que o fósforo é um nutriente muito importante na fase de plantio e formação do cafeeiro tendo menos importância na lavoura adulta. A forma usual de aplicação do fósforo é a via sólida, no solo. No entanto, como indaga, existe sim uma novidade no suprimento de fósforo aos cafeeiros. As últimas pesquisas tem mostrado que o suprimento do P via foliar é muito eficiente e viável visto que a necessidade de fósforo é pequena, quando comparada com a dos demais macro-nutrientes. Deste modo, indicamos o uso de MAP ou de outra fonte de P em pulverização, combinando nas aplicações foliares normais, na base de 1,5% do produto na calda. Veja a compatibilidade da fonte de P usada com os demais produtos usados na calda. Há uma certa incompatibilidade entre produtos cúpricos e o MAP. Matiello

Município: 
Lavras
Estado: 
MG

Resposta:

Senhor Francisco,

Primeiro é preciso saber a idade de sua lavoura e se, realmente, ela vem com intoxicação de zinco. A verificação do sistema radicular é um sinal, porem só ele é insuficiente para a afirmação. Deste modo, faça a análise de solo, tirando amostras junto às plantas da lavoura que considera intoxicada. Se o nível de zinco estiver muito alto (acima de 10 ppm), aí se confirma o fato. Neste caso a lavoura não se desenvolve bem, especialmente quando ainda nova, pois as raízes estariam na faixa de solo onde o zinco é mais concentrado.

A existência de sintomas de aparente deficiência de zinco também não diz tudo, pois os sintomas de toxidez são parecidos ao da deficiência. Neste caso o ideal seria enviar folhas para análise, antes de tomar a decisão de pulverizar a lavoura. Matiello

Município: 
Campo Belo
Estado: 
MG
Ha algum estudo sobre os efeitos do Nitrato de magnésio via folha?

 

Resposta:

Senhor Helton,

O Nitrato de Magnésio é um bom produto para uso foliar, no entanto, para o caso da lavoura cafeeira, onde a quantidade de magnésio necessária é alta, as fontes de magnésio devem ser usadas na via solo.

Veja que o nitrato de Mg possui cerca de 11% de N e 15% de Mg, que corresponde a cerca de 25% de MgO.

O cafeeiro,  para vegetar e produzir, precisa de 1,9 kg de MgO por cada saca. Assim, para uma lavoura de 40 scs por ha precisaria de cerca de 76 kg de MgO por ha.

Usando o Nitrato de Mg via foliar, em 4 aplicações no ano, este usado a 1% na calda e usando 400 l de calda por ha, teríamos um uso, no ano, de 16 kg de Nitrato ou 4kg de MgO. Como se pode ver é uma dose muito pequena diante da necessidade da lavoura no ano.

Deste modo, pode usar a aplicação foliar quando houver falta de chuvas, no entanto, não pode deixar de fazer aplicação de fontes de Mg no solo. Matiello

Município: 
Sacramento
Estado: 
MG

Resposta:

Senhor Ivan,

De fato, como diz, a aplicação foliar de magnésio não vem dando certo, conforme previsto, pois o magnésio é um macro-nutriente, assim exigido em grande quantidade e só a via solo é capaz de suprir a quantidade necessária e corrigir a deficiência.

 A via foliar, como o senhor diz estar usando é apenas paliativa, podendo ser empregada apenas  em períodos de seca, quando o nutriente não pode ser absorvido via solo.

Quanto à época de uso via solo,  as fontes de magnésio  podem ser aplicadas em qualquer época, pois o magnésio não se perde mesmo com falta de umidade no solo. O mais comum é o seu uso logo após à colheita.

As fontes mais usadas para a via solo são o calcário, o serpentinito, a cal dolomitica ou calcário calcinado, o óxido de magnésio e o sulfato de magnésio, os 3 últimos com maior disponibilidade do nutriente no curto prazo.

Município: 
BRASÍLIA
Estado: 
DF
Sou estudioso e consultor em mercado de café e nas questões técnicas e de manejo só confio nas informações da Fundação Procafé

 

Resposta:

Senhor Janio

Os trabalhos de adubação vinham normais nesta safra, mas agora foram interrompidos pela falta de chuvas. Nesta época já era para termos aplicado duas parcelas de adubo, mas temos noticias de que muita gente atrasou e não teve tempo de aplicar a segunda parcela do adubo. Agora, sem chuva em janeiro, nestes casos, é aconselhável, quando voltarem as chuvas, fazer na época da terceira, em fevereiro,uma aplicação de adubo em dose um pouco mais elevada, para compensar a falta da 2ª parcela. Matiello

Município: 
Rio Paranaíba
Estado: 
MG
Não especifiquei bem que essa adubação eu quis dizer uma das linhas, mais não só nela, ou seja, em uma linha mais alternando entre as adubações, adubando uma na 1º cobertura e na 2º a outra linha e assim por diante. Se tornando assim uma adubação em linhas alternadas. Desculpe por não ter sido mais claro na pergunta. Grande abraço!

 

Resposta:

Senhor Diego Bernardes Rocha

Agora entendo a sua ideia, não de aplicar o adubo ao mesmo tempo em 2 linhas de cafeeiros de uma só passada com a adubadeira  tratorizada. Esta forma eu indiquei como adequada, bastando ajustar o modo de aplicar. Agora sugere aplicar em cada fileira nas parcelas separadamente, ou seja, na primeira parcela aplica em uma fileira, no 2º parcelamento na outra. Achamos que isto não seria adequado, pois teríamos problemas com a coincidência de épocas mais indicadas. As plantas que recebessem  o adubo só na 2ª parcela ficariam deficientes, pois as épocas de parcelamento são aquelas onde as plantas necessitam dos nutrientes, para seu crescimento ou frutificação.

Deste modo, a menos que não tenhamos, novamente, entendido, achamos que seria inadequado o sistema de adubar linhas intercalares, em diferentes épocas. Matiello

Município: 
cosmópolis
Estado: 
SP
o agrônomo disse que é jogar dinheiro fora

 

Resposta:

Senhor Adalberto Scorsoni

A adubação racional da lavoura cafeeira, de forma mais eficiente e econômica, deve ser baseada, principalmente, em duas condições -  a produção esperada e a disponibilidade de nutrientes no solo, determinada pela análise quimica da terra da lavoura.

Ao observar estas duas condições vai-se colocar os adubos mais indicados, para fornecer os nutrientes conforme a necessidade da sua lavoura. Caso possa nos fornecer a

produtividade de sua lavoura e os dados da análise de solo poderemos recomendar essa  adubação bem racional.

Quanto ao uso da palha de café mais  o adubo quimico trata-se de uma boa prática, pois a palha é bem rica em potássio, porem ela não pode ser usada de forma excessiva pois pode causar desequilibrio. Talvez por isso, de forma adequada, esteja buscando usar uma fórmula pobre em potássio. Aqui, também, só os resultados da análise do seu solo dariam maior segurança no uso da palha e da fórmula que pretende usar.

Quanto ao gesso, novamente, só a análise de solo, especialmente aquela feita em profundidade, de 20-40 cm, é que vai dar condições de indicar ou não seu uso. Isso tudo pra não provocar desequilibrio, pois o gesso é indicado, principalmente, quando existe aluminio excessivo em profundidade. No entanto, se usado incorretamente, pode provocar aumento excessivo do cálcio, já que é muito riconesse nutriente e deve, assim, ser usado combinado com a aplicação de uma fonte de magnésio, caso este já  não esteja disponível, em nível adequado, no solo. Matiello e Allysson

Município: 
Rio Paranaíba
Estado: 
MG
Tenho observado uma variação entre a escolha em adubar em apenas uma linha ou nas duas linhas do cafeeiro? Existe uma diferença de eficiência para absorção dos nutrientes nesses dois casos, ou não há variação nos resultados finais? Vendo que, adubando em apenas uma das linhas se ganha tempo e economia com óleo diesel. Desejo a todos vocês um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo, grande abraço!

 

Resposta:

Senhor Diego Bernardes Rocha

A absorção e translocação da maioria dos nutrientes pelas raizes do cafeeiro se dá de forma radial, ou seja, um lado da linha de cafeeiros é atendida pelas raizes que estão daquele lado. Assim, é importante que o adubo aplicado atinja os 2 lados da linha.

Ocorre que a adubação mecanizada pode ser regulada para, mesmo passando de um só lado da linha, conseguir distribuir boa parte do adubo também do outro lado. Da mesma forma, em áres de cafeicultura de montanha, a distribuição do adubo do lado de cima da linha, em relação ao declive, acaba facilitando, pela chuva, o deslocamento do adubo também na parte de baixo da linha de cafeeiros.

Deste modo, suas preocupações de aliar eficiência da adubação com economia de óleo do trator é pertinente. Nossa resposta é que desde que faça uma boa regulagem da adubadeira, ela pode operar somente de um lado da linha. Caso seja possível, um cuidado adicional pode ser adotado. Deve-se tentar trocar a linha de rodagem do trator entre diferentes parcelamentos da adubação. Matiello

Anexo: 
Município: 
Carmo de Minas
Estado: 
MG
Envio algumas fotos. Nesse momento, precisamos da sua orientação para a coleta de amostras de solo para fazer análise. Como a matéria orgânica com nutrientes foram removidos para bem junto da linha dos pés de café, estamos em dúvida de qual local devemos colher as amostras. Qual distância da linha dos pés de cafés?Devemos colher duas amostras? de 0 a 20 e de 20 a 40cm?Por favor, precisamos da sua orientação.

 

Resposta: 

Senhor Itajyba,

Inicialmente nossos parabens pelo seu pioneirismo no micro-terraceamento em sua região, buscando inovar e tratando de resolver um problema sério da cafeicultura de montanha, que é a dependencia de muita mão de obra, para o manejo do cafezal.

 Bela foto da área terraceada, podendo-se ver que fez o correto, para facilitar, acoplou o micro-terraceamento após uma recepa da lavoura. Observa-se, em tom de brincadeira, que até o seu cachorro gostou da novidade.

Sobre a retirada da amostra de solo, neste primeiro ano,  realmente fica mais dificil, porem, depois da estabilização da terra do  terraço será usado o modo normal, tirando na área da projeção da saia do cafeeiro, dos 2 lados da linha. Neste primeiro ano teríamos que manter o mesmo critério, já sabendo que a terra da amostra do lado de cima será bem melhor, mas a realidade é bem esta. O terraceamento vai, de fato, fazer um tipo de adubação do cafeeiro, levando toda a terra gorda, superficial, para perto das plantas. Eu diria até, no seu caso, após uma recepa, que nem precisaria  adubar. Assim, caso queira 

 

Município: 
Rio Paranaíba
Estado: 
MG
Faço essa pergunta porque cada produtor ou até mesmo consultor sempre tem diferenças em insumos e doses, sendo assim gostaria de saber se vocês tem algum resultado positivo sobre esse assunto. Talvez tenham até uma quantidade padrão que tenha dado certo? Irei aparecer muito por aqui porque confio totalmente no trabalho que vocês executam, grande abraço!

 

Resposta:

Senhor Diego,

De inicio agradecemos sua confiança e, com certeza, pode continuar perguntando.

Sobre os adubos para o plantio, todos os experimentos sempre mostraram que os nutrientes essenciais para colocar dentro do sulco são o fósforo, o cálcio e o magnésio.

Quanto ao cálcio e magnésio a melhor maneira de supri-los e, ao mesmo tempo, corrigir o pH do solo, é através do calcário. No geral tem sido necessária a quantidade média de 400 g de calcário por metro de sulco, porem o sr deve ver a análise de solo, pois se for uma área já corrigida, por exemplo, um plantio onde foi uma lavoura velha, os níveis de correção já podem estar bons e, neste caso, mesmo assim se indicaria o calcário,  para colocação em profundidade, só que em dose minima, de cerca de 200 g  por metro de sulco.

Quanto ao fósforo podem ser usadas várias fontes. Pode ser um termofosfato, como o Yoorin, o superfosfato simples, o MAP e outros, adequando a dose para cada um. Neste caso, observar, também a análise de solo. Em condições de pobreza de P, ou seja, se o teôr estiver abaixo de 15-20 ppm, usar, por exemplo, 400 g de superfosfato simples, ou 300 g de Yoorin por metro de sulco. No caso de usar Yoorin pode reduzir um pouco o calcário. 

O senhor deve ver a questão de custo e beneficio No caso do superfosfato simples ele também fornece cálcio e enxofre. No caso do Yoorin ele fornece cálcio e magnésio e também o silicio. Eventualmente, podem ser usados, no sulco, os micronutrientes, neste caso o essencial seria o zinco, pois ele caminha pouco em profundidade. Neste caso o solo sendo pobre, poderia usar cerca de 10 g de sulfato ou óxido de zinco por metro de sulco. No entanto, como a lavoura já vai ser pulverizada mesmo, logo após o plantio, para controle de pragas, doenças, etc e como o zinco é bem absorvido pela folhagem, a maioria dos produtores não vem colocando no sulco, mesmo por que a pequena dose necessária fica dificil de ser distribuida. Tome cuidado pois, em certos casos, de plantios em substituições a cafezais velhos ou em áreas antes com cereais, onde se usa muito zinco no solo, pode haver toxidez. Matiello

Município: 
Sacramento
Estado: 
MG

Resposta: 

Senhor Ivan,

De inicio é bom esclarecer que não é preciso cmpostar a palha ou o esterco de curral para colocar na lavoura de café. Estes adubos orgânicos são, normalmente, aplicados ao natural sobre o solo, sob a saia dos cafeeiros. Alí, com a própria materia orgâncica da folhafem seca caida,  o esterco e a palha vão se decpompondo lentamente e , assim, vão liberando os seus nutrientes para as plantas.

No entanto, se quiser mesmo fazer o composto, para levar para o cafezal ou para outra cultura de ciclo curto, neste caso com liberação mais rápida dos nutrientes, uma maneira simples de compostagem é a de ir colocando, a cada período , uma camada de palha de café dentro do curral, para os animais irem defecando sobre ela, a qual irá absorver, inclusive.  a urina dos animais. Depois é só tirar e, com o tempo o material estará bem decomposto. Se quiser, ainda, enriquecer o composto, pode colocar um fosfato natural na mistura, ou até gesso, este para reduzir a perda de nitrogenio por volatilização.

Resta, ainda, a maneira clássica de compostagem, feita em leiras ou montes. Neste caso, basta misturar a palha e o esterco de curral, formar camadas de cerca de  1 m de altura, molhar de vez em quando e revirar sempre que a temperatura começar a ficar muito alta. Este método requer muito trabalho, gente ou maquinário. Matiello

Anexo: 
Município: 
S. Gotardo
Estado: 
MG
Fiz análise de raiz da planta com sintoma e de planta normal. Também fiz analise do solo no sulco de plantio da planta com sintoma e da planta sem sintoma. Nas análise das RAIZES deu 61 ppm de Zn na planta com sintoma e 12 ppm na planta sem sintoma. E no SOLO deu 5,7 ppm de Zn na planta com sintoma e 0,4 ppm de Zn na planta sem sintoma. Podemos afirmar, a partir desses níveis, que o Zn está causando problema?

 

Resposta:

Sr Ademar

Tudo indica que sim trata-se de toxidez de zinco. Certeza absoluta não se tem, mas, conforme a comparação que fez, tanto dos níveis encontrados na análise de raiz, como na análise de solo junto às plantas, com e sem problemas, o diferencial dos teòres encontrados, nas 2 situações, leva a concluir-se  no sentido de toxidez.

A foto encaminhada, aqui incluida, já permite observar o inicio dos sintomas, com poucas e pequenas raizes secundárias e a principal engrossada, com dificuldades de desenvolvimento. Talvez estes sintomas evoluam mais, com as raizes secundárias ficando pequenas, atrofiadas, formando uma espécie de tufo,  o que seria o sintoma mais típico.

A solução  seria aplicar matéria orgânica, ou calcário calcinado. A M.O ajuda a imobilizar o zinco e o calcário calcinado elevando rápidamente o pH, vai tornar o zinco menos disponível às plantas. Matiello

Município: 
Nepomuceno
Estado: 
MG
O melhor é o Solumag? Sulfato de Magnésio? Oxido de Magnésio?

 

Resposta:

Senhor Carlos,

Realmente a relação entre o cálcio e o magnésio está muito alta, sendo o ideial entre 3-5 partes de Ca para 1 de magnésio. Não dá para fazer o cálculo exato da quantidade de magnésio a aplicar, pois não nos foi informada a CTC do solo. Vamos, então imaginar que a CTC do seu solo é 7,0 o que é comum no cerrado. Também partimos do suposto que o seu potássio está em bom nível, diremos a 4% da CTC, então o K seria de 0,28 Cmol. Como voce diz que o seu V% é de 60%, as bases (Ca, Mg e K) equivalem a 60% de 7,0 ou 4,2 Cmol. Menos 0,28 Cmol de K, sobram  3,92 Cmol para Ca e Mg. Como informou que a relação está de 5 para 0,6, devem existir, então, 3,5 Cmol de Ca e o,42 Cmol de Mg,  Para elevar o Mg para a proporção, por exemplo, de 3 pra 1, teriamos de subir o Mg para 1,16 Cmol, portanto, acrescentar 0,74 Cmol de Mg.  Para o cálculo usamos a tabela abaixo.

Assim, 0,74 Cmol X 121,56 = 89,9 mg/dm3 ou vezes 2 = 179,8 kgMg /ha, isto vezes 1,67 dá  cerca de 300 kg de MgO por ha.

Veja que as fontes indicadas, o Solumag possui parte de sulfato de Mg e parte de óxido de Mg e a fórmula mais comum possui cerca de 35% de Mg ou cerca de 58% de MgO, o sulfato de Mg tem cerca de 20% de MgO e o óxido de Mg mais comum tem 94% de MgO. Assim, para atender à sua situação seriam necessários, ou 517 kg/ha de Solumag, ou 1500 kg/ha de sulfato de Mg ou cerca de 320 kg de óxido  de Mg/ha. Veja os preços, alem da solubilidade. Veja que as fontes onde existem sais, como o sulfato ou parte do solumag, são de ação mais rápida e independem do pH. Já o óxido é um pouco mais lento e é indicado se o pH estiver ácido.

Por fim,  veja que com o que acabamos de indicar a sua relação de Mg na CTC do solo ficou em bom nível, sendo 1,16/7,0 = 16,5%.  Ainda, observe que se a sua CTC for diferente de 7,0 que usamos no exemplo e o K diferente de 4% voce poderá refazer o cálculo,  usando o que acabamos de apresentar. Matiello e Alysson


Município: 
Ipatinga
Estado: 
MG
Existe material técnico específico à disposição? Se tiver, favor informar como adquirir.

 

Resposta:

Senhor Jésus Carvalho Espósito

 

Quando se usa o preparo do local de plantio de café em sulco a adubação é calculada por metro de sulco e não por cova.

O adubo, normalmente na base de 400 g de superfosfato e 400 g de calcário por metro (isto para solos pobres em P e em Ca e Mg), é distribuído dentro e nas beiradas do sulco aberto sendo, em seguida, incorporado ao solo, no mesmo momento do fechamento do sulco, o que é feito com o uso de sub-solador com 3 hastes  ou com implemento batedor de covas.

Por que se faz isto. É por que o plantio hoje mais indicado é feito no sistema em renque, com pequena distância entre plantas na linha, por exemplo, um espaçamento de 3, 2 a 3,8 m na rua por 0,5m entre plantas na linha. Então, na linha, as plantas vão ficar bem perto uma da outra e o sulco, todo adubado e corrigido, vai atender bem às plantas, não sendo necessário, preparar covas depois de aberto os sulcos.

A publicação completa que temos é o livro Cultura do Café no Brasil – Manual de recomendações, que abrange todas as praticas de manejo da cultura cafeeira, do plantio, as variedades, espaçamentos, tratos, até a colheita e preparo do café. Ela pode ser adquirida na Fundação Procafé – contato@fundcaoprocafe.com.br ou tel 35-32141411. Matiello

Município: 
.
Estado: 
MG
É de conhecimento dos valores químicos da palha de café crú na adubação do cafeeiro , gostaria de saber dos valores químicos da cinza ,pois usamos a palha como combustível nas fornalhas para secagem dos cafés e muitas vezes a desprezamos.

 

Resposta:

 

Sr Sérgio,

Boa a sua pergunta, pois nós mesmos não sabíamos com precisão. Através dela fomos pesquisar e a melhor maneira foi testarmos o que ocorre na prática. Na FEX  da Fundação Procafé, em Varginha, tomamos 1 kg de palha de café, bem seca, oriunda do beneficiamento de café em côco e queimamos a mesma, bem queimada, como pode ser visto nas fotos que incluímos. O resultado foi que de 1 Kg sobrou,  no 1º resíduo, uma forma de carvão, a quantia de 0,62 kg, e, prosseguindo na queima, até tudo virar cinza, chegou-se  a apenas 40 gramas. Para chegarmos ao peso seco efetivo da palha descontamos 12% de umidade, teor que possui normalmente, de 1 kg resultariam 880 g de peso seco.

Como sabemos que a palha de café, em peso seco, tem, em média, para NPK, 1,5%, 0,15% e 3,6%, respectivamente, e sabemos que os nutrientes voláteis, ou seja, aqueles que se perdem com a queima, são apenas o nitrogênio e o enxofre, pode-se verificar que a cinza não vai conter estes 2 nutrientes, os demais seriam concentrados em cerca de 22 vezes, ou seja, a cinza da queima  da palha teria  3,3% de P, 79 % de K etc.

É lógico que dependendo do tipo de palha a transformação muda um pouquinho, inclusive conforme o tipo de queimador o resíduo pode ser mais ou menos volumoso. O que importa, no entanto, é que todo o conteúdo mineral (P, K, Ca, Mg, Zn, B, Cu etc) ,contido na palha, vai permanecer no resíduo ou cinza da queima, só que em menor volume. Matiello e Iran.


Município: 
.
Estado: 
MG
Por que, em ambos os casos, não se considera a análise de solos?

 

Resposta

Senhor Jésus Carvalho Espósito

 

De fato, o uso de parcelas de 10-20 g de N  ou 22-44 g de ureia por planta no pós plantio  é muito, considerando que uma planta de café no campo, aos 6 meses de idade  contem apenas 1,5 g de N em cafezais de sequeiro e até 6 g por  planta em cafezal irrigado e em zona mais quente. Aos 18 meses de campo pode acumular de 25 -40 g de N/PL no sequeiro e até 60 g no irrigado.

Na sua informação, com 10-20 g por parcela, em 4 parcela resultaria a aplicação de 40 a 80 g nos meses após o plantio, isto se compararmos com o que a planta acumula á muito sim.

A indicação mais adequada é iniciar com 5 g de ureia por planta, usando esta dose em 2 parcelamentos e depois mais 2 com 10 g de ureia ou o equivalente em outro adubo nitrogenado . Isto daria um total de 30 g de ureia ou cerca de 13,5 g de N, coerente com o mau aproveitamento do N nas condições de planta jovem, que ocorre em cerca de 50%.

Quanto aos níveis para a recepa, normalmente, se a lavoura recepada vinha bem adubada, praticamente não é necessário adubar no pós-recepa, mesmo por que uma grande quantidade de nutrientes (  340-20-300 kg de NPK /ha)  é disponibilizada, no solo, via restos de vegetais da poda. Nesta condição as brotações devem ser observadas. Se estiverem vindo bem, com boa coloração da folhagem, não precisa de adubar. Se o crescimento estiver lento e as folhas amareladas deve-se usar em 2-3 parcelas, de 20-30 g de N por planta ou metro de linha.

No 2º ano pós recepa a adubação de  N , como dos demais nutrientes, alem da análise do solo, deve considerar a safra esperada, utilizando a base de 7-8 kg de N por cada saca a ser colhida. Um exemplo de expectativa de 30 scs/ha precisaria de 210-240 kg de N/ha. Matiello e Alisson

Município: 
.
Estado: 
MG
A empresa diz que descobriu como fabricar carbono 12 em forma gasosa em altas concentrações e em grandes quantidades, e estabiliza-lo. Fabrica produtos líquidos e sólidos, para folhas e solo. No solo, o produto pode ser usado como corretivo, por meio do nivelamento das cargas elétricas de todos os elementos, tirando ou cedendo cargas, até que estes elementos possam ser absorvidos.

 

Resposta:

Senhor Jésus Carvalho Espósito

 

Não temos conhecimento deste produto mexicano e dos eventuais efeitos excepcionais esperados dele, conforme cita.

O uso da nanotecnologia na nutrição ainda é recente em nossas condições e precisa ser mais testada.

Nosso entendimento é no sentido de que toda tecnologia nova deve ser usada apenas após os testes de avaliação, em experimentos bem delineados, com metodologia científica.

Caso a empresa que comercializa o produto mostre resultados de experimentos realizados em nossas condições, com trabalhos executados, preferencialmente, por entidades oficiais de pesquisa, o produto poderá ser usado, sempre observando o seu custo/beneficio em relação às alternativas normais de adubos já testados. Matiello

Município: 
.
Estado: 
MG
Tem crescido muito o uso de organomineral, onde vemos recomendações de uso com 70% da demanda /eficiência dos N-P-K. Posteriormente reduzindo até 50% N-P-K, demandado em função da eficiência......Gera um impacto Técnico e eficiência N/Saca Beneficiadas.........K/...P/..

 

Senhor Marcos Antonio Ribeiro Cyrino

Resposta:

 

Temos sim ensaios com testagem de adubos organo-minerais, em andamento na Fundação Procafé, faltando, ainda, avaliar maior numero de safras para conclusões sobre suas condições de uso(doses, aproveitamento etc).

Entretanto, nós possuímos resultados na combinação de uso de adubos orgânicos(estercos, palhas) complementados pelos fertilizantes minerais. Neste caso, as doses dos orgânicos são maiores e seus efeitos tem se mostrado vantajosos, pois liberam os nutrientes lentamente.

No caso dos adubos organo-minerais no mercado atual, cuja concentração de nutrientes é maior, justamente devido à mistura de algumas fontes químicas com orgânicos, a indicação feita, pelas empresas comercializadoras, é para o uso de doses mais baixas, assim com menor efeito orgânico.

Entendemos que, pelo conhecimento atual, não ocorre melhor aproveitamento dos nutrientes minerais pela sua simples formulação com orgânicos, especialmente para NK, os 2 nutrientes mais requeridos pelos cafeeiros.

Deste modo é de se esperar que o efeito nutricional do organo-mineral depende de sua dose de conteúdos de NPK, necessários em níveis suficientes para fazer crescer e produzir o cafeeiro. Assim, reduções significativas de nutrientes, como diz, da ordem de 50%, pelo uso de organo-minerais não devem ser esperadas. Matiello

Gostaria de saber nível mínimo e máximo para os elementos S, Mg, Ca, K, Fé, Al, Mo, Zn, B, P, CTC (nos diferentes solos: arenoso, vermelho e branco), V%, Cu, matéria orgânica. Pergunto pq tem diferença entre níveis relaticos e níveis absolutos. Pode ser que na proporção esteja bom, mas não no nível absoluto. Por favor, se puderem me ajudar será de grande valia. Tenho algumas lavouras que estão certas na proporção, mas acredito que desbalanceadas no nível. E estão abortando. Acho que este seja um possível motivo. Gostaria de corrigi-lo. Obrigado

 

Resposta:

 

Prezado senhor Elder

 

Encaminhamos o quadro básico dos níveis(absolutos e relativos) de fertilidade do solo, constante no nosso livro- Cultura do Café no Brasil - Manual de Recomendações. Estes valores têm sido usados por nós com bons resultados. Quando o solo da lavoura se encontra nos níveis da faixa “adequado” certamente os cafeeiros tem potencial para produzir bem, a menos que fatores como falta de água, sistema radicular deficiente, pragas de solo etc influenciem negativamente na absorção dos nutrientes disponíveis.

Não temos referências para tipos de solos, com mais ou menos argila, no entanto, considerando que neles varia a CTC (capacidade de troca catiônica), ou seja, se o solo é capaz de  reter mais ou menos as bases, um solo com CTC mais baixa, como ocorre com os arenosos, precisaria ter um teor relativo maior para compensar. Ocorre que, se o solo não consegue reter não adianta nada aplicar. Assim, com bom senso podemos dizer que o índice relativo (% de saturação de Ca, Mg e K) é bastante válido para solos normais usados para café, os quais possuem entre 7-10 de CTC.

Os nutrientes mais importantes para o pegamento da florada são o Cálcio e o Boro. Esses, além do equilíbrio tem que ser mantidos no solo em níveis próximos a 3-5 Cmolc/dm3 para o cálcio e próximo a 1-2 mg/dm3 para o Boro. Isso para solos com CTC potencial (T) variando de 6 a 10 Cmolc/dm3.

No seu caso você diz que as proporções de Ca e Mg estão boas, mas verifique o balanço delas com o K, pois é comum o desequilíbrio, especialmente de pouco Mg em relação a muito K. Seria importante que tivéssemos em mãos os resultadas de sua análise de solo, aí podendo ajudar melhor.

 

A sua suspeita de que o abortamento esteja vinculado a deficiências nutricionais pode ser confirmada, ou não, comparando os níveis encontrados em sua análise de solo em relação aos níveis aqui colocados como adequados. Veja que o pegamento da florada está muito ligado ao enfolhamento das plantas na época da floração. O normal é uma proporção de 100 flores para 50-60 frutos, ou seja pegamento de 50-60%. Analise todos os fatores que podem estar levando a maiores desfolhas das lavouras.(Matiello e Allysson).

 

Padrões de fertilidade do solo.(Fonte Cult. Café no Brasil, Ed 2010, Procafé) 

Análises Químicas

 

Níveis

Pobre

Baixo a Médio

Adequado

Alto

Acidez

pH em água

<   5

5 – 5,5

5,6 – 6,5

>  6,5

Al+++

///

/////////

0,30

> 0,50

H+ Cmolc/dm3

///

5,0 – 2,6

Até 2,5

>  5,0

Matéria Orgânica (M.O.) %

< 1,5

1,5 – 2,0

2,0 – 3,0

>  3,0

M

A

C

R

O

N

U

T

 

P  ppm

<  10

10  -  20

20  -  30

>  30

K+ - Cmolc/dm3

       % da CTC

< 0,15

-

0,15  -  0,30

< 3

0,20 – 0,30

3  -  5%

> 0,30

> 5%

Ca++ - Cmolc/dm3

           % da CTC

< 2,0

-

2,0  -  3,0

< 40

3,0  -  5,0

40 – 60

> 5,0

> 60

Mg++ - Cmolc/dm3

            % da CTC

< 0,50

-

0,50 – 1,00

< 15

1,00 – 1,50

15 – 20

>  1,5

>  20

S ppm

< 5

5  -  10

10 – 20

>  20

M

 I

C

R

O

 

Zn ppm

< 2

2 - 4

4 - 6

>  6

B ppm

< 0,5

0,5 – 1,0

1,0  -  2,0

> 2,0

Cu ppm

< 0,5

0,5 – 1,5

1,6  -  10

>  10

Mn ppm

< 10

10 - 50

50 - 100

>  100

Fe ppm

< 10

10  -  20

20 - 40

>  40

F

E

R

T

.

S (K + Mg + Ca) -Cmolc/dm3

< 2,5

2,5  -  3,5

3,5 -  5,0

>  5,0

CTC (S + H + Al)- Cmolc/dm3

< 5,0

5,0  -  8,0

8,0  -  15,0

> 15,0

V % (ind. sat. bases)

< 40

40  -  50

50  -  60

>  60

     Transformações: 1 Cmolc/dm3 =1 meq/100g = 10  mmolc/dm3

   % = dag/kg,        ppm = mg/dm3

Município: 
.
Estado: 
MG

Resposta:


Sr Feliciano,

Precisamos que nos caracterize os problemas, com fotos ou com análises de solo, ou nos envie o laudo a que se refere. Não sabendo de que problema se trata não podemos oferecer a resposta. Por favor nos envie mais informa~ções e até imagens aí das suas lavouras, que teremos prazer em atende-lo. Matiello

Município: 
Franca
Estado: 
SP
Ola, vou dobrar uma area plantada de variedade Mundo Novo que foi recepado. Como preparar o sulco nesse caso, o preparo da cova e a variedade indicada para renovacao

 

Resposta:

Senhor Milton, diz que vai dobrar uma área plantada de variedade Mundo Novo, que foi recepado. Indaga como preparar o sulco nesse caso, o preparo da cova e a variedade indicada para renovação. Nós atendemos dizendo, em primeiro lugar, que deve fazer 2 tipos de análise, se existe nematoide e qual é a espécie e fazer análise de solo pra saber o estado nutricional de sua área.  Caso não tenha nematoides indicamos a variedade Arara que tem ido muito bem na região. Caso haja o nematoide exígua pode usar uma variedade tolerante, como a Acauã Asabranca. Se tiver nematóde paranaensis ou incógnita ou usa mudas enxertadas sobre apoatã ou a variedade IPR 100. O preparo seria através de subsolador, pra afofar o local do sulco e logo o sulcador. Os adubos a usar vaõ depender da análise do solo, retirado no meio da rua, onde vai ser o sulco. Se o solo já estiver corrigido use umas 200 g de calcário por metro de sulco. Caso esteja ainda pras corrigir use 400 g. O mesmo com o fósforo. Caso o nível esteja acima de 20 ppm pode usar uma dose mínima, de cerca de 200 g de superfosfato por m de sulco. Caso esteja abaixo desse nível pode  usar 400 g/m. Matiello

 

Município: 
Gonçalves
Estado: 
MG
Tenho 3 hectares de terra em encosta recém adquiridas e aEMATER me indicou a Fundação. Existiria interesse em fazer um plantio com um sócio interessado em meiar?

 

Resposta:

Senhora Regina, diz que tem  3 hectares de terra em encosta recém adquiridas e a EMATER lhe indicou a Fundação. Pergunta se é boa para café e se existiria interesse em fazer um plantio com um sócio interessado em meia. Nós atendemos dizendo que, no geral, o município apresenta condições adequadas de clima para café.  A área não deve ser em altitude acima de 1100 m pois poderia ser muito frio, mas vimos que, por exemplo, a sede do município fica pouco acima de 800 m e, nessa condição, haveria bom desenvolvimento e produtividade do cafezal. Outro cuidado é que a área não pode ser em fundo de bacias, ou não ter um bom escoamento do ar frio, pois senão ficaria sujeita a geadas. Quanto à parceria a senhora deve ver ai na região mesmo. O que temos visto é o plantio por conta própria do dono da terra e, depois, pode haver meiação na exploração da cultura adulta. Um fator muito importante na exploração é a mecanização, portanto, veja se escolhe uma área com boa topografia. No entanto, para áreas declivosas existe atualmente, a possibilidade de terracear e, assim,  trabalhar com tratores nos tratos da lavoura. Matiello

Município: 
Conceição da Aparecida
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Carlos, a principio, pra dizer se é indicada ou não a aplicação foliar precisava saber os problemas em sua região e em sua lavoura. Neste caso se se trata de uma área fria e úmida e se vem ocorrendo Mancha aureolada, digo que sim, uma aplicação preventiva, agora no invewrno seria indicada. Sew for uma região mais quente, ou de altitude mais baixa e com menos umidade, a aplicação poderia ser feita mais adiante, na pré-florada, em setembro-outubro, nesse caso visando mais a proteção da florada, contra Phoma. Assim dependendo do problema chave em sua regi]ao/propriedade você pode optar por uma ou outra época e , ainda, diferentes produtos. Caso seja problema de Pseudomonas pode usar fungicida cúprico mais uma estrrobilurina, aproveitando, ainda, para colocar zinco e boro. Caso seja mais problema de Phoma pode atrasar a aplicação e, ai usar ou uma estrobilurina, em maior dose, ou o Cantus,, Rovral, Nativo ou outro produto mais especifico para Phoma. Matiello

Município: 
Lajinha
Estado: 
MG
Boa noite venho através deste perguntar se a utilização de fósforo na pulverização da pré ou pós florada realmente é importante em caso psitivo quais seriam os benefícios.

 

Resposta:

Senhor Juscelino, pergunta se a utilização de fósforo na pulverização da pré ou pós florada realmente é importante e em caso positivo quais seriam os benefícios. Nós atendemos dizendo que , no geral, esta aplicação não traz benéficos, conforme pesquisa feita, inclusive, em sua região, no CEPEC Heringer. A aplicação de fósforo foliar é boa, porem isso quando o solo estiver deficiente. No caso da pré e pós florada o nutriente mais benéfico tem sido o boro, igualmente quando o solo estiver deficiente. Matiello

Município: 
Osvaldo Cruz
Estado: 
SP
Aqui costuma ser muito quente nos meses de primavera/verão e mais ameno nas outras estações pretendo plantar umas 4500 mudas com gotejamento por isso preciso de um material bem produtivo e resistente as pragas já que no local já houve café a uns 5 anos atras e tinham alguns focos de nemetoide.

 

Resposta:

Senhor Celso, diz que mora  no interior do estado de SP a uma altitude de +- 600 m. Diz que encomendou  um pouco de sementes da variedade acauã novo e um pouco do asabranca. Pergunta se essas variedades se adaptarão bem à sua região. Diz que aí  costuma ser muito quente nos meses de primavera/verão e mais ameno nas outras estações . Pretende  plantar umas 4500 mudas, com gotejamento, por isso preciso de um material bem produtivo e resistente às pragas já que no local já houve café a uns 5 anos atrás e tinham alguns focos de nematoide. Nós atendemos dizendo que o material de Acauã, seja acauã novo, seja o asabranca, possui boa adaptação a zonas mais quentes, especialmente o asabranca e eles possuem resistência ao nematoide, porem ao da espécie M exígua, não às demais, como a M. paranaensis e M. incógnita. Caso tenha estes 2 últimos precisa de mudas enxertadas sobre o robusta Apoatã. Mas, como já possui mais de 5 anos sem café , pode ser que os focos tenham sido muito reduzidos em sua população de nematoides. Matiello

Município: 
Nepomuceno
Estado: 
MG

 

Resposta:

Lais, nós atendemos dizendo que frutos pequenos em cafeeiros pode ter várias causas. Pode ser da variedade, pode ser da nutrição, e, até, por carga muito alta, ou, então em cafeeiros com ramos muito finos. Precisava, dentre essas causas, primeiramente, ver a que está ocorrendo em seu caso. No geral, equilibrar bem a adubação, efetuar uma poda da ramagem lateral (esqueletamento) são coisas mais fáceis e úteis. Caso haja deficiência faça uma análise de solo e, em janeiro, faça uma de folhas, ai pode detectar o que falta na nutrição. Veja, ainda, se não tem havido falta de chuvas, outro fator que influi no tamanho dos frutos. Matiello

Município: 
Manhuaçu
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Américo, sementes do IPR 100, o senhor pode encontrar no IAPAR, em Londrina-PR, com Gustavo Sera. Ligue lá. Alertamos que, como conhecemos bem a sua região, nas Matas de Minas, este material não foi testado aí. Ele é prioritário para áreas onde existe infestação de nematoide incógnita ou paranaensis, não sendo o caso daí. Ele é susceptível à ferrugem. Analise bem antes de se decidir pelo seu plantio em maior escala, em sua região. Matiello

Anexo: 
Município: 
conceição da aparecida
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Valter, diz que há mais ou menos 1 mês os pés de café de quase todo o talhão começaram  a amarelar, estão com carga alta e a terra é um pouco arenosa. Manda as fotos das folhas e pergunta o que pode ser. Nós atendemos dizendo que, muito provavelmente, seja falta de nitrogênio, pois essa deficiência se agrava em plantas de carga alta e em solos arenosos onde ocorre lixiviação mais rápida dos nutriente. Pela foto pode-se ver que a folha amarelece como um todo e os sintomas ocorrem em folhas velhas. O senhor pode observar, em sua lavoura que os ramos mais carregados são os que sofrem mais. Veja como está dosando sua adubação. Lavouras com mais carga exigem mais adubos. Matiello

Anexo: 
Município: 
Lagoa Formosa
Estado: 
MG
Gostaria de saber se posso fazer a medição de quantidade de café em litros por planta com um balde como o que está na foto em anexo, ou há algum recipiente específico para este fim.. Outra pergunta,é valido contar e estimar a produtividade de um talhão de Agosto de 2017 pra frente através da contagem/avaliação do número de nós que o cafeeiro cresceu de outubro pra cá? Se for valido, como posso efetuar esta projeção?

 

Resposta:

Senhor Tulio, diz que  gostaria de saber se posso fazer a medição de quantidade de café em litros por planta com um balde como o que está na foto em anexo, ou há algum recipiente específico para este fim.. Pergunta, ainda, se é valido contar e estimar a produtividade de um talhão de Agosto de 2017 pra frente através da contagem/avaliação do número de nós que o cafeeiro cresceu de outubro pra cá. Se for valido, como efetuar efetuar esta projeção. Nós atendemos dizendo que sim pode medir a quantidade/volume de frutos de algumas plantas, com uso de uma vasilha graduada e, em função dessa litragem, pode estimar quanto a lavoura vai produzir por área. A quantidade de litros de café maduro vezes 2 dará sacas beneficiadas por mil pés, então é só multiplicar pelo numero, em mil, de pés por ha e chegar na produtividade por ha.

Para uma estimativa preliminar pro próximo ano pode ter, sim, uma ideia através do numero de nós crescidos. Em Varginha acompanhamos isso e chegamos à conclusão que para cada nó, em ano de safra alta, podem corresponder  sacas/ha e em anos de safra baixa essa correspondência é de  scs/nó. Matiello

Município: 
Cristina
Estado: 
MG
Aproveito este espaço para agradecer pela eficiência, agilidade da competente equipe,quando de uma duvida minha num passado próximo, fiz um elogio e não consegui enviar por um problema de caracteres quando do lançamento do numero de celular. de qualquer forma ainda está em tempo. PARABÉNS PELO ATENDIMENTO!Espero que esse seja lançado nos assentamento destes profissionais e que seja de conhecimento da diretoria.

 

Resposta:

Senhor Renato, diz que tem uma pequena lavoura de café  no município de Cristina - MG e vem ocorrendo, de forma esparsa, um amarelecimento nas folhas, seguido de queda total das mesma levando a morte do pés de café. Apresenta, ainda, agradecimentos pela  eficiência e agilidade do atendimento da nossa Equipe.  Nós atendemos dizendo, a principio, que precisaríamos saber se o problema está ocorrendo em plantas novas ou velhas. Não sendo informado vamos tratar dos problemas de morte de plantas nas duas condições. Em plantas novas, no campo, nos 2 primeiros anos, o amarelecimento e morte de plantas é devido, principalmente, a sistema radicular deficiente e, normalmente, pouco profundo. Em plantas adultas, especialmente em lavouras bem velhas o que pode matar plantas é a fusariose, um fungo que entope os vasos do tronco das plantas. Pode haver, ainda, problemas de pedras em profundidade e, em lavouras nos 4 primeiros anos, pode haver ataque de roseliniose, essa ocorrendo em reboleiras, não em plantas esparsas como diz. Amarelecimentos fortes podem ocorrer, também com ataque severo de cochonilhas nas raízes. O senhor deve observar aí a condição em que o problema ocorre e se puder nos enviar uma foto e as características da lavoura, sua idade e do solo, nós poderíamos definir com maior precisão o que vem ocorrendo. Grato pela referência ao nosso trabalho. Isto nos motiva. Matiello

Município: 
Carmo do Rio Claro
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Sérgio, o volume de água no qual vai aplicar os defensivos ou fertilizantes foliares depende do porte da lavoura e sua densidade de plantio e do tipo de equipamento que vai usar. Na via foliar, em pulverização se utiliza, normalmente, em lavouras adultas, cerca de 400 l de calda por ha, dependendo do tipo de bicos. Já, no solo, se usa 30-50 ml de calda por planta, na via drench, nesse caso, com 5000 pl/ha, daria 150-250 l/ha. Matiello

Município: 
Nova resende
Estado: 
MG

 

Resposta:

Para Phoma o controle prioritário é no pré e pós folrada, visando proteção das flores e chumbinhos. Pra ferrugem são 3 aplicações foliares de dezembro a março-abril e de cercospora coincide, mais ou menos com a ferrugem, sendo os produtos, triazol mais estrobilurina e algo de fungicida cúprico também eficiente contra essa doença. Matiello

Município: 
Jacui
Estado: 
MG
Duas duvidas

 

Resposta:

Senhor Brendon, o flumizin  é um herbicida que é mais utilizado em pós-emergencia, embora tenha, também um efeito sobre a sementeira(em pré). A dose indicada é de  50-60 g/ha, ou seja, cerca de  5- 6  g em 20 L, mais 0,5% de óleo. No caso do Cantus ele é um fungicida indicado pro controle de Phoma, normalmente pouco presente em cafeeiros no pós-plantio. Nas mudas recém plantadas o ideal seria usar o Comet ou similar mais um fungicida cúprico, visando, principalmente, a cercosporiose. O Comet seria a 0,15% e o cúprico a 0,3%. Matiello

Município: 
Tres Pontas
Estado: 
MG
Tenho um terreiro de 4.000 metros (100 m X 40 m) vou fazer a canaleta para coletar a agua de chuva, voces podem de informar qual tubulação uso e qual a inclinação desta tubulação.

 

Resposta:

Senhor Francisco, O Sr diz que tem  um terreiro de 4.000 metros (100 m X 40 m)  e vai  fazer a canaleta para coletar a água de chuva. Gostaria de saber qual tubulação usar e qual inclinação. Nós atendemos dizendo que sua pergunta é difícil de ser respondida, com toda precisão, pois o cálculo vai depender da chuva máxima prevista e esta no período de colheita, onde as chuvas são menos frequentes e de menor volume. Deste modo, o Sr deve estimar essa chuva, por exemplo, máximo de 50 mm em uma hora, que já é uma chuva forte para o período de uso do terreiro. Nesse caso, cairiam 50 l dágua por m2 de terreiro, assim, em 4000 m2 cairiam 200 mil litros por hora, ou cerca de3600  l por minuto, sendo esta a vazão que sua tubulação deveria comportar. Como pode ver, na tabela que incluímos ,a vazão vai depender da inclinação que colocar. Caso possa usar uma declividade maior, menor poderá ser o diâmetro do tubo, e vice-versa. Observando a tabela ou você pode usar um tubo de 200 mm e declividade de 4%  ou um de 250 mm a 1-2%. Veja que estamos colocando uma chuva meio pesada pra época. Em resumo, nós indicaríamos uma queda de 2%, fácil de aplicar, pois nos 100 m da extensão do terreiro cairiam 2 m e uma tubulação 200-250 mm, as quais comportariam chuvas de 30-50 mm/h. Veja que a tabela é para uma vazão de 2/3 da área do tubo, pois ele funciona assim, na maior parte do escoamento. Ainda existe uma folga pro  caso de uma vazão em secção plena, nessa situação podendo escoar cerca de 30% a mais. Matiello


Município: 
Boa Esperança
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Claudio, o fungicida de solo atinge sua maior disponibilidade na planta aos 90 dias, porem o inicio de sua ação já pode ser observada depois de 30 dias de aplicação. Exisem diferenças de ativos. O Flutriafol é mais oluvel e mais rápido do que o Cyproconazole. Na via foliar, não existe um estudo pro caso da ferrugem, porem, em campo, já se observa seu efeito uns 10 dias pós sua aplicação e seu residual, total, tem sido ao redor de 60-90 dias, dependendo da dose  aplicada, pois este residual envolve não só a ação do produto, mas, também, a redução do inoculo. Matiello

Município: 
Conceição da Aparecida
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Ailton, consultando o registro do produto vemos que ele não possui registro pra café, portanto, oficialmente ele não pode ser usado nessa cultura. Ele é registrado para uso em algodão, soja e trigo. Na sua formulação tem o Tebuconazole, principio idêntico ao do Folicur, só que em menor concentração. Tem, ainda, outro ativo , o Carbendazin, não utilizado em cafeeiros. Deste modo, ele não seria indicado. Matiello

Município: 
Guaçui
Estado: 
ES
porque apos a florada a coroa do chunbinho fica de cor preta pareçendo ataque de doença mais nao é sera qual a causa?

 

Resposta:

Senhor Estevão

Diz que, após a florada, verificou que  a coroa do chumbinho fica preta, parecendo doença. Voce mesmo confirma que não é. Nesse caso, tudo indica que esta parte escura é  a cicatriz que fica no fruto, junto onde a flor se destaca dele ao secar e cair. Isso ocorre por que no cafeeiro o ovário, que dá origem ao fruto, é ínfero, ou seja,  a flor se forma depois ou de forma superior ao ovário, este ficando inferior, daí o termo infero. Matiello

Município: 
Cristais
Estado: 
MG
Como ja tinha postado as minhas mudas estao com problema de eiraizamento.Fis um premier plus nelas na porção de 5ml para 100 mudas melhorou um pouco, posso fazer outra aplicação de premier? E seguindo a foto essa mudas estarao prontas para janeiro de 2017?

 

Resposta:

Senhor Pedro, diz que, como já tinha informado, suas mudas estão com problema de enraizamento. Diz , ainda, que fez aplicação de  premier plus nelas, na base de 5ml para 100 mudas e diz que melhorou um pouco. Pergunta se pode fazer outra e, de acordo com a foto pergunta se elas estarão prontas  para janeiro de 2017. Nós atendemos dizendo que a grande parte das mudas não possui uma raiz princiapal, assim vão dar origem a plantas com vários piões o que tornará o sistema radicular mais superficial, lá no campo, portanto, devendo constituir uma lavoura mais sentida com secas. A aplicação de premier plus, aravés do Triadimenol que possui na sua composição, de fato ajuda no sistema radicular, porem essa ajuda ocorre nas raízes finas, não no pião. Alem disso, caso tenha aplicado, mesmo, os 5 ml do produto por 100 mudas, na forma de rega, suas mudas ficarão muito ravadas, pois ele tem efeito hormonal, reduzindo o crescimento da parte aérea das mudas. Por isso ele é indicado para melhorar o enraizamento fino depois que as mudas estiverem com bom tamanho, com 3-4 pares de folhas. Ainda assim, a dose é de 1,5 ml por cada 100 mudas. Do jeito que está dependeria é lógico de uma melhor avaliação local, mas como mostra na foto e conta, talvez fosse melheor começar de novo o viveiro. Pode haver um percentual de mudas boas porem como não se pode ver a raiz de todas, pelo arranquio, o ideal seria iniciar outro e ir levando essas, verificando mais adiante, se a grande maioria vai conseguir formar uma raiz perfeita, como deve ser, pra garantir uma planta boa, por anos a fio. Matiello

Município: 
Cajobi
Estado: 
SP

 

Resposta:

Senhor João, diz ser de Caajobi-SP e que está fazendo mudas de acauã e catiguá mg3 sendo que gostaria de saber se com essas variedades e nessa região seria possível fazer um café com bebida de boa qualidade. Indaga, ainda, qual espaçamento deve usar. Nós atendemos dizendo que as variedades de café rabica, no geral, são adequadas à produção de cafés de qualidade, pesando bastante, alem disso o fator clima e os cuidados na colheita e preparo. Sobre as variedades o Acauã dá sim boa bebida e no caso do Catiguá seria mais indicada a cultivar MG 2, comprovadamente boa para bebida superior. No caso do clima, sua região não é tão alta, no município constando cerca de 560 m de altitude, assim é um pouco mais quente e mais difícil fazer qualidade, pois o café amadurece mais rapidamente. Nesse caso como o Acauã amadurece mais tardiamente e suporta mais o calor ele seria adequado. Adote uma linhagem de acauã como da Cv 8. Futuramente, deve adotar cuidados na colheita, com mais frutos maduros e usando o despolpamente e seca rápida, pra evitar fermentações indesejáveis. Quanto ao espaçamento, pra mecanização usar 3,5 a 3,80 X0,5 m. Matiello

Município: 
Muniz Freire
Estado: 
ES

 

Resposta:

Sr Danilo, diz que suas  lavouras foram atingidas por uma forte chuva de granizo, sendo uma com 6 meses de plantio e  outra em produção, na fase de pré-florada. Indaga o que aplicar para tentar minimizar os efeitos de chuva de granizo. Nós atendemos que a chuva de granizo prejudica por lesões na folhagem e na ramagem, derrubando e ferindo os tecidos. Deste modo, alem das praticas de desbrota, no caso da lavoura nova e eventual replanta, no caso de morte dessas mudas novas, deve-se efetuar uma pulverização protetiva, pra evitar entrada de doenças. Mais ao sul do pais existe o problema de ataque de Pseudomonas, mas ai no ES esse ataque só ocorre  em zonas bem altas como no Caparaó. O que ataca muito aí [e o fungo da Phoma Ascochyta. De qualquer modo, pra reduzir essas doenças deve-se usar uma combinação de fungicida cúprico  + o Cantus ou uma estrobilurina em alta dose. Matiello

Município: 
Santa Rita De Caldas
Estado: 
MG
minha propiedade na noite do dia 16/09 pra o dia 17/09 foi atingida por uma forte chuva de granizo, o que aplicar para tentar minimizar os enfeitos? Quais seriam as indicaçao?

 

Resposta:

Sr André, Diz que sua  propiedade , na noite do dia 16/09 pra o dia 17/09, foi atingida por uma forte chuva de granizo, e indaga o que aplicar para tentar minimizar os efeitos. Nós atendemos indicando que , no geral, em chuva de granizo que atinge os ramos laterais das plantas, normalmente mais de um lado da linha, a poda não é necessária. O que se indica é uma proteção contra doenças que podem aproveitar as machucaduras para atacar mais. Assim, se indica usar um produto fungicida à base de cobre, para proteger contra Pseudomonas,  mais um produto contra a Phoma, como o Cantus ou uma estrobilurina, como Comet, Amistar ou outras. Aproveite para colocar os micro-nutrientes, como o zinco e o boro. Na adubação ela deve ser feita conforme a produção prevista para ser colhida em 2017. Caso tenha tirado toda a produção a adubação deve ser reduzida. Matiello

Município: 
Cristais
Estado: 
MG

 

Resposta:

Sr Pedro, esse broto retorcido pode ser provocado por uma intoxicação, sendo comum ocorrer pela deriva de herbicidas. Pode, ainda, ser outro produto, você devendo ver ai o que foi usado ultimamente. Não precisa fazer nada pois com o crscimento dilui o produto e ao crescimento volta ao normal. Matiello

Município: 
Campos Atos
Estado: 
MG
Muito se fala à respeito do efeito tônico causado pelo uso dos "granulados de solo", mas qual seria o mais indicado para lavouras sem produção e recém plantadas?

 

Resposta:

Senhor João,  a adubação para lavouras podadas por  recepa depende de como a lavora vinha sendo tratada e como foi aproveitada a folhagem e ramagem cortada. Nos primeiros meses pós-recepa a adubação é pequena, pois o material cortado, que fica no local, como a folhagem e ramagem fina fornece muitos nutrientes ao ser apodrecido. Recomenda-se, assim, colocar umas 30-40 g de ureia por planta para dar uma iniciada na brotação e, depois, deve ser verificado o crescimento, se normal, não precisa adubar mais no primeiro ano. Caso venha mal a brotação, pode continuar com mais 2 parcelas de 20-05-20, cada uma com 30 g/PL. No caso do esqueletamento, no ano da poda, pelas mesmas razões da decomposição do material cortado pela poda e da ausência de produção, a adubação pode ser metade da normal. Se vinha adubando, por exemplo, com 400 kg de N e K2O por ha, basta aplicar 200 kg.  Quanto aos produtos de solo, o melhor é aplicar a mistura fungicida/inseticida, pois quem dá o melhor efeito tônico é o fungicida. Poderia ser qualquer um do mercado, como Verdadeiro, Premier Plus ou Impact mix. Matiello

 

Município: 
Cristais
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Pedro, Diz que todo ano e somente nas variedades de porte baixo os cafeeiros viram as folha pra baixo e pergunta o que é isso. Nós atendemos dizendo que, conforme a foto que enviou, trata-se  de 2 tipos de deficiência, induzida por pouca água no solo, tanto assim que dá só no ponteiro. Essa falta provoca deficiência de fósforo e de cobre. Por outro lado, como já se conhece em cafeeiros robusta-conillon, a virada de folhas, ficando umas encobrindo as outras, parece ser uma defesa das plantas, pois diminuem a perda de água, pelo seu auto-ombreamento. Matiello

Município: 
Presidente Olegário
Estado: 
MG
Boa tarde professor Matielo!Estou começando no café e preciso regular um pulverizador para 500 l de calda, tenho um café plantado com espaçamento 3,80 m x 0,80 m. O pulverizador que tenho aqui tem 24 bicos e percorri os 50 metros em 36 segundos,como proceder com os cálculos para chegar no volume que preciso por bico para atingir os 500 l/ha de calda? Como são feitos esses cálculos? Qual o tipo de bico mais usado nas pulverizações no café? Desde já obrigado

 

Resposta:

Senhor Alex, diz que precisa regular um pulverizador para 500 l de calda/ha, tenda uma lavoura de  café com espaçamento 3,80 m x 0,80 m. O pulverizador que tem possui 24 bicos e percorri os 50 metros em 36 segundos. Pergunta como proceder com os cálculos para chegar no volume que precisa por bico para atingir os 500 l/ha de calda? Como são feitos esses cálculos? Qual o tipo de bico mais usado nas pulverizações no café? . Atendemos dizendo o seguinte – Sua lavora tem cerca de 2600 m de linha e se percorreu 50 m em 36 segundos vai precisar de cerca de 31 minutos pra percorrer os 2600 m ou seja, pra tratar 1 ha.Veja que no seu caso está trabalhando a cerca de 5 km/h o que é uma velocidade razoável para pulverização.  Então é só dividir os 500 l por 24 bicos e por 31 minutos que terá a vazão necessária em cada bico, em litros por minuto. O cálculo dá cerca de 0,5 l/min como a vazão de cada bicoAí é só ver o bico que tem essa característica  e na tabela do fabricante de bicos qual a pressão(lbf/pol2), que resulta a vazão de 0,5 l por minuto. Por exemplo, na tabela de bicos da Jacto poderia escolher os bicos AXI ou UF, que dão gotas finas, ideais pra aplicação de fungicidas foliares, e bico na cor verde, trabalhando com 30 libras de pressão, que corresponde, na tabela, a bicos do tipo AXI ou UF , ou HC e JA, cor verde ou laranja, conforme a pressão, menor ou maior, na bomba. Para ver a especificação dos bicos consulte a tabela no site www.jacto.com.br, ou de outra empresa conforme verificar o fabricante do seu pulverizador e dos bicos nele existentes. Matiello

Município: 
Monte Carmelo
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Marcos, o acetato de cobre é um sal cuja fórmula é Cu2 (CHO2)4, podendo conter, quando normalmente comercilaizado, com mais  duas molécuulas de água, cerca de 17% de cobre. Como um sal solúvel seu cobre é ativo como os demais, só que sendo lavado com mais facilidade. O cobre pra ser fungicida, de efeito duradouro, deve liberar o cobre lentamente, como nos oxicloretos, hidróxido e óxido cuproso. Deste modo, apesar de não conhecermos experimentos com esse produto, a menos que seja usado mais frequentemente e em doses adequadas, tudo indica que seu efeito fungicida é menor do que as fontes tradicionais. Quanto a efeito desequilibrador, vai depender da dose usada. Se pequena e como ele é pouco persistente, provavelmente tem pouco efeito no desequilíbrio. Não existem pesquisas sobre ele. Matiello

Município: 
Monte Carmelo
Estado: 
MG
Gostaria de saber se com um micro trator tipo tobata com arado de aiveca consigo fazer micro terraços em cafeicultura de montanha, caso a resposta seja positiva qual seria a potência do mesmo?

 

Resposta:

Senhor Marcos, diz que gostaria de saber se com um micro trator, tipo tobata ,com arado de aiveca consegue  fazer micro terraços em cafeicultura de montanha, e  caso a resposta seja positiva qual seria a potência do mesmo. Nós atendemos dizendo que não, pois com a aiveca o o trator trabalharia pra frente, assim  as rodas do mesmo transitariam no declive e, aí, provavelmente,  ele tombaria Alem disso, o terreno seria muito duro e ele dificilmente cortaria. O Micro-trator tipo tobatta pode fazer micr-terraços operando com sua a enxada rotativa. Nesse caso coloque todas as enxadas direcionadas cortando e deslocando a terra pra um só lado, do lado de baixo da caída do terreno. Trabalhe cortando de ré e coloque, ainda, pra melhorar a estabilidade, uma roda auxiliar, larga, de ferro no lado que vai ficar na parte baixa do declive. Caso, ainda, fique um pouco desequilibrado coloque um alongador no elemento da enxada rotativa, para que, cortando com maior largura, proporcione um caminho plano pro trator operar. Matiello

Município: 
Arapuá
Estado: 
MG
Professor quando é feita a estimativa de produtividade de um talhão para fins de adubação por exemplo, essa estimativa é feita em sc/ha de café em coco? ou é em café em grão (já beneficiado)? Como posso calcular o número de litros por ha? Existe um recipiente para essa medição? Como posso calcular a relação litros de café em coco para sacas de café beneficiadas?

 

Resposta:

Senhor Bruno,

Pergunta se  quando é feita a estimativa de produtividade de um talhão, para fins de adubação por exemplo, essa estimativa é feita em sc/ha de café em coco? ou é em café em grão (já beneficiado)? Pergunta, ainda, como pode calcular o número de litros por ha? Existe um recipiente para essa medição? Como pode calcular a relação litros de café em coco para sacas de café beneficiadas?. Nossa resposta é a seguinte – Na estimativa de produtividade falamos em sacas de café beneficiado(em grãos) por ha. Quanto ao numero de litros de café, da lavoura a beneficiado, o cálculo é feito na base de 480-500 l de café colhido na roça vai render uma saca de café beneficiado. Também pode estimar pelo numero de litros de café que vai colher por planta, assim – No de litros/pl X 2 X no de mil pl /ha = Sacas benef./ha. Exemplo, se tem 5000 pl/ha e vai colher 3 l por PL teria 3X2X5=30scs benef/ha. No café coco seco usamos mais a medida de peso, sendo que são necessários cerca de 120 kg (=270-300 litros) de café em coco para dar uma saca ou 60 kg de café em grãos. Matiello

Município: 
Cruzeiro da Fortaleza
Estado: 
MG
Gostaria de constatar se esse sintoma (Superbrotamento, e há outras folhas lanceoladas, amareladas e ramos com internódios curtos, sempre nas folhas do ponteiro) caracterizam deficiência nutricional de micronutrientes, e se sim se essa deficiência é de zinco, boro ou dos dois nutrientes, ou se ainda posse ser deficit de algum macro (Cálcio por exemplo,). Quando tenho um talhão pequeno no qual termino a colheita cedo (Agora em final de junho/começo de julho), já posso fazer o pós colheita agora e no caso outra pulverização ma frente separada de pré florada, ou devo esperar e fazer uma aplicação só esta em pré florada (Colocando a pós colheita junto)? Tenha um bom dia e Obrigado!

 

Resposta:

Senhor Jean, diz que observou superbrotamento, folhas lanceoladas, amareladas e ramos com internódios curtos, sempre nas folhas do ponteiro e deseja saber se isso  caracteriza deficiência nutricional de micronutrientes, e se essa deficiência é de zinco, boro ou dos dois nutrientes, ou se ainda posse ser deficit de algum macro (Cálcio por exemplo,). Precisa ainda saber se já pode aplicar pulverização pós colheita agora e no caso outra pulverização na frente, separada, de pré florada, ou devo esperar e fazer uma aplicação só esta em pré florada .

Nós respondemos que , pela foto que enviou o sintoma que se apresenta com folhas menores e amareladas nas margens, muito provávelmente é divido ao efeito do fruio, que mata e amarela os tecidos bem novinhos, do último par e das margens das folhas. Quanto à presença ou não, concomintante, de deficiência de Zn e B ou de outro nutriente, só a análise foliar pode te ajudar a verificar. Veja se não houve, aí um período forte de frio. Quando precisar pulverizar pode, sim agregar os micro-nutrientes com os fungicidas. Caso sua região for de altitude muito elevada e úmida o bom seria usar 2 pulverizações uma agora, podendo esperar um pouco ainda, na pré-florada e outra no pós-florada. No caso do boro, caso não venha usando o bom seria, na deficiência, usar cerca de 15 kg de ácido bórico ou similar por ha , no solo, no inicio das chuvas. Matiello

Município: 
Manhuaçu
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Reinaldo, estes sintomas que nos envio, da foto, com pequenas lesões em frutos, está aparecendo em todas as regiões, porem tem aparecido mais em frutos maduros. Nós  suspeitavamos de uma lesão por ácaros e aí entravam fungos saprofitas. No entanto, como em muitas lavouras toda a frutificação tem apresentado isso não existe ácaro pra picar tanto fruto. Vimos que o problema ocorre com mais intensidade nos frutos da parte externa da planta e em plantas sombreadas praticamente não ocorre. Assim, quando em frutos maduros achamos que é um processo natural de morte da casca, como ocorrem as pintas em bananas que estão bem maduras. No seu caso, em frutos verdes, veja se não existem muitos ácaros na área, através da visualização na folhagem e, com lupa, entre os frutos da roseta. Tudo indica tratar-se do ácaro da leprose, a ser confirmado aí com a presença, também, de sintomas nas folhas mais internas do pé.  Matiello

Município: 
Santa Rita de Caldas
Estado: 
MG
Tenho um cafe catucai 785-15 plantado a 5 meses e essa semana uma onda de frio andou secando as folhas guias, e amarelando, como amenizar os problemas?

 

Resposta:

Senhor André,

Diz que tem  um cafe catucai 785-15 plantado a 5 meses e na última semana a  onda de frio andou secando as folhas guias, e amarelando, pergunta como amenizar os problemas. Nós indicamos que, após amarelecimento e queima de tecidos jovens, no broto e nas folhinhas novas, a planta volta a crescer normalmente. Caso chova poderia tentar uma adubação para melhor recuperação, porem agora, pela escassez de chuvas e pelo frio a planta pouco cresce. O que deve ser feito é uma proteção contra a entrada de doenças, como a Phoma e a Pseudomonas, nesse caso podendo usar uma combinação de fungicidas – uma estrobilurina mais um fungicida cúprico, em pulverização. Se tiver pode associar na aplicação um produto bio-estimulante, uma formulação de hormônios, extrato de algas ou amino-ácidos, que sempre ajuda um pouco. Preste atenção, ainda,  de deixar o solo limpo no inverno para cumulo de calor durante o dia, pois a produção de frio na área está ligada à cobertura de material vegetal, morto ou vivo.  Matiello

Município: 
Campos Altos
Estado: 
MG

 

Resposta:

Sr João, Diz que está preocupado com o ácaro vermelho e solicita informação sobre quais fungicidas podem estar aumentando sua população. Com certeza o ácaro vermelho aparece por desequilíbrio, seja por período de estiagem e calor seja por uso de defensivos. Quanto aos fungicidas, os cúpricos são importantes para o aumento do ácaro, por isso se indica menor numero de aplicações e doses mais baixas. Outro desequilibrador são os inseticidas à base de neonicotinóides, usados via solo, como o Thiametoxan e o imidacloprid. Ainda, os inseticidas piretróides desequilibram. Quanto aos acaricidas para controle indicamos 2 que servem ao mesmo tempo, para cotrole de outras pragas. São o Danimen (200 ml /há) e o Abamectina9Vários produtos) à base de 700 ml/há. Existem muitos acaricidas bons só que eles, em muitos casos, não são registrados para a cultura cafeeira. Matiello

Município: 
Ingaí
Estado: 
MG
Após a orientação do pesquisador André há + ou - 20 dias a lavoura já mudou completamente. Adubação com ureia e potássio, controle de mato( braquiária) e foliar com manganês, zinco, potássio e boro, além de amistar, nipokan e adesivo. Ele retirou amostras de solo e eu gostaria muito de saber esses resultados se possível. Foi um socorro na hora certa e só tenho a agradecer mais uma vez!

 

Resposta:

Senhora Helena, em sua exposição diz que está  retornando sobre a orientação do pesquisador André, há + ou - 20 dias, dizendo que a lavoura, a qual lhe haviam aconselhado arrancar, já mudou completamente, depois da adubação  de solo, pulverização e controle do mato. Vimos pela foto que as plantas já se encontram em melhor estágio.  Ele retirou amostras de solo e gostaria de saber os resultados. Diz que foi um socorro na hora certa e só tem a agradecer. Nós também agradecemos a sua confiança e ficamos satisfeitos com a melhora. Os resultados serão enviados diretamente à senhora, tão logo fiquem prontos. Pelas fotos, vimos, ainda, que, agora, entrando no período seco e mais frio, indicamos que controle o mato total, também na rua, como fez na linha de cafeeiros. Também proceder, havendo chuva, a replanta de algumas falhas que se nota nas fotos. No mais agradecemos sua confiança em nosso trabalho. Matiello

Anexo: 
Município: 
Torrinha
Estado: 
SP
nos últimos dias teve a ocorrência de temperaturas passando dos 35ºC onde ocorreu o aparecimento dessas manchas nas folhas. esses sintomas podem ser de queima das folhas por temperaturas altas?

Resposta:

Senhor Gustavo,

O senhor diz que nos últimos dias teve a ocorrência de temperaturas passando dos 35ºC, onde ocorreu o aparecimento dessas manchas nas folhas. Pergunta se os  sintomas, mostrados na foto que enviou, podem ser de queima das folhas por temperaturas altas. Nós vimos a foto e esclarecemos que as temperaturas altas, associadas à falta de chuvas, induz, sim, escaldadura nas folhas. Na foto aparecem, ainda, deficiências de nitrogênio e fósforo, na forma de amarelecimento e de queima no ápice da folha. Veja como está a adubação, pois pode estar um pouco deficiente e as condições de clima adverso podem ter agravado a deficiência nutricional das plantas. Matiello

Município: 
Piata
Estado: 
BA

 

Resposta:

Senhor Jordan,

De fato a análise do solo indica o que já se tem disponível na lavoura e, assim, ajuda na indicação de uma adubação mais racional, sem faltas ou excessos. Em complementação, mais adiante, a análise de folhas ajuda a verificar eventuais deficiências e a corrigir algo na adubação.

Mas não é só isso. A adubação deve considerar o tipo de lavoura, sua idade espaçamento, variedade e, especialmente, sua produtividade. A lavoura que tem um bom potencial de produzir deve receber melhor adubação, afinal, vai precisar mais nutrientes para sua produção.

Também como pergunta a adubação deve observar o modo e a época e o tipo de nutrientes a serem aplicados. Especificamente quanto à época, principalmente no caso dos adubos nitrogenados, pelo fato de se perderem em profundidade, pelas chuvas, eles devem ser parcelados, em 3-4 aplicações no ciclo. Normalmente, tem sido usadas 3 parcelas, sendo a primeira cerca de 30 dias pós-florada, normalmente em novembro, depois uma segunda  em fins de dezembro e a última em meados de fevereiro com um intervalo de cerca de 1,5 mês entre elas.  Ocorre que, muitas vezes, aí na Bahia, a chuva chega tarde e, assim, é preciso  deve-se ajustar ligeiramente a época dentro do período de chuvas começando o parcelamento e terminando um pouco mais tarde. No caso de irrigação pode-se manter o mesmo esquema tradicional, pois o desenvolvimento e a frutificação do cafeeiro é que demanda a sua nutrição. Matiello.

Município: 
Campestre
Estado: 
MG
As mudas estão sentindo muito com o sol, estão ressecando as folhas, como se fosse cercosperose, peço que isso tenha ocorrido pelo fato de ter aguado as mudas em pleno o sol quente um pouco antes de plantar, as folhas mais velhas sofreram serio danos mais a guia esta emergindo normalmente, as mudas estão pequena(3pares de folha); as caixas que não foram molhadas estão perfeitas condição sem danos.

 

Resposta:

Senhor João,

Em sua exposição o senhor diz que as  mudas estão sentindo muito com o sol, estão ressecando as folhas, como se fosse cercosporiose. Acha  que isso tenha ocorrido pelo fato de ter aguado as mudas em pleno  sol quente um pouco antes de plantar. As folhas mais velhas sofreram serios danos mais a guia esta emergindo normalmente, as mudas estão pequenas (3pares de folha); as caixas que não foram molhadas estão perfeitas, em condição sem danos. 

Nós respondemos que a maneira de evitar as queimaduras em folhas de mudas é através da aclimatação das mudas no viveiro, mediante o  raleamento progressivo da cobertura do viveiro, de forma que as mudas  já chegam ao campo suportando o sol. As mudas aclimatadas ficam com folhas mais coriáceas e amareladas e não verdes e moles como aquelas sem a aclimatação. Outra maneira é a aplicação de um produto que amadureça os tecidos da folhagem, reduzindo o crescimento da parte aérea e aumentando as raízes. Neste caso seria o Triadimenol, contido no produto comercial Premier Plus. Ele deve ser regado, diluído em água, sendo usado à razão de 1,5 ml cada 100 mudas. Com a aclimatação ou a aplicação do produto, depois levando as mudas ao campo, após cerca de 1 mês, não haverá a queima de folhas.

Agora, no campo, a solução é continuar molhando as plantas e adubando com nitrogênio, como disse, pois as mudas, mesmo com as folhas queimadas estão com o broto terminal crescendo, e, assim, as mudas emitirão novas folhas. Caso algumas, mais fracas, cheguem a morrer o ideal seria fazer, o quanto antes, o replantio. Matiello

Município: 
Andradas
Estado: 
MG
tenho uma plantaçao de cafe catucai 144, e ao lado na propiedade do vizinho tem uma mata, e os pes de cafe em um raio de 70 metros os pes de cafe nao vai bem, acho que nao vou conseguir formar devido as raizes do mato ao lado. como posso resolver esse problema? estava pensando em usar o perfurador de solo ao redor das plantas para cortar as raizes e descompactar a terra, mais terei muita mao de obra. att andre luiz

 

Resposta:

Senhor André, 

Em sua indagação cita que tem uma plantação de café catuai 144, e, ao lado, na propriedade do vizinho, tem uma mata, e os pés de café em um raio de 70 metros não se desenvolvem bem. Acha que não vai conseguir formá-los,  devido às raízes do mato ao lado. Pensou  em usar o perfurador de solo ao redor das plantas para cortar as raízes e descompactar a terra, mais teria muito trabalho.

De fato, o problema de concorrência de raízes de mata com o cafeeiro é séria e, diante disso, aconselha-se deixar uma faixa, em torno de 30-50 m sem plantar, na situação em que existe mata ou capoeira. A condição pior é quando esta mata está localizada de modo a que ela não sombreie o cafezal na parte da tarde, assim, não compensa por efeito de sua sombra.

Como já plantou o café uma das práticas, para melhorar um pouco, pelo menos para as linhas de cafeeiros um pouco mais distantes, é abrir uma valeta contínua, de preferência bem profunda , de cerca de 1-1,5 m, margeando a mata ou a lavoura, onde for melhor para não atrapalhar o trânsito. Esta vala reduz muito a passagem das raízes das árvores, ultrapassando apenas aquelas muito fundas. Matiello

 

Município: 
Ituiutaba
Estado: 
MG
Gostaria de saber se essa recomendação técnica e teórica é seguida na prática,se não como funciona. Desde já obrigado.

 

Resposta:

Senhor Wagner,

O tamanho dos talhões para considerar a tomaada de amostras de solo ou para amostragens de pragas deve levar em conta a condição uniforme da área, em relação ao declive, tipo de relevo, exposição etc. Deve ter em vista, ainda, as características uniformes da lavoura, como variedade, espaçamento, idade da lavoura etc. Normalmente se utiliza como talhão uniforme uma área de cerca de 1,5 - 2,0 ha, separada por carreadores. No entanto em área planas, bem uniformes se adota uma área bem maior. Como vimos, a uniformidade das características da área e das lavouras é que é o melhor parâmetro. Matiello

Município: 
Serra do Salitre
Estado: 
MG

Resposta:

Senhor Jean,

Existem duas maneiras que se uso para eleger a produtividade do cafezal com vistas a se quantificar a adubação. A primeira, a mais usada pelos técnicos leva em consideração, apenas, a safra que está por vir, ou seja, o potencial de sfra avaliado em setembro outubro, podendo corrigir nas parcelas, caso esta safra aumente ou diminua.

O segundo sistema, o mais adequado leva em consideração o potencial médio, ou seja, o padrão da lavoura, se ela tem padrão de plantas , em 2 anos sucessivos, de produzir média de 30 sacas se aduba conforme este padrão ou capacidade da lavora, e, caso se queira e se constate possível uma melhoria, inicia-se uma adubação maior, para atingir um nível crescente de produtividade. Este segundo sistema se baseia em uma necessidade mais ou menos constante da planta a cada ano. Num ano que produz mais exige mais para os frutos e no seguinte, com menor produção, exige mais para o crescimento de ramos. Em ambos os sistemas você deve prestar atenção nas novas recomendações de níveis. Quando o solo já estiver bem corrigido, em lavouras adultas estabilizadas, pode-se descontar, do cálculo, a parte das exigências de nutrientes para a vegetação, considerando que a cada ano esta parte é reciclada, pela queda e decomposição da folhagem.

No caso de uso de safra zero, ultimamente tem sido usado o critério de uso cerca de 60% da dose normal de adubo nos anos em que se esqueleta, não só pela falta de safra, mas pela incorporação do material podado.

Município: 
São Paulo
Estado: 
SP
Eu estou montando um material para cursos de barista e queria citar livros em minha bibliografia.

 

Resposta:

Senhor Rafael,

Existe uma gama muito grande de livros e artigos sobre cafeicultura, os quais podem ser obtidos em  lista junto a uma biblioteca agrícola, como aquela da UFV-Universidade Federal de Viçosa-MG, que tem uma catalogação específica sobre café.

Da parte da Fundação temos um livro básico “Cultura do Café no Brasil- Manual de Recomendações, de Matiello, Almeida, Santinato, Garcia e Fernandes- Ed 2010, Fundação Procafé. Matiello

 

Resposta:

Sr Jarbas Aguiar

A causa mais provável do problema de aparecimento de folhas avermelhadas/arroxeadas em sua lavoura, é o ataque do ácaro vermelho, cujo nome cientifico é Oligonichos O. ilicis. Na foto ilustrativa que incluímos o senhor pode ver se são os mesmos sintomas que estão sendo observados aí na sua plantação. Com uma vista boa ou, mais fácilmente, com uma lupa de bolso poderão ser vistos os ácaros na folhagem.

O ataque desta praga está associado a desequilíbrios, ou por períodos secos e quentes ou por uso em excesso de alguns defensivos, como dosagens elevadas de cobre, inseticidas piretróides  ou neonicotinóides, os quais estimulam uma postura das fêmeas dos ácaros, aumentando, assim, sua população, e, alguns, também, quando mal utilizados, podem matar inimigos naturais da praga.

Se observar, com a lupa, a presença de muitos ácaros vivos na folhagem, indica-se aplicações em pulverização de produtos acaricidas específicos. Procure na Cooperativa ou na loja de produtos agropecuários um acaricida registrado para o controle do ácaro vermelho e observe a dosagem e os cuidados na bula. Como a prga ocorre em focos, nem sempre é preciso pulverizar em toda a área da lavoura. Matiello

O PRODUTOR TEM AQUI O ARADO REVERSÍVEL DE TRAÇÃO ANIMAL QUE ELE VAI USAR PARA FAZER OS MICRO TERRAÇOS EM LAVOURA DE CAFÉ RECENTEMENTE ESQUELETADA - CAFÉ DE MONTANHA. GOSTARIA DE VER O DETALHE DA PLAINA QUE VOCÊS ADAPTARAM QUE PASSA LOGO APÓS A ABERTURA DO SULCO DE MODO APLAINAR O TERRAÇO

 

Resposta:

 

Senhor  Carlos Antonio Chiavegatto

Conforme solicitado, seguem 2 fotos da lamina que desenvolvemos para retirar a terra e plainar o piso do micro-terraço, u ma vista geral e o detalhe da lamina.

 


Município: 
Monte Belo
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Gervásio, diz que tem uma lavoura de 40 000 pés de café catuaí vermelho 144 que a cinco anos bebe rio. Sua localização é de baixa altitude com muita neblina. Gostaria de  saber se adquirindo um lavador o cereja iria beber bem ou teria que descascar também. Nós atendemos dizendo que conhecemos bem sua situação junto à bacia de furnas, onde a umidade alta prejudica a bebida do café. Pra minimizar este problema teríamos 2 indicações. A 1ª seria usar umas 2 aplicação de fungicida à base de estrobilurina, como o Comet a 0,8 L por há, que reduz os fungos de fermentação. A última deve ser feita uns 40 dias antes da colheita. A 2ª como diz seria separar o café cereja, no lavador, sendo o ideal, em seguida, despolpa-lo, porem, caso não queira despolpar deve secar o mesmo rapidamente, assim não dará bebida ruim. Matiello

Município: 
Nova Resende
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Primei, nós também tivemos essa dificuldade sua. Encontramos tela preta de plástico em casa de rações ou de aves, pois ela substitui a tela de arame usada, justamente, em galinheiros. Outra opção é em casa de materiais de construção que possuem uma tela preta com buracos quadrados, também boa. Matiello

Município: 
Aguanil
Estado: 
MG
Bom dia, em uma pequena propriedade de ate 10 ha de café, não dispondo de terreiro pavimentado, qual seria a melhor opção? Terra batida ou na lona, e caso seja na lona, em qual parte, na preta ou na branca?

 

Resposta:

Senhor Carlos, Diz que tem uma pequena propriedade e busca uma alternativa à construção de terreiro pavimentado, perguntando se é malhor de chão batido ou de lona, esta se preta ou branca. Nóa atendemos dizendo que ambas são viáveis, melhor sendo a combinação de terreiro de chão que é bom no inicio da seca, mas ruim no final. Neste período a lona, a preta, por esquentar bem e podendo cobrir o café à noite seria uma boa alternativa. Ultimamente, pra aumentar a resistencia da ona, existe uma boa experiencia com o uso de lona preta com uma tela de sombrite por cima. Matiello

Município: 
Boa esperança
Estado: 
MG
Sejá existe alguma recolhedora de café pos colheita com os frutos, e os galhos no esqueletamento tipo safra zero. obrigado

 

Resposta:

Senhor Roberto, pergunta se já existe alguma recolhedora de café pós colheita com os frutos, e os galhos no esqueletamento tipo safra zero. Nós atendemos dizendo que existe, em teste final, uma máquina da TDI, que cortas os ramos, fazendo o esqueletamento, e, ato continuo, debulha os frutos dos galhos, ou seja, ela esqueleta e colhe a planta simultâneamente. Para o caso de esqueletar e recolher os galhos, com os frutos, do chão, existe a MIAC, que possui uma boca recolhedora, ou um lençol que os galhos são depositados e ela, ao recolher o lençol vai “comendo” os galhos e retirando deles os frutos. Matiello

Município: 
Boa Esperança
Estado: 
MG
Ola tudo bem , tenho uma propiedade em Boa Esperança com 12 ha de cafe, e minha produçao anual e de 400 a 500 sacas, Numca tive problemas com a bebida do meu cafe,mais penso em despoupar,seria viavel,qual o custo para implantar e tenho mercado facil?

 

Resposta:

Senhora Ana,  Diz que tem uma propiedade em Boa Esperança, com 12 ha de café, e sua produção anual é de 400 a 500 sacas, Nunca tive problemas com a bebida do meu café, mas penso em despolpar. Pergunta se seria viável, qual o custo para implantar e se tem mercado fácil.

Nós atendemos começando pelo final. O mercado existe e paga um pouco mais pelo despolpado, no entanto, a senhora só conseguirá despolpar uma parte do seu café, pois irá colher de uma só vez e despolpará apenas o café maduro. No geral, um bom numero é despolpar cerca da metade da colheita total. Nesse sentido, da outra parcela que não despolpa vai tender a dar um café pior, principalmente em peneira e, até na bebida, pois tirou dele a parcela de cerejas.

Como mesmo diz o despolpamento se torna prioritário para condições onde não se obtém boa bebida, como diz não ser o seu caso. O investimento é de fato um pouco alto, sendo difícil dar um numero pois vai depender da condição que possui. O despolpador vai ser colocado depois do lavador/separador e, mesmo nos equipamentos despolpadores mais modernos, requer certo consumo de água. Para o seu caso precisará despolpar cerca de 20 mil litros de café por dia, o que requer, dependendo do tipo de colheita que fará,  um despolpador mais moderno e que consome pouca água seria, da Pinhalense, o Eco super com capacidade de despolpar 7000 L de café por hora ou, ainda, o Econoflex 6, com capacidade de 4000 litros/ha. A senhora pode ver junto aos representantes desta ou de outra empresa os valores dos equipamentos. Matiello

Município: 
Camacho
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Carlos, sua indagação é difícil de ser atendida de modo satisfatório, pois a piora na qualidade do café é quase impossível de ser revertida,  devendo as medidas serem preventivas e não corretivas. No entanto, algo pode ser feito para minimizar os estragos. Primeiro, aplicar substâncias desinfetantes no café no terreiro, como o cloro, o Fegatex e o fungicida Comet, para evitar a proliferação de fungos que depreciam a bebida. No caso do Comet o ideal e permitido é a sua aplicação ainda na lavoura, cerca de 30-40 dias antes da colheita. A outra coisa é proceder a secagem, em secadores o mais pronto possível, e, por último, caso possua, passar o café no despolpador ou descascador de cereja, todas as frações, principalmente o boia, assim tirará o efeito da casca sobre o escurecimento no grão de café. Matiello

Município: 
Jacutinga
Estado: 
MG
Fiquei com uma dúvida em relação ao fegatex, se usado, ele não pode atrapalhar fermentações 'boas' que possam acontecer no café? e qual a hora certa da aplicação do produto?

 

Resposta:

Senhor Antonio, Diz que tem duvidas quanto ao uso do Fegatex no terreiro, indagando como deve ser usado e se ele não pode atrapalhar fermentações boas. Nosso entendimento é no sentido de que o Fegatex age apenas em curto prazo, ou seja, tem pouco efeito residual. Ele atua como um desinfetante, porem seu efeito passa rápido, desse modo não atrapalharia futuras fermentações, nem as boas nem as más. Deste modo ele deve ser considerado um auxiliar, que ajuda, mas não garante o sucesso sempre.  Não existe uma indicação oficial, bem estudada, para o uso do produto, quanto à dose, à época e o modo e nem do grau de sua eficiência. Alguns produtores que usam preferem colocar no lavador de café, ocasião em que fica mais fácil molhar bem os frutos. Caso não passe o café no lavador poderia pulverizar sobre  os frutos no terreiro o quanto antes após chegarem do campo. Matiello

Município: 
Santa rita de caldas
Estado: 
MG
Tenho um sitio que plantei cafe da variedade catucai 2sl e catucai 785/15, ambas com 7 anos e no espassamento 2,5m x 1m, e nunca consegui bebida dura para melhor sempre e bebida rio e faco a colheita com todos os cuidados,cheguei ate secar amostras na peneira e sempre foram rio. O que posso fazer pra reverter esse problema? Presiso de ajuda? Att Andre

 

Resposta:

Senhor André,

Em sua pergunta diz que está  com problema em uma lavoura de café, plantada com 3 variedades, 2 de Catucai e uma de Catuai, plantadas a 2,5 m x 1m. Diz que estão produtivas e com solo bem adubado.. No entanto, sempre produzem cafés de bebida rio. Pergunta se existe solução para o problema.

Para a resposta primeiro vamos explicar que a causa da bebida rio não está nem nas variedades, nem na adubação. Ela está relacionada com o microclima onde está a lavoura e com os cuidados no pós-colheita.

Veja que a lavoura está situada numa região onde  é comum  obter bebida boa no café – o Sul de Minas. O que pode estar acontecendo é que as lavouras se encontram em uma face ou depressão no terreno em condições muito úmidas. Mesmo , seria possível obter boa bebida caso fizesse ou o despolpamento do café, ou a colheita do café maduro e secasse rapidamente, Outra solução que temos visto melhorar a bebida é a aplicação de um fungicida como o Comet, uma estrobilurina, no inicio da maturação dos frutos, cerca de 30-40 dias antes da colheita, o que evita o aparecimento de fermentações indesejáveis. Matiello

Anexo: 
Município: 
Manhuaçu
Estado: 
MG
sua instalação é de baixo custo também pouco consumo, mas precisamos de informações técnicas para tirar melhor proveito

 

Resposta:

Senhor Carlos,

Temos sim trabalhos, os quais foram feitos faz  alguns anos atrás, com o que chamamos secador barcaça ou de leito fixo. Ele, é, normalmente,  de baixo custo, podendo ser adquirido de construção metálica ou feito na propriedade, com alvenaria. Se bem conduzido o processo nele leva a uma seca adequada do café. Para isso, o essencial é adequar uma fornalha de fogo indireto ou uma simples, de carvão, isso para evitar cheiro de fumaça nos frutos do café. Outro cuidado é  o revolvimento do café de tempos em tempos, para uniformizar a seca. Esta mistura e revolvimento do café  pode ser feito manualmente, com pás, ou através de um sistema de rosca sem fim, este já disponível nos secadores metálicos fabricados na sua região. Não vemos viabilidade, como alguns apregoam, de secar o café, de modo uniforme, sem esse revolvimento, a menos que a secagem seja muito prolongada, com paradas, para que melhore essa uniformidade. Matiello

Município: 
Uberlandia
Estado: 
MG

Resposta:

 

A água residuária do preparo do café é problemática quando é feito o despolpamento. Elas contem alta porcenta­gem de açúcares e material orgânico, que, despejadas diretamente em cursos d'água, causam a rápida redução do nível de oxigênio da água e, consequentemente, a morte dos peixes e de outros inimigos das larvas dos mosquitos.

As soluções para esse problema são: abrir lagoas de decantação (cuidado para que não fiquem próximo ao lençol d’água), para reduzir o despejo de resíduos sólidos; usar menor volume de água no despolpamento, com bombeamento para a recirculação dessa água e tratar os esgotos com cal ou outros produtos alcalinos para acelerar a decantação, ou usar um sistema de filtros bioló­gicos. Uma boa  maneira de usar a água do despolpamento é conduzir esta água para a lavoura de café ou para outras culturas, pois possui boas quantidades de nutrientes. A mucilagem possui proteínas, fibras, carbo-hidratos, açúcares, vitaminas e minerais, possíveis, até, para aproveitamento nutricional em animais. Na adubação as águas residuárias, apesar de muitos terem medo de queima, pode ser usada, em doses adequadas. Experimentos em vasos mostraram que é possível, sem problemas, aplicar até o equivalente a 80 litros por metro quadrado de terreno. Quando se vai aplicando a água em diferentes áreas não existe qualquer risco de dano aos cafeeiros.

Um levantamento feito da água residuária do preparo de café mostrou que as maiores concentrações de nutrientes ocorrem com as águas que passam pelo descascador e desmucilador, sendo muito baixos os teores oriundos do lavador. Foi possível detectar os níveis básicos de : 90-100 ppm de N, 6-8 ppm de P, 200-300 ppm de K, 30-35 ppm de Ca, 9-12 ppm de Mg, 0,2 a 4 pm de Cu, 0,2 a 5 ppm de Zn, 0,6 a 8 ppm de Mn, 6 a 50 ppm de Fe, e 0,2 a 1,5 ppm de B. Outro estudo mostrou que o teor de sódio na mucilagem de frutos é o mais alto entre os minerais, atingindo a 820 ppm.

Pela legislação vigente, o uso de usinas de preparo de café, especialmente as grandes, deve ser precedido de estudo de impacto ambiental. Matiello

Município: 
Andradas
Estado: 
MG
Gostaria de saber qual a dosagem indicada? E já que a aplicação do comet e indicada para evitar a perda de qualidade da bebida do cafe, se acontecer um episodio de chuva na colheita que dure dois ou três dias, esse cafe aplicado comet pode ser enleirado e permanecer por esse dois ou três dias????

 

Resposta:

Senhor João,

O senhor pergunta sobre  a dosagem indicada?  Indaga, ainda, se a aplicação efetuada pode manter o efeito no café enleirado, por motivo de chuva no terreiro.

Nossa orientação se baseia nos ensaios que efetuamos e observamos que existe uma proteção continuada, sem problemas, já que o produto se liga na camada externa da casca dos frutos. Em citrus ficou comprovado que o Comet se mantem por mais de 30 dias atuando na proteção, isso na casca das laranjas jovens, no campo.

Quanto ao uso comercial, lembramos que o produto não possui registro para emprego na pulverização dos frutos, e, sim, na lavoura. Matiello

Município: 
Ipatinga
Estado: 
MG
Os frutos estão com diâmetros em torno de 5 a 10 mm, em sua maioria, e verdes. Os maiores que estes valores já estão maduros, ou quase maduros. Existe, ainda, chance dos verdes madurarem? Qual critéri para se definir a execução da colheita? Além da broca, quais problemas poderemos ter, se os frutos ficarem no pé.

 

Resposta:

Senhor Jésus,

A situação daí parece mesmo estar crítica. A falta de chuvas, no período de granação dos frutos do cafeeiro, leva à formação de grãos pequenos, mal granados, com pouco peso e até completamente chochos.

Para verificar como foi o prejuízo é preciso fazer a colheita de alguns pés, bem representativos, secar e determinar o rendimento café coco/ café beneficiado. Deve-se, ainda,verificar o tipo do café e o seu preço de mercado. Isto deve ser feito pois,, provavelmente, vai resultar muito café escolha. Fazer apenas o teste de frutos que boiam em água não seria suficiente.

Com o resultado do rendimento e da avaliação do preço do café, restaria, então,  ver qual seria, em contraposição, o custo da colheita e do preparo desse café. Caso resulte alguma sobra seria indicada a colheita. Matiello

Município: 
Nepomuceno
Estado: 
MG

Resposta:

Senhor José,

O produto para acelerar a maturação é o Ethrel. Ele se mostra viável quando se faz a colheita mecanizada, pois o café maduro cai mais fácil do que o verde. No entanto, o fruto que estava verde, com o Ethrel, só amadurece por fora, ou seja, a semente ou grão, internamente, vai permanecer verde, e aparecer no café beneficiado como defeito. Por isso, deve-se pensar bem antes de aplicar. Caso seja colheita manual não compensa. Deve-se,  ainda,  cuidar bem da época correta de aplicação e da dose, pois se for em excesso  derrubar também as folhas. Matiello

 

Município: 
Santa Rita de caldas
Estado: 
MG
Tenho dúvidas em sobre o uso destes produtos, quais são as diferenças e vantagens e desvantagem de ambos?

 

Resposta:

Senhor André , diz ter  dúvidas sobre o uso destes produtos e indaga  quais são as diferenças e vantagens e desvantagem de ambos. Nós atendemos dizendo que os 2 produtos são parecidos. Ambos são à base de hidróxido de cobre. O Supera tem 537 g do hidróxido por litro e sua formulação é SC, Já o Tutor tem 690 g do hidróxido por Kg e sua formulação é WG. Este último, portanto, tem cerca de 16% a mais de cobre. Diferenças em formulação são muito pequenas no uso prático e não interferem na eficiência. Deste modo, ajustando doses e vendo a questão de preço, pode escolher um ou outro, o  melhor nessa condição. Matiello

Município: 
Franca
Estado: 
SP

 

Resposta:

Senhor Cleiton, a fusariose que conhecemos é a doença que entope os vsos do tronco dos cafeeiros, em plantas mais velhas. Essa doença é favorecida pela entrada do fungo através de ferimentos, nas raízes ou no tronco. A prevenção seria evitar o ataque de nematoides e reduzir, ao máximo as podas, inclusive a colheita mecanizada, pois as hastes da colhedeira também ferm o tronco, podendo transmitir e abrir portas de entrada para o Fusarium. Como pode ver é difícil deixar de fazer podas ou colheita mecanizada. Nesse caso, o controle, de forma prática,  passa a ser, somente,  substituir as plantas que adoecem e chegam a morrer. Matiello

Município: 
Santa Rita de Caldas
Estado: 
MG
Já estou terminando a colheita em alguns talhões, e gostaria de fazer um pós colheita para manter o vigor das plantas e controlar preventivamente algumas doenças que podem cortar produtividade para a próxima safra. Pensei em fazer a aplicação dos seguintes produtos comerciais, tutor,comer e o cantus, estou certo no meu modo de pensar ou preciso acrescentar mais alguma coisa?

 

Resposta:

Senhor André, diz que já está  terminando a colheita em alguns talhões, e gostaria de fazer um pós colheita, para manter o vigor das plantas e controlar preventivamente algumas doenças que podem cortar produtividade para a próxima safra. Pensou  em fazer a aplicação dos seguintes produtos comerciais - tutor, comer e o cantus. Pergunta se está  certo no seu modo de pensar ou precisa acrescentar algo. . Nós atendemos dizendo que os produtos são estes mesmo, pois abrangem controle tanto da Phoma, algo de cercosporiose tardia e, ainda, algo de Pseudomonas. A época pode ser esta mesmo, caso vá fazer nova aplicação na pré-florada, senão pode atrasar um pouco essa primeira aplicação. Pode aproveitar para a inclusão de micro-nutrientes, como o zinco e o boro. Matiello

Município: 
Batatais
Estado: 
SP
Não fiz aplicação preventiva em dezembro, apliquei a associação dos produtos em meados de abril, mas ainda observo esporulação em uma parte da lavoura. Dois técnicos me fizeram a afirmação sobre a aplicação exclusiva do Triazol, de preferência o epoxiconaz.

 

Resposta:

Senhor Aguinaldo, diz que não fiz aplicação preventiva em dezembro, aplicoui a associação dos produtos em meados de abril, mas ainda observa esporulação em uma parte da lavoura. Dois técnicos lhe fizeram a afirmação sobre a aplicação exclusiva do Triazol, de preferência o epoxiconazole. Nós atendemos dizendo que  isso não se pode afirmar, com certeza, pois não se sabe que raças da ferrugem se encontram no local. Veja, se existirem raças resistentes ao Triazol, o uso deste produto, isolado, não faria efeito. Ademais temos visto que a estrobilurina também tem efeito curativo. Deste modo, indicamos o uso da mistura dos 2 ativos fungicidas, dando garantia e eficiência à aplicação. Matiello

Município: 
Itirapua
Estado: 
SP
Gostaria de saber o que e, pois aparece em muitos pes de cafe, afetando muitos ramos, sendo que em todo ano e na mesma epoca de maio a junho isso ocorre dessa forma agressiva e como posso fazer o controle.

 

Resposta:

Senhor Marcio

Diz ter  uma propriedade a 1160m. cultivada com variedades catuai. e mundo novo. Diz que

Aparece uma seca de ramos(foto anexa), em muitos pés de cafe, afetando muitos ramos, sendo que todo ano na mesma época, de maio a junho, diz querer saber soibre o controle. Nós atendemos dizendo que pela foto não é possível precisar, exatamente, qual a causa. No entanto, vamos dizer quais as prováveis. Pode ser ataque da bactéria Pseudomonas, pode ser Phoma ou um desequilíbrio nutricional. Veja, ai, com um agrônomo da região, pois no caso da Pseudomonas os ramos secam, mesmo em sua partre lenhosa e as folhas apresentam lesões com manchas com uma aureola amarelada. Na phoma só morre e seca a parte terminal do ramo e no caso de distúrbio nutricional ocorre apenas nos ramos com boa carga de frutos. O Controle de Pseudomonas e Phoma é feito através de aplicações preventivas de fungicidas cúpricos e de outros específicos (Nativo, Cantus, Rovral e outros). No caso de desequilíbrio nutricional faça uma análise de solo e de folhas pra vero o que está faltando. Veja bem, antes, pra não usar aplicações sem conhecer bem a causa. Matiello

Município: 
Patrocínio
Estado: 
MG
Já foi aplicado na área Clorpirifós, Fipronil, Imidacloprid e Tiametoxan e o problema continua; de acordo com a umidade os percevejos estão momentaneamente mais superficialmente ou mais em profundidade.

 

Resposta:

Senhor Fábio,

Diz que está  com problema muito sério de ataque de percevejos em mudas de café plantadas em área remanescente de soja, as ninfas do mesmos estão sugando as raízes, levando as mudas à morte, perguntando  o que fazer para resolver tal problema. Diz, ainda, que  foi aplicado na área Clorpirifós, Fipronil, Imidacloprid e Tiametoxan e o problema continua; de acordo com a umidade os percevejos estão momentaneamente mais superficialmente ou mais em profundidade. Nós atendemos dizendo que o controle é realmente difícil e conhecido em outras culturas, onde se indica, mesmo, os produtos que utilizou. Nós tivemos, ano passado, um problema semelhante em uma área na Mogiana-SP e o controle associou a eliminação da braquiária, hospedeira do percevejo e uso de uma mistura de Actara mais fipronil. Veja com mais cuidado as  doses e o modo de aplicação mais em faixa e a umidade do solo. Matiello

Município: 
Campos Altos
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor João, Nós não temos visto nenhum tipo de incompatibilidade. O que temos observado, já bem conhecido, é que o uso de altas doses de produtos cupricos, via pulverização, tendem a aumentar o ataque de ácaros e de bicho mineiro. Matiello

 

Município: 
Andradas
Estado: 
MG
Gostaria de saber se posso fazer uma pulverização usando 1 litro de Impact mais 0,4 litro de Comet juntamente com 1 quilo de hidróxido de cobre e 0,5 litro de óleo mineral por 200 litros de água para controlar todos esses fungos com um custo de aproximadamente R$ 160,00 por tambor.

 

Resposta:

Senhor Alberto, diz que tem uma  lavouras de café na face sul e sudoeste, e tem tido problemas de ferrugem tardia, cercóspora e phoma em abril/maio.Gostaria de saber se pode fazer uma pulverização usando 1 litro de Impact mais 0,4 litro de Comet juntamente com 1 quilo de hidróxido de cobre e 0,5 litro de óleo mineral por 200 litros de água para controlar todos esses fungos com um custo de aproximadamente R$ 160,00 por tambor. Nós atendemos dizendo que pode sim, as doses estão adequadas, até um pouco acima, mas nessa época é bom. O único que alteraríamos seria o impact, a menos que já tenha o produto, pois o mesmo é mais indicado pra uso via solo, porem como vai combinar com comet e com cobre , assim fica melhor. Matiello

Município: 
Santa Margarida
Estado: 
MG
Tenho uma lavoura de café Catucaí que foi recepada aos 13 anos de idade. Agora após dois anos, com plantas já bastante desenvolvidas, algumas plantas estão morrendo subitamente. Começam a amarelar as folhas e murcham até morrer. Morrem espaçadamente nas linhas da lavoura, não ocorrendo reboleira. Também já verifiquei que não há incidência de insetos nas raízes nem nenhuma outra doença. Alguns consultores já foram da Roseliniose à falta de enraizamento como hipóteses para explicar o problema. Se vocês puderem me ajudar, creio que essa resposta possa ser útil para outros também, pois é um problema realmente difícil.

 

Resposta:

Senhor Rosalvo, diz que tem  uma lavoura de café Catucaí que foi recepada aos 13 anos de idade. Agora após dois anos, com plantas já bastante desenvolvidas, algumas plantas estão morrendo subitamente. Começam a amarelar as folhas e murcham até morrer. Morrem espaçadamente nas linhas da lavoura, não ocorrendo reboleira. Também já verifiquei que não há incidência de insetos nas raízes nem nenhuma outra doença. Alguns consultores já foram da roseliniose à falta de enraizamento como hipóteses para explicar o problema. Se vocês puderem me ajudar, creio que essa resposta possa ser útil para outros também, pois é um problema realmente difícil. Nós atendemos dizendo que nem roseliniose nem sistema radicular deficiente constituem a causa do seu problema. Tudo indica ser uma fusariose, doença que entope os vasos da planta, em cafeeiros velhos e depois de podados, pois a doença se transmite através do corte das plantas. Aí na zona da Mata de MG o problema tem ocorrido muito. O senhor pode cortar o lenho das plantas doentes e logo abaixo da casca vai encontrar os vasos do tecido lenhoso de cor marron avermelhada. A doença não tem controle, o único a fazer seria a replanta de plantas mortas. Matiello

Município: 
Lajinha
Estado: 
MG
Boa noite, venho tendo muitos problemas com a cercosporiose e esse ano mesmo com o clima favorável ou seja sem a ocorrência de seca mais uma vez em alguns talhões de café tive um ataque muito forte pela cercosporiose que irá me causar uma quebra de safra e de qualidade mesmo sendo bem tratados. Não sofreu no mato recebeu 3 adubações sendo a 1 e a 3 de 180 gramas de 20.00.10 e a 2 adubação de 200 gramas de 32.00.16, foi aplicado actara via solo e uma pulverização com priorixtra 4 litros por hectare.Então gostaria de saber o que pode ter ocorrido de errado e o que posso fazer para próxima safra não ter a ocorrência dessa doença novamente.

 

Resposta:

Senhor Juscelino, diz que vem tendo muitos problemas com a cercosporiose e esse ano mesmo com o clima favorável, ou seja, sem a ocorrência de seca mais uma vez em alguns talhões de café tive um ataque muito forte pela cercosporiose que irá me causar uma quebra de safra e de qualidade mesmo sendo bem tratados. Não sofreu no mato recebeu 3 adubações sendo a 1 e a 3 de 180 gramas de 20.00.10 e a 2 adubação de 200 gramas de 32.00.16, foi aplicado actara via solo e uma pulverização com priori-xtra 4 litros por hectare.Então gostaria de saber o que pode ter ocorrido de errado e o que posso fazer para próxima safra não ter a ocorrência dessa doença novamente. Nós atendemos dizendo que alem do NPK deve ver a questão de cálcio e magnésio, pra corrigir eventual de eficiência destes. Outra coisa muito importante na cercosporiose é a época de pulverização, devendo ser preventiva, começando cerca de 80dias pós-floração. Ainda os produtos adequados tem que ser combinados com fungicidas cúpricos ou aumentando a dose adicional de estrobilurina. Veja, ainda, o modo de adubação, pois alem da dose , pode estar havendo um mau aproveitamento de adubo, especialmente do N, quase sempre vindo da fonte ureia. Matiello

Município: 
Campestre
Estado: 
MG
Gostaria de saber se com o aumento da umidade durante a noite e inicio da manhã essas moléculas podem novamente ficar disponíveis e serem absorvidas pelas folhas de maneira eficaz. Desde já agradeço o espaço.

 

Resposta:

Senhor Adelber, pergunta se é comprovado ,cientificamente, que pulverizações realizadas sob altas temperaturas ou com a umidade relativa do ar muito baixa, provocam a rápida evaporação da água e a cristalização das moléculas sobre a superfície aplicada. Ainda pede informações se  com o aumento da umidade, durante a noite e inicio da manhã, essas moléculas podem novamente ficar disponíveis e serem absorvidas pelas folhas de maneira eficaz. Nós atendemos dizendo que sim, com altas temperaturas e UR do ar baixa, o problema primeiro é de evaporação de parte das gotas, assim não atingindo bem a superfície foliar aplicada. O fenômeno cristalização não diríamos que ocorre sempre , pois muitas substâncias aplicadas se solidificam sem cristalizar, ou seja, formar cristais. De qualquer modo, numa primeira fase ocorre uma absorção ativa, pelos tecidos das folhas, logicamente enquanto houver estado líquido e quanto mais rápida a evaporação menor seria a absorção. Por outro lado, em ensaio feito com micro-nutrientes, zinco e boro (Sulfato e ácido bórico) e depois simulamos orvalho houve  re-absorção adicional dos nutrientes, avaliados por análise dos tecidos foliares. Matiello

 

 

Anexo: 
Município: 
Piumhi
Estado: 
MG
Boa tarde!/!! Estou com problema num talhão, onde está morrendo algumas plantas numa reboleira, porém ela está aumentando. Foi feito a retirada das plantas mortas e colocado cal virgem na área. Foi realizado o replantio esse ano e as plantas novas já estão morrendo também. Tenho mais fotos para enviar. Tem alguma análise laboratorial que pode ser realizada?

 

Resposta:

Senhor João, diz estar  com problema num talhão, onde estão morrendo algumas plantas numa reboleira, porém ela está aumentando. Foi feito a retirada das plantas mortas e colocado cal virgem na área. Foi realizado o replantio esse ano e as plantas novas já estão morrendo também. Tenho mais fotos para enviar. Tem alguma análise laboratorial que pode ser realizada. Nós atendemos dizendo que, provavelmente, se trata de um foco de roseliniose. Cujo fungo tem suas estruturas caminhando pelo solo. A análise pode ser feita visualmente. Quando cortar junto às raízes grossas em plantas que ainda estão amareladas, sem secar, aparece um micélio branco. Logo abaixo da casca, junto ao colo da planta e junto à raiz principal, podem ser encontradas rizomorfas e pontuações escuras no lenho. A melhor solução é o que fez, porem deixar um tempo pra plantar novamente. Melhor ainda seria fazer uma vala, de uns 30-40 cm de profundidade cercando a área afetada, com uma sobra lateral pequena, por segurança. Deste modo o fungo não consegue se alastrar na área. Matiello

Município: 
Campestre
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Adelber, a decomposição de produtos que permanecem na calda pode existir sim, dependendo do produto. No caso de sais, como ácido bórico, sulfato de zinco, oxicloreto/hidróxido de cobre não ocorrem problemas. Alguns inseticidas e fungicidas de outros grupos podem sim ter problemas pois se decompõem e perdem seu efeito. Em calda com o herbicida glifosato, em se tratando de água limpa, pode ficar de um dia pro outro sim. Matiello

Município: 
Boa Esperança
Estado: 
MG
Continuando o questionamento sobre nematoides, feito anteriormente. Providenciei uma analise no laboratório da UFLA. Segue anexo o laudo, que ao que me parece constatou a presença de nematoides. E agora como deveria proceder???

 

Resposta:

Senhor Paulo, diz que quer continuar o questionamento sobre nematoides, feito anteriormente, quando detectou o problema de morte de cafeeiros jovens. Diz que providenciou uma analise no laboratório da UFLA. Envia o  laudo, que constatou a presença de nematoides. Pergunta como proceder. Nós atendemos dizendo que as espécies constatadas não possuem dados de prejuízos em cafeeiros. Eles são das espécies Helicotylenchus, Aphelenchoides e Tetylenchus, sendo que as espécies identificadas com prejuízos em cafeeiros são Meloydogyne(exígua, incógnita e paranaensis). Deste modo, até prova cientifica nova, os nematoides constatados devem viver lá sem estar prejudicando significativamente os cafeeiros, especialmente em relação ao problema de morte de plantas jovens. Assim, não indicamos nenhum tipo de controle, com base no que hoje conhecemos das pesquisas. Matiello 

Município: 
Boa Esperanca
Estado: 
MG
Em uma lavoura de 13 meses da cultivar mundo novo (47../4). Algumas plantas tem apresentado amarelecimento agudo e ate mesmo morte. Arrancando algumas dessas plantas,identificamos bifurcação de raízes,coloração escura na parte interna do caule, algumas larvinnhas entre a casca e ate mesmo penetradas no caule,caso sejam nematoides qual o método de controle químico mais eficaz??Seguem algumas fotos anexas!!!

 

Resposta:

Senhor Paulo, diz que em  uma lavoura de 13 meses,  da cultivar mundo novo, algumas plantas tem apresentado amarelecimento agudo e até mesmo morte. Arrancando algumas dessas plantas, foi identificada bifurcação de raízes, coloração escura na parte interna do caule, algumas larvinnhas entre a casca e ate mesmo penetradas no caule. Caso sejam nematoides qual o método de controle químico mais eficaz. Segue  foto anexa. Nós atendemos dizendo que muito provavelmente não se trata de nematoides. Nossa afirmação é por que na sua região ainda não tem constatação de nematoides das espécies M. incognita ou M. paranaensis, as que provocam danos graves como mostrou.  Alem disso, caso fosse nematoide a ocorrência seria mais em reboleira, não em plantas salteadas. Tudo indica que o amarelecimento e morte de plantas se deva ao sistema radicular deficiente, como, aliás  relata que viu raízes bifurada, com poucas secundárias e, provavelmente, superficiais..As larvas que viu no tronco são de alguns insetos que atuam depois do tecido morto, ou seja, são saprófitas. As larvas de nematoide normalmente não podem ser vistas a olho nu. Procure razões do problema na origem das mudas, com poucas raízes e tortas ou no plantio mal feito . Matiello

Município: 
Batatais
Estado: 
SP
Isso aumenta o efeito dp controle ou causa alguma reaçao

 

Resposta:

Senhor João, apesar do fungicida à base de flutriafol ser mais indicado pra uso via solo, ele também pode ser usado em pulverização, como deseja, e sua combinação com fungicida à base de cobre não apresenta problemas, só ajuda, combinando controle da ferrugem, cercosporiose e mancha aureolada. Matiello

Município: 
Carmo do Rio Claro
Estado: 
MG
Muda recém plantada e estava tombada.

 

Resposta:

Senhor Daniel, fica difícil a gente acertar com apenas a foto. No entanto, tudo indica ser mesmo rizoctoniose tardia. Pra ter uma pista melhor, você deve observar o histórico das mudas, ou seja, ver se a doença ocorreu no viveiro.. O tombamento de mudas pode ser, também , provocado por lesões por vento e o tipo de lesão mostrado pode, ainda, ser de origem mecânica, um ferimento por enxada, inseto roedor etc. Matiello

Município: 
Jacutinga
Estado: 
MG
SOUBE POR UM COLEGA, UM TRATAMENTO DE COBRE COM MACOZEB, DE MOLHO,MAIS SUPER SIMPLES NA RAZAO DE 3% NA CALDA, SERÁ QUE FUNCIONA PRA MANCHA AUREOLADA?

 

Resposta:

Senhor Antonio, diz que soube, por um colega, dum tratamento de cobre com mancozeb, de molho,mais super simples na razão de 3% na calda, será que funciona pra mancha aureolada. Nós atendemos dizendo que no caso da mistura de cobre com mancozeb esse tratamento é tradicional pra bacteriose em tomateiros, sendo que para cafezais não existem pesquisas. Quanto ao superfosfato existe a recomendação, pra inclusão tendo em vista que o flúor presente nele é, também, bactericida. Ultimamente temos visto, ainda sem comprovação que existe uma relação entre plantas mais fracas, aparentemente com sintomas de deficiência de P e maior ataque de Pseudomonas. Matiello

 

Município: 
Campos Atos
Estado: 
MG
Há uma gama de adjuvantes para caldas de pulverização disponíveis no mercado; óleos minerais, vegetais, siliconado, dentre outros. Gostaria de saber a diferença e a melhor aplicabilidade de cada um.

 

Resposta:

Senhor João Paulo, diz que há uma gama de adjuvantes para caldas de pulverização disponíveis no mercado; óleos minerais, vegetais, siliconado, dentre outros. Gostaria de saber a diferença e a melhor aplicabilidade de cada um. Nós atendemos dizendo que 2 grupos básicos de adjuvantes podem ser empregados. Os óleos, estes quando os produtos usados assim recomendam, como ocorre para alguns herbicidas e fungicidas, estes ajudam na penetração dos ativos nas folhas. O outro tipo, muito bom, são os siliconados, estes aumentam a superfície de contato das gotas com aas folhas, melhorando a cobertura e a absorção. Outros como corretores depH etc, poderiam ser usados só em casos especiais de águas alcalinas. Matiello

Município: 
Sao Sebastiao Da Grama
Estado: 
SP

 

Resposta:

Senhor Daniel, pela foto enviada onde aparecem ranhuras em frutos, o que sabemos, atualmente, que se trata de ferimentos iniciais por ácaros, nos frutos mis novos que deixam essas marcas nos frutos. Cremos que nada têm a ver com as chuvas, pois, normalmente, a população de ácaros diminue com as chuvas. Matiello

Município: 
Mutun
Estado: 
MG
comprei um sítio no município de mutun mg para plantio de café arábica já existia algu s pés de café nos quais foram recepados lavoura de 6 anos porém abandonada.A brotacão saiu bonita porem muitos estão murchando e morrendo.Existe plantação de eucalipto entorno da lavoura

 

Resposta:

Senhor Oliveira, diz que comprou  um sítio no município de Mutun MG para plantio de café arábica já existia alguns pés de café nos quais foram recepados . Lavoura de 6 anos porém abandonada.A brotacão saiu bonita porem muitos estão murchando e morrendo.Existe plantação de eucalipto entorno da lavoura. Nós atendemos dizendo que a brotação está murchando e, provavelmente vai morrer, em certas plantas, devido ou a um sistema radicular deficiente, ou por efeito de entupimento do caule, por uma doença que se chama fusariose. A primeira causa deve ser a provável, pois a lavoura, como diz, é ainda nova(6anos)

Município: 
Juruaia
Estado: 
MG

 

Resposta:

Sr Celso, ultimamente tem sido dificil combater a broca pois os inseticidas atuais estão menos eficientes que aquele retirado do mercado. Como não quer usar agrotóxicos deve usar praticas de colheita muito bem feita, não deixando frutos na árvore ou no chão de um ano pra outro, manter lavouras podadas e, eventualmente, aplicar produtos naturais como a base de Beauveria (Bovemax) e óleo de neen. Matiello

Município: 
Jacutinga
Estado: 
MG
BOA TARDE, JA VI OPINIOES DIFERENTES SOBRE ISSO, ALGUNS FALAM QUE ESTABILIZA AS MOLECULAS E MELHORA O EFEITO BACTERICIDA, E APLICADO JUNTO COM UMA SOLUÇÃO BACTERICIDA (FEGATEX, BIOPRIME, RESISTENCE BAC F) TEM O EFEITO DE CHOQUE COM A MESMA, E UM EFEITO RESIDUAL COM O MANCOZEB E COBRE, ISSO É REALMENTE EFICIENTE?

 

Resposta:

Senhor Antonio,

Diz que viu  opiniões diferentes sobre isso, alguns falam que estabiliza as moléculas e melhora o efeito bactericida. Em aplicações  junto com uma solução bactericida (fegatex, bioprime, resistence bac f) tem o efeito de choque com a mesma, e um efeito residual com o mancozeb e cobre. Pergunta se isso  é realmente eficiente. Nós atendemos dizendo que o mancozeb mais um fungicida cúprico, em mistura prévia, é tido como  mais eficiente em bacteriose em tomateiros, porem reduz sua eficiência em aplicação contra Xantomonas em citrus.

 No cafeeiro isso não foi objeto de pesquisa  e, assim, muita gente só tem usado o cobre, que tem efeito fungicida e bacteriostático  contra Pseudomonas. Os demais produtos que cita tem, ainda, poucos estudos, com resultados  iniciais, como disse, com efeito desinfetante, com residual curto. Da mesma forma não se em dados  sobre seu efeito combinado com os fungicidas cúpricos e o mancozeb. Matiello

Município: 
Santa Rita de Caldas
Estado: 
MG
acho que esse produto mto bom, e parece que ajuda a desenvolver mais os ramos do cafe, gostaria de saber se posso usalo em todas as aplicaçao foliar?

 

Resposta:

Senhor Luiz, pergunta se pode usar o fungicida Comet em todas as aplicações foliares, pois acha que  esse produto é  bom, e parece que ajuda a desenvolver mais os ramos do café. Nós atendemos dizendo que pode sim usar, pois ,como disse ,ele tem um bom efeito tônico, ativando a fotossíntese das plantas e reduzindo seu stress. Ele pode ser usado no programa de pulverizações da lavoura, sendo eficiente no controle da ferrugem, da cercosporiose e da Phoma. Matiello

Município: 
Cristais
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Pedro,

A foto que enviou mostra planta nova com ataque de cercospora, tendo a mesma folhas amareladas, neste caso, ficando evidente tratar-se de indução da doença por deficiência nutricional. As folhas amareladas/pálidas do topo da planta indicam que nesse local não caiu o suficiente de adubo fosfatado e a planta, nessas condições é mais atacada por cercospora negra. Para melhorar aplique um pouco de MAP em cada planta e se puder enterrar melhor, na base de umas 100 g /PL. Aplique, pra ir controlando, em pulverização, enquanto o adubo não controla a deficiência nutricional, uma mistura de fungicida cúprico com um fungicida estrobilurina, pode ser um hidróxido ou óxido ou oxicloreto de cobre, na base de uns 2kg/400 L dágua e um produto como Comet (600 ml/400 L ou Amistar (150 g/400 Ldágua)

Município: 
Lajinha
Estado: 
MG
Primeiramente quero dizer que é de grande importância esse trabalho realizado por vcs pois nos da um plus a mais para tomarmos nossas decisões de forma mais correta. Hoje em dia tudo na cafeicultura de montanha está muito caro o que eleva e muito o custo de produção,minha dúvida é a seguinte se somos recomendados a aplicar fungicida e inseticida via solo por que mesmo assim ainda temos que fazer pulverizações com fungicidas. A aplicação dos fungicidas via foliar não poderia neste caso substituir a aplicação via solo,o que faria diminuir e muito o custo de produção.

 

Resposta:

Senhor Juscelino, o senhor diz, de inicio,  que é de grande importância esse trabalho realizado por vcs pois nos dá um plus a mais para tomarmos nossas decisões de forma mais correta. Diz, ainda, que hoje em dia tudo na cafeicultura de montanha está muito caro, o que eleva  muito o custo de produção. Sua  é sobre a  recomendação de  aplicar fungicida e inseticida via solo e por que, mesmo assim ,ainda temos que fazer pulverizações com fungicidas. A aplicação dos fungicidas via foliar não poderia, neste caso, substituir a aplicação via solo,,o que faria diminuir e muito o custo de produção. Nós entendemos sua preocupação com o custo e explicamos que a complementação da via solo com a via foliar é vantajosa, já que a via solo não tem sido mais tão eficiente com relação ao controle das pragas e doenças, especialmente quanto à ferrugem, necessitando complementação foliar, com outros ativos fungicidas. No entanto a importância dos produtos via solo é que promovem efeito de aumento das raízes do cafeeiro, e, assim, ajudam na produtividade das plantas. Neste caso, indicamos que use os produtos via solo aqueles mais econômicos e não deixe de usar a via foliar, essa , de fato é a que está promovendo o controle da ferrugem. Matiello

Município: 
Guimarania
Estado: 
MG
Boa noite! Gostaria de saber se os fungicidas e inseticidas de solo além de proteção e vigor a planta, ajudaria no desenvolvimento de ramos? Em safra baixa, poderia cortar essa aplicação?

 

Resposta:

Senhor Lucas, diz que gostaria de saber se os fungicidas e inseticidas de solo, além de proteção e vigor a planta, ajudariam no desenvolvimento de ramos, assim se em anos de safra baixa, poderia cortar essa aplicação. Nós atendemos orientando que a aplicação parcelada do fungicida de solo ainda não é comprovada como eficiente. Também com relação a não aplicar os produtos em anos de safra baixa, indicamos que isto não é indicado, pois os produtos atuam na melhoria do sistema radicular das plantas, normalmente debilitado após uma safra alta. Deste modo a recuperação da ramagem vai ser, sim, beneficiada pelo uso desses produtos. Matiello

Município: 
poços de caldas
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Luiz, pergunta com quantos dias depois da florada murchar posso aplicar o pós florada. Nós atendemos dizendo que a aplicação de defensivos pode ser feita independentemente da florada murchar, pois a fecundação do café arábica ocorre antes das flores se abrirem, ou seja a pulverização não atrapalha o pegamento dos frutos.  A aplicação pós-florada pode ser feita quando for possível, observando os períodos frios e úmidos que vão provocar as doenças e a sua disponibilidade de equipamento. Não existe um período fixo pra isso. Matiello

Município: 
Martins Soares
Estado: 
MG
café com 1 ano de transplantado, com plantas isoladas apresentado tais características, principalmente em áreas próximas aos carreadores e nos locais mais altos.

 

Resposta:

Sra Camila, pergunta qual ou quais as  possíveis doenças  que podem estar acometendo nos cafeeiros da foto e quais as formas de prevenir o problema. Diz que as plantas tem  1 ano de transplantadas,  o problema aparecendo em plantas isoladas, apresentado tais sintomas, principalmente em áreas próximas aos carreadores e nos locais mais altos. Nós atendemos dizendo que os sintomas que vimos nas fotos são de seca nas brotações novas, do ponteiro das plantas. Verificando as folhas da planta notamos folhas pequenas mas sem lesões de doenças, elas apresentando um certo stress hídrico. Deste modo poderiam ser 2 coisas – a mais provável um efeito de stress por falta dágua, levando à seca das partes mais novas, onde a água chega menos e sendo, ainda, as mais sensíveis. O fato de estar ocorrendo em plantas isoladas, como diz em pontos mais altos ou próximo a carreadores associa locais mais secos com plantas que possuem pior sistema radicular. A outra possibilidade, esta você pode verificar melhor ai se coincidem condições climáticas adequadas, seria um ataque de Phoma. Nesse caso as condições ideais seriam região de altitude elevada, aí na região acima de 800 m, período de chuvas finas e de temperaturas baixas e área sujeita a ventos frios. No entanto, como as plantas  que estão apresentando o problema estão salteadas na lavoura isto indica, provavelmente, não ser o caso dessa doença. Uma forte deficiência de boro também poderia provocar esse sintoma, bem como uma aplicação de dose alta de adubo, com efeito salino. Veja ai o que foi feito e tenha sucesso na conclusão, diante do que levantamos de possibilidades. Matiello

Município: 
Campestre
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Adelber, diz que gostaria de saber se, no caso de chuva de granizo, a pulverização deve ser feita em volume maior de calda e se pode ser feita em um só dos lados da planta. Nós atendemos dizendo que o volume de calda seria o normal mesmo, pois vai atingir a folhagem restante, danificada e a ramagem nova, tecidos esses normalmente menos volumosos do que antes da chuva de granizo. Quanto a pulverizar de um só lado vai depender da área atingida. Caso seja apenas um lado da linha de cafeeiros poderia sim proteger, com a calda pulverizada, apenas aquele lado atingido, assim com maior economia de produto. Matiello

Município: 
Campestre
Estado: 
MG
Sou produtor de café de montanha e as aplicações de fungicida via foliar são uma grande dificuldade. Alguns produtores te usado via drench fungicidas associados a inseticidas em novembro, e uma segunda aplicação de fungicida (flutriafol) também via drench em fevereiro para tentar controlar a ferrugem. Gostaria de saber sua opinião a respeito dessa prática.

 

Resposta:

Senhor Adelber, diz que gostaria de saber se, no caso de chuva de granizo, a pulverização deve ser feita em volume maior de calda e se pode ser feita em um só dos lados da planta. Nós atendemos dizendo que o volume de calda seria o normal mesmo, pois vai atingir a folhagem restante, danificada e a ramagem nova, tecidos esses normalmente menos volumosos do que antes da chuva de granizo. Quanto a pulverizar de um só lado vai depender da área atingida. Caso seja apenas um lado da linha de cafeeiros poderia sim proteger, com a calda pulverizada, apenas aquele lado atingido, assim com maior economia de produto. Matiello

Município: 
Bom Sucesso
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Paulo, quer saber quando usar somente um triazol, somente uma estrobilurina, e quando usar os dois juntos. Nós atendemos dizendo que, hoje em dia o triazol isolado praticamente está fora de uso, isto por que, esse fungicida não consegue, isoladamente, ter boa eficiência contra a ferrugem. A combinação com estrobilurina visa evitar problemas com a resistência do fungo, ao mesmo tempo em que esse grupo fungicida consegue adicionar bom controle também pra cercosporiose. Assim, as formulações mistas são, atualmente as indicadas. No caso de uma aplicação especifica pra cercosporiose, pra reduzir fermentações em fruos, em locais de bebida inferior, ou, mesmo, em controles de Phoma a estrobilurina pode ser usada isoladamente. Matiello

Município: 
Santa Rita de Caldas
Estado: 
MG
tenho uma duvida sobre o que acontece com meu cafe, que e uma catuai 144 que esta plantado a 1450mts de altide, ele tem florada desparcelada ate quatro em um periodo de 70dias e nao tenho certeza de como proceder com o pre e pos florada de qual seria a maneira mais correta. costumo aplicar os produtos nos primeiros botoes da primeira e depois nos chumbinhos da ultima florada, com o cantus(200g/ha), o comet(1lt/ha), com o supera(4lts/ha) e tenaz(3lts/ha) e mesmo assim a grande incidencia de phoma, seria presiso fazer uma terceira aplicaçao? ou usar algum outro defencivo? como devo proceder?

 

Resposta:

Senhor André, diz ter duvida sobre o que acontece na sua lavoura, que é uma catuai 144, que está plantado a 1450mts de altitude. Ele apresenta floradas  parceladas,  até  4  em um período de 70dias, assim fica em dúvida sobre como aplicar os produtos de proteção de florada. Diz que  costuma aplicar os produtos nos primeiros botões da primeira e depois nos chumbinhos da ultima florada. Diz que aplica  cantus(200g/ha), o comet(1lt/ha), com o supera(4lts/ha) e tenaz(3lts/ha) este no solo,  e, mesmo assim, ocorre grande incidência de phoma. Pergunta se seria preciso uma 3ª  aplicação ou  usar algum outro defensivo. Nós atendemos dizendo que estes tem sido os produtos testados e comprovados com boa eficiência contra Phoma. Porem, sua região, de altitude muito elevada, condiciona fatores muito favoráveis à doença, como frio e umidade. Assim, nós aconselhamos sim a utilizar maior numero de pulverizações, encaixando uma mais cedo no ciclo, em agosto, pra reduzir o inoculo da doença, depois uma um pouco mais tarde em dezembro. Alem disso,veja uma maneira de arejar sua lavoura, através de podas, pra que as folhas sequem mais rapidamente, após chuvas ou orvalho e reduza a adubação nitrogenada, tudo pra tornar as plantas menos susceptíveis à doença. Matiello

Município: 
Ibitiura de Minas
Estado: 
MG
estou correto com a aplicaçao? Posso repertir a mesma no pos florada? Tenho que adicionar mais algum produto?

 

Resposta:

Senhora Camila, diz que fez aplicação na pré florada em sua plantação, usando  Cantus,Comet e supera mais espalhante adesivo. Pergunta se está correto e se pode repetir a mesma na pós florada ou se deve adicionar algum produto. Nós atendemos dizendo que estes produtos são essenciais pra proteger contra doenças que atacam os botões e os chumbinhos. Ajudam ainda, na proteção inicial contra a ferrugem. Nós indicamos tirar o espalhante, pois os comuns pouco ajudam no aproveitamento dos defensivos, pois as folhas do cafeeiro são semi-cerosas e as gotas see espalham bem nelas.  Poderia, pra aproveitar, já incluir o zinco e o boro na aplicação.

Município: 
Campestre
Estado: 
MG
Olá amigos! Sou produtor de café nas montanhas entre 1050 e 1250 metros. Tenho plantações adensadas em face sul e sudoeste e muitos problemas com fungos, especialmente Phoma e floradas desuniformes

 

Resposta:

Sr Adelmer, diz que é produtor de café nas montanhas entre 1050 e 1250 metros. Tem plantações adensadas em face sul e sudoeste e muitos problemas com fungos, especialmente Phoma e floradas desuniformes. Nós atendemos dizendo que, de fato, as zonas mais altas e mais frias e úmidas são problemáticas para Phoma e, sendo zonas com menor stress hídrico, podem gerar várias floradas no cafeeiro. O uso de N em doses muito elevadas e, principalmente, em desequilíbrio com K podem sim favorecer o ataque de Phoma. Quanto a uniformizar a floração, desde que  a adubação não seja feita no inverno ela influi menos na floração. Sempre que a planta fique muito vegetada, sem stress, a maturação das gemas florais retarda e fica desigualada. Matiello

Município: 
Cambuquira
Estado: 
MG

 

Resposta:

Sr Elisandro, pode sim misturar e usar, na mesma calda, em pulverização um adubo foliar como o que menciona, com o fungicida Cantus. Matiello

Município: 
Ipuiuna
Estado: 
MG
Estou em uma região onde quase não tem plantação de café,gostaria de saber informações sobre esse programa de controle de pragas da basf, quais são os produtos e quais a maneiras e épocas de usar? Estou começando na cafeicultura e encontrei o site da procafe e gostaria de uma explicação sobre o assunto? Desculpe minha ingenuidade sobre o assunto

 

Resposta:

Senhor João Paulo, diz que este em uma região onde quase não tem plantação de café e gostaria de saber informações sobre esse programa de controle de pragas da basf, quais são os produtos e quais as maneiras e épocas de usar?

O sistema Ag celence da Basf se baseia em produtos fungicidas que apresentam efeito tônico nas plantas, alem do controle das doenças. São produtos que melhoram a fotossintes dos cafeeiros, diminuem a produção de etileno, a temperatura nas folhas, ou seja, promovem melhorias fisiológicas nas plantas. No caso do controle das doenças do cafeeiro ele indica o uso de 1 -2 aplicações de Cantus, a 200 g/ha, na pré e pós-florada e, depois, em dez/jan, fev/mar e abril,  3 aplicações de 1 – 1,5 L de Ópera, estas aplicações pro controle de Phoma, de ferrugem e cercosporiose. Matiello

Município: 
Lajinha
Estado: 
MG
A muitos anos venho aplicando somente produtos SYNGENTA contra as principais doenças do meu parque cafeeiro,VERDADERO VIA SOLO a quantidade de acordo com cada espaçamento,e PRIORIXTRA em duas e as vezes três pulverizações via canhão de 2000 litros,sendo a primeira pulverização 750 ml por hectare e a segunda e terceira com 500 ml por hectare,porém não venho vendo um resultado satisfatório até pq não gosto do VERDADERO. Gostaria de usar outros produtos que me desse lavouras mais vigorosas e sadias.Por isso gostaria de saber se os produtos da EMPRESA ADAMA poderia suprir essa minha carência.Em caso negativo quais os produtos vcs me indicariam em substituição ao VERDADERO VIA SOLO e o PRIORIXTRA VIA FOLHA e um indicado pra fazer PRÉ FLORADA E EM QUE QUANTIDADE POR HECTARE. Desde já agradeço e aguardo.

 

Resposta:

Senhor Juscelino, pergunta se os produtos da ADAMA são de alta qualidade e eficiência contra as principais doenças do cafeeiro, dizendo que vem usando outros e não tem ficado satisfeito. Nós atendemos dizendo que, para o registro e comercialização de quaisquer defensivos, a Empresa Fabricante ou formuladora precisa comprovar a eficiência junto ao setor competente, como o Ministério da Agricultura , alem de aspectos de toxicidade, ambientais, etc, junto ao Ministério da Saúde e IBAMA. Deste modo, a principio todos os produtos são eficientes e aprovados, antes de sua liberação. No caso dos produtos da ADAMA, pro controle da ferrugem, o produto de solo é o Prático, combinando o Triazól Flutriafol mais um neonicotinóide, (indicado na base de cerca de 3L por ha), à semelhança de outros de outras empresas, e , para a aplicação foliar, também são produtos semelhantes, no caso o Guapo, combinando epoxiconazole com uma estrobilurina, indicado na dose de 600-800 ml por ha, em 3 pulverizações ao ano. Pra pré-florada eles possuem o Azimut, que contem um triazol tebuconazole mais uma estrobilurina, indicado na dose de 750 ml/ha. Procure caprichar nas épocas corretas e no modo de aplicação. Como usa o canhão , como disse,  use doses mais altas, pois ele é imperfeito na distribuição da calda sobre a folhagem. Veja, ainda, a questão de preços e, ultimamente, sempre indicamos usar a dose mais alta possível. Matiello

Município: 
Jacutinga
Estado: 
MG
gostaria de saber o tamanho mais recomendado dos botoes para aplicar o pre florada(comet, cantus, supera), pois a divergencia entre os tecnicos de minha regiao, uns falam pra aplicar no estado dente de cachoro, outros falam que tem que ser quando estao bem pequenos. enfim qual o melhor estagio?

 

Resposta:

Senhor Pedro, pergunta qual é o tamanho ideal dos botões,  para se aplicar o pré florada (comet, cantus, supera), pois existe  divergência entre os técnicos da sua região, uns falam pra aplicar no estado dente de cachorro, outros falam que tem que ser quando estão bem pequenos. Enfim, indaga qual seria o melhor estagio. Nós atendemos dizendo que a aplicação de fungicidas, para proteção na pré ou pós florada, não depende, especificamente, do tamanho dos botões, mas sim da época. Isto por que as doenças que atacam a florada são dependentes de períodos frios e úmidos, especialmente quando ocorrem chuvas finas. Deste modo, as aplicações devem coincidir em setembro outubro, variando a cada ano conforme o período em que são previstas as primeiras chuvas. Já, no pós florada, época muito importante, as aplicações devem ser feitas em novembro dezembro, depois da abertura da florada, logicamente, variando conforme o inicio do período chuvoso. Veja que se aplicar e não chover no período em seguida, pode passar o efeito do produto e, como não ocorreram condições adequadas de umidade as doenças podem não ocorrer e a aplicação diminui seu efeito. Assim, com base no clima normal de sua região você deve aplicar nas duas épocas que concidem melhores condições para o desenvolvimento das doenças. Matiello

Município: 
Albertina
Estado: 
MG
sou novo na cultura do cafe, e nao tenho base alguma, sobre quais produtos usar no pre e pos florada, quais produtos comerçias poderia usar?

 

Resposta:

Senhor Caio,

Diz que é novo na cultura do café, e não tem base alguma, sobre quais produtos usar na pré e pós florada, pergunta, assim, quais produtos comerciais poderia usar. Nós atendemos que no período próximo à floração, caso esteja em região fria, com a umidade, podem ocorrer doenças que atacam as inflorescências e os chumbinhos, especialmente pelo fungo da Phoma. Neste caso os produtos indicados, existentes no mercado são - o Cantus, uma combinação de Cantus com Comet, o Priori top, o Nativo e o Azimut. Matiello

Município: 
Patos de Minas
Estado: 
MG

 

Resposta:

Especificamente testado pra rizoctoniose em mudas de café só temos este mesmo. Veja no representante Bayer. O que sabemos é que agora só vem o produto liquido, não mais em pó. Matiello

Município: 
Santa Rita de Caldas
Estado: 
MG
posso aplicar o flutriafol no solo em novembro e depois fazer o controle na folha com aplicaçao foliar do mesmo? Se sim, qual dosagem e volume de calda por ha? Irei fazer a pulverizaçao com o atomizador costal sthil em cafe catuai 144

 

Resposta:

Senhor André, o senhor pergunta se pode  aplicar o flutriafol no solo em novembro e depois fazer o controle na folha com aplicação foliar do mesmo. Se sim, qual dosagem e volume de calda por ha. Diz que irá fazer a pulverização com o atomizador costal sthill em café catuai 144.

Nós atendemos sua indagação dizendo que o Flutriafol, de fato é muito útil na via foliar, por ser bem absorvido via raízes, tendo efeito no vigor das plantas, alem do controle da ferrugem. Para a via foliar pode sim ser aplicado, porem o ideal seria sua combinação com produto à base de estrobilurina, já que com 2 principios ativos você terá mais efeito. Aliás, as formulações fungicidas para uso foliar, contra a ferrugem, das diversas empresas já possuem essa combinação. Quanto às doses, com o produto Tenaz deve usar cerca de 2,5-3,0 l por ha e caso fosse combinar o mesmo na via foliar, como disse, agregando uma estrobilurina, seria 0,75 l do Tenaz mais o produto que escolher. Matiello 

Município: 
Campos Atos
Estado: 
MG
Estou realizando pulverizações nas áreas colhidas nesse mês de Agosto, como estou usando inseticidas para o controle de BM e MAP purificado na calda, não estou usando cúpricos na mistura e sim um triazol com estrobirulina. Gostaria de saber se o efeito "curativo" é tão eficiente quanto o cúprico. Grato.

 

Resposta:

Senhor João, diz que está  realizando pulverizações nas áreas colhidas nesse mês de Agosto, como está usando inseticidas para o controle de BM e MAP purificado na calda, não está usando cúpricos na mistura e sim um triazol com estrobirulina. Gostaria de saber se o efeito "curativo" é tão eficiente quanto o cúprico.

Nós atendemos indicando que vai depender dos problemas que possui ai em sua região. Para aspecto de prevenção de mancha aureolada, o cobre é essencial. Caso deseje proteção contra Phoma na pré florada o ideal seria uma estrobilurina pura, em maior dose, pois esta seria mais especifica. No caso, o triazol seria pra ferrugem e esta não seria época de controle desta doença. De fato, a combinação de cobre com MAP traz problemas de incompatibilidade na calda. Nesse caso, em se tratando de lavoura adulta, onde o P vai via solo, não vemos necessidade do MAP via foliar. Nesse caso, retire o MAP e coloque o cobre. Matiello

Município: 
Jacutinga
Estado: 
MG
PELO QUE OUVI FALAR, ADICIONADO AGUA O COBRE DO VIÇA VIRA HIDRÓXIDO, QUE DISPENSA O COBRE FUNGICIDA,

 

Resposta:

Diz que ouviu falar que o novo Viça Café dispensa o uso de outro cobre fungicida, pois uma vez adicionado de água o cobre do viça vira hidróxido, uma forma tradicional fungicida. Respondemos dizendo que o produto ainda não foi muito divulgado, pois só agora está sendo lançado. O propósito é realmente formar moléculas fungicidas de proteção, como os demais. A própria Viça café tradicional fazia isso com a adição da Cal, e presume-se que o objetivo do novo produto seja o mesmo anterior só que com mais facilidade da mistura. No entanto, deve-se prestar atenção na quantidade de cobre metálico que vai fornecer pela dose indicada. Ultimamente têm sido indicadas doses bem baixas de cobre, mesmo em lavouras com espaçamentos e plantas altas e carregadas, cuja massa foliar e pressão das doenças tem sido elevadas. Ao nosso ver, deve ser calculado o teor de cobre e a dose de forma a dar, pelo menos. 1 Kg de cobre metálico por ha. Caso contrário, em qualquer uma das fontes de cobre fungicidas usadas, deve-se complementar pra essa dosagem. Matiello

Município: 
Jacutinga
Estado: 
MG
Já ouvi em uma palestra que a melhor hora é no estagio, dente de cachorro,´pois segundo o palestrante o produto estaria agindo na abcisão foliar, que seria a porta de entrada das doênças, isto procede?

 

Resposta:

Senhor Antonio, diz que ouviu em uma palestra que a melhor hora é no estagio, dente de cachorro, pois segundo o palestrante, o produto estaria agindo na abcisão foliar, que seria a porta de entrada das doenças, pergunta se isso  procede. Respondemos que ao nosso ver não há procedência, pois, senão esse determinado produto não seri a indicado, pois derrubaria folhas. Os que conhecemos, registrados na pré e pós florada, com testes positivos, são as estrobilurinas, o Cantus, o Nativo e outros, sem esse problema de abcisão foliar. Ao contário, no uso desses produtos, especialmente os que contem estrobilurinas, ou sua combinação com cúpricos, tem efeito anti-etileno, e, portanto, inibem a abcisão foliar. As épocas de pré e pós-florada são. Normalmente, em set- Nov e dez-jan, conforme a retomada das chuvas, mais cedo ou mais tarde. Nessa época,normalmente, os botões estão bem crescidos mesmo. Matiello

Município: 
Barreiras
Estado: 
BA

 

Resposta:

Senhor Jair, Diz ser da região de Barreiras_BA e onde a pressão de BM tem sido violenta e os defensivos já não estão dando conta e tem visto falar que altas doses de N tem relação com ataque de BM. Pergunta se isso é verdade. Nós atendemos dizendo que existe apenas uma pesquisa divulgada quanto ao efeito do uso de doses de NK. O resultado obtido mostrou que de 3 amostragens em apenas uma houve um aumento da infestção para um nível de NK de 230% a mais que o normal, um nível muito elevado. Portanto, é cedo pra afirmar que uma adubação um pouco mais alta, aquela necessária pra uma boa produtividade esteja causando  o desequilíbrio. Este maior efeito de infestação parece estar ligado a temperaturas altas e umidade baixa, e, ainda, ao uso de defensivos (tipo Clorpirifós) e outros, em altas doses. Matiello

Município: 
Senador Jose Bento
Estado: 
MG
Tenho essa duvida sobre quais produtos usar, sou pricipiante na lavoura de cafe e nao tenho experiençia. Cada agronomo me indica um determinado tratamento, um indica amistar+cantus+supera, outro me indica cantus+comet+supera, e assim por diante. o que eu poderia fazer de melhor? e quais as epocas certa de aplicar?

 

Resposta:

Senhor Caio , Diz ter duvidas sobre quais produtos usar, sendo principiante na lavoura de café e não ter experiênçia. Cada agronomo me indica um determinado tratamento, um indica amistar+cantus+supera, outro me indica cantus+comet+supera, e assim por diante. Pergunta o  que poderia fazer de melhor, quanto a produtos e épocas de aplicar.

Nós esclarecemos que as duas alternativas que nos encaminham são semelhantes, pois envolvem 3 grupos de fungicidas, uma estrobilurina(Amistar ou Comet) , uma Carboxamida(Cantus) e um cúprico(supera). A esolha entre eles, cuidando para as doses indicadas na bula, pode ser feita conforme seu custo. Quanto à época deve haver coincidência pouco antes do período chuvoso, em outubro, na pré-florada, e em Nov-dez, na pós-florada, sempre em período onde ocorra umidade, fator para desencadear o ataque dos fungos e bactérias que se pretende controlar e proteger a florada/frutificação. Matiello

Município: 
Araguari
Estado: 
MG
Relação praga/nutrição

 

Resposta:

Senhor Guilherme, diz que ouviu falar que em parte do desequilíbrio de BM se deve ao desequilíbrio de N/B. Nós não conhecemos essa característica de desequilíbrio para o BM. O que tem ocorrido é por uso de inseticidas, como o Clorpirifós, em doses elevadas, pro controle da broca, promovendo desequilíbrio para BM. Alem disso, parece que a praga já apresenta resistência para alguns inseticidas que até pouco eram muito eficientes e não tem funcionado bem atualmente. Matiello

Município: 
Cristina
Estado: 
MG
Sou principiante como produtor de café, arrendei uma área meio que abandonado, apareceu a doença conhecida (cercosporiose do café ou mancha de olho pardo ou olho de pomba)fiz um curativo com o fruto ainda eu pequeno, precisa repetir o curativo? aplicação de fungicidas com cantus/outros no cafe já em fase avançado de maturação?

 

Resposta:

Senhor Renato,

Diz ser principiante como produtor de café, tendoarrendado uma área meio que abandonada, ali aparecendo a doença conhecida como cercosporiose do café . Diz que fez uma pulverização curativa, com o fruto ainda pequeno, indagando se pode repetir  curativo.

Nós respondemos que a pulverização, dentro da norma regulatória, só pode ser feita até 30-40 dias antes da colheita, isto pelo efeito de carência dos resíduos. Quanto à eficiência contra a cercosporiose, a pulverização mais tardia ajuda pouco, pois os fungicidas que temos só são efetivos de forma preventiva, sendo os mais indicados aqueles à base de estrobilurina ou de cobre. A época correta pra controle da cercosporiose é em dezembro a fevereiro, com os frutos ainda novinhos, com aliás diz que utilizou. Ainda, veja que o problema de cercosporiose está ligado à fraqueza das plantas, especialmente quanto a carências de nitrogênio. Portanto, pra próxima safra, alem de fazer pulverizações preventivas,  adube bem, pois assim a cercosporiose evolui pouco. Matiello

Município: 
Jacutinga
Estado: 
MG
Trabalho em uma região montanhosa onde a pulverização foliar é costal, então fica difícil para se fazer as duas, pré e pós florada.

 

Resposta:

Senhor Antonio,  Diz que  trabalha em uma região montanhosa, onde a pulverização foliar é costal, então fica difícil para se fazer as duas, pré e pós florada. Indaga qual é prioritária. Nós indicamos que nos ensaios e pesquisas, a importância das pulverizações de proteção dos chumbinhos, portanto, na pós-florada tem sido mais eficiente, sendo que o ideal, de fato, especialmente em lavouras com carga alta, seria a as duas aplicações. Ressalta-se que essa prioridade varia a cada ano dependendo das condições climáticas, pois a umidade associada ao frio é que provoca as doenças que atacam as rosetas nos ramos.Matiello

Município: 
São Sebastiao da Grama
Estado: 
SP
Frutos de café rachando , está relacionado com a deficiência nutricional de algum elemento ou excesso de chuvas. Segue fotos para acompanhamento.

 

Resposta:

Sr Daniel, encaminha fotos de frutos de café rachando, e indaga se está relacionado com deficiência nutricional de algum elemento ou excesso de chuvas. Respondemos que a rachadura em frutos de café,, como suspeita, sempre está relacionada com chuvas na época de maturação dos frutos. Matiello

Município: 
São Sebastião da Grama
Estado: 
SP
Onde encontramos dados para o controle de nematoide: meloidogyne sp..

 

Resposta:

Senhor Daniel,  solicita dados/informações  para o controle de nematoide  Meloidogyne sp. Nós atendemos informando, a principio, que as medidas de controle gerais se aplicam a todas as espécies de Meloidogyne – são elas- No plantio  – Fazer rotação de cultivo, para novo plantio em área infestada, usar matéria orgânica e nematicidas no plantio e usar variedade resistente, de pé franco ou mudas enxertadas e usar mudas sadias.  Na lavoura adulta – usar adubos orgânicos, usar fungicidas/inseticidas de solo, para estimulo do sistema radicular e usar bons níveis de adubação e de trato, para ir convivendo. Nesse caso, com a entrada de novos nematicidas, poderia, eventualmente, aplica-los, os atuais sendo pouco eficientes nas lavouras adultas.

Para as espécies de Meloidogyne mais severas(incognita e paranaensis) a solução é usar variedade resistente, de pé franco, como a IPR 100 ou enxertia sobre Apoatã. Matiello

Município: 
Taiobeiras
Estado: 
MG
Qual relação de nitrogênio ao ataque de bicho mineiro? Somos cafeicultores em Taioberas MG e nos últimos anos temos enormes problemas com o bicho mineiro. Tenho observado em um pivô de 60 ha, 02 área distintas. Temos 30 ha com safra 0 e 30 ha com 45 sc/ha, sendo que neta área aplicamos de janeiro/16 a março/2016 460 kg/Nha e na área com safra 0 270 kg/Nha no mesmo período. Os tratamentos foram realizados com actara 250 wg/1,5 kg ha em ambas as áreas em 04 a 6 de janeiro de 2016 e a partir desta aplicação não conseguimos controlar a praga na área com carga. Enquanto na ára sem carga fizemos apenas mais 01 aplicação com curion (0,8 l/ha), na área com carga, aplicamos curion, actara 1,2l/ha, ampligo a,33l/ha, e outros como abamectim 0,5 l/ha para ácaro. Hoje a área com problema encontra com níveis altos de folhas minadas, adultos e pustulas. Eldenir

Resposta:

Senhor Eldenir, Diz ser cafeicultor Taioberas MG e nos ultimos anos tem tido enormes problemas com o bicho mineiro. Desconfia do efeito da dubação nitrogenada, pois em meio pivô tem área com safra zero e adubação de 260 Kg de N/ha e na outra metade com 40 scs/já e adubação de 460 Kg de N, sendo que na área sem produção e com menor adubação o problema do bicho mineiro é muito menor do que na área com carga.

Nós respondemos que conhecemos bem a sua região, a qual, juntamente com todo o Norte de MG vem passando por um período muito quente e seco, onde o BM tem sido muito difícil de controle.

Não temos pesquisas que evidenciem o efeito do N sobre a incidência de BM, no entanto, sabemos que plantas estressadas, seja pelo clima ou pela carga, sempre ficam mais susceptíveis a pragas e doenças. Não se comprovou, ainda, a relação entre nível de N ou de carga ao ataque de BM, como existe comprovação para o caso da cercosporiose e da ferrugem.

No seu caso, aliás, as adubações nitrogenadas são semelhantes entre as 2 áreas, pois se indica cerca de 50% do nível normal no ano sem safra.

O que parece que está acontecendo, em todas as regiões , é uma resisteência do BM aos inseticidas, exigindo aumento de doses e troca de ativos. No momento não vemos na pesquisas já efetuadas e, talvez no seu caso, pela equivalência da adubação das 2 áreas que o N tenha a ver nem com o aumento como na redução do ataque do BM. Sabemos que a adubação influi na recuperação das plantas. Para o caso de pragas temos uma relação já determinada com relação ao ácaro vermelho. Matiello

Município: 
Campos Altos
Estado: 
MG
Uso de neonicotinoides, dentre eles o Tiametoxan, acompanhado de uma estiagem, pode causar um desequilíbrio promovendo ataque de ácaro vermelho?

 

Resposta:

Senhor João, com certeza existe uma relação estreita entre o uso de inseticidas, do grupo dos neo-nicotinóides, com o aumento da população de ácaros em cafeeiros. A explicação pra isso está no fato de existirem substâncias liberadas nas plantas que aumentam a reprodução dos ácaros. Por isso, deve ficar atento e combinar com o uso de um acaricida via foliar.

Município: 
Campos Altos
Estado: 
MG
Sou cafeicultor na região de Campos Altos e estamos tendo um ataque generalizado de lagartas, principalmente a Mede-Palmo. Não encontrei um consenso em relação ao nível de controle dessa praga, portanto gostaria de saber a opinião da fundação sobre o assunto.

 

Resposta:

Senhor João, diz ser  cafeicultor na região de Campos Altos e está tendo um ataque generalizado de lagartas, principalmente a Mede-Palmo. Não encontrou um consenso em relação ao nível de controle dessa praga, portanto gostaria de saber a opinião da Fundação sobre o assunto.

Nós, igualmente, não temos nenhum estudo, que indique o nível de dano econômico, para lagartas. O controle se baseia em observação prática, verificando tanto o dano direto, pela redução na folhagem, como pelo indireto, nesse caso abrindo porta para doenças. O surto de lagartas tem aumentado, provavelmente, pelo uso de inseticidas que desequilibram a praga, através da destruição dos seus inimigos naturais. Nesse caso, um dos produtos que tende a desequilibrar é o inseticida à base de Clorpirifós, usado, em altas doses, para a broca do fruto.

Para o controle são indicados os mesmos produtos usados, na via foliar, para o BM, como o Altacor, Benevia, Tracer, Piretróides e, ainda, embora sem registro, o Lanate.

Município: 
Rio Paranaíba
Estado: 
MG
Boa noite! Possuo uma área de 39 ha plantada recentemente (40 dias), um técnico de minha região me recomendou uma lista de produtos para nutrição e controle de doenças, e outros, são esses: Priori Xtra (200 ml/ha), Aminoácido (1 L/ha), Kasumin (2 L/ha), P 51 (1,5 L/Ha), Nomolt (250ml/Ha). A regulagem do tanque Arbus de 400 L que tenho foi feita para 50 L/Ha resultando assim em 8 ha feitas por tanque. Gostaria de saber a quantidade de cada produto a ser colocada no tanque que seria a dose x 8 não concentraria grandes quantidades de produtos no tanque visto que seriam colocadas em cada tanque (Abastecimento) 1,6 L de Priori, 8 L Aminoácido, 16 L de Kasumin, 12 L de P51, 2 L de Nomolt. Esse tanto de produto sendo colocado de uma vez no tanque concentra demais ou a conta é essa mesma? (A dosagem de todos os produtos foi dada em L/Ha)

 

Resposta:

Senhor Wagner,

Voce diz que um técnico de sua região recomendou uma lista de produtos para nutrição e controle de doenças, e outros, são esses: Priori Xtra (200 ml/ha), Aminoácido (1 L/ha), Kasumin (2 L/ha), P 51 (1,5 L/Ha), Nomolt (250ml/Ha). A regulagem do tanque Arbus de 400 L que tenho foi feita para 50 L/Ha resultando assim em 8 ha feitas por tanque. Gostaria de saber a quantidade de cada produto a ser colocada no tanque que seria a dose vezes 8 . Indaga se não concentraria grandes quantidades de produtos no tanque visto que seriam colocadas em cada tanque 1,6 L de Priori, 8 L Aminoácido, 16 L de Kasumin, 12 L de P51, 2 L de Nomolt. Esse tanto de produto sendo colocado de uma vez no tanque concentra demais ou a conta é essa mesma? (A dosagem de todos os produtos foi dada em L/Ha).

Nós respondemos que a concentração da calda fica, realmente, muito elevada. Somando tudo fica 39,6 litros em 400 litros, ou cerca de 10% de concentração na calda. Sabe-se que quanto mais concentrada a calda menor será sua capacidade de ser absorvida pelas folhas. Alem disso, como notou, com sabedoria, existem muitos produtos mal colocados, alguns sem necessidade. O Priori está inadequado, pois ele é indicado, principalmente para ferrugem, que não ocorre nos primeiros meses do pós-plantio. Caso fosse pra ferrugem ou cercosporiose sua dose deveria ser mais elevada, cerca de 0,75 litros  por ha. O P 51 creio que seja pra suprir o fósforo, este você já usou no sulco de plantio. O Nomolt é pra BM e você precisa ver se existe uma mínima infestação antes de usa-lo. O Kasumin é pra mancha aureolada, este devendo ser preventivo, mas desde que tenha aparecido algo ou condições de umidade/vento/temperatura favoráveis. Mesmo assim seria indicado associá-la a um produto cúprico, este seria incompatível com o fósforo.

Deste modo, alem deles terem menor capacidade de serem absorvidos, mesmo que não queimem as folhas, existe o aspecto econômico, muita coisa, sem necessidade, encarece.

Finalmente, veja que a recomendação, nesse caso, seria uma dose adequada, somente dos  produtos necessários, colocando a dose, indicada por hectare, em 400 litros d´agua e, assim, a calda teria a concentração adequada. O fato de gastar mais ou menos calda por ha vai depender, logicamente, da idade das plantas, e de sua área foliar. No seu caso, onde os cafeeiros são ainda jovens e gastaria apenas 50 l de calda por ha, as doses efetivamente usadas por ha seriam as doses de uma lavoura adulta divididas por 8. Matiello

Anexo: 
Município: 
Jacutinga
Estado: 
MG
Fui em uma lavoura de café antiga, que está esqueletada, 70 % da lavoura estão com parte das folhas amarelas parecendo deficiência de ferro e manganês, mas alguns pés que estavam mais atacados, acabei descascando o tronco e estou desconfiado de Fusariose, fiz uma análise de folha o resultado foi o seguinte, N=39,83, P=1,8, K=24,75, Ca=12,75, Mg=5,5, S=2,85, (g/Kg), B=65,19, Cu=13, Fe=210, Mg=215, Zn=21, Na=71,5, Al=195 (mg/Kg). Caso for fusariose, é possível ocorrer a doença em quase toda a lavoura? desde já agradeço a atenção, aguardo notícias, segue em anexo foto,outra pergunta, como anexar mais de uma foto na hora de anexar?

 

Resposta:

Senhor Antonio,

Diz que foi em uma lavoura de café antiga, que está esqueletada e  70 % da lavoura apresentava folhas amarelas, parecendo deficiência de ferro e manganês, mas alguns pés, que estavam mais atacados, acabou descascando o tronco e ficou desconfiado de Fusariose.  Fez uma análise de folhas e o resultado foi o seguinte, N=39,83, P=1,8, K=24,75, Ca=12,75, Mg=5,5, S=2,85, (g/Kg), B=65,19, Cu=13, Fe=210, Mn=215, Zn=21, Na=71,5, Al=195 (mg/Kg). Pergunta o que pode ser e caso for fusariose, se é possível ocorrer a doença em quase toda a lavoura.

Informamos que é muito difícil ocorrer a fusariose  generalizada, a mesma tendo sido verificada, até o momento em poucos pés dentro da lavoura. Assim essa hipótese do amarelecimento ligado a uma fusariose geral fica descartada. A análise foliar indica níveis normais de todos os nutrientes, porem isso não descarta a possibilidade de estar havendo deficiência induzida, já que os níveis altos se referem a lavoura esqueletada, portanto sem qualquer produção. Nós, assim, julgamos que tenha uma causa induzindo as deficiências, como excesso de correção do solo, pragas de raízes, excesso de chuvas etc, e o que está amarelando a lavoura é a deficiência induzida de Fe e Mn mesmo, como suspeita.  Matiello

Município: 
Santa Rita de Caldas
Estado: 
MG
tenho um cafe catuai e esta esqueletado, no espaçamento de 3x1, fiz uma aplicaçao de tenaz em final de outubro colocando 600ml do produto pra cada pulverizador costal de 20lts com um esguicho de 50ml por planta bem no tronco, mais agora vejo o aparecimento de ferrugem, e a pulverizaçao onera muito o custo por ser ladeira, poderia fazer uma aplicaçao no solo agora? lembrando que a lavoura foi esqueletada em setembro e esta muito bem cuidada conforme analise de solo sendo feita 4adubaçoes de 200g por pe de 30-00-10 e uma de super simples de 250g planta.

 

Resposta:

Senhor Renato

Diz que tem um cafezal  catuai e está esqueletado, no espaçamento de 3x1. Fez uma aplicação de Tenaz, em final de outubro, colocando 600ml do produto pra cada pulverizador costal de 20lts com um esguicho de 50ml por planta bem no tronco, mais agora constata o aparecimento de ferrugem, e a pulverização onera muito o custo por ser ladeira. Indaga se  poderia fazer uma aplicação no solo agora. Lembra que a lavoura foi esqueletada em setembro e está muito bem cuidada conforme analise de solo, sendo feitas 4,adubações, de 200g por pé, de 30-00-10 e uma de super simples de 250g planta. Nós respondemos que de fato vem tratando bem sua lavoura e a aplicação de fungicida de solo que fez deve ter dado bom resultado no vigor da plantação. Sobre a ferrugem seria esperado um pouco de ataque, pois o fungicida de solo não tem sido suficiente sozinho, devendo ser complementada por aplicações foliares, onde entram outros ativos fungicidas. Agora outra aplicação via solo não traria efeitos. Voce deve avaliar bem, caso a ferrugem esteja com índice de ataque de mais de 10% de folhas infectadas, seria o caso de pulverizar, pois nova aplicação via solo, agora, não adianta. Voce voltaria a fazer a mesma no inicio do próximo período chuvoso. Na aplicação via foliar, caso a ferrugem esteja em nível de cerca de 10% nas folhas, deveria usar uma formulação que, alem do triazól, contenha também, a estrobilutrina. Normalmente, no caso de cafeeiros esqueletados, só o produto de solo traz bom controle. Veja, assim, se o seu nível de ferrugem não é baixo, como dissemos, se tiver, agora nível inferior a 5% de folhas significa que a ferrugem vai evoluir pouco e não precisaria pulverizar. Matiello

Anexo: 
Município: 
Rio Paranaíba
Estado: 
MG
Gostaria de saber se devo ou não continuar com essa receita em um café plantado no dia 15/12/2015. Já foram feitas 03 pulverizações da mesma com intervalos entre 30-40 dias uma da outra. Cantus-30 gramas; FH Café Foliar-400 gramas; Rimon-80 ml;Nitrato de Cálcio-500 gramas; Nitrato de Potássio-500 gramas; Buster (Hormônio)-100 ml; Melaço em pó-1,25 kg e Kocide-400 gramas essas doses feitas em 100 litros de água. Visto que as plantas não apresentam visualmente nenhum tipo de travamento. Posso continuar a fazer, tiro algum produto? Porque serão irrigadas e provavelmente cresceram por mais um tempo. Variedade Catuaí Vermelho IAC 144. A foto que está em anexo foi tirada no dia 29/02/2016. Espero pela resposta de vocês e obrigado sempre por esse espaço cedido a nós ligados ao ramo da cafeicultura! Ninguém mais confiável que vocês para tirar nossas dúvidas, grande abraço e nos encontramos no curso em Araxá agora no fim desse mês!

 

Resposta:

Senhor Diego,

Em sua exposição, junto à pergunta diz, que já fez 3 pulverizações, incluindo Cantus, FH foliar, Rimon, Nitrato de cálcio e de potássio, Buster, melaço em pó e Kocide. Quer saber se deve continuar com novas aplicações, num café com 4 meses de idade.

Nós respondemos dizendo que, pela foto enviada, suas plantas novas de café estão muito bem e se pode notar, alem da pulverização, uma boa adubação via solo. Vemos que está usando muita coisa, até desnecessárias, pois os produtos devem ser usados conforme sejam observados os problemas de pragas/doenças que ocorrem e o mesmo em relação aos nutrientes. Macro-nutrientes como o Nitrogenio, cálcio e potássio, devem ser usados via solo. Hormonios só depois de comprovação dos seus efeitos. No caso do cobre está usando 2 fontes (FH foliar e Kocide) e no caso do melaço ele seria para diminuir stress hídricos, assim mesmo se não chover, pois ele lava. Mais, diz que colocou irrigação. Deste modo, a aplicação mal não faz o que vemos que ela onera o custo. Deste modo indicamos a simplificação das aplicações. Pode manter proteção contra o BM, se necessária, e contra Phoma idem, deve colocar uma só fonte de micro nutrientes e retirar o restante. Como já fez 3 aplicações, agora pode dar um tempo e fazer uma aplicação mais adiante, no inverno, onde as doenças e o BM são mais severos. Matiello

Município: 
Iúna
Estado: 
ES

 

Resposta:

Senhor Mateus, Diz que seu problema é o uso de defensivos, pra bicho mineiro e ferrugem na época de pré-colheita. Quer saber quais defensivos pode usar e se pode usar a via solo. Nós informamos que o uso de defensivos deve observar o prazo de carência estabelecido nas bulas dos defensivos. Para os produtos via solo para bicho mineiro os produtos tem um período de carência de 90 dias, então você pode usa-los até 90 dias antes do período que pretende colher. No caso de urgência de controle do BM pode ser usado um produto foliar o qual apresenta período de carência em torno de 20 dias. Para o caso da ferrugem a carência varia, porem os foliares são indicados para aplicar até meados de abril e, assim, como a carência gira em torno de 30-45 dias, daria tempo suficiente para uso e obediência ao período de carência. Matiello

Município: 
Jacutinga
Estado: 
MG
Sou recém formado, tive dúvidas sobre o assunto, e consultando outros técnicos as opiniões ficam divididas, uns falam que a mistura pode ser feita, outros falam que não, pois são fungicidas de ação diferente, ou, pode ocorrer queima nas folhas, por isso peço a ajuda de vocês, quero também parabenizar a PROCAFÉ por este espaço, como recém formado ele tem me ajudado muito no meu emprego.

 

Resposta:

Nós atendemos à sua duvida iniciando com o agradecimento pela boa referência feita ao nosso trabalho, o que nos motiva. Sobre o uso de formulações de fungicidas triazóis mais estrobilurinas com os cúpricos apenas uma Empresa, a detentora do produto a que se refere, não recomenda a combinação, alegando que há um tipo de incompatibilidade química e ocorrem cristalizações. Nós temos tido vários exemplos, em ensaios e em fazendas, onde a mistura é feita sem quaisquer problemas de eficiência. Quanto à queima ela, em nenhum caso, seria o problema.  Uma possível pequena redução no ativo triazol seria bem compensada  pelo efeito auxiliar de controle, inclusive evitando resistência do fungo, pelo uso dos cúpricos. Matiello

Município: 
Santo Antonio do Amparo
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Dorval, pode sim, usar o Ópera, embora o produto seja específico para ferrugem a qual pouco ataca plantas novas, bem arejadas. Um pouco de eventual toxidez do produto pode ser evitada com o uso de concentração mais baixa. O melhor seria usar o Comet, a estrobilurina contida no Ópera, pois ela tem efeito bom contra cercosporiose, aumenta a foto-sintese das plantas e reduz desfolhas. Nesse caso haveria um efeito tônico sobre as plantas, sem qualquer toxidez. Matiello

Município: 
Abre Campo
Estado: 
MG
Muitas plantas estão sendo atacadas e pelo que foi constatado tem a presença de um besouro desse em cada planta.

 

Resposta:

Senhor Matheus,

O Senhor diz que muitas plantas estão sendo atacadas e pelo que foi constatado tem a presença de um besouro desse em cada planta, conforme a foto que envia.

Nós respondemos que se trata do inseto que se conhece por carneirinho, sendo do gênero Naupactus. Ele come as folhas novas, deixando rasgaduras na margem das folhas. Ele ocorre tanto em mudas novas no campo como em brotações de recepa. O seu controle pode ser feito com o uso de inseticidas piretróides sendo útil, ainda, mistura-los com fosforados. Pode, assim, colocar o Clorpirifós(Lorsban ou outros) á razão de 0,4% na calda, mais Decis a 0,03%. Essa mistura na calda vai controlar o besourinho e, alem disso controla eventuais infestações de bicho mineiro e de lagartas e evita desequilíbrio de ácaro vermelho. Matiello

Município: 
Caldas
Estado: 
MG
Estão devastando a lavoura, peço ajuda

 

Resposta:

Senhor Paulo,

Os inseticidas para grilos, são usados na forma de combate, quando aparece a praga. Os inseticidas fosforados e os piretróides são os indicados, mas não são muito eficientes, pois os grilos se escondem sob restos vegetais, de todo modo inibem, nos primeiros dias, o consumo das plantas pelos grilos. Esses inseticidas são, também, efetivos contra lagartas e besouros (carneirinhos) e contra o bicho mineiro, que eventualmente ocorram. Averigue onde os grilos se escondem, principalmente sob restos de plantas ou sob torrões e procure eliminar estes esconderijos. Veja que alguns fazem pequenos buracos no solo e se alojam em galerias. Melhores resultados de controle químico tem sido obtidos com a aplicação de inseticida à base de Fipronil(Regent). Matiello

Município: 
Sericita
Estado: 
MG
Essa lavoura foi plantada em novembro de 2015 e agora estão apresentando algumas mudas amareladas e com o caule sendo atacado, perdendo a casca, esta ocorrendo em partes isoladas do plantio. Essa área foi preparada este ano, estando um terreno um pouco sujo. Desde já muito obrigado.

 

Resposta:

Senhor Matheus,

O senhor diz que sua lavoura  foi plantada em novembro de 2015 e agora estão apresentando algumas mudas amareladas e com o caule sendo atacado, perdendo a casca, esta ocorrendo em partes isoladas do plantio. Essa área foi preparada este ano, estando um terreno um pouco sujo. Pergunta se é Roseliniose. Nós esclarecemos que não. A roseliniose pode aparecer em plantas novas, com 2-3 anos, onde haviam tocos que, apodrecendo formam o fungo e este vai atacar os cafeeiros. Porem, as suas plantas estão muito novinhas e, alem disso, apresentam o caule estrangulado, em uma porção longa. A roseliniose só ataca as raízes. O que parece estar acontecendo aí pode ser devido a 2 causas. O plantio de mudas com poucas raízes as quais não se aprofundam e não sustentam a planta e a ação de ventos vai roçando o caule da muda no solo e se forma uma lesão. A outra causa pode vir do viveiro, com lesão de rizoctoniose tardia que volta a se desenvolver no campo. Na foto que enviou pode-se ver que a planta não tem pião e as raízes primárias estão muito superficiais e o plantio parece que ficou meio fundo. Matiello

Anexo: 
Município: 
Torrinha
Estado: 
SP
Boa tarde, temos um talhão onde esses sintomas de morte das ramas e dos frutos estão aparecendo em algumas plantas.. oque causa isso no cafeeiro?

 

Resposta:

Senhor Gustavo,

O senhor envia uma foto e pergunta porque algumas ramas e frutos estão secando. Nós observamos a foto enviada e esclarecemos que, a provável causa da seca de ponteiros dos ramos e seca de alguns frutos deve estar ligada a aspectos nutricionais. Deficiências de nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio e magnésio. Precisava fazer uma análise de solo para ver como está a situação. Precisa ver, também, se as raízes do cafeeiro não estão atacadas por pragas, pois a deficiência pode ser induzida por isso. Quanto aos frutos, quando a planta está deficiente, entram doenças e a principal , que acelera a maturação e seca dos frutos, é a cercosporiose. Como a planta parece desfolhada em seu interior, veja se não está havendo ataque da leprose, as folhas internas da planta apresentando anéis mais claros. Matiello

Município: 
Ouro Fino
Estado: 
MG
entrei no site pra buscar informações sobre controle de neimatoides em café novo de 2 a 3 anos, acabei de ler uma pergunta em que se fala do mesmo assunto, e indicação do furadan pra controle, mais queria saber as dosagens e melhor maneira aplicar via solo, plantei 2,42ha de café e estão sofrendo com ataque de neimatoides, a variedade e um catuai 144 e estão morrendo vários pés, quais dosagens!indicadas de furadan? ótimo site professor Mattiello, só de ler as perguntas de outros produtores já esclareci muitas de minhas duvidas, mais uma que chamou a atenção minha também e de um produtor daqui Ouro Fino e outro de Jacutinga, sobre o ataque de uma broca ou verme que perfura o tronco do pé de café, isso tbm esta acontecendo em minha lavoura mais velha causando sérios prejuízos, estou fazendo o controle com bons resultados aplicando fastac na dose de 150ml por 20lts de agua molhando bem o tronco dos pés que apresentam a praga

Resposta:

Sr Juliano, em sua exposição diz que sua lavoura catuai, de 2-3 anos, está sofrendo com nematoides e algumas plantas chegam a morrer. Diz, ainda, que tem uma broca que está matando os pés de café mais velhos. Pede que indique dose de nematicidas.

Em resposta, informamos que os nematicidas registrados para café são o Furadan, que, se liquido, na formulação 350, deve ser usado na base de  5ml por pé, diluindo em cerca de 70-80 ml de água, aplicando sob a saia dos cafeeiros. O Rugby é outro e deve ser usado na mesma forma, diluído em água, na dose de 15 l por ha. Existem, ainda, dois nematicidas mais novos, um biológico, o Profix Max, que deve ser usado na dose de 10-15 l/ha e um ainda sem registro cujo nome é Nimitz, este usado a 2l /ha, o qual, se conseguisse uma amostra, poderia experimentar, pois ainda não está registrado. Veja que todos esses tratamentos ajudam, assim como a aplicação de adubos orgânicos também ajudamuito, mas não resolvem em definitivo. Caso o nematoide que tenha aí seja o M. exígua, que é o mais comum no Sul de Minas, pode conviver com ele, adubando bem a lavoura, como já dito, sempre que possível usar adubação orgânica, pois ela leva, também, micro-organismos inimigos naturais dos nematoides, alem de propiciar uma liberação lenta e adequada dos nutrientes. Veja, alem disso, outras causas que podem estar levando plantas a morrerem, pois este nematoide, só ataca as raízes finas do cafeeiro e não tem matado plantas. Sobre a broca, gostaríamos que nos enviasse uma foto. Penso que se trata de um efeito secundário dela. Veja se ela ataca no tronco, na parte superior do cafeeiro, em plantas mais velhas e, que, normalmente,  já foram decotadas ou esqueltadas, pois temos visto um efeito primário da doença fusariose e, em sequencia, o ataque de broca. Nos informe, por favor, se é isso ou é diferente no caso de voces, pois temos interesse em ajudar aí e em outros locais. Matiello

Município: 
Botelhos
Estado: 
MG
posso usar inceticida nuprid para aplicar no chao via drench para neimatoides? Nao sei o q fazer

 

Resposta:

Senhor Willian,


Em sua pergunta o senhor indaga se pode usar o inseticida Nuprid para aplicar no chão, via drench para nematoides, dizendo que não sabe o que fazer.

Vamos, então,  à resposta. O Nuprid é um inseticida à base de Imidacloprid, que é indicado para controle de bicho-mineiro, podendo atuar também contra outros insetos do solo, como as cigarras e o berne de raízes. Ele não é indicado contra nematoides.

Os nematoides que se encontram constatados em sua região são da espécie Meloidogyne exígua, possíveis de convivência com o cafeeiro, com o uso de adubações bem feitas, isto, especialmente, nos cafezais adultos. Em plantios novos, o problema é mais sério, pois as raízes estão ainda se estruturando e são mais superficiais. Assim, caso a área tenha sido de cafezal velho, infestado por nematoides, deve-se esperar cerca de 1 ano para plantar novamente, e, de preferência, usar uma variedade resistente ou mudas enxertadas. Em sua região poderia ser o Acauã. Para cafezais já instalados existem alguns nematicidas que podem ajudar no controle, mas a eficiência nunca é alta pois o controle é localizado e temporário. Para a convivência com os nematoides indica-se usar uma adubação química, combinada com o uso de matéria orgânica. Os nematicidas disponíveis para aplicação em cafeeiros, atualmente, são o Rugby e o Furadan. Veja aí, com o Técnico da Cooperativa em sua cidade, os cuidados e a oportunidade de uso ou não e o custo do controle, pois se trata de produtos tóxicos.Matiello

 

Município: 
JACUTINGA
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Antonio,

O inseticida que conhecemos com efeito preventivo, ou seja, repelente a insetos cortadores, como as formigas, é o produto à base de Fipronil, tendo o produto comercial vendido como Regent, Clap e outros, o qual é utilizado sobre mudas  recém plantadas, para repelir formigas, sendo efetivo por um período de cerca de um mês. Os demais inseticidas, aqueles para grilos, são usados de forma de combate, quando aparece a praga, não preventivamente. Os inseticidas fosforados e os piretróides são os indicados e não são muito eficientes pois os grilos se escondem sob restos vegetais, de todo modo inibem, nos primeiros dias, o consumo das plantas pelos grilos. Esses inseticidas são, também, efetivos contra lagartas e besouros carneirinhos e contra o bicho mineiro, que eventualmente ocorra. Matiello

Município: 
campos gerais
Estado: 
MG
fungicida opera ou guapo? Quais diferenças dos dois para controle de ferrugem?

 

Resposta:

 

Senhor Juliano,

Os fungicidas Ópera e Guapo são parecidos em suas formulações. O Ópera contem 133 g /l de Piraclostrobina e 50 g /l de Epociconazole. O Guapo contem 125 g/l de Cresoxin metílico e 125 g/l de epoxiconazole.

Nas doses em que eles são recomendados, vejamos, na dose maior, de 1,5 litro de Ópera por ha e 0,8 litro de Guapo por ha, teríamos, por ha de lavoura, para o Ópera 199 g de uma estrobilurina e 75 g de epoxiconazole e para o Guapo 100 g de uma estrobilurina e 100 g de epoxiconazole. Somando os dois ativos teríamos 274 g/ha no Ópera e 200 g/ha no Guapo, com uma pequeno adicional para o Ópera. Já, nas menores doses, de 1,0 litro e 0,6 litro, teríamos um total de ativos fungicidas de 183 g/ha para o Ópera, contra 150 g/ha para o Guapo, também com uma pequena diferença em favor do Ópera.

Alem do aspecto quantitativo devem ser observadas as características qualitativas. Nesse sentido, o ativo epoxiconazole é o mesmo nas 2 formulações e as estrobilurinas são diferentes.

Nos ensaios em campo não tem sido significativa a diferença de controle entre as formulações das várias empresas fabricantes/comercializadoras dos fungicidas, devendo-se, entretanto, adequar as doses. Matiello 

Município: 
serra negra
Estado: 
SP
Tenho uma plantaçao de catuai 144 em area de ladeira no espaçamento 2,5mx1m muito atacada por ferrugem, faço uso do fungiçida tenaz com a seguinte dosagem 300ml do produto em um pulverizador costal de 20lts regulado com um esguicho de 50ml, mas a agua e muito dificil de levar pois e longe e por ser ladeira mais dificil ainda de aplicar, posso dobrar a dose de fungicida e diminuir para metade o volume de agua? ex: 600ml no pulverizador e um esguicho de 25ml?

 

Resposta:

Senhor Rubens,

Voce diz que tem uma plantação de catuai 144 em área de ladeira, no espaçamento 2,5mx1m muito atacada por ferrugem. Diz que faz uso do fungiçida Tenaz via solo, com a dosagem de 300ml do produto em um pulverizador costal de 20lts, regulado com um esguicho de 50ml por planta, mas a água e muito difícil de levar, pois fica longe e por ser ladeira. Pergunta se pode diminuir para metade o volume de água, colocando o dobro, por exemplo, : 600ml do Tenaz no pulverizador e fazer um esguicho de 25ml, a metade que vinha usando. 

Pois bem, vamos aos cálculos. Em sua lavoura o senhor tem 4000 plantas por ha. Gastando 50 ml por planta vai gastar 200 l de calda e 6 l do fungicida por ha, o que significa uma dose de 3,0 litros por hectare,, sendo o indicado cerca de  3,5 litros (para lavouras adensadas), já que o Tenaz tem a concentração de 250 g/l(25%). Talvez voce possa, até, aumentar um pouco a dose, pois quanto maior a dose maior é o efeito tônico do produto.

Quanto à redução do volume de calda, pode fazer sim, podendo gastar cerca de 30 ml por planta, caprichando para distribuir bem debaixo da copa do cafeeiro e movimentando a lança para fazer uma boa distribuição. Outro cuidado é aplicar em bom período de chuva, pois, assim, a chuva vai lavar o produto que fica, eventualmente, sobre a folhagem no chão.

É preciso lembrar que o período ideal de aplicação do produto via solo vai de outubro a dezembro. Quanto antes aplicar, agora , melhor, pois já está ficando meio tarde. Ainda, é preciso esclarecer que, ultimamente, talvez pela resistência do fungo da ferrugem, tem sido necessário, na maioria dos casos, completar a aplicação do solo com 2 foliares, colocando outro fungicida, como - Ópera, Priori-xtra, Aproach Prima, Sphere Max e outros similares, que contem um triazól mais estrobilurina. Matiello

Município: 
JACUTINGA
Estado: 
MG
Quero saber qual o melhor tipo de controle para essa doença, e se ela pode evoluir mais ainda nos chumbinhos, e nessa lavoura está caindo bastante café, será que é por causa dela?

 

Resposta:

Senhor Antônio,

Em sua exposição diz que quer saber qual seria  o melhor tipo de controle para essa doença, e se ela pode evoluir mais ainda nos chumbinhos, e nessa lavoura está caindo bastante café, e pergunta se  é por causa dela.

Nós respondemos que a mumificação de chumbinho que ocorre agora, devido à umidade, de fato tem como principal causa a ocorrência de fungo dos gêneros Phoma e Ascochyta. Ela sim pode evoluir, embora com menor intensidade, já que uma parte dos frutos, já crescendo, ficam menos susceptíveis. Ela pode, ainda, atacar frutinhos de floradas mais atrasadas e ataca, ainda, as folhas e a ponta dos ramos. 

O controle pode ainda ser praticado, mas, ele é preventivo, sendo a melhor época de pulverização na pré e na ppós-florada. Os produtos indicados são o Rovral, o Nativus, o Cantus e as estrobilurinas, como o Comet e o Amistar, estes em doses mais elevadas.

Quanto à queda de frutos, ela é devida, em sua maior parte, à falta de reserva das plantas. Ela ocorre, principalmente, em lavouras ou plantas que floresceram mais desfolhadas. Naquelas que tem carga alta, também, a queda é maior. Matiello

Município: 
Campos Gerais
Estado: 
MG
Em minha propriedade tem uma planta com esses sintomas. Que doença é essa ? Seria mancha manteigosa?

 

Resposta: 

Senhor José,

O que pode ser visto na folha de cafeeiro , cuja foto enviou, são manchas de cor marron claro, de forma  bem circular, as quais são causadas pela infecção por uma espécie de alga. O senhor pode verificar, aí, que a mancha fica em forma de alto relevo sobre a folha e tem aspecto de camurça. Depois ela acaba provocando, algumas delas, pequena necrose no tecido. Não se trata de mancha manteicosa, pois essa é caracterizada por manchas oleosas, como o nome diz, as quais  se pode ver colocando a folha contra a luz. Veja que esta alga ocorre, normalmente, em folhas velhas e em locais bem úmidos. Ela não pode ser caracterizada, propriamente, como uma doença, pois a maioria das manchas fica apenas  superficialmente nas folhas. Matiello

Município: 
ouro fino
Estado: 
MG
tenho uma plantaçao de cafe catucai 2sl com 5anos e esta praticamente condenada pela praga! do nada as plantas começaram a morrer, fui verificar e tem umas lagartas perfurando o tronco das plantas fazendo varios tuneis pelo tronco e deixando um po de serra pra traz, tentei fazer o controle com varios inseticidas mas nao tive resultado algum, usei verdadeiro no chao e fastac e decis na folha mais so piorou, praticamente 80% da lavoura esta afetada e esta começando a se alastrar para a regiao. como poderia fazer o controle dessas lagartas?

 

Resposta:

Senhor João  

O tipo de praga que o senhor mostra, atacando as hastes de cafeeiros, é desconhecida, nunca tendo sido relatada. Pela foto que enviou, parece  tratar-se de uma larva de um lepidóptero, ou seja, o inseto adulto   deve ser uma borboleta ou mariposa. O que temos parecido é a lagarta das rosetas, que perfura frutos verdes e a broca dos troncos, esta um pequeno besourinho, muito parecido com a broca dos frutos de café, porem esta só ocorre em cafeeiros robusta. Para podermos ter segurança na recomendação precisávamos classificar a praga e, para isso, necessitamos  do inseto adulto. A lagarta, cuja foto enviou, tem um aspecto parecido com a Helicoverpa, uma praga muito grave em várias culturas, que foi, eventualmente, constatada atacando cafeeiros no Oeste da Bahia, mas que estava associada a uma plantação de soja próxima, porem  logo ela desapareceu do cafezal.

No controle,  tratando-se de lepidóptero, os produtos inseticidas piretróides seriam os ideais, devendo, sempre, ser associados com acaricidas, ainda mais que o produtor usa o verdadeiro, pois pode haver desequilíbrio para ácaros.  Outra indicação seria auxiliar o controle  cortando e eliminando as hastes com as brocas, pois, como as lagartas estão dentro dos ramos seria difícil atingi-las com  a calda inseticida pulverizada. Caso o ataque persista, temos interesse em visitar o local, para tentar identificar melhor a praga. Assim, nos avise. Matiello

Anexo: 
Município: 
Luminarias
Estado: 
MG
Nas folhas não tem nenhum sintoma de doenças, a murcha está iniciando nos ramos laterais e se espalha pela planta até a morte. Arranquei algumas plantas e elas estavam com bom volume de raízes. Desde já muito obrigado!

 

Resposta:

Senhor Divino,

O que relata ocorrendo em sua lavoura é um quadro novo, ou seja, coisa ainda não vista em cafezais. A única broca de haste que se conhece é um besourinho preto, semelhante à broca dos frutos, mas ela só é problema em cafezais robusta.  Por isso pedimos que entre em contato conosco, pelo telefone 35-32141411, ramal 5, para que possa nos passar o  endereço da sua propriedade, a fim de vermos a possibilidade de fazer uma visita, para verificação do problema no local. Matiello

 

Município: 
Campos Altos
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor João,

Na maior parte das fontes de fósforo elas não são compatíveis com produtos à base de cobre. No caso do fosfito, se bem diluído, ainda daria pra aplicar, porem precisa adotar cuidados nessa mistura de tanque. Faça antes num copo de vidro para ver se não precipita.

Quanto ao uso dos fosfitos eles não são fungicidas, eles são indutores de resistência das plantas contra os patógenos. Algumas pesquisas tem mostrado seu valor quando associados aos fungicidas normais, especialmente para o caso de controle de Phoma e de Pseudomonas. Matiello.

Município: 
JACUTINGA
Estado: 
MG
Bom dia, encontrei em uma visita que fiz plantas de café morrendo, quebrei um tronco e estava cheio de tuneis, em outro tinha uma serragem em bolinhas presas numa teia de aranha, o produtor usa sempre verdadero na lavoura, o que pode ser usado para controlar essa praga?

 

Resposta:

Senhor Antônio

O tipo de praga que o senhor mostra, atacando as hastes de cafeeiros, é desconhecida, nunca tendo sido relatada. Pela foto que enviou, parece tratar-se de uma larva de um lepidóptero, ou seja, o inseto adulto deve ser uma borboleta ou mariposa. O que temos parecido é a lagarta das rosetas, que perfura frutos verdes e a broca dos troncos, esta um pequeno besourinho, muito parecido com a broca dos frutos de café, porem esta só ocorre em cafeeiros robusta. Para podermos ter segurança na recomendação precisávamos classificar a praga e, para isso, necessitamos do inseto adulto. A lagarta, cuja foto enviou, tem um aspecto parecido com a Helicoverpa, uma praga muito grave em várias culturas, que foi, eventualmente, constatada atacando cafeeiros no Oeste da Bahia, mas que estava associada a uma plantação de soja próxima, porem logo ela desapareceu do cafezal.

No controle, tratando-se de lepidóptero, os produtos inseticidas piretróides seriam os ideais, devendo, sempre, ser associados com acaricidas, ainda mais que o produtor usa o verdadeiro, pois pode haver desequilíbrio para ácaros.  Outra indicação seria auxiliar o controle  cortando e eliminando as hastes com as brocas, pois, como as lagartas estão dentro dos ramos seria difícil atingi-las com  a calda inseticida pulverizada. Caso o ataque persista, temos interesse em visitar o local, para tentar identificar melhor a praga. Assim, nos avise. Matiello

Município: 
Campos Altos
Estado: 
MG

 

Resposta:

As estrobilurinas são sim compatíveis com fungicidas cúpricos, como oxicloreto e hidróxido de cobre. Por outro lado os adubos fosfatados já testados, inclusive o P30 se mostra incompatível com produtos a base de cobre. Nesse aspecto estamos pesquisando alguma forma de P que possa ser agregada à calda fungicida que contenha cobre, isto por que o fóforo é muito eficiente na aplicação foliar. Matiello

Município: 
Jacutinga
Estado: 
MG

 

Resposta:

Os ativos fungicidas indicados na pré e pós-florada do cafeeiro são aqueles que são recomendados para controlar as doenças  por Phoma /Ascochyta, que atacam os botões flores e os chumbinhos.

Os principais são o Boscalid(Cantus), as estrobilurinas em doses maiores(Comet, Amistar etc), a combinação de Tebuconazole mais Trifloxistrobina(Nativo), o Iprodione(Rovral)  e o Iminoctadine (Belkute). Matiello

Município: 
Bonito/BA
Estado: 
BA
Com produto a base de estrobilurina e triazol é correto ou racional usar óleo mineral como adesivo.

 

Resposta:

Senhor António,

O uso de um adjuvante não é obrigatório, pois as formulações dos produtos comerciais já contem, em parte, essas substâncias, as quais facilitam o contato e a absorção das gotas pulverizadas sobre a folhagem dos cafeeiros. No entanto, sempre que se usa ocorre uma melhora ligeira no desempenho do tratamento. Matiello 

Município: 
Carmo do Rio Claro
Estado: 
MG
As lavouras é mundo novo e uma catuai podada e estão apresentando sintomas da doenças,possui niveis bons de materia organica e potassio no solo,foi adubada com 600kg/ha de 27-00-10, nao esta com carga alta e nao foi feito fungicida de solo apenas foliar com cobre e uma de opera no inicio de abril.Temo que as doenças se agravem.

 

Resposta:

Senhor Daniel,

O senhor indica que suas lavouras são da variedade  mundo novo e uma catuai podada e estão apresentando sintomas da doenças, possui níveis bons de matéria orgânica e potássio no solo,foi adubada com 600kg/ha de 27-00-10, não está com carga alta e não foi feito fungicida de solo apenas foliar com cobre e uma de Ópera no inicio de abril. Voce teme  que as doenças se agravem. 

Você pode sim aplicar fungicida adequado agora em maio, pois a colheita e, principalmente, o preparo do café, até o seu beneficiamento e consumo vai demorar um prazo longo. O problema seria o período de carência dos produtos, que segundo a regulamentação, deve ser obedecido. Os produtos mais indicados nesta época, para proteção contra doenças de inverno(Phoma/Ascochyta), com controle, também, sobre a ferugem e a cercosporiose tardias, são à base de estrobilurinas, como o Pyraclostrobina (Comet), Azoxistrobina (Amistar) e outras similares. Matiello

Município: 
Campos Altos
Estado: 
MG
A água que utilizo nas pulverizações de fungicidas e/ou inseticidas está com o ph em torno de 7, muito se fala sobre a redução de eficiência de muitos químicos em PHs elevados. Gostaria de saber a opinião de vocês sobre o tema e sugestões de possíveis redutores de ph. Grato.

 

Resposta:

 

Senhor João,

Não temos observado problemas de perda de eficiência dos produtos normais, usados no controle de pragas e doenças do cafeeiro , em caldas com pHs abaixo de 7. No geral, sim, os defensivos devem ser aplicados com pHs ácidos, ou seja, abaixo de 7. Para tanto, basta usar os sais ou ácidos normais que são também nutrientes, como o sulfato de zinco, o ácido bórico, o ácido fosfórico (P30 ou similares). Eles podem manter pHs mais baixos e, ainda, suprem os nutrientes a baixo custo. Existem produtos especializados para manutenção de Phs de caldas, no entanto eles devem ser usados em casos especiais, em águas alcalinas, em regiões calcárias. Matiello

Município: 
Rio Paranaíba
Estado: 
MG
Fizemos aqui em Rio Paranaíba, como de normal 03 aplicações de fungicida, sendo elas: 1º - OPERA - 1,5 LITROS/HA - 09/12/2015; 2º - OPERA - 1 LITROS/HA - 12/02/2015; 3º - OPERA - 1,5 LITROS/HA - 26/032015. Sendo a última com 0,5 litros a mais do que no normal. Mesmo assim hoje na data de 29/04/2015, a ferrugem continua incomodando e já esporulando novamente principalmente no 1º e 2º par de folhas já definitivos, pedindo então com urgência uma 4º aplicação para o controle. Lembrando que a aplicação está a uma velocidade recomendada, a uma vazão de 500 litros/ha, não foi feita antes da seca total das plantas, não houve chuvas fortes logo após as aplicações, não foi feita nas horas mais quentes do dia e nem com ventos fortes. Acrescentando que as plantas estão muito bem enfolhadas e bem nutridas Sendo assim será que pode ser por causa do clima, que ainda continua com alta umidade do ar e pelo calor? Está acontecendo em demais lugares? Grande abraço a todos!

 

Resposta:

Senhor Diego,

Em sua pergunta você pondera que usou o controle normal da ferugem, com 3 aplicações de fungicida, sendo elas: 1º - OPERA - 1,5 LITROS/HA - 09/12/2015; 2º - OPERA - 1 LITROS/HA - 12/02/2015; 3º - OPERA - 1,5 LITROS/HA - 26/032015. Sendo a última com 0,5 litros a mais do que no normal. Mesmo assim, na data de 29/04/2015, a ferrugem continua incomodando e já esporulando novamente, principalmente no 1º e 2º par de folhas. Você diz que está usando boa tecnologia de aplicação.  As plantas estão muito bem enfolhadas e bem nutridas Sendo assim será que pode ser por causa do clima, que ainda continua com alta umidade do ar e pelo calor?

Nossa resposta indica que a ferrugem é influenciada, sim, pelo clima, porém, muito mais pela carga pendente alta, ou qualquer outro fator de stress das plantas. O sistema de controle usado, quanto a produtos, doses e épocas está correto, apenas a última aplicação poderia ser um pouco mais tarde, em meados de abril, assim como a primeira que ficou um pouco cedo. Veja a questão da adubação, pois plantas com deficiência nutricional ficam mais susceptíveis.

Quando indaga o que vem ocorrendo nas demais regiões  temos acompanhamento no Sul de Minas e na sua região. Em Patrocínio, na lavoura acompanhada pela estação de aviso, a ferrugem, sem controle, está muito alta em fins de abril, com mais de 60% de infecção e no Sul de Minas, chega até a  80% de folhas infectadas, de  fato, neste ano, a ferrugem vem muito forte. Nós estamos creditando este comportamento ao stres que as plantas sofreram pelo veranico em janeiro. Matiello e Rodrigo

Município: 
Bonito/BA
Estado: 
BA
O serviço fitosanitario de Holanda no controlo de mudas de cafè,de origem Costarica,usadas como ornamentais na Europa,encontrou o baterio xylella fastidiosa.O baterio è muito perigroso como o caso das oliveiras na Italia. Os cafezais do Brasil podem correr este perigro!

 

Resposta:

Senhor Antonio,

Você conta que em remessa de flores da Costa Rica para a Holanda constataram a ocorrência de Xillela fastidiosa, uma bactéria perigosa. Veja que aqui, em nossos cafezais, praticamente todas as lavouras estão contaminadas. Faz uns 15 anos atrás, a bacteria foi dignosticada aqui, causando o amarelinho, a semelhança com o que occrre com o amarelinho dos citrus. No caso do cafeeiro, logo vimos que o problema passava a existir sempre que houvesse outra causa de stress, como por período seco, por carência nutricional etc. Isto porque a bactéria entope os vasos da planta e sua ação se combina com o stress. Hoje em dia não vemos problemas econômicos, ou seja, prejuízos com a Xylella. Matiello

Município: 
Alto Caparaó
Estado: 
MG

Resposta:

Senhor Ícaro,

 

Você diz tratar-se de uma lavoura bem velha, onde percebeu  coloração amarelada em muitas plantas, internódios curtos, incidência de cercospora, seca de ponteiros e, em plantas mais, atacadas a desfolha. Nas  raízes encontrou  pouca raízes finas em superfície, e em algumas cortando  o tronco verificou  uma coloração mais escura nos vasos,, mas já não percebi o mesmo sintoma em outra planta. Pensou na  fusariose ou amarelinho, mas como não tenho certeza peço a sua colaboração.

As fotos enviadas, muito boas, mostram, com clareza, os sintomas típicos da fusariose.  A doença é muito comum nas lavouras mais velhas e onde já foi feita alguma poda nas plantas, pois ela, com o corte do tecido, ajuda a contaminação de uma planta a outra. A característica de escurecimento dos vasos, abaixo da casca, nem sempre aparece em todas as áreas do tronco. Elas aparecem mais próximas de onde começa o entupimento dos vasos. Matiello


Município: 
Campos Gerais
Estado: 
MG

Resposta:

Senhor João

O uso de combinações de outros acaricidas com o Talento é sim  efetiva no controle do ácaro da leprose. No caso, o ativo que possui registro para o ácaro da leprose em cafeeiros é a Avermectina ( do Vertimec), que controla, também o ácaro vermelho e o bicho-mineiro. A dose indicada é de 400-500 ml da Avermectina mais 15 ml do Talento por ha.

No caso da abamectina, apesar de ter espectro semelhante à Avermectina, não encontramos seu registro para o ácaro da leprose, apenas para o ácaro vermelho e para o bicho-mineiro. Matiello

Anexo: 
Município: 
Perdões
Estado: 
MG
começou a mais ou menos 8 dias, e o ataque está aumentando, começa nas folhas novinhas e chega até o tronco onde morre as folhas e varas. Em alguns pés está murchando totalmente, parece que vai morre e aumenta a cada dia! O clima está chuvoso e a lavoura tem 6 anos de idade. As plantas sem ataque tem muito bom vigor. As folhas atacadas apenas escurecem não tem manchas o que dificulta a identificação.

 

Resposta:

Senhor José,

É difícil dizer, com certeza, do que se trata o seu problema de morte de ramos do cafeeiro. Precisávamos ver localmente ou, ao menos, ter umas fotos. No entanto, vamos indicar as prováveis causas, através dos sintomas que descreve.

Doença, quase certamente, não é, pois as enfermidades normais do cafeeiro, que atacam a folhagem ou a ramagem, também provocam lesões nas folhas e ramos. Também descartamos essa possibilidade, pois o senhor diz  que o problema está evoluindo muito rápido e relata, ainda, que algumas plantas ficam completamente murchas e depois morrem.

Não sendo doença, restam as causas de ordem física e química. Com isso, indicamos que pode ser efeito de raio ou faísca elétrica, nesse caso a morte do ponteiro das plantas ou, mesmo, da planta toda, ocorre na forma de reboleiras, ou seja, em uma mancha da lavoura, onde no centro dela caiu o raio, diminuindo o efeito de dentro pra fora. A outra possibilidade seria uma aplicação de adubo em alta dose, havendo a morte por excesso de sais.

Para se certificar se foi raio, veja, a principio, se houve chuva com descarga elétrica nesses últimos dias. Segundo, veja se a morte está ocorrendo na forma de um círculo. Terceiro, veja, ao cortar o tronco, com canivete, se abaixo da casca, ainda verde, existe uma camada escura.

Uma hipótese, pouco provável, seria a ocorrência da roseliniose que mata a planta de baixo em cima. Esta estaria combinada com a presença de tocos junto à área onde está ocorrendo a morte. Matiello

Município: 
Campos Gerais
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor João,

Os productos acaricidas, para o ácaro da leprose, que sabemos possuem registro para a cultura cafeeira são - Envidor (300 ml/ha), Omite (600 ml/ha), Ortus (0,8 – 1 l/ha), Talento ( 15 ml/ha) . Muitos empregam  a mistura, usando o talento, este mais como ovicida, embora também tenha outros efeitos . O volume de calda deve ser de cerca de 600-800 l por ha e a época também  é muito importante.  Indica-se aplicar no pós-colheita, isto por que a pulverização, na condição de menor enfolhamento das plantas, penetra melhor. Outra boa época é  em janeiro, onde parece que a infestação dos ácaros migra  para a parte mais externa do cafeeiro. Matiello

Anexo: 
Município: 
Capelinha
Estado: 
MG

Resposta:

Senhor Thiago,

Diz o ditado que o peixe morre pela boca. Assim também é com a planta de café. No caso, a boca do cafeeiro é o seu sistema radicular.

A principal causa da morte de plantas de café, normalmente quando ainda jovens, com 1-2 anos, talvez seja este o seu caso, é o problema com suas raízes pouco desenvolvidas, seja por pião torto ou bifurcado ou presença de poucas raízes finas. A origem do problema está no uso de mudas ruins ou em plantios mal feitos. O sistema radicular do cafeeiro  interage com o tipo de solo, com maiores dificuldades em solos mais adensados ou pouco profundos.

Outras causas de morte de plantas podem ser pelo problema de rizoctoniose tardia, cuja lesão se encontra no caule, junto ao solo e pela  roseliniose, esta doença ocorrendo na presença de tocos ou raízes apodrecidas, neste último caso acontecendo em reboleira. Matiello, Saulo e Iran

Anexo: 
Município: 
Bambuí
Estado: 
MG
Gostaria de enviar mais fotos para subsidiar a indicação.

 

Resposta:

Senhor Thalles,

A foto que enviou, com os sintomas, mostra seca da parte terminal do ramo, a parte mais nova, ou seja, os últimos 4-5 nós. Neste caso, tudo indica tratar-se do ataque de Phoma. Se fosse a bacteriose por Pseudomonas, haveria morte em maior parte do ramo, atingindo não apenas o ponteiro. Também, na maioria dos casos, haveria presença de lesões de mancha aureolada na folhagem, o que na foto não aparece.

Quanto à recomendação, você deve observar se as condições climáticas aí favorecem as doenças que suspeitava. Na área próxima a Bambuí, mais quente, provavelmente não seria uma condição favorável, já que essas doenças evoluem mais em zonas mais frias e úmidas. Caso sua lavoura esteja situada em zona de altitude elevada, a mais de 900 m, aí você deve tomar cuidado, plantando renques de quebra-ventos, de milho ou crotalária, para reduzir a ocorrência das doenças.

Quando necessário, aumentando o problema,  deve-se aplicar produtos específicos, no caso, como  os fungicidas Cantus, Nativus, Rovral e outros. Aparecendo a Pseudomonas usar também fungicida cúprico, que tem ação bactericida. Matiello e Saulo

Município: 
São Roque de Minas
Estado: 
MG
Ja utilizamos quebras ventos, casumicina, s. simples, e cobre como preventivo, existe alguma outra recomendação

 

Resposta:

Senhor Jefferson,

O que disse que fez, com as aplicações de produtos mais o quebra-ventos foi todo o arsenal que se dispõe para controle da Pseudomonas. Infelizmente não temos um bactericida sistêmico que possa curar a doença. O que se poderia fazer, adicionalmente, seria reduzir um pouco a adubação nitrogenada e, se o ataque fôr em plantas novas, até 2-3 anos, se poderia fazer uma poda sanitária, cortando e tirando da lavoura as partes afetadas, pois elas constituem o inoculo, para disseminação da doença, pelas chuvas e pelo vento. Veja, ainda, como está o nível de fósforo, no solo e nas plantas, pois temos visto que plantas deficientes em P se tornam mais susceptíveis.

No futuro, caso sua região seja muito sujeita a Pseudomonas, como diz, o ideal seria plantar variedades mais tolerantes à doença. Estas estamos terminando de testar e poderíamos indicar no futuro. Matiello

Município: 
Andradas
Estado: 
MG
Essa lavoura ja tem 7 anos de idade, e tem algumas reboleiras no talhao em que as plantas ficam amareladas chegando ate a morte, algumas plantas comecam a entortar, isso comecou a acontecer depois da primeira safra. Parece que o ataque e nas raízes principais da planta. O que pode ser????

 

Resposta:

Senhor João,

Observando a foto que o senhor enviou, do sistema radicular do cafeeiro depois do pé arrancado, pode-se avaliar que dois problemas podem estar acontecendo em sua lavoura. O primeiro parece ser o sistema radicular tipo pé de galinha, que pode ser oriundo de mudas ruins ou de um plantio mal feito. As raízes grossas se desenvolveram lateralmente ,e, assim, o sistema radicular ficou pouco profundo. Isto é reforçado pelo fato que diz o problema ter começado com a primeira safra. O fato do problema ser mais sério em uma reboleira, pode estar relacionado com a presença, nessa área, de um solo também mais duro e mais pobre. A segunda possível causa é a ocorrência de nematoide, das espécies M. incognita ou M. paranaensis, os quais atacam as raízes mais grossas. Para confirmar ou não o ataque só o senhor enviando as raízes para um laboratório, sendo o mais próximo daí o do Instituto Biológico de SP ou o departamento de nematologia lá da Escola de Agronomia de Botucatu. A presença de raízes apodrecidas pode estar ligada à ocorrência dos nematoides, podendo, ainda, ser devida à própria redução progressiva da parte aérea da planta. Matiello

Anexo: 
Município: 
Lavras
Estado: 
MG
O ataque ocorre, em 50% do talhão, já fiz pulverização com fungicida cantus, e não adiantou. O curioso é que este ataque, vai e volta. E as plantas atacadas, em sua maioria tem as folhas bem pequenas,com internódios extremamente curtos, já fiz análise foliar e o teor estava médio! O que posso fazer para normalizar o crescimento da lavoura?

 

Resposta:

Senhor Luan,

Tudo indica tratar-se, mesmo, de mancha aureolada. No caso da foto, a seca está associada a lesões que a doença provocou no caule da planta, em sua  parte mais nova, no topo, levando à secagem dos ramos da parte acima da área atacada. O fato do problema ora aparecer ora sumirir e vir, como disse, se deve a que a doença é muito ligada às condições de umidade e frio. Assim, em períodos de chuva continuada a doença ataca e quando o tempo fica seco e mais quente esse ataque diminui.

Vemos que, pela foto, a sua variedade plantada parece ser o Topázio, ou um Mundo Novo, pelos brotos bronze, das folhas novas. Estas duas variedades são mais susceptíveis à mancha aureolada. Neste caso, o uso do fungicida que está aplicando não resulta mesmo. Ele é eficiente quando a doença é a Phoma/Ascochyta.  A mancha aureolada é uma bacteriose e dos produtos no mercado, apenas aqueles fungicidas à base de cobre possuem, também, ação bactericida. Para normalizar o crescimento da lavoura basta fazer a adubação correta e manter o controle da doença com fungicida cúprico. Caso seja um topo de morro, em área muito batida pelo vento, pode instalar umas barreiras quebra ventos. Matiello

Município: 
Piumhi
Estado: 
MG
1200m altitude, sem quebra vento

 

Resposta:

Senhor João,

Para o controle da mancha aureolada, a princípio todas as fontes de cobre se equivalem, bastando ajustar uma dose adequada. Sua condição de altitude é, realmente, propícia à doença e a ausência de quebra-ventos é desfavorável, especialmente nas lavouras ainda jovens. Equilibre a adubação, não usando muito nitrogênio. No mais, em zonas muito sujeitas a esta bacteriose, no futuro deverá ser plantada uma variedade mais tolerante, a qual está em teste. Matiello

Município: 
ENCRUZILHADA
Estado: 
BA
Cafezal catuaí recepado, 2-3 anos, no sudoeste da Bahia, usou pouco adubo e ainda foi plantado feijão em novembro/2014, quando bateram o feijão jogou-se muita palha sobre os cafeeiros. Hoje encontra-se desta maneira. Está desfolhando rapidamente de fora pra dentro, secando os ponteiros. Qual seria o diagnóstico e qual o controle? Obrigado! Não respondida ainda.

 

Resposta:

Senhor Carlos,

A sua suspeita está correta. A cercosporiose é uma doença que vem atacando brotações de recepa, oriundas de cafeeiros que já vinham fracos, e, com a recepa, houve, ainda, morte de raízes, o que tornou as plantas mais fracas. Como o senhor disse que não houve adubação e, também, o quadro de fraqueza foi agravado pelo plantio intercalar e provável falta de controle do mato, a cercosporiose foi uma consequência da desnutrição. No caso, a cercospora negra, além da falta de N indica, também, a falta de fósforo. Talvez você não saiba, pois deve ser mais novo no setor, a cercosporiose negra foi identificada, pela primeira vez ,aí no Planalto de Conquista, no final da década de 1970. Pensava-se tratar de uma nova raça de cercospora. No entanto, depois foi possível verificar que a ausência do halo amarelado nas lesões, que caracteriza os sintomas da cercosporiose normal, se deve à falta de resistência do tecido foliar, que está relacionada com carência de P. Matiello

Município: 
Três Corações
Estado: 
MG

Resposta:

Senhor Mauro,

Quanto ao efeito tônico, o uso de inseticidas via solo ou as combinações deles com os fungicidas, dão melhor resposta quando empregados mais no ínicio do período chuvoso, pois nesta época é que a planta tem melhores condições, de calor e umidade, para o seu crescimento e frutificação. O emprego agora em março, com certeza trará menores efeitos sobre o vigor. No entanto, esta época, mais no fim das chuvas seria a ideal de uso dos inseticidas, isto para controle do bicho-mineiro, o qual vai evoluir na medida em que se avisinha o período seco. Como os produtos devem ser absorvidos pelo sistema radicular e daí translocados para a parte aérea, em março seria a época indicada para a finalidade. Matiello

Município: 
Bonito/BA
Estado: 
BA
Pela area de Bonito/BA,pensando a uma defesa preventiva a calendario,4 o 5 pulverizaçoes, quais sao os ingredientes ativos que nao devem faltar,tambem phoma,para uma boa defesa e atençao aos custos?Salvo ao caso de manifesta carencia e sempre com atençao aos custos, è boa pratica colocar adubo foliar em todas as pulverizaçoes?

 

Resposta:

Senhor Diego,

As pulverizações para correção de deficiências de micro-nutrientes e para o controle de doenças e pragas devem ser iniciadas em out-nov e terminarem em abril-maio. Aí no Bonito, pela umidade e frio, realmente a condição é muito favorável ao ataque de Phoma. Neste caso, a indicação seria, normalmente, proteger a florada, com 2 pulverização para esta doença, em out-nov e em dez-fev. Uma terceira poderia ser realizada nos primeiros anos de controle para diminuir o inoculo, ou seja, as folhas e ramos com o fungo, esta sendo em maio. Para a ferrugem se indica usar um produto de solo mais duas aplicações foliares, estas de dez a fev e em abril maio. Quanto aos micro-nutrientes, o boro, por ser bastante deficiente e sendo sua maior eficiência quando usado via solo, sempre que for pulverizar pode agregar o ácido bórico a 0,5%, ou seja, em todas as pulverização. O cobre, nutriente e fungicida deve ser usado em 3 aplicações, de outubro a abril, pois é protetivo contra a ferrugem, e, em especial, contra a cercosporiose. O Zinco, pode ser colocado em apenas 2-3 aplicações, sendo que em excesso pode prejudicar.  Matiello

Município: 
Jaboticabal
Estado: 
SP

Resposta:

Senhor Felipe,

Muito boa a sua pergunta, sobre a qual não sabemos tudo e, por isso, nossa resposta vai com nosso conhecimento parcial, obtido pela pesquisa e, como vai ver, mais pesquisas precisam ser realizadas para elucidar bem o problema.

Vamos lá. Os resultados disponíveis sobre a infestação de broca em frutos remanescentes da colheita, na planta ou no chão, mostram que partindo de uma pequena infestação inicial dos frutos deixados pra traz, observou-se que, após 60 dias,os frutos deixados na planta apresentavam 100% de infestação e com 2-3 furos por fruto. Já, os sadios colocados no chão, sob a planta, registraram uma infestação menor de 33% de frutos brocados e com pequeno numero de brocas em seu interior. Deste modo, fica provado que as brocas preferem infestar frutos remanescentes na planta.

Falta esclarecer como a broca sobrevive nos frutos do chão até a próxima colheita. Sabe-se que existem fungos entomo-patogenicos, como a Boveria e o Metharizium que atacam a broca. Quase certamente, as condições de sombra e de umidade junto ao solo, sob as plantas, devem favorecer mais o ataque destes fungos. Outra coisa é que os frutos do chão acabam apodrecendo ou germinando, assim reduzindo, mais rapidamente, a fonte de alimento para a broca. Em sentido contrário a esse raciocínio, existe a ideia de que a umidade mantém os grãos mais fáceis de serem consumidos pela broca, pois sabemos que quando muito secos a broca não é capaz de alimentar-se deles.

Também, existem estudos mostrando que a broca entra em diapausa, ou seja, fica paralisada, sem comer e, mesmo assim, permanece viva, “re-vivendo” em período favorável.

Em conclusão pode-se dizer que os frutos que ficam na planta são mais importantes para manter a população da broca. Tudo indica que, em condições onde os frutos do chão apodrecem ou germinam mais rapidamente, como nos projetos atuais de irrigação de cafeeiros, a população remanescente da broca fica bastante reduzida.Matiello 

Município: 
Lavras
Estado: 
MG
Tenho uma lavoura de aproximadamente 1 ano e que está começando a aparecer algumas plantas amareladas que geralmente chegam a morte. Essas plantas têm apresentado um "acinturamento" na base do caule próximo a raiz como demonstrado na foto, mas não chegam a tombar. Gostaria de saber se tem algum fator ligado a rizoctoniose tardia ou pode ser algum outro problema? Agradeço desde já pela colaboração.

 

Resposta:

Senhor Alessandro,

Muito provável não ser lesão por rizoctonioze tardia, visto que, em suas plantas, ocorre um roletamento  completo do caule  e a rizoctonioze normalmente atinge apenas uma porção do caule da planta.

Outras causas levam ao roletamento do tronco de plantas jóvens, sendo  - o efeito de vento, quando o tronco fica atritando com o solo, lesões por calor, quando o plantio é muito profundo. O problema de vento se agrava em condições onde o plantio é feito em sulco com  terra muito solta. Nessas condições, as raizes se desenvolvem pouco e a planta não se sustenta bem, ocorrendo o balanço da planta pelo vento.

Quanto a lesões do tronco temos visto, ainda, no aspecto de doenças, que  o ataque do fungo  Ascochyta no viveiro pode levar a lesões tardias no campo. Matiello e Saulo

Município: 
Patrocínio-MG
Estado: 
MG

Senhora Elisa,

O mal rosado é uma doença difícil de prevenir e responde pouco ao controle com fungicidas convencionais. Dentre os produtos usuais, os fungicidas à base de cobre são os mais efetivos, para evitar o avanço da doença, de modo a não deixá-la se manifestar, de forma generalizada, na plantação. No entanto, a recomendação mais adequada é a do manejo cultural dos cafeeiros, depois da colheita, com podas sanitárias, ou seja, eliminando os galhos doentes, com isso reduzindo o inóculo do fungo.

As podas para a abertura das lavouras e para redução do sombreamento são também indicadas, para limitar as condições micro-climáticas favoráveis ao fungo (a umidade, a sombra e as baixas temperaturas).

 

Município: 
Simonésia
Estado: 
MG
sabendo que o período de chuvas anda escasso e o produtor não fez aplicação via solo para controle de ferrugem,é possível esta aplicação em fevereiro apos retorno possível das chuvas ou opta neste caso pelo controle via foliar.

 

Resposta:

Senhor Fernando,

O período ideal de utilização de fungicida via solo vai de outubro até dezembro, e, para alguns mais solúveis, mesmo inicio de janeiro. Isto se deve a que os produtos precisam ser absorvidos pelas raízes das plantas e translocados na parte aérea antes do período infectivo da ferrugem.

Deste modo, não aconselhamos aplicar agora de forma atrasada.

Neste caso, como sugere, deve buscar apenas o controle através das aplicações foliares, cobrindo o período com 2-3 pulverizações, sempre terminando mais tarde, no final de março ou até meados de abril. O mais indicado é uma formulação de triazol mais estrobilrina, existindo várias no mercado, cada uma com suas doses específicas. Matiello e Saulo

Município: 
Nova Resende-MG
Estado: 
MG
Tenho uma lavoura ladeirosa onde já foi feito controle com produto sistemico ( verdadero ) em dezembro, mas ainda existe ferrugem esporulada e tb bicho mineiro em todas as fases. Não existe a possibilidade de aplicação via foliar com canhão e nem manual motorizado, pois a lavoura é fechada. Vcs recomendam utilizar algum outro sistêmico de solo até fevereiro?

 

Resposta:

Senhor Henrique,

Sua pergunta fica difícil de ser respondida, pois o uso do produto de solo já é previsto de ser combinado com aplicações foliares, já que ele não tem eficiência completa contra a ferrugem. Normalmente, se associa com 2-3 aplicações foliares de Triazol mais Estrobilurinas.

No seu caso, como diz não poder usar a via foliar, nem mesmo com canhão atomizador, a saída para bicho mineiro existe, com uma aplicação adicional de Actara(  Tiametoxan ). Já, para a ferrugem não se recomenda uma segunda aplicação via solo no mesmo ciclo agrícola. Poderia, eventualmente, tentar uma aplicação de Flutriafol, pois este ativo é um pouco mais solúvel e pode ainda dar resultado neste ciclo agricola. Matiello e Saulo

Município: 
Andradas
Estado: 
MG
Gostaria de saber se e ataque de alguma doenca, ou consequencia da terrivel seca que vivemos???? Detalhe lavoura com todos os tratos culturais rigorosamente em dia, e essa e uma lavoura esqueletada que tinha potencial para uma producao muito boa, porém os pes de cafe estao ficando com a quantidade de frutos "rala", isso tem deixado nos produtores muito preocupados.

 

Senhor João,

As condições que podem levar à presença de poucos frutos por roseta são duas principais. A ocorrência de fungos atacando nos botões, flores e chumbinhos e a segunda é por falta de reservas na planta. Neste ano, as doenças de florada, pelo período seco, tiveram pouca evolução. O que deve ter ocorrido na sua lavoura foi a falta de reservas, como disse, em se tratando de lavoura que vem de safra zero, pós esqueletamento, a falta de chuvas levou ao stress, e, assim, houve menor pegamento da frutificação. O senhor pode ver que as últimas floradas, em toda a região,tiveram os chumbinhos perdidos por enegrecimento e queda, devido a que as poucas reservas foram para os frutos maiores, pelo efeito dreno. . Matiello

Município: 
BRASÍLIA
Estado: 
DF
posição técnica da Fundação Procafé é a mais confiável do mercado

 

Resposta:

Senhor Janio,

Realmente o Endossulfan é um produto que faz falta, pelo seu preço mais econômico e pela sua alta eficiência. No entanto, outros produtos estão gradualmente entrando no mercado. Neste ano foi liberado o Benevia para o Estado de Minas e outros produtos estão em via de registro.

Não temos levantamento de prejuizos pela broca, mesmo por que, na última safra, o maior prejuízo foi pela seca. Achamos que os prejuízos virão a curto prazo, mas, a médio prazo teremos soluções para o problema. Matiello

Município: 
Juruaia
Estado: 
MG

Resposta:

Senhor Marcio Henrique Silva,

O uso de verdadero visa o controle simultâneo de ferrugem e de bicho-mineiro, no entanto, a eficiência de controle depende de uma série de fatores, onde se destacam as condições climáticas. Neste ano as condições estão muito favoráveis ao ataque de BM, pelo efeito de estiagem e de temperaturas altas. Por outro lado, a falta de chuvas atrapalha a absorção e translocação do produto aplicado via solo. Seria esperado o controle, mas, como diz, está havendo ataque. Não se pode afirmar com certeza, mas o efeito das condições climáticas é que podem estar prejudicando a eficiência do produto. Neste caso, ou pode ser feita a correção com o uso de produto via foliar, ou, na medida em que houver umidade pode ser usado o produto específico para BM o Actara. Matiello

Anexo: 
Município: 
Ervalia
Estado: 
MG
Há alguns dias atrás falei de uma intoxicação ocorrida em minha lavoura pelo uso da mistura de Nativo com Viça café. Depois da aplicação desses produtos, as plantas de café travaram e ficaram com as folhas deformadas. Tendo em vista que foi usado doses dentro dos níveis recomendados, o que pode ter causado esses sintomas nas plantas, bem como, de que poderei proceder afim de reverter esse quadro?

 

Resposta:

Senhor Paulo Goulart

Na resposta anterior já haviamos desconfiado de uma possível contaminação ocorrida em sua aplicação dos produtos Viça café e Folicur, pois os mesmos, nas doses normais indicadas, não causam fito-toxidez. Agora, com a remessa da foto dos sintomas da toxidez verificada em sua laoura  ficou claro que houve, por acidente, a inclusão de um herbicida na calda, ou simplesmente, foi feita uma aplicação anterior de herbicida com o mesmo pulverizador, então ficou residuo do herbicida no equipamento.  Deste modo, o senhor deve procurar aí o que aconteceu.

As folhas novas afiladas e encurvadas, que podem ser vistas na foto encaminhada são tipica de intoxicação ou de glifosato ou de 2,4-D. No caso de eventual intoxicação por triazól, as folhas ficam um pouco amareladas, tem seu tamanho rduzido mas não ficam afiladas como aconteceu aí.

Para corrigir o  problema vale a mesma indicação anterior. Adubar a lavoura bem, principalmente com nitrogenio e, se possível aplicar uma formulação de amino-ácidos. Com a volta do crescimento da planta a toxidez vai desaparecer nas novas folhas. Matiello

Município: 
Andradas
Estado: 
MG

Resposta:

Senhor Joao Paulo de Oliveira

Resistência total à Phoma não temos nas nossas variedades de café atualmente disponíveis, porem temos observado muitas com boa tolerância, ou seja, são pouco infectadas pela Phoma e, assim, produzem mais nas áreas frias e umidas, mais sujeitas  a esta doença.

Estas variedades que são mais tolerantes são - Japy, Ibc-Palma 2, Catucai amarelo 2SL e Catucai amarelo 20-15 cv 479. Matiello e Saulo

Anexo: 
Município: 
Cotema- Patos
Estado: 
MG
Aparentemente é ataque de Moscas das frutas em frutos Chumbões, vocês tem visualizado este problema em outras regiões ?? O ataque é mais percebido próximo de plantas de Mangueiras e de Goiabeiras.

 

Resposta:

 

Senhor Claudiney,

Com certeza é a mosca dos frutos, conforme bem voce suspeitava. Já tivemos muito ataque semelhante em lavouras de café lá em Pirapora e na Serra do Cabral, aí em Minas.

Parece que é uma época em que existem poucos frutos, para as moscas, as suas larvas, se alimentarem. Então elas passam a atacar os frutos de café, mesmo ainda verdes, quando o normal seria um ataque aos frutos maduros como é comum e onde o dano é pequeno.  As femeas, adultas, fazem um pequeno furo na casca para ovipositarem. Dentro do fruto nascem as larvas. A queda dos frutos é provocada pela produção de etileno, oriunda de um pequeno apodrecimento interno do fruto. Para aqueles que não conhecem bem o sintoma, basta tomar os frutos caidos e aperta-los, então sai uma  aguinha nos furos. O fato de ocorrer mais ataque perto de fruteiras é correto, pois elas saem de outros frutos e vão atacar os do  café, naturalmente, aqueles mais próximos. .Matiello

Município: 
Ervalia
Estado: 
MG
Com medo de utilizar o Simbol em lavouras menores que 4 anos, sob pena de um possível "travamento", mas também querendo aplicar um produto que seja barato, cogitei misturar o Premier plus ao Simbol, afim de obter uma calda mais barata e que me proporcionasse não só o controle da ferrugem como também o efeito tônico, tão desejado em lavouras dessas idades. Gostaria de saber se posso efetuar essa mistura e em quais doses dos respectivos produtos poderiam ser usadas, bem como as doses da calda/ha recomendada em lavouras recém plantadas, lavouras de um ano e outra de quatro anos de idade.

 

Resposta:

Senhor Paulo,

Primeiro é preciso esclarecer que o uso de produto à base de flutriafol, como o Simbol, pode sim ser feito em lavouras com menos de 4 anos. Assim,  se quiser usar, é só reduzir a dose. A partir do inicio de produção(2,5 anos) a dose seria a normal, de  4-5 l de simbol por ha. Caso ocorra um pequeno travamento da parte aérea, ele é benéfico, pois ocorre, por outro lado,  um aumento do sistema radicular das plantas

Segundo, a mistura pode sim ser feita, neste caso visando associar efeito fungicida e inseticida. A melhor combinação do Simbol seria com o Premier puro não o Premier plus, uma vez que a formulação Plus já tem o fungicida na sua composição. Talvez o Premier puro não encontre ai, mas se quiser, existem outros produtos à base de Imidacloprid no mercado.

Quanto às doses para café novo poderia ser de 1 l de Simbol no pós plantio e 1,5 l no 1º ano, com 2 anos 2,5 l e a partir de 3 anos 4-5 l/ha.  Quanto ao Premier plus a dose poderia ser de 0,7l no pós plantio, 1 l com 1 ano,  1,5 l com 2 anos e 3 l a partir de 2,5 anos.  Entenda que estas doses são as indicadas para uso exclusivo, de um ou outro. Na mistura não temos experiência, mas poderiam ser usadas a dose inteira de Simbol e 1/3 da dose de Premier plus.

Com relação à calda a ser aplicada, a base é de 50 ml por planta adulta e nas mais novas poderia fazer com 20 ml por planta, sempre distribuindo em volta da planta, mais perto do tronco. Matiello

Município: 
Rio Paranaíba
Estado: 
MG
Mesmo com o controle de Cantus 150 gramas/ha, Kocide 2 kg/ha e Cercobin 750 gramas. Essa aplicação foi realizada na data do dia 15/11/2014 e quando fiz uma avaliação no dia 04/12/2014, já tinha um índice de 27% de média, que hoje 16/12/2014 já atinge uns 50% ou mais dos chumbinhos afetados pela phoma. Lembrando que tivemos mais de 10 dias diretos de chuva e frio e que a florada também atrasou por volta de um mês vindo a abrir no dia 03/11/2014. Porque mesmo com o controle a uma velocidade de 6km/h e com uma boa cobertura de 500 litros/ha de vazão, não foi eficiente? Variedade do café, Catuaí Vermelho IAC 144. Aguardo sua resposta, granbe abraço e parabéns a cada dia mais pelo trabalho dedicado a nossa cafeicultura!

 

Resposta:

Senhor Diego Bernardes Rocha

A mumificação de chumbinhos, causada por Phoma, é. realmente, um problema de difícil controle, pela inconstância na ápoca de ataque. Como disse, voce aplicou as medidas de controle quimico adequadas e a doença, mesmo assim, evoluiu.

As condições que facilitam o ataque estiveram presentes, sendo – A umidade e queda de temperatura, por chuvas continuadas, este o principal fator. A fraqueza das plantas, estressadas pela carga e depois de um stress hídrico, e, por isso, ficou desnutrida, outro fator que favoreceu o ataque. Finalmente, o controle auimico não atinge toda a planta, e, assim, raduz parcialmente a infecção. As oluções possíveis, no futuro, seriam aplicar fungicidas ainda mais preventivamente e adotar variedades mais tolerantes à doença. Nós é que agrdecemos as suas informações sempre úteis para outras regiões e produtores. Com as observações que fez vamos melhorando nosso conhecimento. Matiello e Saulo. 

 

Município: 
Rio Paranaíba
Estado: 
MG

Resposta:


Senhor José


    Variedades resistente à cercosporiose não existem, até o momento. O que existem são variedades menos susceptíveis, nem tanto pela sua genética, mas pelo vigor das plantas. Assim, a variedade conillon, robusta, quase não apresenta ataque de cercosporiose.
Por outro lado, variedades do grupo dos Catimores e Sarchimores, como o Iapar 59, Tupy, IAC 125 ou IBC12, e outras, menos vigorosas, são mais atacadas pela cercosporiose, do que as demais comuns, como o Catuaí e o Mundo Novo.
    Para sua região, mais quente e, portanto, mais sujeita à cercosporiose, adote, de preferência, variedades de maturação mais tardia, podendo ser - a Arara, o Acauã, ou Asabranca, os quais, coincidindo uma granação dos frutos mais lenta e mais tardia, fogem do período critico, mais quente, de jan-fev, onde a cercosporiose ataca mais fortemente. Matiello e Saulo

Município: 
Muzambinho
Estado: 
MG
produtores me questionam sobre a aplicação de defensivos via solo, como Verdadero, Premier plus, muitas vezes associado a micronutrientes, principalmente o Boro, porém sabendo que esses produtos são indicados para controle de pragas, seria indicado a aplicação em lavouras dessa idade, considerando que as mesmas, nem estejam sofrendo ataque de alguma praga....

 

Resposta:

 

Senhor Frederico

Os defensivos de solo, seja formulações de inseticidas, de fungicidas ou de inseticidas-fungicidas podem sim ser usadas em cafeeeiros em formação, com até 2 anos. O que deve ser feito é um ajuste nas doses, usando-se uma meia dose nas lavouras com 2 anos, que irão dar a primeira carga e cerca de 20% da dose em lavouras de 1º ano.

Nesses cafeeiros em formação os produtos de solo, alem de servirem para o controle das pragas e doenças são úteis para melhorarem o sistema radicular das plantas, dando o que se chama de efeito tônico, aumentando o desenvolvimento das plantas.

Para cada defensivo existe uma dose indicada para cafeeiros jóvens,. Consulte a bula do defensivo.

Município: 
Taiobeiras
Estado: 
MG
Temos problemas sérios com cochonilha da roseta, nossa região é quente. Gostaria de mais informações sobre o comportamento desta praga. (130 ha café irrigado via lepa, 12 anos com 5000 plantas ha

 

Resposta:

 

Sr Eldenir,

A cochonilha dos frutos é realmente uma praga complicada, pois ao mesmo tempo em que ataca forte, num ano, pode até desaparecer no outro.

 Ela pertence ao grupo das cochonilhas farinhosas e ocorre como um complexo de espécies, prevalecendo as do genero Planococcus.  No cafeeiro conillon ela tem sido a pior praga, mas lá, também, ocorre de forma ciclica, o ataque evoluindo conforme as condições de desequilibrio, sendo muito importante evitar o uso indiscriminado de inseticidas, que matam inimigos naturais das cochonilhas, como joaninhas e lixeiros, e, mesmo, fungicidas, que matam fungos também inimigos, o fungo branco Verticillium lecanii e o fungo preto. Os períodos secos são, ainda, uma razão de aumento do ataque. Em citrus existe até um inimigo, uma joaninha, importada, a Cryptoaemus montrolizieri, que controla Panococcus citri, que também ocorre em cafeeiros.

As cochonilhas se abrigam, no período de inverno, no solo, junto às raizes, subindo para a parte aérea da planta a partir de setembro, indo atacar as flores, chumbinhos e a base dos frutos, se estabelecendo dentro das rosetas. O maior prejuizo é quando o ataque ocorre até os frutos não se encontrarem granados. Por isso o controle mais efetivo deve ser feito o mais cedo possível.

Para uso em pulverizações foliares o controle quimico da cochonilha pode começar pelas reboleiras e, caso necessário ser expandido pra áreas vizinhas, conforme se observar o ataque. A melhor época de controle é em out-nov, devendo-se usar um alto volume de calda, para penetrar bem no cafeeiro e, assim, atingir as rosetas dos ramos, onde a praga se encontra. O produto mais indicado é o inseticida à base de Clorpirifós, à razão de 2l da formulação comercial por ha. Este produto é atualmente indicado,  também, para o controle da broca do café. Caso se mostrar necessária, através de amostragens de mortalidade da praga, pode-se repetir a aplicação com cerca de 1 mes de intervalo. Matiello

Município: 
Ervalia
Estado: 
MG
Obrigado, pelas explicações, referentes à primeira pergunta, a respeito da intoxicação do cafeeiro pela combinação de Viça Café e Nativo. Gostaria de saber qual o produto mais indicado para pulverização com objetivo de reestabelecer a saúde do cafeeiro, levando-se em conta que as plantas de café encontram-se aniquiladas e travadas, com folhas encurvadas, e considerando também, que a última pulverização ocorreu a menos de 15 dias. Preciso de um produto que resolva mas sem riscos de intoxicação em vistas da debilidade das plantas no presente momento.

 

Resposta:

 

Senhor Paulo Goulart

 A intoxicação que pode ter havido por excesso de dose, especialmente do triazol contido no Nativo, pode ser revertida com o uso, como já informado, de maior dose de adubo nitrogenado no solo, por exemplo, com a ureia. Para uso foliar tem um fito-hormonio registrado para uso no café que é o Stimulate(0,4 l em 400 litros dágua),  alem de um amino-ácido que testamos o amino quelante K –plus(2 litros em 400 l dágua). Existem outros no mercado.

Seria muito útil que nos enviasse  umas fotos dos sintomas, para verificarmos o tipo de fito-toxidez. Sabe-se que o tipo de travamento do crescimento das plantas, normalmente beneficia o sistema radicular, sendo até indicado para mudas e plantas novas no campo, com o objetivo de melhorar as raízes das plantas, o que acaba resultando em aumento de produtividade. Isto é obtido com uso de triazóis via solo em doses maiores.

Como diz que o travamento do crescimento da folhagem ocorreu com aplicações foliares, ou a dose foi muito alta ou, pode ser que o pulverizad0r usado havia sido contaminado por aplicação anterior de outro produto, por exemplo, um herbicida. Caso nos envie fotos poderemos tirar essa dúvida. Matiello 

Município: 
Ervalia
Estado: 
MG
Como desintoxicar a planta de café, que foi intoxicada com uso de um fungicida (Nativo) em pulverização junto com Viça Café?

 

Resposta:

 

Senhor Paulo Goulart

Primeiro é preciso destacar que é estranha a intoxicação mencionada, pois, nas doses indicadas e liberadas no registro dos produtos, junto aos Órgãos Oficiais responsáveis, não é previsto qualquer efeito fito-tóxico sobre os cafeeiros, vez que os produtos passam por teste de avaliação agronômica, no campo, antes do registro. Então se presume que, por qualquer razão, talvez por descuido, tenha havido uso de doses excessivas.

Sobre desintoxicante, não existe um específico para determinado produto usado nas plantas. O que existe são tratamentos para reverter a situação de redução do crescimento, provocada em função do efeito fito-tóxico.

Para o caso citado, pode ter havido um efeito antigiberelina, pelo uso de Triazól em excesso. Com isso, pode-se ver nos cafeeiros a redução do tamanho das folhas e seu encurvamento. Acontecendo isso, pode-se reverter o quadro usando maiores doses de adubos nitrogenados no solo, e, ainda, usar fito-hormônios ou amino-ácidos, via foliar, sendo o ideal combinar as duas soluções. Com pouco tempo, a planta volta ao seu crescimento, com folhagem normal. Matiello 

Município: 
Botelhos
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Flavio, Diz que fez  arruação e agora o mato está com cerca de 15cm. Para  conseguir passar até a varrição (setembro\outubro) pergunta  qual tipo de herbicida deve utilizar. Nós atendemos dizendo que pode usar  um herbicida à base  glifosato mesmo ou sua combinação com um outro herbicida pós-emergente, caso existam muitas ervas de folhas largas(2,4-D, Clorimuron,   isto por que já tem ervas crescidas. Com o período seco, em seguida, novas ervas não terão condições de germinar. Matiello

Município: 
Santa rita de caldas
Estado: 
MG
Fiz a aplicaçao de cloromuron mais o oleo conforme indicado nas plantas, teve uma toxides maior, elas estao amareladas acredito que com o periodo seco q esta a aproximar pode ajudar a contrololar, o mais nas plantacoes mais jovens fiz uma capina manual localizada diretamente nas plantas daninhas

 

Resposta:

Senhor André diz que fez  aplicação de cloromuron mais o óleo, conforme indicado, nas plantas, e teve uma toxides maior, elas estão amareladas . Diz que acredita que com o periodo seco que  esta a aproximar ,pode ajudar a controlar,  mais nas plantaçõses mais jovens fiz uma capina manual localizada diretamente nas plantas daninhas. Nós atendemos dizendo que, de fato, o Clorimuron dá uma ligeira toxidez em plantas jovens, porem nunca na forma de amarelecimento, Talvez, como diz isso é por conta do período seco e quente. Veja que a eficiência do produto é apenas contra plantas de folhas largas. Caso queira efeito total, também contra gramíneas, deve combinar com Select ou Verdict. Veja, ainda, que esses produtos funcionam bem quando as ervas estão mais novas. Matiello

 

Município: 
Lajinha
Estado: 
MG
Já faz quase um mês que apliquei 40 ml de verdict, 15 gramas de clorimurom e 80 ml de nimbus em 20 litros de água para fazer o controle químico do mato em café recém plantado e o mato não morreu.O que pode ter acontecido reaplico em uma dosagem maior o que vcs me sugerm. Desde já agradeço e aguardo.

 

Resposta:

Senhor Juscelino, diz que já  faz quase um mês que aplicou 40 ml de verdict, 15 gramas de clorimurom e 80 ml de nimbus em 20 litros de água para fazer o controle químico do mato em café recém plantado e o mato não morreu.O que pode ter acontecido reaplico em uma dosagem maior o que vcs me sugerem. No´s atendemos dizendo que a dosagem pode ser superior no caso do clorimuron poderia ser 30 gramas e no Verdict 80 ml, principalmente se o mato estiver muito grande, pois os mesmos funcionam melhor com mato novo. Matiello.

Município: 
Santa Rita de Caldas
Estado: 
MG
tive a certeza que tenho um serio problema, para o controle da planta que esta infestando meus cafezais, fiz aplicaçao localizada dos seguintes produtos e doses nas plantas, sem obter toxidez alguma nas plantas. tordon 600ml 20lts agua randap original di 1lt 20lts agua dma 1lt em 20lts de agua e por incrivel que pareça so tive uma pequena toxidez com o randap di, mais so amarelou e voltou ao normal. os outros produtos nao se ve resultado. estou pensando em usar o erbicida pra secar rama de batata, pois parece ser minha ultima opçao. o que me aconcelham?

 

Resposta:

Senhor André, diz que teve  a certeza que tem um serio problema, para o controle da planta que está infestando seus cafezais. Fez  aplicação localizada dos seguintes produtos e doses nas plantas, sem obter toxidez alguma nas plantas -  tordon 600ml 20lts dagua , Round -up original di 1lt 20lts dagua ,  Dma 1lt em 20lts e por incrível que pareça só tive uma pequena toxidez com o round-up di, mas só amarelou e voltou ao normal. os outros sem resultado. Diz que está  pensando em usar o herbicida pra secar rama de batata, pois parece ser minha ultima opção. O que me aconseelham. Nós atendemos dizendo que, nesses últimos dias consultando especialistas de empresas fabricantes nos foi indicada a possibilidade de uso de Clorimuron, a 200 g/300 l dágua, mais 0,5% de óleo ou o Garlon, a 2litros /300 litros dágua. Experimente ai e nos informe os resultados, pois se trata, realmente de planta muito resistente. Matiello

Município: 
Jacutinga
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Antonio, os testes de pesquisa e o uso, pra mesma finalidade, também em outras culturas, comprovam que o produto funciona sim, reduzindo o efeito fitotóxico de herbicidas. Ele pode ser usado em combinação com os herbicidas, ou depois.  Matiello

Anexo: 
Município: 
Sánta Rita de Caldas
Estado: 
MG
Como posso controlar esse ramo, fiz aplicação de glifosato e de Dma,e não obtive resultados. E está tomando conta da lavoura,e como não é mecanizado não consigo passar o trator.

 

Resposta:

Senhor André, pergunta como pode controlar esse tipo de planta daninha. Diz que fez  aplicação de glifosato e de DMA e não obteve resultados. Diz que  está tomando conta da lavoura,e como não é mecanizado não consigo passar o trator. Nós atendemos dizendo que não conseguimos a classificação cientifica dessa planta, porem, se tratando de uma planta lenhosa, nós indicamos o uso, bem cuidadoso, de uma mistura do 2,4-D com o Picloran, este podendo ser encontrado, já formulado, tudo como Tordon, pois este se transloca melhor em plantas mais lenhosas e arbustivas. Aplicando somente sobre estas ervas e sem deriva para os cafeeiros, não tem problemas de usar o Tordon em cafezais, de forma controlada. Matiello

Município: 
Lajinha
Estado: 
MG
Boa tarde tenho escutado falar muito sobre a utilização do VERDICT R,CLORIMURON e NIMBUS para fazer o controle do mato em lavoura de café recém plantado,porém até hoje não conheço ninguém aqui em nossa região de lajinha-MG que tenha utilizado para que possa ter um parâmetro.Essa semana estou com um café fazendo um mês de plantado,então resolvi comprar para utiliza los,só que antes gostaria de saber se realmente posso utilizar esses três produtos juntos para fazer a capina química mesmo que na aplicação esses produtos entre em contato com o café recém plantado e não vá prejudica lo.E qual a dosagem indicada de cada um em 20 litros de água. Desde já agradeço e aguardo.

 

Resposta:

Senhor Juscelino,

Diz que tem escutado sobre a utilização do VERDICT R,CLORIMURON e NIMBUS para fazer o controle do mato em lavoura de café recém plantado,porém até hoje não conheçe ninguém, em sua região, que tenha utilizado para que possa ter um parâmetro. Diz que quer usar e pergunta se é seguro. Nós atendemos dizendo que muita gente já utiliza a associação de verdict e clorimuron no controle do mato em cafeeiros jovens, pela boa seletividade que esses produtos apresentam às plantas de café. No entanto, deve ter o cuidado de usar  com ervas não muito velhas, pois nelas o efeito dos herbicidas diminuem. As doses devem ser de 150-200 ml do clorimuron(comercial )e 600-700 ml do verdict. O uso do óleo, qualquer um, deve ser na base de 0,5%. No caso do verdict é pra folhas estreitas e o clorimuron pra folhas largas. Este último dá uma leve redução no crescimento das mudas de café, mas com efeito logo passando. O verdict não dá qualquer efeito fito-tóxico. Matiello

Município: 
Martins Soares
Estado: 
MG
No caso de positiva a interferência no desenvolvimento das plantas novas, o uso de um pulverizador contendo água pura para realização de uma especie de "lavagem" nas folhas reduziria esse efeito?

 

Resposta:

Sra Camila, pergunta se a ação de Goal BR perde o efeito caso exista circulação de pessoas em cima da área aplicada. Indaga, ainda, se no ato da aplicação, caso as mudas sejam atingidas ocorre prejuízo na sua formação e, em caso positivo,  a interferência no desenvolvimento das plantas novas pode ser reduzida pelo o uso de um pulverizador contendo água pura para realização de uma espécie de "lavagem" nas folhas. Nós atendemos dizendo o Goal aplicado ao solo forma uma película superficial que reduz a germinação das sementes das ervas e que qualquer movimento de terra, como pela pisada do trabalhador, tende a abrir fenda, por onde as sementes podem passar a germinar. Quanto ao efeito da deriva do Goal sobre as mudas, realmente ocorre uma fito-toxidez, a qual é reduzida pela  lavagem , que tem se mostrado efetiva, mas deve ser feita imediatamente. Se puder, use um produto bio-estimulante na água de lavagem, como o Fertiactyl ou outro semelhante, que evita a toxidez. Matiello

Município: 
Martins Soares
Estado: 
MG

 

Resposta:

Sra Camila, pergunta se  o ato de riscar  o solo junto às mudas, para adubar em regiões de declive é uma prática recomendável e se sim  a que distância e profundidade do colo da planta deve ser realizado. Nós atendemos dizendo que todas as formas ou modos de adubação onde se localiza o adubo levam a um menor atingimento do sistema radicular das plantas, e, portanto , a uma menor absorção dos nutrientes aplicados. Deste modo, a melhor aplicação é aquela que esparrama o adubo em cobertura. Matiello

Município: 
Carmo de Minas
Estado: 
MG
Boa Tarde! Estou começando na cafeicultura e tenho duvidas a respeito de regulagens. Como proceder com a regulagem para aplicação em área total (na rua ) de herbicidas? Para a aplicação em faixa, no caso de sob a copa do cafeeiro a regulagem muda para a que é feita para área total? E outro questionamento, estou com warrant+impact pra fazer via solo, como a regulagem do pulverizador é feita? Poderia demostrar um exemplo de cálculo para essas aplicações?Desde Já agradeço

 

Resposta:

Senhor, diz ter  duvidas a respeito de regulagens para aplicação de herbicidas em área total  e em faixa. Da mesma forma tem duvidas sobre como regular na aplicação de inseticida/fungicida via solo. Nós atendemos dizendo que para o caso dos herbicidas, usando os bicos comuns se usa cerca de 400 L de calda por hectare de área livre. Então, deve usar a dose indicada, por exemplo, 2 L do produto por ha nessa quantidade de calda. Como vai usar menos calda, seja em rua de cafezal adulto, cuja área é mais estreita, onde a área aplicada vai ser, por exemplo 50%, você vai gastar menos calda, e, assim, indiretamente, a dose vai ser menor por hectare de lavoura nesse caso estaria usando 1 L por ha de lavoura.. Na faixa  da linha a mesma coisa é só usar a mesma calda, ou seja uma concentração do produto. No caso citado seriam 2 L por 400 L dágua, a concentração seria de 0,5%.

No caso do produto de solo o indicado é empregar cerca de 50 ml da calda por metro de linha. Regule a vazão do seu equipamento pra dar essa vazão por metro, que é o liquido adequado pra diluir e espalhar bem o produto ali junto ao solo, perto do tronco do cafeeiro. Voce aplicaria, neste caso, de acordo com o espaçamento, um pouco mais ou menos de liquido por ha. Caso fosse aplicar , por exemplo, 3 L do produto em lavoura de 4 x 0,5 m, você teria, por ha, 2500 m de linha. Como o ideal e sua regulagem de vazão e velocidade é pra dar 50 ml por metro, você usaria, num hectare 50 X 2500 ou seja, 125 l por ha. Então você colocaria sua dose do produto, os 3 L em 125 L dágua. Matiello

Município: 
Espera feliz
Estado: 
MG

 

Resposta:

Sra Ana, hoje em dia a gente quase não usa mais a capina manual. Normalmente se roça 2-3 vezes e se intercala aplicações de herbicidas. A capina fica muito cara e, muitas vezes, acaba deixando o solo desprotegido. Com a roçada o mato protege o solo, porem, cada 2-3 roçadas aplique um herbicida de contato, como aqueles à base de glifosato, pra matar o mato e deixar ele morto, protegendo o terreno. Matiello

Município: 
Monte Carmelo
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Carlos, temos 2 tipos de Buva, uma normal e outra resistente ao glifosato. Supomos que a sua já esteja resistente. Nesse caso , quando ervas novas pode usar o ALLY a 10 ml/ha, mais óleo, o Flumizin a 200 ml ou outros, sempre com mato novo. Caso as ervas estejam velhas seria indicado ou  passar a trincha ou, caso não deseje, a solução seria usar produto à base  de 2,4-D a 2-2,5 l/ha, tendo cuidado com a deriva e evitar uso em lavouras novas. Matiello

Município: 
Araguari
Estado: 
MG
Olá como pode ser visto nas fotos estou com um problema onde o capim cresceu no meio dos pés de café, queria saber qual o melhor trato a fazer agora. Será que o verdict faz efeito no capim com esse tamanho? ele pode ser feito com o atomizador assim sendo mais rápido e econômico, mais será que vai causar algum dano a planta do café como Fito? ou terei que fazer um glifosato na bomba costal deitando os pés de capim com a perna para a melhor aplicação?

Resposta:

Senhor Lindomar,

Em sua exposição, que acompanha a pergunta, diz que, conforme foto que anexa, tem

um problema onde o capim cresceu no meio dos pés de café e queria saber qual o melhor trato a fazer agora. Indaga se  o verdict faz efeito no capim com esse tamanho? E se ele pode ser  aplicado com o atomizador assim sendo mais rápido e econômico, e se  vai causar algum dano a planta do café ou terá  que fazer um glifosato na bomba costal deitando os pés de capim com a perna para a melhor aplicação.

Nós respondemos que quanto à fito-toxidez, de forma alguma haverá, pois o Verdict é especifico para ervas de folhas estreitas. Quanto à sua eficiência, de fato ela é superior em ervas mais novas. No caso a braquiária que infesta a linha de cafeeiros está muito velha e com menor vegetação. Eu creio que com uma dose elevada e com o óleo adjuvante , mesmo assim, ele mata a mesma. Pode usar uns 800 ml do produto em 400 l d’água, mais 2 l de óleo emulsionável. Dentro de 10- 15 dias haverá uma regressão nas ervas. A alternativa de rebaixar as ervas e aplicar glifosato também é bem eficiente e segura, e, talvez, mais econômica. Faça, previamente um cálculo do custo e, caso resolva por um faça um pouco do outro, pra você mesmo tirar sua dúvida. Caso tenha bom resultados nos informe. Matiello

Município: 
Jacutinga
Estado: 
MG
Estou recomendando uma dose alta de glifosato ( 500 ml/20 litros água + 150 ml óleo mineral/20 litros água) para o controle do capim-amargoso, estou certo nessa recomendação, ou tem herbicidas mais eficientes em seu controle?

 

Resposta:

Senhor Antonio, diz que está  recomendando uma dose alta de glifosato ( 500 ml/20 litros água + 150 ml óleo mineral/20 litros água) para o controle do capim-amargoso e pergunta se está certo nessa recomendação, ou se existe herbicida mais eficiente em seu controle. Olha, o que deve estar acontecendo aí é a ocorrência de capim amargoso resistente ao glifosato, pois o normal seria a dose máxima de 200 ml por pulverizador. Nesse caso, sendo plantas resistentes, a solução seria a troca de ativo. Neste caso são indicados os herbicidas Select e o Verdict, ambos a 600-800 ml por ha, também com o óleo, a dose mais alta para as ervas mais velhas. Eles pegam bem o capim amargoso resistente. Matiello

Município: 
Ibitiura de Minas
Estado: 
MG
posso realmente aplicar sobre a copa de cafe novo recem plantado?

 

Resposta:

Senhor Valdeci, a dose de Verdict que temos usado é de 600 ml por 400 l dágua e do Clorimunros 200 g por 400 l, isso significa 30 ml do Verdict e 10 g do Clorimuron comercial, para cada plverizador de 20 litros. É aconselhável usar, alem disso, 100 ml de um óleo. Nessas concentrações não temos tido problemas de fito-toxidez. O Verdict é completamente inócuo ao café como a outras plantas de folhas largas. Já, o Clorimuros dá uma leve fito-toxidez no café novo mas logo passa. Matiello

Município: 
Torrinha
Estado: 
SP
tenho um talhão recém plantado e as plantas daninhas ja estão se desenvolvendo.. alguns vizinhos comentaram sobre o uso de select para controle de gramineas.. existe algum relato de fitotoxidade nas mudas por esse produto?

 

Resposta:

Senhor Gustavo, O senhor diz que tem  um talhão recém plantado e as plantas daninhas já estão se desenvolvendo . Diz que alguns vizinhos comentaram sobre o uso de select para controle de gramíneas.

De fato o produto vem sendo bastante utilizado, puro ou em combinação com produto à base de Clorimuron, este para completar o controle, de ervas de folhas largas. O Select isolado não dá qualquer fitotoxidez aos cafeeiros e o Clorimuron dá um leve sintoma, mas sem importância. Matiello

Anexo: 
Município: 
Capelinha
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Flavio,

Trata-se da planta parasita Cuscuta americana, que se desenvolve sobre a ramagem dos cafeeiros, como uma espécie de cipó parasita, de cor ouro. Ela suga a seiva da planta e o único modo de controle é pela sua retirada, com as mãos, devendo ser eliminadas as partes da planta, pois se caírem sobre outras plantas acabam parasitando novamente. Assim deve-se retirar a planta de cima do cafeeiro, o quanto antes, pois a parasita pode acabar matando o pé de café. Deve-se fazer 2-3 repasses, para tentar eliminar todas as partes da erva parasita. Matiello

Município: 
Campo do Meio
Estado: 
MG
Encontrei em uma revenda esses dois produtos, com uma diferença considerável de preço(50reais balde de 20lts), queria saber se existe alguma diferença na formula e na dosagem e modo de aplicar, sou leigo no assunto.

 

Resposta:

Senhor Henrique,

O Round uo original DI é um sal de diamonio , tendo 445 g por litro do sal e equivalente a 370 g por litro do ácido. O round up original é composto por um sal de isopropilamina, tendo 480 g/litro do sal e equivalendo a 360 g por litro do ácido, portanto tem concentração de ácido semelhante. Ambos  tem o nome técnico de glifosato. Não existem muitos trabalhos que comparam a ação dos diferentes sais de glifosato no controle das ervas. Um bom trabalho foi feito na UFV-Universidade Federal de Viçosa, no controle da erva picão preto(Bidens pilosa). Nele foram estudadas diferentes doses de 3 sais, o di amonea, o isopropilamina e o potássico. Também foram verificadas as eficiências de controle conforme o tempo decorrido entre a aplicação e uma chuva simulada. Os resultados obtidos foram os seguintes – Com chuva em período curto o melhor desempenho foi para o sal isopropilamina(do round up original) e com chuva depois de longo período foi melhor o sal de diamonia , sendo o pior o sal potássico. Porem, quando se avaliou o resultado de morte das plantas, aos 7 e 20 dias, todos tiveram a mesma eficiência. Matiello

 

Município: 
Rondonia
Estado: 
AM

 

Resposta:

Sr Calegari,

Em sua ponderação enviada diz que está com dificuldade no controle de plantas daninhas na lavora jovem de café. Diz que viu uma publicação do Procafé e gostaria de saber se tem algum herbicida seletivo de folha larga que possa aplicar sobre a lavoura de café, sem afetar as plantas. Citaram o clorimurom, mas me parece que na bula não tem indicação para aplicação sobre a planta.
Nós indicamos que a experiência obtida das pesquisas e do uso, já, em larga escala, pelos produtores, mostra, com segurança o uso do clorimuron, que é o único melhor para folhas largas. Para folhas estreitas temos muitos, o Select o Verdict e outros. De fato, a empresa pode não indicar na bula, pois ocorre um pequeno dano às plantas de café, muitas vezes imperceptíveis e logo havendo recuperação. Por isso, nossa recomendação é na dose de  100-200 g de um produto à base de clorimuron, misturado com 500 ml de select(caso também haja folhas estreitas) por 400 litros dágua. Caso o mato esteja alto deve-se usar a dose maior de clorimuron e aumentar a do Select para 800 ml. Matiello

Município: 
Alfenas
Estado: 
MG
Meu cafe esta recem plantado (17dias) e apresenda intoxicaçao pelo herbicida flumizim, o que fazer pra amenizar o problema?

 

Resposta:

Senhor João, diz que seu  café está recém plantado (17dias) e apresenta intoxicação pelo herbicida flumizim, e indaga o que fazer pra amenizar o problema.. Nós atendemos com2 recomendações. Primeiro, aplicar um antidesintoxicante, via foliar, com amino-ácidos, como o Actifertil e outros. Segundo, aplicar adubo nitrogenado no solo, em cobertura, com umidade, para ativar o crescimento das plantas e aliviar a intoxicação. Matiello

Município: 
Alfenas
Estado: 
MG
meu cafe esta recem plantado (17dias) e apresenda intoxicaçao pelo herbicida flumizim, o que fazer pra amenizar o problema?

 

Resposta:


Senhor João,

A toxidez de herbicidas provoca, no geral, um efeito de redução de desenvolvimento dos tecidos, amarelecimento e mesmo queima. Assim, para reduzir o efeito da fito-toxidez deve-se aplicar produtos que re-ativem o crescimento, com adubação nitrogenada e, no mercado existe, para toxidez de herbicidas, com teste de pesquisa feito para intoxicação de glifosato,  o  produto  Actifertil, um bio-estimulante para uso foliar, contendo macro e micro nutrientes e aminoácidos. Provavelmente existem outros bio-estimulantes no mercado que podem ajudar. Então adube com mais nitrogênio, via sólida ou via água de rega e, de forma complementar, pulverize com um bio-estimulante.  Matiello

Município: 
Mutum
Estado: 
MG
Quais as espécies de braquiária usadas neste tipo de manejo, qual seria o ideal para lavouras a 650m.

 

Resposta:

Senhor Marcos.

Na realidade a cobertura do solo com Braquiária deve ser adotada com muito cuidado e precedida de uma boa correção do solo, colocando os nutrientes em boa quantidade e, ainda, caso possível, colocar água de irrigação. Isto tudo diante da concorrência que esse tipo de erva pode estabelecer com os cafeeiros. Os resultados de experimentos, especialmente em sua região são poucos e, os que existem, desaconselham o uso da braquiária. No geral, a lavoura mais no limpo sempre tem resultado em maior produtividade. Matiello

Anexo: 
Município: 
Ibiá
Estado: 
MG
Bom dia! Somos consultores da COOPA-Ibiá e encontramos em um cafezal de um de nossos cooperados a seguinte erva daninha, Anredera cordifolia ( Cipó de madeira),qual o melhor manejo para o seu devido controle?

 

Resposta:

Senhor Lendro Bruno,

A Anredera cordifolia é mesmo novidade infestando cafezais. Ela é uma erva trepadeira e literatura mostra ser uma planta comestível e medicinal. Ela é um tipo de bertalha.

Quanto ao manejo para controle não vimos nenhum trabalho sobre a ação de herbicidas, porém, cremos que o manejo deve ser semelhante àquele usado para o controle de outras trepadeiras comuns, como a corda de viola. Primeiro deve-se efetuar o controle o mais cedo possível, de preferência quando as plantas ainda não subiram nos cafeeiros. Pode-se usar roçadeira com dois pedaços de vergalhão soldados nas laterais, para arrancar algumas plantas que saem mais perto da linha de cafeeiros. As plantas que já subiram  e que não podem ser tiradas mecânicamente deve-se fazer um repasse manual. Depois de serem jogadas ao chão, use um herbicida a base de 2,4-D, tomando os devidos cuidados, com aplicação dirigida. Matiello

 

Município: 
Campo Belo
Estado: 
MG
Usamos casca de cafe nas lavouras, talvez a carbonização da mesma seria um manejo eficiente?

 

Resposta:

Senhor Helton,

O manejo da erva corda de viola, de fato vem sendo problemático, desde que quase não se usa mais o repasse por capina manual, tendo em vista o custo e a falta de mão de obra.

Com o uso somente de maquinário no controle do mato, seja por processos químicos ou mecânicos, as ervas trepadeiras escapam pois nascem dentro da linha de cafeeiros.

A 1ª alternativa para diminuir a infestação de corda de viola é fazer uma aplicação de herbicidas mais cedo, quando ainda está nova, prevenindo, assim, sua subida nos cafeeiros. A 2ª alternativa é a solda de uma pequena haste nas laterais da roçadeira, para que ela, passando mais junto às linhas de cafeeiros acabe arrancando boa parte das plantas trepadeiras. Finalmente, a última alternativa é colocar pessoal retirando, com enxada, as ervas que escaparam.

Quanto aos herbicidas os mais específicos contra folhas largas, em mistura com glifosato acabam controlando, especialmente quando  as plantas daninhas estiverem mais jovens, citando-se o 2,4-D, o Flumizin e o Ally.

A sua sugestão de não colocar a palha de café in natura, mas sim queimada, visando eliminar sementes da corda de viola, não parece a ideal, pois, assim, você estará também queimando o nitrogênio e o enxofre que a palha contem, nutrientes valiosos para o cafeeiro. Matiello

Município: 
monte carmelo
Estado: 
MG

Resposta:

Senhor Guilherme,

Pode sim aplicar sobre as mudas, o Verdict não causa qualquer toxidez e o Clorimuron(produtos a base de ) causa um pequeno distúrbio mas logo a muda se recupera. Tenha o cuidado de usar em mato mais novo. As doses que funcionam bem são os seguintes. Verdict ou Galligan, na dose de 600 ml por 400 l dágua e Clorim, na dose de 100- 150 g por 400  litros dágua, um para folhas estreitas e outro para largas. Matiello

Anexo: 
Município: 
.
Estado: 
MG
Gostaria de saber se Verdict com Clorimuron, tem algum residual para o café , ou risco de intoxicação ? Segue Segue foto das lavouras:

 

Resposta:

 

Senhor Daniel, obrigado pela pergunta e pela remessa de fotos.

Através delas pode-se ver que sua lavoura nova vem saindo muito bem e é preciso cuidar do mato, como diz, pois cafeeiros jovens devem crescer mais no limpo, pois ainda tem seu sistema radicular mais restrito. Alem disso, como o mato se desenvolve junto às plantas de café, mesmo na linha, e, se tratando de cafeeiros ainda baixos as alternativas de controle seriam com o uso de enxada, ou o uso de herbicidas mais seletivos aos cafeeiros, já que ao aplicar herbicidas comuns, como o glifosato, poderá haver fitotoxidez.

O uso de uma combinação de Verdict com produto à base de Clorimuron tem o objetivo de controlar tanto as ervas de folhas estreitas(pelo Verdict), como as de fls largas(pelo clorimuron), sem danos sensíveis aos cafeeiros. O Verdict também pode ser substituído pelo Select. A dose deve ser de cerca de 600 ml por hapara o verdict  e o clorimuron a 150-200 ml por ha, ou em 400 l dágua, adicionando-se, ainda óleo a 0,25%.

Deve-se aplicar quando a área estiver com ervas mais novas e baixas. Deve-se dar prioridade ao controle na linha de cafeeiros, fazendo apenas uma faixa, já que no meio da rua poderão, em seguida, serem usados os herbicidas normais.

Quanto à toxidez o verdict não causa nenhum problema aos cafeeiros, já o clorimuron dá uma toxidez leve, sem importância,  que logo some, sem efeito residual.Matiello

Município: 
Santa rita de caldas
Estado: 
MG
Tenho um meeiro que trabalha junto comigo em um talhao da lavoura, e ele gosta muito de plantar milho no meio do cafe para consumo propio, mais venho reparando que da mais doenças na lavoura e a produçao nao fica no esperado, e faço 4 adubaçoes e calagem conforme analise, e ainda faco 3 a 4 pulverizaçao para previnir doenças. O que o senhores me falam sobre isso?

 

Resposta:

Senhor André, diz que tem  um meeiro que trabalha aí  em um talhão da lavoura, e ele gosta muito de plantar milho no meio do cafezal, para consumo propio, mais vem reparando que essa área dá mais doenças na lavoura e a produção não fica conforme o  esperado. Faço tudo em termos de adubação e 3-4 pulverizações por ano. Pergunta o que achamos sobre isso. Nós atendemos que, de fato, tem razão ao desconfiar do efeito do milho no meio do cafezal.  Normalmente plantado em excesso, especialmente em lavouras adultas e com pouco espaço, ele concorre em água e nutrientes com os cafeeiros, alem de, ao sombrear, deixa o ambinte mais úmido dentro do cafezal, e, assim, as doenças tendem a evoluir mais, seja por esse ambiente mais propício seja pela maior fraqueza dos cafeeiros, pela concorrência do milho.  Assim, deixe plantar só nas áreas de café novo ou em áreas com poda, de recepa ou esqueletamento. Deixe plantar 1-2 linhas apenas, por rua de café ,nessa condição aberta. Com certeza, se mal empregada, a cultura do milho causa mais perda ao café do que ganho com o milho produzido. O feijão, de porte baixo e ciclo curto, este já causa pouco dano. Matiello

Município: 
Boa Esperança
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Fagner, o uso de braquiária no meio do cafezal, especialmente na fase de formação da lavoura deve ser adotado com muitos cuidados, pois, na falta de nutrição e suprimento de água adequados, pode prejudicar os cafeeiros, pois ela funciona igual ou pior do que o mato comum, concorrendo e diminuindo a produtividade dos cafeeiros. Matiello

Município: 
Franca
Estado: 
SP
Região de Franca -sp . 1100m altitude. Acreditamos que a temperatura muito alta está prejudicando demais

 

Resposta:

Senhor Marcos, diz ser da região de  Franca -SP . 1100m altitude acreditando  que a temperatura muito alta está prejudicando demais. Nós atendemos dizendo que no seu caso, pra diminuir temperatura o ideal seria implantar um tipo de arborização, em forma de árvores de sombra, espaçadas cerca de 12 x 12 m, podendo ser a grevílea. No entanto, trata-se de uma prática difícil, que atrapalha a mecanização dos tratos. A questão de temperatura alta, neste ano, realmente, vem sendo critica, provocando escaldadura. O uso de protetores solares(tipo de caolim, o maior adensamento de plantio, o uso de variedades mais tolerantes, as pulverizações com cúpricos e adubações mais pesadas em N, a irrigação e até outras práticas, como alinhamento do plantio L-O etc poderiam auxiliar melhor seriam alternativas no curto prazo. Matiello

Município: 
Cristais Paulista
Estado: 
SP
Boa noite, Meu cafezal fica a beira de uma estrada de terra. Observo sempre bastante poeira, em época de seca, adentrando no cafezal. Quais são as melhores opções de quebra vento para o cafezal? Obrigado

 

Resposta:

Senhor Leando, diz que o seu cafezal fica a beira de uma estrada de terra. Observa sempre bastante poeira, em época de seca, adentrando no cafezal. Pergunta quais são as melhores opções de quebra vento para o cafezal. Nós atendemos dizendo que existem 2 situações distintas. Pro caso de cercar a poeira nas estradas melhor é usar uma barreira compacta, onde o mais empregado é o sansão do campo, depois podado. Só que ele concorre um pouco se estiver muito próximo do cafezal. Outro caso é quebra vento, mesmo, dentro da lavoura. Neste caso o melhor seria renques temporários de crotalária, cada 3-4 linhas de cafeiros e permanentes de grevílea, a cada 15-20 m. Matiello

Município: 
Jacutinga
Estado: 
MG
Tenho visto em algumas lavouras de café, pés de abacate como quebra vento, e percebi que, aparentemente, os pés de café em volta estão bonitos e com boa produção, o abacate pode ser considerada uma planta que não concorre com o café?

 

Resposta:

Senhor Antonio,

Diz que tem  visto, em algumas lavouras de café, pés de abacate como quebra vento, e percebeu que, aparentemente, os pés de café em volta estão bonitos e com boa produção. Pergunta se  o abacateiro pode ser considerado uma planta que não concorre com o café. De fato o abacateiro poderia ser usado como quebra vento, pois ele concorre menos com os cafeeiros próximos. No entanto é diferente observar o que ocorre em uma árvore isolada e um renque delas, nesse caso havendo mais raízes juntas e concorrência maior. Alem disso, em casos de mudas enxertadas seu crescimento é mais lento e demora um pouco na proteção. Nesse caso, achamos que, fazendo renques mais longes, com 20-30 metros de distância e com plantas mais espaçadas na linha pode sim ser usado. Na Bahia conhecemos um caso de sucesso. No Espirito Santo exoise sob a forma de arborização, com árvores bem espaçadas. Mais nesse sistema e menos no renque, a arborização ou quebra-vento atrapalham os serviços de tratos mecanizados. Matiello

Município: 
Torrinha
Estado: 
SP
professor Matiello, andei pensando sobre a possibilidade da implantação da cultura do mamão junto a cultura do café em fase de crescimento, com objetivo de sombrear e proteger contra possíveis chuvas de granizo.. a lavoura está plantada no espaçamento de 3,5mx0,8cm. pensei em a cada 6 mudas de café, ter uma planta de mamão, sendo dessa forma em todas as linhas do cafeeiro.. existe possíveis problemas por competição entre as duas culturas? o cafeeiro será altamente prejudicado nesse caso? qual seu ponto de vista sobre esse possível consórcio? att Gustavo

 

Resposta:

Senhor Gustavo, diz que  andou pensando sobre a possibilidade da implantação da cultura do mamão junto à cultura do café, em fase de crescimento, com o objetivo de sombrear e proteger contra possíveis chuvas de granizo. A lavoura está plantada no espaçamento de 3,5mx0,8m. Diz que gostaria de plantar mamão a cada 6 mudas de café, , sendo dessa forma em todas as linhas do cafeeiro. Indaga se existem possíveis problemas por competição entre as duas culturas e se  o cafeeiro será prejudicado nesse caso.

Nós respondemos que sim o consórcio é possível, inclusive ele é muito praticado nas regiões de café robusta-conillon, na região Norte do Espirito Santo e Sul da BA, onde os plantadores de mamão arrendam a terra e devolvem com o café formado. Sobre o espaçamento o que se usa, normalmente, é o mamão a 3,5 x 2,0-2,5 m. O que pretende ficaria a 3,5 x4,8 m, portanto mais aberto, não precisando ser tanto, podendo ser de 3,5 x 3,2 m. Nesse caso, o mamão deve ser plantado, inicialmente, com 2 mudas por cova, próximas, para depois fazer a sexagem, sendo o mamão formosa o mais fácil de tratar e produzir. Caso o plantio do mamão possa ser feito um pouco antes, 3-4 meses antes do café, melhor. O mamão pode, durar cerca de 2 anos e na medida em que estiver sombreando demasiado pode ser raleado ou eliminado mais cedo. Lembramos, no entanto, que será essencial implantar a irrigação, para facilitar o desenvolvimento das 2 culturas e minimizar a concorrência, alem de  adubar bem. Matiello

Município: 
Patos de Minas - MG
Estado: 
MG
Estou desenvolvendo um experimento no qual utilizo 3 ruas cada uma como um bloco. Instalei o experimento com os blocos um do lado do outro. Vou avaliar a influencia da crotalaria nas caracteristicas quimicas do solo e na produtividade do cafeeiro. Com relação à produtividade, a crotalaria que eu cultivei em uma rua influenciará no outro lado da planta (linha) (Na outra rua ou bloco )? Terá problema o fato de eu ter colocado um bloco (rua) do lado do outro, sem pular uma rua para inciar outro bloco? Segue em anexo a foto geral do experimento para ajudar no entendimento.

 

Resposta:

Senhor Wagner

Em sua exposição diz que está  desenvolvendo um experimento no qual utiliza 3 ruas cada uma como um bloco. Instalou o experimento com os blocos um do lado do outro. Vai  avaliar a influencia da crotalaria nas caracteristicas quimicas do solo e na produtividade do cafeeiro. Com relação à produtividade, a crotalaria que eu cultivo em uma rua influenciará no outro lado da planta (linha) (Na outra rua ou bloco)? Terá problema o fato de eu ter colocado um bloco (rua) do lado do outro, sem pular uma rua para iniciar outro bloco? Segue em anexo a foto geral do experimento para ajudar no entendimento.

Nossa resposta, se entendemos direito o experimento, é que se a parcela foi composta por 3 ruas e se colher as 2 linhas de cafeeiros centrais (como úteis) não haverá problema, o mesmo se aplica ao bloco visinho, pois voce vai aproveitar somente as 2 linhas centrais de cafeeiros da parcela. . De fato e crotalária numa rua não vai influenciar o outro lado da linha de cafeeiros, porem você não pode considerar, separadamene a produtividade de diferentes lados da linha de cafeeiros, já que, normalmente, um lado do pé de café produz menos do que o outro, por efeito de diferença de micro-clima.

Município: 
São Sebastião da Grama
Estado: 
SP
Gostaria que fizesse as duas coisas, ou seja, servisse de quebra vento e ao mesmo tempo que pudesse aproveitar melhor a fixação do nitrogênio.

 

Resposta:

Senhor Pedro,

Para a condição que o senhor deseja, pode ser a  Crotalária, especialmente a espécie C. juncea que tem porte alto, portanto oferece boa proteção aos cafeeiros novos, é uma leguminosa e pode ser facilmente eliminada no futuro. A maior dificuldade dela é a obtenção de sementes. Outra  opção, ainda como leguminosa seria o feijão guandu, porem o seu uso deve ser cuidadoso, já que suas raízes são mais agressivas e pode concorrer mais com os cafeeiros, alem do que se deixar crescer muito fica difícil sua eliminação, pois seu tronco engrossa.

No campo das não leguminosas, pode-se indicar também o milho como quebra vento temporário, usado cada 2-3 ruas de cafeeiros, como deve acontecer com a Crotalária. Se usar em todas as ruas vai atrapalhar muito a mecanização dos tratos. Matiello

Município: 
SÃO SEBASTIÃO DA GRAMA
Estado: 
SP
Olá Prezados Senhores, Saudações, Gostaria de saber se temos trabalhos ou literaturas sobre a alternativa de fazer um sombreamento em lavouras de café, com a intenção de diminuir a temperatura das lavouras de café , através de um sombreamento que não dificulte a mecanização.

 

Resposta:

 

Senhor Daniel

A arborização, que significa o cultivo combinado de árvores no cafezal, de forma rala, ou seja, com pouca sombra, de fato seria uma boa prática para uso na cafeicultura brasileira, pelas suas vantagens de - reduzir a temperatura em cerca de 2-3 graus de dia e aumentar igual nível da temperatura noturna, reduzir ligeiramente a necessidade de água pelo cafeeiro, igualar mais a maturação dos frutos e exigir menor nível de adubação nitrogenada na lavoura, alem de reduzir o ataque de cercosporiose, de bicho mineiro e de ácaros no cafezal, com isso tornando a lavoura mais sustentável.

No entanto, apesar das pesquisas indicarem bons resultados, com as vantagens antes citadas, a prática da arborização de cafézais não tem sido adotada pelo cafeicultor brasileiro, a não ser em pequenas áreas, alguns poucos exemplos. Creditamos esta não aceitação a alguns problemas que as árvores de sombra apresentam, um deles é a dificuldade que causa em relação à mecanização, por atrapalhar a passagem do maquinário para os tratos, especialmente a máquina de colheita. Outra desvantagem, muito importante, é a tendência da arborização reduzir a produtividade do cafezal, já que, ainda, não temos um tipo de árvore  ideal, que possua, ao mesmo tempo, um sistema radicular profundo, pouco concorrente com  do cafeeiro, que tenha bomvalor comercial(madeira ou frutos) e que cresça rápidamente, alem de ter uma folhagem rala, entre as características desejáveis.

Uma das árvores que mais se aproxima do ideal e que vem sendo usada em vários projetos de arborização é a Grevilea robusta, porem sua madeira tem valor baixo e a formação das árvores tem sido trabalhosa, pelo ataque de formigas e por uma doença de tronco. Atualmente, as que vem sendo mais usadas são árvores para madeiras nobres, como o cedro australiano e o mogno africano. O sistema agora usado nem visa a arborização ou sombra em sí, visa uma renda alternativa com a madeira. Neste sisteema,  o mogno é plantado, em renques, dentro de uma linha de cafeeiros, com distância entre plantas de cerca de 3m e a cada 4-5 linhas de cafeeiros, ficando a 15-17 m. Neste caso quando o renque fica, aproximadamente, no sentido norte sul- a sombra fica do tipo vertical ou itinerante, reduzindo a insolação nas linhas de um lado pela manhá e do outro à tarde. Como o sistema ainda é novo e aplicado em áreas com irrigaçãolocalizada, ainda não se tem resultados sobre a efetiva concorrência das árvores sobre a produtividade dos cafeeiros, mas, com certeza, a linha onde estão plantadas as árvores vai sofrer bastante. Matiello

Município: 
.
Estado: 
MG

Resposta:

Senhor Marcio Heleno de Carvalho Junqueira

A principio deve-se considerar que as regiões onde  a oliveira vai bem, aquelas de altitude elevada, são bastante frias, e, deste modo, nestas são indicadas variedades de cafeeiros de maturação mais precoce, como a Catucai 785-15, Beija Flor, Bourbon amarelo e Icatu amarelo precoce.

No mesmo sentido, deve-se usar espaçamentos mais abertos na rua dos cafeeiros, para permitir entrada de luz e calor, para uma boa maturação do café.

Por outro lado, como o café vai ser usado de forma temporária, até que as oliveiras cresçam e sombreiem mais a área, seria indicado usar espaçamentos mais juntos, para aproveitar melhor a área na fase de formação do oliveiral, já que vão ser aproveitadas menos safras dos cafeeiros. Deste modo, seria mais adequada a amortização do investimento realizado na implantação dos cafeeiros.

Uma sugestão que fazemos para aproveitar a rua de 6m da sua lavoura de oliveiras seria com plantio de 2 linhs de cafeeiros no espaçamento de 2,5 m por 0,5 m, deixando um espaço livre de 1,75 m livres de cada lado para facilitar os tratos. Neste caso os cafeeiros seriam cultivados até que o manejo possa permanecer adequado para as duas culturas combinadas, o que vai depender do sistema de poda utilizado na condução das oliveiras, prevendo-se que poderiam ser aproveitadas 4-5 safras nos cafeeiros.

Na tomada de decisão também deve-se considerar que as regiões aptas às oliveiras, mais frias, são propicias à produção de cafés especiais(gourmets) o que já indica oportunidade de maior ganho. Matiello

Município: 
Pratinha
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Guilherme, diz que estava chegando terra na base de mudas de café,  plantadas em dezembro do ano passado, e lhe  falaram que se cobrir a base do caule iria desenvolver raizes que atrapalhariam o transporte de seiva floemática. Pergunta se isso é verdade. Nós atendemos dizendo, ao contrário, a chegada de terra junto ao tronco, além de proteger contra a geada, também aumenta a disponibilidade de umidade ali perto da planta, assim, as pesquisas tem mostrado que as plantas protegidas acabam crescendo mais. Por um prazo de 60-90 dias, no inverno, portanto, pode proteger com terra sem susto. Aliás essa é uma práti9ca indicada e muito usada pelos produtores. Matiello

Anexo: 
Município: 
Santa Rita de caldas
Estado: 
MG
Parece que não causa prejuízo, mais em quase todas as folhas de café possui esse fungo branco, parece um veludo as bolinhas brancas. Fiquei muito curioso em saber o que é

 

Resposta:

Senhor André, diz que o fungo que observa parece que não causa prejuízo, mais em quase todas as folhas de café possui esse fungo branco, parece um veludo as bolinhas brancas. Diz que ficou  muito curioso em saber o que é. Nós atendemos dizendo que através da foto enviada não se pode precisar exatamente do que se trata, porem,  se pode ver que não é um fungo. Achamos que pode ser um ataque de mosca branca ou de uma cochonilha branca, que deixa esta parte parecida com  um bolo de lã. Caso possa nos envie uma amostra e ai poderemos identificar melhor. Matiello

Município: 
Guaçui
Estado: 
ES

 

Resposta:

Senhor Estevan, diz ter  2 mil pés de catucai 785/15 com 3 anos de idade e mesmo fazendo uma nutrição adequada minhas plantas tem grãos maduros sem a presença de cercospora, e  estão chochos. Na na minha regiãoo nãoo teve veranico forte. Pergunta o que deve ter acontecido. Nós atendemos  dizendo que de fato, como desconfia, os fatores mais importantes no chochamento dos frutos são a nutrição e o suprimento de água às plantas. Na nutrição deve verificar o equilíbrio entre os nutrientes, os macro e micro. Pode estar adubando bem com NPK e esquecendo outros, como cálcio e magnésio, e, ainda o boro, cobre, manganês e zinco. No chochamento pode influir bastante o cálcio e o boro.  Matiello

Município: 
Santa rita de caldas
Estado: 
MG
Tenho uma plantaçao de cafe catuai 144 pantada na distancia 2,5m x 1m, ela veio de safra 0 o ano passado devido ao esqueletamento e esta com uma carga alta no geral, fiz as todos os tratos cultural, com calagem adubaçao e pulverizaçao para controle das doenças, mais notei hj um grande abordamento de graos sadios na lavora toda, e ao meu ver nao a nada de errado com essa plantaçao, pois vem estremante bem cuidada,pq os graos podem estar caindo?

 

Resposta:

Senhor André, diz que tem  uma plantação de catuai 144 ,plantada na distancia 2,5m x 1m, e que veio de safra zero o ano passado devido ao esqueletamento e está com uma carga alta no geral. Fez todos os tratos culturais dentro do melhor. mais notei um grande abortamento de frutos sadios na lavora toda, e ao meu ver não há nada de errado com essa plantação, pois vem extremante bem cuidada. Pergunta por que os frutos podem cair. Nós atendemos dizendo que existem muitas causas de queda de frutos, citando-se ataque precoce de broca, ataque de cercospora e, talvez, seu caso, uma queda natural, por excesso de frutos, especialmente quando existem muitas floradas, os que ficam atrasados são “expulsos” pelos demais. Isso decorre do efeito dreno, ou seja, os maiores drenam mais facilmente as eservas e os mais novos acabam sendo liberados dos ramos e caem ao chão.

Anexo: 
Município: 
Guimarania
Estado: 
MG
Estou com uma duvida que está pesando minhas "costas". Nas fotos em anexo mostram folhas necrosadas. Minha dúvida seria a seguinte, meu potássio na folha está em média 18,5 g kg e 6% na CTC e o Magnésio na folha está em média 3,8g kg, essas folhas seriam deficiência de potássio/magnésio ou escaldadura pelo sol? Desde já muito obrigado!

 

Resposta:

Senhor Lucas, pode tirar o peso de suas costas, pois no caso da foto a causa do amarelecimento de sua lavoura e queima de folhas está ligada ao excesso de luminosidade e altas temperaturas, causando a escaldadura. Voce diz ter dúvida se seu  potássio na folha estaria baixo, ele está, e em média 18,5 g kg e 6% na CTC e o Magnésio na folha está em média 3,8g kg, essas folhas seriam deficiência de potássio/magnésio ou escaldadura pelo sol. Assim, fica esclarecido e agradecemos sua consulta ao sistema Procafé Atende. Matiello

Município: 
Taiobeiras
Estado: 
MG
Boa tarde.... Estamos em Taiobeiras MG. Na florada do nosso café está ocorrendo muita estrelinha (inflorescência). Estas flores fecundam???

 

Resposta:

Senhor  Eldenir, diz que está em Taiobeiras MG. Diz que na florada do café está ocorrendo muita estrelinha e pergunta se essas flores fecundam. Nós atendemos dizendo que no geral as estrelinhas desenvolvem pouco sua parte reprodutiva. Assim, boa parte delas não se transforma em frutos viáveis. Não se tem uma medida exata ou uma quantificação. Embora a literatura aponte que não ocorre fecundação nenhuma, temos visto, na prática, que ramos onde houve formação total de estrelinhas, mais tarde, na proporção de cerca de 30%  delas chega a formar frutos. Matiello

Município: 
Taiobeiras
Estado: 
MG
Bom dia, área de café (10.000 plantas /ha, indo 3º safra)no município de Curral de Dentro MG, 850 mts altitude. Esta ocorrendo que nos ramos produtivos nas gemas de produção estão vindo brotações, em algumas rosetas entra-se 1 botão e alguns brotos. Àrea com 60.000 plantas. Em anexo.. Fotos

 

Resposta:

Senhor Eldenir, a transformação de gemas florais em vegetativas ocorre em cafeeiros, e, em pequena proporção, é normal. No seu caso, talvez pelo stress das plantas, talvez por algo que tenha bloqueado o crescimento na ponta dos ramos (deficiência de B, seca, frio, temperaturas muito altas, stress por carga etc) esta quantidade de bifurcação ou palmetamento de brotos novos, junto às rosetas esteja grande, como mostra na foto. Isso, realmente, prejudica a produção do ano, porem, no caso de regiões mais quentes ,esses novos ramos ainda acabam dando flores, mais adiante, na mesma safra. Matiello

Município: 
Ouro Fino
Estado: 
MG
em minha plantaçao de cafe catucai 785-15, que foi plantada em dezembro esta ocorrendo em quase todos os pes uma brotaçao proximo a terra? Qual motivo de isso estar acontecendo? Como devo conduzir a plantaçao? Devo arrancar e plantar outras mudas, ou conduzir as brotaçao?

 

Resposta:

Senhor José, diz que em sua plantação de cafe catucai 785-15, que foi plantada em dezembro, está ocorrendo, em quase todos os pés, uma brotação próxima à terra. Pergunta qual motivo de isso estar acontecendo e como deve conduzir a plantação. Pergunta se deve arrancar e plantar outras mudas, ou conduzir as brotação.

Nós atendemos dizendo que a variedade Catucai 785-15 já tem uma tendência de brotar mais, pois tem origem no Icatu, e este no robusta que brota demasiado. As brotações ocorrem por conta de alguns fatores, sendo o principal a insolação no tronco das plantas, por uma quebra da dominância do ponteiro, por algo que o danificou, por exemplo, pelo efeito do frio, ou, ainda, por canela de geada, ou seja por uma queima na casca do tronco, então a planta começa a brotar em baixo. A condução deve ser feita conforme a causa. Quando a brotação for a normal, sem problema de canela de geada, a planta deve ser desbrotada, deixando apenas a haste principal. Caso seja a canela de geada, nesse caso, deve-se deixar crescer um pouco mais o broto, e, quando este estiver com 5-10 cm deve-se cortar acima dele e deixar este broto como haste definitiva. Arrancar só se não houver jeito. Matiello

Município: 
Monte Carmelo
Estado: 
MG
Isso vem ocorrendo em minha região, Monte Carmelo, na maioria dos produtores, tanto que a Cooxupé está com dificuldades de conseguir cafés com o padrão Nespresso, qual seja 35% de peneira 17 acima.

 

Resposta:

Senhor Marcos, Pergunta o  que pode ter ocorrido para os grãos desta safra estarem miúdos (frutos cascudos) uma vez que não faltou umidade na fase de granação. Diz que isso vem ocorrendo em sua região, Monte Carmelo, na maioria dos produtores, tanto que a Cooxupé está com dificuldades de conseguir cafés com o padrão Nespresso, qual seja 35% de peneira 17 acima. Nós atendemos às suas duvidas dizendo que o tamanho do fruto e dos grãos de café está correlacionado com os principais fatores responsáveis pela produção e acumulo de energia/reservas pela planta e seu carreamento para o fruto. Dentre esses fatores destacam-se o suprimento de nutrientes e de água e a condição climática, pelo efeito de luz e temperatura, fatores que influem na fotossíntese. Em condições de cerrado temos evidenciado frutos menores por efeito de falta de água. Como diz que aí isso foi normal, outro fator pode ter sido temperatura e insolação em níveis maiores, que influi diretamente, reduzindo o processo de produção de reservas  e, indiretamente, aumentando a perda de água pelas plantas. Matiello

Município: 
Taiobeiras
Estado: 
MG
Cafe catuai 62 segunda safra, 10000 plantas por ha.Este ataque esta presente em algumas plantas, seria cercospora?

 

Resposta:

Senhor Eldenir, o senhor diz que este ataque, que manda em fotos, está presente em algumas plantas de cafe catuai 62, de  segunda safra e pergunta se seria cercospora.  Nós indicamos que temos visto esse problema em larga escala neste ano. Fizemos até uma folha técnica a qual pode consultar no site da Fundação Procafé e chamamos a anormalidade de manchas marrons dos frutos. Vimos que o problema se situa apenas nos ramos mais expostos ao sol e sempre do lado de cima do ramo. Nós desconfiávamos de cercosporiose ou de leprose, porem, as evidencias que temos, ate o momento, é de que a causa está ligada a um efitos do sol, por temperatura ou pelo choque térmico. Estamos ainda, fazendo estudos e pesquisas e esperamos definir com certeza futuramente. No entanto descartamos a hipótese de cercosporiose ou de leprose. Matiello

Município: 
São Sebastião da Grama
Estado: 
SP
Olá Prezado Senhores, Boa Tarde, Está ocorrendo um fenômeno em nossa lavoura de café; Gostaríamos de saber se isso é localizado ou tem acontecido em outras regiões cafeeiras; Tenho uma lavoura de café da Variedade Tupi, espaçamento 2,80 x 0,70 , 21° 42.539'S , 46° 44.051'O , Altitude 1350 m ; As lavouras estão com os ramos produtivos da próxima florada com flor, e a última florada não foi vigorosa nessa lavoura de café; A lavoura estão em fase de produção e no mesmo momento está com flores de café;

 

Resposta:

Senhor Daniel, em sua pergunta diz que está ocorrendo um fenômeno em sua  lavoura de café, da variedade Tupy, em a ltitude 1350, dizendo que  os ramos produtivos da próxima florada com flor, e a última florada não foi vigorosa nessa lavoura de café . Quer saber  se isso é localizado ou tem acontecido em outras regiões cafeeiras. Manda a foto aqui apresentada, onde

se pode ver o abotoamento na parte nova dos ramos e a frutificação na parte velha.

Nós respondemos dizendo que a floração está ocorrendo, sim, porem em poucas áreas e lavouras. Ela ocorre em função das condições de clima mais frio e chuvoso, portanto em zonas de altitude mais elevada, isto normalmente. Neste ano, mesmo em regiões mais baixas vem ocorrendo, pois se trata de um ano muito chuvoso. A variedade e o tipo de nutrição também influem. Algumas variedades se estressam mais e tem floradas mais uniformes e adubações nitrogenadas tendem a aumentar a desuniformidade do florescimento. Matiello

Município: 
Boa Esperança
Estado: 
MG
Quais podem ser as causas desse sintoma? O que fazer pra controlar? Lavoura de 1 ano Solo de textura média mais pra arenosa. Cultivar catuai.

 

Resposta

Senhor João, A guia do cafeeiro mais curta pode ser motivada por fatores que estejam retardando o desenvolvimento dos cafeeiros. Os mais comuns observados são a deficiência de boro e a falta de água. Matiello

Município: 
Piedade de Caratinga
Estado: 
MG
Espaçament0: 3,0 x 1,5 m 1ª adubação: Início de novembro 240 g 20-10-20 2ª adubação: Última semana de Dezembro 260 g 20-10-20 Principal Florada: 30/10/2015(outubro: 78,0 mm; Novembro: 130,0 mm ; Dezembro: 145,0mm e Janeiro até agora 280 mm.) Pulverizações: 2 aplicações já foram feitas com sais+ Kocide(1,6 kg/ha)+Nativo(1,0 litros/ha)+Comet(0,5 litros/ha)+Rimom(0,3 litros/ha)

 

Resposta:

Senhor Eustáquio,

O senhor envia fotos onde podem ser vistos  os frutos verdes caídos e alguns pretos, menores,  estes junto às rosetas de frutos verdes, maiores. Cita que fez boas adubações e pulverizações.

Nós verificamos as fotos que enviou e conhecemos o que vem ocorrendo, nessa época, em muitas lavouras. Não se trata de falta de nutrição ou de doenças. O que acontece é uma queda natural de frutos, aqueles menores, pois , como ocorreram diversas floradas, a planta está drenando as suas reservas para os frutos maiores e, assim, os menores ficam fracos e caem. O senhor pode verificar que, na base dos frutos caídos, pode ser encontrada um tipo de farinha branca, que se desprende com a unha.

A maior queda de frutos está associada a 3 tipos de fatores – primeiro ao nível de enfolhamento das plantas, ou dos seus ramos produtivos, na época da floração, sendo que o menor enfolhamento aumenta a queda de frutos lá adiante. Segundo – à uniformidade da florada, pois a frutificação em diferentes períodos tende a levar a uma maior queda, pela prioridade do dreno para os frutos maiores. Terceira – não sendo o principal em seu caso, em anos e em regiões muito úmidas, uma mumificação por ataque de fungos.  Matiello

Município: 
BOA ESPERANÇA
Estado: 
MG
Ola senhores, desde ja meus parabéns pelo brilhate trabalho desenvolvido pela PROCAFÉ Esta lavoura da foto, esta com nove meses,com as ultimas chuvas veio a florescer. São aproximadamente 4000 mil pés. Gostaria de saber se esta florada pode prejudicar o crescimento?Acho que nao! A eliminação manual pode beneficiar ou prejudicar a planta ou não resultar em nada? Caso positivo,quando e como deveria elimina-los? Ha se existe algum material de pesquisa sobre isso? Muito obrigado

 

Resposta:

As variedades de café atuais, realmente, são muito precoces na produção, emitindo florada mesmo no primeiro ano de campo. Isto acontece por que os ramos laterais, produtivos, já ficam amadurecidos e nos seus nós emitem gemas florais. Não se tem trabalhos de pesquisa para verificar o efeito da retirada dos frutos, sobre o desenvolvimento das plantas jovens. Em plantas adultas, sim, elas voltam a produzir mais no ano seguinte, ou seja, invertem o ciclo. Em algumas culturas, como nos citrus, era comum, no passado, a retirada de frutos da primeira e pequena frutificação. Nos cafeeiros achamos que isso não é indicado, mesmo por que, existindo um grande numero de plantas por ha, esta operação daria muito trabalho e custo. Seria o caso de adubar bem a lavoura para que ela suporte a pequena frutificação e o crescimento ao mesmo tempo. Matiello

Município: 
Araguari
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Guilherme,

O stress hídrico consiste em se deixar de irrigar os cafeeiros por um pequeno período, de julho a setembro, dependendo da região,  por 40-60 dias, para que possa haver amadurecimento mais uniforme das gemas florais, com isso resultando em uma floração mais uniforme, quando da retomada da irrigação ou das chuvas. Este stress procura imitar o que já ocorre naturalmente, nas regiões como a sua, em Araguari, no Triangulo Mineiro.

Este stress deve ser iniciado na fase de produção da lavoura. Durante a formação das plantas, nos 2 primeiros anos, não se justifica o stress pois as plantas estão crescendo e, assim, não necessitam de  stress, ao contrário, quanto maior o suprimento de água e de nutrientes maior vai ser o seu desenvolvimento. Alem disso, por possuírem sistema radicular ainda pouco profundo, sofreriam demasiado com o stress. Matiello

Município: 
Campos Altos
Estado: 
MG

Resposta:

Senhor João Paulo,

A aplicação foliar de cálcio e boro, na pré ou pós-florada não encontra justificativa nos trabalhos de pesquisa. Dois estudos, no Sul de Minas e no Triangulo, em Minas, mostraram que, sob condições normais de suprimento desses 2 nutrientes (cálcio e boro) via solo, a aplicação adicional, via foliar, pouco acrescenta ao seu suprimento para a planta.

Veja que o cálcio é um macro-nutriente, exigido em grande quantidade para o cafeeiro, e, assim, devendo ser suprido via solo. O boro, sendo um micro-nutriente, é exigido em pequena quantidade, porem, também, a via solo é a mais adequada, pois fornece o nutriente de forma duradoura, por até 1,5 ano. Deste modo, não vemos a necessidade de fornecer estes nutrientes via foliar, pois pouco acrescenta e eleva o custo desnecessariamente. Matiello

Anexo: 
Município: 
Bonito
Estado: 
MA
temos uma area com desfolha como na foto em anexo.Tres anos irrigada adubaçao e pulverizaçao como outras areas sem o menores problemas.Que tipo de falta pode ser? Obrigado

 

Resposta:

Senhor Antonio,

Existem muitas causas que podem levar à desfolha dos cafeeiros. As mais comuns são devidas a stress  hídrico, esta descartada pois diz que sua área é irrigada. A segunda causa mais comum é a desnutrição, especialmente em relação ao nitrogênio e ao magnésio, e o ataque de pragas e doenças. Diz que faz as adubações e o controle adequados. Outro fator que pode levar à desfolha é a ação de ventos frios. Como a penas uma parte de sua área está sofrendo desfolha veja e analise o solo (física e quimicamente)  nesta mancha, mande examinar as raízes dos cafeeiros nesta área, pois pode ser um solo muito pobre ou fisicamente inadequado e pode ser uma mancha com plantas com raízes deficientes. Matiello

Anexo: 
Município: 
Ouro Fino
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Hélio,

De fato a foto mostra frutos com sintomas bem estranhos. Estivemos trocando ideias sobre a causa e achamos o seguinte – Deve tratar-se da rachadura de frutos, a qual, normalmente, está associada a chuvas e o mais comum é sua ocorrência em frutos maduros. No entanto, temos visto também em frutos verdes, neste caso, quase sempre relacionado aos frutos onde uma loja está vazia. Parece que uma semente, ao se desenvolver e estando a outra loja vazia, ocorre um tipo de forçamento de um lado e a casca rompe. Veja se  a lavoura tem apresentado frutos de coração negro. Se sim, você pode confirmar a causa indicada.  Matiello e Saulo 

Município: 
Ilicínea
Estado: 
MG
Boa Tarde, Sou Secretário de Agricultura em Ilicínea-MG e estamos Precisando do Relatório da Media Histórica de chuvas de 2014 da cidade de Boa Esperança para usarmos como referência em um Decreto Emergencial.Poderiam nos informar se possível. Desde já obrigado. Att Edvaldo Belinelli 035/8426-2930 ou 035/3854-1956

 

Resposta:

Senhor Edvaldo,

No site da Fundação Procafé www.fundacaoprocafe.com.br no item boletins de aviso você pode encontrar todos os dados de chuvas, temperaturas, crescimento dos ramos etc. Dali retiramos os dados que o senhor nos solicita. Vemos que a média histórica ( de 1974 a 2013) em Varginha indica chuvas totais de 1472 mm no ano e em 2014 choveu apenas 698mm. Matiello

Município: 
Carmo do Paranaiba
Estado: 
MG
Aqui no Alto Paranaiba, mais especificamente em Carmo do Paranaiba tivemos floradas muito tardias (01/11), agora apos um veranico de 25 dias e um acumulado de 60 mm de chuva em 4 dias estamos observando grande secamento e queda de chumbinhos. As condições climáticas não vem sendo favoraveis a proliferação de phoma ou outra doença que possa causar essa grande perda na produção. Contamos com o apoio de vocês para repassar uma informação consistente aos nossos cafeicultores. Abraços.

Resposta:

Senhor Adriano,

De fato podem existir 2 tipos de causas para a queda e mumificação de frutos. No entanto, como cita, as condições climáticas não tem favorecido o desenvolvimento das doenças fungicas, pela seca e calor. Por outro lado, agora é o período normal de queda de chumbinhos ligada à insuficiência de reservas para o seu crescimento. Esta queda rem sido demonstrada, em maior escala, em lavouras que floresceram mais desfolhadas, em lavouras com carga alta e em cafeeiros com diferentes floradas, quando os frutos maiores são o dreno para as reservas, ficando os menores debilitados e, assim, acabam caindo. Matiello

Anexo: 
Município: 
Rio Paranaíba
Estado: 
MG
Eu estava coletando folhas para análise foliar, no entanto, me deparei com um ramo que possuía 03 folhas por internódio e em todos os internódios do ramo, visto que esse ramo era único na planta, não havendo nem um outro nessa planta nem mesmo no restante do talhão por onde coletei mais folhas, já viram algo assim e o que vocês acham que pode ter acontecido? Grande abraço! Segue em anexo a imagem do ramo.

 

Resposta:

Senhor Diego,

Muito boa a sua atenção, pois isto que está ocorrendo aí, a presença de 3 folhas por nó, em apenas em um ramo, é raríssimo. A mesma coisa tem ocorrido quando saem 3 ramos produtivos(laterais de um mesmo nó da haste principal.

A presença destas mudanças chamamos de mutação, no caso apenas no tecido vegetativo (mutação somática), já que ela não se reproduz em toda a planta. Já tentamos clonar plantas que tinham 3 ramos por nó e não houve reprodução dessa característica nas plantas novas. Matiello

Município: 
Simonésia
Estado: 
MG
seria um desbalanço na relação C/N nestas regiões onde são áreas de maiores teores de matéria orgânica? só pela mudança de adubação com menores teores de nitrogênio melhoraria o pegamento?

 

Resposta:

Senhor Fernando,

O pegamento de florada do cafeeiro em regiões de altitude elevada, de clima mais frio e úmido,  está ligado a 2 tipos de fatores . Primeiro o balanço hormonal, já que nestas regiões o cafeeiro tem tendência de vegetar mais e florar menos. Nesta linha, reduzir um pouco a aplicação de nitrogenado,  em relação à adubação potássica,  tende a melhorar a floração. Quanto ao pegamento dessas flores, aí entra um segundo fator, a ocorrência de doenças, que atacam as flores e chumbinhos, no caso a Phoma-Ascochyta. Neste caso, a própria redução do nitrogênio já ajuda na redução dessas doenças, mas, melhor é usar o controle químico, através de pulverizações de fungicidas específicos na pré e pós-florada.

Não vemos relação do pegamento da florada com a relação C/N do solo. Matiello e Saulo

 

Município: 
BRASÍLIA
Estado: 
DF

Resposta:

Senhor Janio,

Até o momento, dia 16 de janeiro, as lavouras apesar de estarem sofrendo com a seca, e, em muitos casos, sem a possibilidade de irrigar, por falta de água, as perdas ainda são pequenas. No entanto, se a seca se prolongar até fins de janeiro, começarão, rápidamente, os problemas de chochamento dos grãos. Tomara que São Pedro tenha dó dos cafeicultores. Dois anos seguidos de estiagem não dá pra aguentar. Matiello

 

Município: 
Taiobeiras
Estado: 
MG

Resposta:

Senhor Eldenir Ferreira de Sena

Foi muito boa a sua observação, pois nos dá oportunidade de mostrar os efeitos de desfolha, por pragas e doenças.

 O que derruba as folhas é a produção de etileno, um hormônio que é o mesmo que amadurece os frutos. O etileno  é produzido em maior escala pelos tecidos em apodrecimento. Por isso é que as folhas atacadas pelo Bicho Mineiro, que possuem maior área necrosada ou apodrecida , nas minas, acelera a derrubada das folhas.

No caso da chuva de granizo as rasgaduras e ferimentos saram e fica pouca área apodrecida nas folhas, a menos que, em tempo frio e úmido, em zonas de maior altitude, entrem doenças, como Pseudomonas e Phomas, estas, causando necrose nos tecidos, vão acelerar a derrubada das folhas, à semelhança do bicho mineiro.

Dentre as pragas e doenças o Bicho mineiro é a que provoca a desfolha mais rápida, seguida da cercosporiose, também rápida, depois a Phoma, e, por último, com desfolha mais lenta, vem a ferrugem.

 

Anexo: 
Município: 
Coromandel
Estado: 
MG

Resposta:


Senhor  Luiz Américo

Nós, técnicos aqui da Fundação, já  havíamos visto coisa parecida, porem de forma parcial. A foto mostra folhas esbranquiçadas e pequenas, isto se devendo, com certeza, ao efeito de frio em cafeeiros, quando estas folhas se encontravam ainda novinhas, havendo morte de cloroplastos, o que dá a cor clara na folhagem.

Quanto às  partes verdes, que permaneceram nas folhas, achamos que elas se devem a algum tipo de proteção, contra o frio, que aconteceu na noite/manhã do evento. Parece, pela forma dessas manchas, de cor verde escuras, que o tecido foliar ali presente ou tinha localmente um maior conteúdo de sais, ou houve o acúmulo de gotas de pulverização, cuja umidade ou o resíduo deixado, tenha efeito de proteção dos cloroplastos. Matiello e Saulo.

Anexo: 
quero tentar fazer uma correlação de secas de 1963 e 1985 , com esta de 2014.

 

Resposta:

Sr. Marco Antonio Jacob

 

O aumento do numero de plantas por área, até certo ponto tende a aumentar o consumo de água do solo, pois mais área foliar estará transpirando água. No entenato, esta necessidade não aumentata diretamente na mesma proporção, ou seja, 3000 plantas não precisam 3 vezes mais água do que 1000 plantas. Isto por que, com maior proximidade das plantas a água evaporada por uma acaba “abafando” um pouco a evaporação da vizinha, elas estando mais próximas.

Para efeito da comparação com as estiagens anteriores devem ser levadas em conta, ainda, os tipos de solo onde as lavouras se encontravam, as altitudes e as variedades cultivadas. Hoje em dia, as variedades de porte alto, pouco significativas no passado, se apresentam mais resistentes à seca. Matiello

Município: 
Serra Negra
Estado: 
SP
qual o melhor considerando preço de compra, durabilidade, e custo de operaçao?

 

Resposta:

Senhor João, pergunta qual  o melhor secador rotativoconsiderando preço de compra, durabilidade, e custo de operação. Pra nós fica difícil responder, pois não temos um estudo de durabilidade desse equipamento. O que temos visto é que essa durabilidade depende da grossura da chapa usada e, logicamente, da proteção que deve ser feita, de preferência todos os anos, com limpeza e pintura no pós-uso, praparando pra safra seguinte. Nessas condições temos visto que o equipamento dura normalmente, por 20 anos e até mais. Ao escolher ou adquirir, então se certifique da chapa usada e da tradição do fabricante. Matiello

 

Resposta:


Sr. Henrique Valério Ferreira de Carvalho

De fato, precisamos melhorar muito em termos de estimativas das safras cafeeiras no Brasil. A Conab, responsável por números oficiais da safra, não tem conseguido, com os resultados apresentados, a confiança necessária do mercado. Não se conhece, em detalhe, toda a metodologia empregada pela Conab, em suas estimativas, porem vemos que sem um acompanhamento objetivo, em campo, é impossível chegar aos níveis reais da produção brasileira de café.

Neste sentido, fizemos um projeto e encaminhamos ao CNC-Conselho Nacional do Café, para usar uma metodologia de acompanhamento da produtividade em cerca de 5000 propriedades sorteadas, nas diferentes regiões. Estamos aguardando a disponibilização de recursos para o trabalho.

Sobre o numero inicial divulgado pela Conab, na faixa de 48-49 milhões de sacas, como expectativa da próxima safra, vemos que as lavouras, em função do stress pela carga anterior, mais o stress climático, não apresentam potencial para produzir em 2015 mais do que em 2014. Ao contrário, tudo indica que irão produzir menos. Matiello

Município: 
Mutum
Estado: 
MG
Cafe conilon clonal fertiirrigado de 20 em 20 dias

 

Resposta:

Senhor Maikel, sobre o tempo de irrigação necessário após parar de injetar o adubo, em sistema de gotejamento em cafeeiros, temos a dizer que este tempo de injeção de água é mais para limpar o sistema, pra reduzir resíduos de entupimento, do que pra evitar perda dos adubos. No caso, eventuais perdas de nitrogênio, da fonte ureia, já são evitadas pela própria grande diluição que ocorre da ureia na água de irrigação. Quanto a perdas de lixiviação, ela só ocorreria se a irrigação fosse excessiva, ou, então, por chuvas de grande volume. Sobre o que diz que injeta adubos de 20 em 20 dias, temos a considerar  que não precisa tantos parcelamentos em lavouras de café. As pesquisas mostram que mais de 8 parcelas ao ano são desnecessários, devendo ser concentradas de setembro a março, parando no intervalo de abril a setembro. Adubações o ano todo apenas pra cafeeiros nos 2 primeiros anos de campo, até a entrada de produção. Matiello

 

Município: 
Três Pontas
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Fernando, como disse existem vantagens e desvantagens do gotejo enterrado. As vantagens, no cafeeiro são a proteção da mangueira contra roedores e contra danos mecânicos, por ferramentas, colhedeira de café do chão etc. As desvantagens são a necessidade de maiores cuidados com entupimentos, eventualmente tendo que haver injeção de ácidos  e herbicidas e a possibilidade de acidificação do solo em profundidade sendo, ali, de mais difícil correção. Alem disso, com as mangueiras enterradas não é possível os consertos que seriam possíveis nelas quando na superfície do solo. Também fica difícil, caso se desista da cultura ou se queira fazer ajustes nela aproveitar as mangueiras, pois elas podem estar sob as raízes do cafeeiro. Matiello

Município: 
Vargiha
Estado: 
MG
A fazenda é na região de varginha. Totalizando 100 mil pés (divididos em duas lavouras), das cultivares mundo novo e catuaí vermelho, no espaçamento 3,5 x 0.9. A lavoura é 100% mecanizada.

 

Resposta:

 

Senhor Rafael

A região de Varginha tem, de fato, apresentado respostas à irrigação em cafezais, isto por que ocorrem déficits expressivos, de mais de 100-150 mmm anuais, em certos anos. Em 2014 este déficit foi muito grande, atingindo cerca de 260 mm em outubro.

Assim, os resultados de ensaios de irrigação, realizados na Fda Experimental da Fundação Procafé, em Varginha, tem mostrado, em média de 6-8 anos, um acréscimo de produtividade de 30-35% pela irrigação suplementar, este devendo ser o sistema a ser utilizado, pois em muitos períodos chove bem e a complementação da água necessária deveria ser feita, apenas, nos períodos de carência.

Deste modo, o acréscimo de produtividade verificado pela irrigação na região e, mais, a vantagem de poder programar a nutrição e a aplicação de alguns defensivos (via fertirrigação e quimigação) tornam a prática economicamente viável na região.

Quanto ao que necessita para o planejamento da irrigação, a primeira coisa é sua disponibilidade de água, de rios, riachos, represas, etc, sempre com a devida outorga dos Órgãos Oficiais. Para o seu cálculo, com cerca de 31 ha de cafezais, seria necessário, pelo menos, cerca de 31 mil m3 em um mês, o que daria para irrigar 100mm neste período. Isso corresponde a uma vazão 43 m3 por hora ou 11 litros /seg. Em caso de irrigação localizada, esta quantidade pode ser 30-40% menor. No caso de água reservada, em represas, o cálculo da disponibilidade de água deve ser feito pela área da represa multiplicada pela profundidade média dela.

A segunda coisa é ter a planta da localização da lavoura em relação à fonte de água, com dados plani-altimétricos, de forma a facilitar os cálculos para um pré-projeto.

Então, com auxilio de um especialista, pode ser decidido o sistema de irrigação a utilizar e a confecção do projeto definitivo de instalação/operação da irrigação.

Os sistemas de irrigação localizada, como aqueles com tripas, mangueiras, micro-jets ou gotejamento são os mais indicados, com economia de água, no entanto outros aspectos muito importantes na tomada de decisão devem ser a durabilidade e o custo do sistema, bem como a facilidade operacional.

Quanto à fertirrigação, o equipamento necessário vai depender do sistema de irrigação escolhido, sempre pensando em irrigação localizada, pois os adubos irão ser aplicados apenas na linha de cafeeiros. Em certos períodos, mesmo com a irrigação implantada, pelo menos uma parcela de adubo deve ser esparramada sob ou na projeção da saia do cafeeiro, isto na época normal de chuva. Matiello e Rodrigo.

Município: 
Cristais
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Edgard, como em sua região, em Cristais, existem boas condições pra mecanização, pela boa topografia dos terrenos, nós indicamos pras 3 variedades, todas com diâmetro de copa maior, um espaçamento de 3, 7- 3,8 m por 0,5 m. Matiello

Município: 
Rio Paranaíba
Estado: 
MG
Estou com 0,5 ha em área de montanha, todo trato será manual. Estou numa região com 1200 m de altitude. Escolhi a variedade catucai 24.137 e pretendo plantar adensado 2,0 x 0,5 para futuramente 4-5 safras retirar uma linha ou podar assim que a lavoura fechar demais. Gostaria de saber se meu posicionamento está correto. Desde já obrigado!

 

Resposta:

Senhor Lucas, diz que está  com 0,5 ha em área de montanha, todo trato manual, numa região a 1200 m de altitude, tendo escolhido a variedade catucai 24.137, pretendendo plantar adensado 2,0 x 0,5 para futuramente 4-5 safras retirar uma linha ou podar assim que a lavoura fechar demais. Pergunta se seu posicionamento está correto. Nós atendemos dizendo que se for manter sempre adensado, com podas periódicas, o espaçamento de 2 m nas ruas está ok. Mas se pretende, no futuro, tirar uma linha deveria reduzir este espaço para 1,75, pois ficaria com 3,5 futuramente, sendo que 4 m seria um pouco largo pra variedade catucai 24-137 que tem uma copa estreita.  Por outro lado, como diz que a área é montanhosa, ou seja, sem  mecanização xconvencional, poderia abrir um pouco mais na rua, para 2,5 a 3,0 m e explorar por mais safras inicialmente, sem mexer, ai, quando fechar, faria o sistema safra zero, esqueletando a cada 2 anos, este seria o sistema semi-adensado. Matiello

Município: 
Franca
Estado: 
SP
Prezado Matiello, gostaria de saber qual a distancia adequada entre plantas em area fria, se posso utilizar o Premiere Plus no pos plantio para um melhor oegamento no campo e em quanto tempo ja devo fazer a desbrota desse cafeeiro?

 

Resposta:

Senhor Luciano, diz que  gostaria de saber qual a distancia adequada entre plantas em área fria, e se posso utilizar o Premiere Plus no pós plantio para um melhor pegamento no campo e em quanto tempo já devo fazer a desbrota desse cafeeiro.  Nós atendemos dizendo que o espaçamento entre plantas na linha deve ser de 0,5 m e na rua de 3,5 a 3, 8 m. Sobre o uso do Preemier Plus ele pode ser feito no pó-plantio pra melhorar o sistema radicular fino e dar efeito verde às plantas novas. A desbrota deve ser feita nos brotinhos que venham a aparecer no tronco das plantas novas, desde os 6 meses de campo, visando conduzir um só tronco por planta. Matiello

Município: 
Batatais
Estado: 
SP
Quais seriam os cuidados essenciais no plantio e no pos plantio afim de um bom desenvolvimento do sistema radicular das plantas? Como seria a adubacao e outros cuidados especiais devem ser tomadas durante o primeiro ano do cafe? Desde ja agradeco a atencao.

 

Resposta:

Senhor Cesar, pergunta sobre quais seriam os cuidados essenciais no plantio e no pós plantio a fim de um bom desenvolvimento do sistema radicular das plantas? Como seria a adubação e outros cuidados especiais devem ser tomadas durante o primeiro ano do café. Nós atendemos dizendo que os cuidados são muitos e ficaria difícil colocá-los todos aqui. Assim vamos dizer sobre os principais. Deve-se usar mudas boas, de variedade produtiva e resistente, adaptada à região e espaçamento adequado. No plantio, após análise de solo, cuidar com a adubação do sulco, onde são essenciais o calcário e adubo fosfatado. Manter as plantas desbrotadas, manter controle das pragas e doenças e a linha bem limpa de ervas. Caso haja vento colocar um quebra vento no primeiro ano. A adubação no pós-plantio vai ser feita em 3-4 parcelas ao ano com formulas ou adubos simples com nitrogênio e potássio. As doses vão crescendo a cada ano e a partir do inicio da produção significativa, aos 2,5 anos de idade, deve-se iniciar a adubação com base na produtividade esperada. A Fundação possui um manual completo da cultura do café e lá o senhor pode encontrar tudo, bem detalhado. Contate pelo e-mail contato@fundacaoprocafe.com.br. Matiello.

Município: 
Patrocinio
Estado: 
MG

 

Resposta:

Senhor Leandro,

Diz que quer  plantar um café na região de Patrocinio- MG e gostaria de saber uma variedade boa para pequeno produtor e, também, saber da variedade siriema . Nós atendemos dizendo que em condição de cultivo de sequeiro, em Patrocinio, indicamos a variedade Asabranca ou se irrigado a variedade Arara. Elas são bem produtivas e resistentes. Quanto ao material de Siriema ainda não temos sementes suficientes pra plantio comercial. Ela é produtiva e resistente ao bicho mineiro e à ferrugem, com maturação bem precoce. Aguarde pois ano que vem teremos sementes. Matiello

Município: 
Campos Altos
Estado: 
MG
Com tantos materiais disponíveis, gostaria de uma opinião da fundação quais materiais escolher.

 

Resposta:

Senhor João, temos aí próximo um ensaio já com 8 safras e o material que vai melhor é o Guará, o qual lhe indicamos, juntamente com o Arara. Matiello

Município: 
Santa Rita de Caldas
Estado: 
MG
Conforme descrevi na outra pergunta e esqueci de mencionar o nome do produto que o agrônomo dá adubos real me indicou seria o maxim dá Syngenta, seria o tratamento para canela seca de café novo e doença de raiz, o que os senhores poderiam me informar sobre o caso? Pesso desculpa por não ter mencionado o produto